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segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Toureiro Equestre, quo vadis?


As tradições, a arte, tudo o que nos rodeia, evolui. Se não o fazem, acabam por se ir perdendo no horizonte da memória. A tauromaquia não foge a este princípio. Há que evoluir, há que procurar novos motivos de interesse, mas também há algo que jamais se pode perder: as bases, a essência e os princípios. Tudo isto parece um pouco contraditório, mas é importante que se tenha consciência de que há uma fronteira muito ténue entre o que se entende por evolução e aquilo que é a transformação/desvirtuação. Serve esta pequena introdução para que se reflicta um pouco sobre o actual panorama do Toureio Equestre em Portugal.

Neste momento, e cada vez mais, é debatida a forma de atrair mais aficionados às praças de toiros, mediante a apresentação de cartéis aliciantes. O que é facto é que a chamada “nova geração” não tem tido o condão de arrastar multidões. O toureio nacional parece estar adormecido, faltando figuras que arrastem multidões. Ainda são os nomes da “geração de ouro” que chamam o público às bancadas (quando chamam!). Não há aqui qualquer tipo de saudosismo ou apologia do “antigamente”, mas a realidade é que não tem havido evolução que cative de forma verdadeira e com emoção, quem assiste. Cada vez mais assistimos a imitações. Imitações que pura e simplesmente descartam as já referidas bases e essência. Tudo ao abrigo de uma pretensa evolução que não passa de um desvirtuar das regras mais elementares. É claro que existem excepções e, ainda bem que as há! Mas o problema é mesmo esse: são excepções, não são a maioria.

Portugal assiste a uma espécie de “mais do mesmo”, com a agravante de esse “mesmo” estar esbatido. Há algumas décadas, assistiu-se à grande revolução do toureio equestre, facto tão badalado sempre que se fala em João Moura, seu autor. Houve realmente uma alteração de conceito, mas as bases sempre estiveram lá e foram respeitadas. Serviu esta acção do Cavaleiro de Monforte, para que também o toureio equestre evoluísse (e de que maneira) em Espanha. No entanto, agora deu-se uma espécie de efeito boomerang: muitos dos que por cá andam e vestem de casaca e tricórnio, parecem ter colocado de parte os fundamentos da Arte que elegeram, para se dedicarem ao que de menos verdadeiro vem do lado dos vizinhos Ibéricos. Há quem diga que é de facto uma questão de conceito. Talvez seja…

Tourear a cavalo não se resume à cravagem dos ferros. O momento da reunião, as sortes, aquela fracção de segundo interminável é o resultado máximo de toda uma série de momentos de preparação que são necessários e fundamentais. Exige-se a um Cavaleiro que saiba montar a cavalo. Não é possível alguém querer dominar o ímpeto e a investida de um toiro se não souber, antes de tudo, ligar-se à sua montada como se um fosse o prolongamento do corpo do outro. Hoje assiste-se a uma equitação pior, apesar de existirem cavalos cada vez melhores e com mais ferramentas. Hoje já ninguém vai buscar uma montada que anteriormente andou na lavoura, preso a um sacho. Hoje todos sabem a linhagem das suas montadas e escolhem-nas por isso. Curiosamente, os cavaleiros ditos “classicistas”, são aqueles que melhor equitação demonstram. São aqueles que de facto parecem um centauro em praça, mostrando uma união e um domínio tal com a montada, ao ponto de nem marcas de esporas se verem no final das lides.

Aliado a uma equitação mais deficitária, vem todo o resto. E quando acima referia que a cravagem do ferro é o resultado de toda uma preparação, também me referia à interpretação do comportamento do toiro. Há que observar o oponente, há que prová-lo com a montada, há que perceber quais os seus terrenos, há que mexer com o toiro e dar-lhe a lide adequada, não a que vem decorada de casa. Muitos destes aspectos têm-se perdido, parecendo que já muito poucos lidam. Talvez uma das razões para que isto aconteça, seja a escolha de encastes que, hoje em dia, já é regra para muitos. São poucos os que enfrentam qualquer encaste. Já quase não existem Cavaleiros que se formam para enfrentar qualquer toiro. Agora são formados toiros que sejam capazes de enfrentar qualquer Cavaleiro. Nem vale a pena estar a amaldiçoar o encaste Murube, tão de eleição dos Cavaleiros actuais. Os toiros-telecomandados e quase “costum-made”. Mas é maioritariamente com esses que se assiste ao que tem proliferado nas praças nacionais.

As lides (quando existem, na verdadeira acessão da palavra) são cada vez mais acessórias. Não se brega, não se escolhem bem os terrenos. Interessam sim, os adornos (muitos!), os números circenses do cavalinho. As sortes não são preparadas, interessando apenas cravar, de preferência com um câmbio gigante na cara de um toiro com pouco andamento, deixando o ferro quando o oponente já está quase para além da garupa. Rematar a sorte? Muito poucos sabem o que é! Assim se toureia… o público (todos nós!) … e o público gosta! O Cavaleiro explode de emoção e todos aplaudem uma obra distorcida. Deixou de ser a acção na arena a transmitir emoção, para ser o Cavaleiro com a sua euforia e exuberância de festejos a procurar transmiti-la à assistência. O público gosta…. Pois! Mas, depois de assistirem a duas ou três corridas em que tudo é igual, em que tudo está formatado e já se sabe ao que se vai, esse mesmo público começa a querer ver e sentir a verdadeira emoção. Se não a encontra, se não a consegue renovar, procura outro tipo de fonte e abandona as bancadas das praças de toiros.

É no toureio fundamental, na preparação das lides, no cravar ao estribo vencendo o piton, no enfrentar toiros de verdade que mostrem perigo, que está a “galinha dos ovos de oiro”. Sempre ali esteve, não são necessários outros artefactos. Há que evoluir, mas há que perceber que a verdadeira emoção, é aquela que resulta na transformação do verdadeiro perigo em momentos sublimes de arte. A verdadeira emoção é a que resulta da fusão do conhecimento e capacidade de entendimento Cavaleiro/Cavalo com o ímpeto bravio do toiro. São estes momentos de pura imprevisibilidade que fazem com que as pessoas queiram assistir a momentos irrepetíveis de forma repetida, sentindo a emoção e verdade que o toureiro a cavalo deve transmitir.

Bruno Bettencourt
Foto: Paulo Gil

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

O matador açoriano que vive em Jacarta



A oito fusos horários da ilha Terceira, onde nasceu, e a 30 horas de viagens de avião de Portugal,Mário Miguel Silva garante que está adaptado a Jacarta, onde vive com a mulher e a filha há sete anos. "Estando inserido no mundo dos cavalos 24 horas por dia, sete dias por semana, trabalhar na Indonésia, na Tailândia, nos EUA ou no Polo Norte é estarmos bem", diz o cavaleiro português, de 38 anos.

Uma década depois de se tornar o primeiro matador de touros açoriano, tirando alternativa na praça de Valladolid, Espanha, a 26 de agosto de 2006, Mário Miguel trocou a arena pela pista, trabalhando para Prabowo Subianto, que foi candidato presidencial em 2014 e é um dos homens mais poderosos da Indonésia. Além de tratar dos seus cavalos, o português está a formar alunos para a modalidade olímpica da dressage, dominada por europeus. 

Ensinar outros a levar o cavalo a fazer movimentos graciosos é natural para quem começou a tourear aos 11 anos, arrancando a carreira que o fez passar de Angra do Heroísmo para o Campo Pequeno e daí para Espanha, França, Califórnia e América do Sul. E em que, além de lidar os touros, aprendeu muito de equitação. "É um prolongamento do trabalho do mestre Luís Valença, que é a divulgação da arte equestre e da cultura portuguesa", explica, referindo-se ao sogro, um dos grandes nomes da equitação.

As ligações familiares ajudaram-no a iniciar a nova carreira. Tendo feito a última corrida nos Açores, em 2009, a transição para a dressage foi o passo lógico para quem se dedica a negociar cavalos. "Já devemos ter levado cerca de 30 para a Tailândia . Agora devemos levar outros 30 para a Indonésia. Alguns estão virados para o cavalo norte-europeu, mas maioritariamente levamos o nosso lusitano." São animais que podem custar entre 10 e 100 mil euros, consoante a pureza da raça e os feitos dos antepassados.

Construir uma relação entre cavalo e cavaleiro em que os dois até parecem ser um é algo que Mário Miguel classifica de "difícil facilidade". "Vem de muitos anos de treino em conjunto, e com a arte equestre do cavaleiro que evolui ao longo dos anos mais a linguagem se desenvolve. A certa altura já parece telepatia. Tudo sai redondo e bonito", diz o cavaleiro, que tal como a mulher, Luísa Valença, dá o exemplo a alunos que já representam a Indonésia em competições internacionais.

QUESTÃO DE CARÁTER
Caráter é aquilo que exige aos animais que leva para a Ásia, numa prospeção que o obriga - "e ainda bem", realça - a vir a Portugal várias vezes por ano. "Podemos estar à procura de um cavalo superbonito, muito bem andado e ensinado, mas se tiver mau caráter vai criar problemas muito depressa", adverte, na medida em que "um cavalo com caráter difícil" pode prejudicar a forma como os lusitanos são vistos entre pessoas que têm "menos anos de cultura equestre".

Apesar de a dressage ser dominada por cavalos do Norte da Europa preparados para o picadeiro de 20 por 60 metros, aquilo que procura são "cavalos muito guerreiros, com um coração muito grande, que suportam muitas pressões sem fazerem asneiras". E Mário Miguel Silva crê que os lusitanos são versáteis ao ponto de se adaptarem a pistas e regras feitas com outros em mente.

É a ele que cabe a última triagem dos animais comprados pelos clientes asiáticos. "É o retoque final depois de passarem por vários filtros. Venho cá, monto, experimento e vejo o caráter de cada um para apurar se se coaduna com o aluno a que é destinado", afirma, embora escolher um cavalo com potencial seja apenas um primeiro passo para chegar ao mais alto nível.

"Podemos sempre realizar-nos no cavalo em muitas vertentes", afirma, avançando exemplos na sua família. Ninguém foi tourear, mas a sobrinha mais velha vai no terceiro campeonato europeu de dressage, competindo ao nível de grande prémio, e o sobrinho mais novo prepara o segundo europeu. "Vivem em casa do avô toda a arte equestre", diz o matador .

PATRÃO POLÉMICO
Apesar da experiência e dos resultados, Mário Miguel Silva ri-se com a ideia de que o patrão o veja como um ‘Mourinho da dressage’. "Sou muito jovem. Na arte equestre há um processo de evolução e de aprendizagem. Ainda hoje o meu sogro, com 70 anos, diz que aprende todos os dias. Ser um Mourinho da arte equestre... Não é por aí", responde, reconhecendo que o convite para trabalhar em Jacarta se deve ao conhecimento da sua trajetória de cavaleiro tauromáquico, matador de touros e cavaleiro equitador. "Acho que me tem ainda em boa conta...", resume, sorridente.

Prabowo Subianto, além de genro de Suharto, ditador já falecido que governou a Indonésia durante 30 anos, é tão poderoso quanto polémico no país. E está ligado à ocupação de Timor-Leste enquanto um dos mais jovens comandantes das forças especiais invasoras. Homens sob o seu comando embrenharam–se na ilha em 1978 para emboscar e matar o ex-primeiro-ministro timorense Nicolau dos Reis Lobato, cujo cadáver foi levado para Díli.

Apesar disso, Mário Miguel Silva diz que conhece alguns timorenses que preferiram ficar na Indonésia após a independência da ex-colónia portuguesa e garante que a sua nacionalidade nunca foi um problema em Jacarta. Mais falado, mas em Portugal, foi o seu nome e o da mulher no âmbito da investigação aos ‘Panama Papers’, visto que ambos apareceram numa lista de titulares da sociedade offshore, o que o cavaleiro justifica com o facto de terem deixado de trabalhar e de pagar impostos em Portugal.

SAUDADES DOS TOUROS
Sem nunca ter anunciado o fim de uma carreira ligada à Monumental da Ilha Terceira e à Praça do Campo Pequeno, onde fez a alternativa de cavaleiro tauromáquico, Mário Miguel admite ter saudades da adrenalina que sentia e que até o levou a tornar-se matador. "Quem nasce toureiro, morre toureiro. Há sempre a chama que mantemos viva. Mas não passa de uma ilusão", afirma, deixando a porta entreaberta para participar num festival relacionado com uma das "causas nobres que a festa dos touros acompanha, apadrinha e suporta".

Na Indonésia também há quem lhe faça perguntas acerca do passado, ainda que a tauromaquia "seja difícil de ser percebida por alguém que nunca lhe foi exposto, ou por quem a exposição possa ter sido menos positiva ou só negativa". E garante que estaria pronto a ensinar um dos seus alunos de dressage a tourear.

Depois de ter montado mais cavalos do que consegue precisar, ainda que aponte para "umas boas centenas", Mário Miguel já disse à filha, que começou a montar há pouco tempo, para fazer registos. "Como é muito organizada e boa aluna, pedi que fizesse um diário. Daqui a meia dúzia de anos já não consegue contar os cavalos", diz quem não consegue indicar o animal que mais o marcou. Até porque "o meu próximo cavalo é que vai ser o melhor".

Texto: Leonardo Ralha
Fonte e foto: Correio da Manhã

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Mário Miguel brilha na Dressage internacional

É comum a comunidade taurina questionar o momento atual da carreira do primeiro Matador de Touros açoriano, Mário Miguel. Retirado das arenas há algumas temporadas, o talentoso diestro, e também cavaleiro tauromáquico de Alternativa, está radicado em Jacarta (Indonésia), e tem-se dedicado, com o sucesso que a seguir se explica, ao ensino de cavalos:
"O meu trabalho nesta parte do mundo é ensinar cavalos e formar cavaleiros. Fazemos espetáculos, com exibições de alta escola, e participamos igualmente em competições de Dressage", explicou Mário Miguel.
A participação mais recente foi no "World Dressage Challenge", uma organização da Fédération Equestre Internationale (FEI), que é um campeonato por regiões. Mário Miguel integrou o Grupo 8, que junta Indonésia, Singapura, Tailândia e Índia.
"São provas avaliadas por juízes internacionais, nomeados pela FEI, e que se dividem por diferentes classes, cada uma delas com o seu grau de dificuldade", explicou. Em 2015, aquele agrupamento disputou-se em Jakarta, Singapura, Nova Déli, Bangalore e Bangkok.
Mário Miguel participou pela primeira vez naquele campeonato como cavaleiro - uma vez que em edições anteriores o fizera apenas como treinador -, e os resultados foram excelentes:
"Competi na classe mais alta, a 'Prix St. Georges (PSG)', e ganhei-a aqui na Indonésia e também no Over All do campeonato. Refira-se que o cavalo com que ganhei, de nome Urânio, é um Lusitano de Portugal, treinado por mim", referiu o terceirense.
"Na mesma classe, mas em Advance, tivemos resultados muito bons, conquistados pelos meus alunos, que montaram cavalos ensinados por mim e pela minha mulher (Luísa Valença). Em PSG obtive, como treinador, o 1.º, o 4.º e o 8.º lugares. Em Advance chegámos ao 2.º,5.º e 8.º lugares. São classificações mais do que honrosas e que traduzem muitos anos de trabalho", frisou Mário Miguel.
O cavaleiro lembrou que, "já em 2014 obtivemos um 1.º, um 3.º, um 5.º e um 9.º lugares em PSG, e um 2.º e 4.º em Advance".
E recorda uma história curiosa, relativa à competição de 2013: "Tive um aluno que ganhou em PSG, e uma aluna de Singapura que foi segunda. Para a sua preparação, desloquei-me durante dois anos àquele cidade-estado, a cada três semanas, para treiná-la".
Para exemplificar o grau de competitividade destas competições, Mário Miguel adiantou-nos que "cada país elege uma equipa de quatro elementos. E eu fiz parte também da equipa da Indonésia e fomos últimos. Isso dá uma ideia da qualidade destas classificações individuais, porque os outros países foram efetivamente mais fortes, e têm-no sido nos últimos anos. Ou seja, a concorrência é mesmo muito apertada", desabafou.
Nas breves declarações trocadas, Mário Miguel não escondeu que a Festa Brava lhe faz falta, confessando até que "do que tenho mesmo saudades é de tourear a pé". Será caso para acrescentarmos que também nós partilhamos dessa já quase nostalgia...

Os pontos altos de Mário Miguel
Mário Miguel Simão Fernandes Silva nasceu na Terceira, a 15 de outubro de 1978. Desde cedo se destacou nas práticas tauromáquicas, seguindo a tradição familiar, e a sua estreia como cavaleiro praticante na Praça de Toiros Ilha Terceira, no início da década de 90, é uma das boas memórias da aficion local.
Entre as suas passagens pelas praças nacionais e estrangeiras, há a recordar o dia 4 de junho de 1998, quando lidou a solo, na Praça de Toiros do Campo Pequeno, seis toiros da Ganadaria Palha, três como cavaleiro praticante e os restantes três como aspirante a novilheiro.
Quase um ano depois, a 27 de maio de 1999, foi o conceituado Luís Miguel da Veiga a apadrinhar a sua Alternativa como Cavaleiro, também no Campo Pequeno. A 27 de agosto de 2006, na Praça de Toiros de Cuellar, Mário Miguel tirou a sua Alternativa como Matador de Toiros, tendo sido Alfonso Romero o seu padrinho. Tornou-se assim o primeiro em Portugal a ter Alternativa como Cavaleiro e como Matador de Toiros.

Miguel Sousa Azevedo
Fonte: Diário Insular 

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Póneis e atletas da Terceira brilham na Quinta da Beloura

Resultados ótimos e desempenhos brilhantes: é assim que Artur Machado, investigador do Centro de Biotecnologia dos Açores, classifica a participação terceirense quer no Torneio Nacional de Dressage, quer na final da Taça de Portugal de Dressage, que aconteceram no mês passado na Quinta da Beloura, em Sintra.
Nos primeiros escalões da competição, os atletas alcançaram o pódio em praticamente todas as provas em que participaram. No somatório das equipas - oito no total - o Centro Hípico da Ilha Terceira alcançou o terceiro lugar.
No Torneio Nacional de Dressage participaram, assim, 70 crianças com idades compreendidas entre os oito e os 15 anos. Do Centro Hípico da ilha Terceira seguiram Filipa Machado, Bárbara Brasil, Sara Martins, Beatriz Vieira, Benedita Gonçalves, Francisco Simões e Mariana Simões.
O mérito pelas boas classificações no torneio, deve-se, segundo o professor da academia açoriana, não só ao empenho dos jovens, dos pais e da escola de equitação em causa, mas também ao pónei, quarta raça autóctone de Portugal desde janeiro do ano passado, que tem sido estrela nestes encontros.
"As pessoas têm uma muito boa perceção dos animais, porque eles têm tido um desempenho magnífico. Se quiséssemos tínhamos lá deixado os cavalos todos", referiu.
Já a Taça de Portugal de Dressage contou com a participação de João Nogueira e Francisca Lima, que alcançaram os terceiro e quarto lugares na competição. "Foram provas brilhantes, mesmo contra profissionais", sustentou o investigador

A caminho da seleção? 
Dos desempenhos terceirenses na Quinta da Beloura, tanto dos miúdos, como dos graúdos, resultou um convite considerado, por Artur Machado, de extrema relevância.
"Foi-nos dito pelo selecionador nacional que se fizermos a prova internacional - que tenho a certeza que conseguiríamos passar - poderemos integrar a seleção que vai participar no Campeonato Europeu de Dressage", contou Artur Machado a DI.
Há, no entanto, dificuldades que podem complicar a presença terceirense nas competições em causa. A logística inerente às viagens e ao transporte dos animais é o maior desses obstáculos.
"A logística é bastante complicada, mas mesmo assim e graças ao trabalho que tem vindo a ser desenvolvido tem sido possível integrar essas provas. Isto é o fruto de muito trabalho, muita alegria, de muita vontade dos miúdos e dos pais, e também do Governo Regional que nos dá algum apoio. É um grupo e cada umajuda como pode. Vamos fazer todos os possíveis para fazer estas deslocações", avançou o responsável que está ligado ao processo do reconhecimento do pónei da Terceira.

 

Dar uso à raça 
Segundo Artur Machado, a importância destas competições, nomeadamente aquelas que são dedicadas aos mais jovens, reside na relevância do desporto para as crianças. Por outro lado, trata-se de uma montra muito útil para divulgar o pónei da Terceira, que passou a ter, assim, novas funções.
"A 27 de janeiro faz um ano que o pónei foi reconhecido como raça portuguesa. Já temos 62 animais no Registo Nacional de Equinos. Depois dessa etapa foi necessário encontrar uma função para o animal e estamos a tentar participar nessas provas todas", avançou.
Nas provas de dressage está em causa a finura, a correção, a elegância e a perfeição do animal, avaliadas em vários exercícios e por vários juízes. Está em causa, ainda, a relação e o controlo sobre o animal.
"São animais fáceis de dirigir e de ensinar e isso deve-se ao facto de estarem, há séculos, em contacto com o Homem, para o servirem. Vê-se nos póneis da Terceira uma vontade de agradar que é fruto duma seleção de séculos", sustentou.
De facto, adiantou o especialista, o cavalo que é, também, a quarta raça portuguesa, consegue, ao mesmo tempo, ser robusto e elegante; tanto pode puxar carroças de leite, ajudar a sachar milho, fazer serviço de táxi e percorrer a distância de Angra à Praia (como fazia), como pode mostrar graciosidade nas competições.
É por isso que o pónei da Terceira é procurado. Na verdade, o interesse é exponencialmente maior desde que o animal foi reconhecido.
No ano passado, aliás, numa conferência de imprensa na Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, onde se deu conta do desfecho do processo de reconhecimento, Paulo Caetano Ferreira, presidente da Associação de Criadores e Amigos do Pónei da Terceira, dava conta do interesse europeu sobre a raça, salientando também a importância económica dessa utilidade.
"Estes póneis têm valores muito altos no mercado europeu. Quando for possível exportá-los, vendê-los, com certeza se há-de fazer algum dinheiro aqui na Região", dizia.
Ainda assim, e embora já tenham sido vendidos alguns exemplares, Artur Machado refere que antes desse passo é preciso proceder à consolidação genética da raça, fazendo os cruzamentos entre diversas famílias independentes. O processo é moroso.
No total, existirão cerca de 100 cavalos. Os próximos quatro anos serão de continuação do trabalho de apuramento, de participação em provas e de registo dos exemplares, segundo os critérios seguidos pela comissão técnica responsável.

Utensílios perdidos 
Antes desse futuro há um percurso largo que pode ser contado, uma história que é documentada, por exemplo, pelos registos fotográficos que Artur Machado vai amealhando.
Há fotografias que demonstram a capacidade de trabalho do animal, mas também a sua utilização em festejos como o Carnaval ou cortejos na cidade. As imagens mostram ainda a paragem das carroças no Alto das Covas, numa espécie de praça de táxis encabeçada pelos pequenos cavalos da terra e por burros.
Apesar disso, e ainda que haja fotografias para documentar a importância dos animais na vida ilhoa, foram-se perdendo os utensílios ligados ao pónei, o que o investigador lamenta.  


segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Roberto Brasil integra Piaffe Performance

Roberto Brasil é o mais recente membro da Piaffe Performance, equipa de César Parra (colombiano de nascença mas que representa as cores norte-americanas há mais de uma década), após ter assinado um contrato de seis anos.

Será já sob a alçada deste team, que o português vai competir em Janeiro durante o Festival de Palm Beach, Florida (EUA).

Roberto começou a montar aos 13 anos e a competir dois anos depois. Desde aí, conquistou nove Taças Açores, tendo por quatro vezes participado na Final da Taça de Portugal. Nesta competição, em 2010 foi medalha de bronze com o PSL Aquiles do Ilhéu, assim como 4.º classificado em 2011, 2012 e 2013, à época com a égua (também lusitana) Bandarilha.

Aos 18 anos, Roberto deixou os Açores rumo a Mafra, onde montou com Orlando Duarte, cavaleiro que considera "uma das pessoas mais importantes da minha carreira pois foi quem me deu as bases, depois fui para o Filipe Canelas Pinto que me fez dar o salto para o nível St George e por fim para o Hipódromo da Bairrada propriedade do Francisco Cancela de Abreu."

Roberto tornou-se profissional aos 19 quando concluiu o curso de Ajudante de Monitor, tendo depois disso, também realizado o de Monitores e em 2011 finalizado o de Instrutor de Equitação. "Fui um dos primeiros nos Açores e actualmente sou o único!" afirma.

No seu currículo conta ainda com trabalhos para a coudelaria Oliveira e Sousa em Salvaterra de Magos, durante cerca de um ano, e no Centro Equestre o Ilhéu, Coudelaria Açoriana onde permaneceu nos últimos 5 anos.

Sobre a integração na equipa Piaffe Performance, Roberto explica: "em Maio deste ano vi um anuncio para um estágio de um mês, candidatei-me e ao fim de alguns contactos e de enviar um vídeo a montar surgiu então finalmente a oportunidade de ir aos EUA. Em Outubro passado estive lá durante um mês e ao fim da segunda semana já se falava em integrar a equipa. Adaptei-me muito bem e nunca trabalhei com uma equipa tão extraordinária, o César Parra é um cavaleiro excepcional que sabe muito e acima de tudo gosta e sabe ensinar. "

Quanto aos objectivos, o cavaleiro revelou [...] que passam por "aprender o mais que poder enquanto me for permitido e competir ao mais alto nível com os cavalos que me foram atribuídos. A 4 de Janeiro vou para Miami participar durante 12 semanas num dos maiores eventos hípicos do mundo, o Global Dressage Festival, e logo de seguida no final de Março vou participar também na Taça das Nações."

Para o cavaleiro, "esta nova etapa para mim significa a realização de um dos sonhos da minha vida, que era integrar o circuito internacional da Dressage e consequentemente tornar-me cavaleiro Internacional. A equipa da Piaffe Performance acredita bastante em mim e com o lote de cavalos que temos, penso que vou ter oportunidade de representar Portugal ao mais alto nível, mas o dia de amanha só Deus sabe, eu vou fazer o melhor que puder e o que vier virá."

First Fisherman (na foto), é um cavalo alemão de 10 anos de idade que vai ser para já um dos cavalos de Roberto de Grande Prémio.

Fonte: Equitação

quinta-feira, 24 de abril de 2014

1ª Feira do Cavalo do Posto Santo

A Associação Açoreana de Criadores de Cavalos leva a efeito, nos próximos dias 25, 26 e 27 de Abril, a 1ª Feira do Cavalo do Posto Santo. O evento que se realizará no Hipódromo daquela freguesia, conta com diversas aliciantes.
Num certame em que o cavalo é rei, as atenções dos criadores estarão viradas para o concurso de modelo e andamento que se realizará no último dia. Novidade neste concurso, será a participação de exemplares da raça Pónei da Terceira. De realçar igualmente, o estágio de equitação de trabalho que se realiza no âmbito desta feira e que será ministrado pelo cavaleiro internacional Miguel Fonseca.
E porque as raças locais estarão em destaque, realizar-se-á igualmente um encontro de cães Barbado da Terceira.
Paralelamente aos eventos da feira, decorrerão passeios de charrete que levarão os visitantes aos principais pontos de interesse da freguesia do Posto Santo.
A animação estará a cargo do Grupo de Baile à Antiga do Posto Santo e do grupo "Os sete da vida airada".
 
Confira o programa ao pormenor:
 
Sexta-feira, dia 25 de Abril
10:00 – Estágio de Equitação de Trabalho com Miguel Fonseca
10:00 às 12:00 – Entrada dos Animais
15:00 – 5ª Jornada de apuramento ao CRAD, TAD, CRADO, TDP
- Demonstração e passeios de atrelagem pela freguesia
21:00 – Actuação do Grupo de Baile à Antiga do Posto Santo
 
Sábado, dia 26 de Abril
10:00 – Estágio de Equitação de Trabalho
10:00 – Encontro de Barbados da Terceira – Medições biométricas, continuação do estudo da raça
13:00 – Toureio a campo aberto
15:00 – 6ª Jornada de apuramento local, ensino.
- Passeios de atrelagem pela freguesia
21:00 – Actuação do Grupo “Os Sete da Vida Airada”
 
Domingo, dia 27 de Abril
10:00 – Concurso de modelos e andamentos: Lusitanos, Cruzados, Árabes e apresentação do Pónei da Terceira.
14:00 – Apresentação de Equitação de Trabalho
- Passeios de atrelagem pela freguesia
15:00 – 4ª Jornada do campeonato inter-escolas
18:30 – Entrega de Prémios
21:00 - Encerramento


quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Pónei da Terceira reconhecido como raça

A quarta raça de cavalos em Portugal é terceirense. O Pónei da Terceira foi finalmente reconhecido como raça autóctone. Para trás ficam 14 anos de trabalho.
"É a quarta raça do país, é uma raça açoriana, mas acima de tudo é uma raça da ilha Terceira", salientou, Artur Machado, investigador do Centro de Biotecnologia dos Açores, que liderou o processo, numa conferência de imprensa na Câmara Municipal de Angra do Heroísmo.
O pedido de reconhecimento da raça ocorreu há cerca de dois anos, mas o trabalho de recuperação dos animais com as caraterísticas do Pónei da Terceira foi iniciado há 14 anos.
Segundo Artur Machado, numa primeira fase foi feito um levantamento dos animais existentes na ilha, depois foi selecionado um grupo de animais que correspondiam às caraterísticas típicas do Pónei da Terceira e antes de ser pedido o reconhecimento houve um aumento do efetivo.
Atualmente existem, pelas contas do investigador, 118 Póneis da Terceira, sendo que só na Universidade dos Açores estão 54 e seis foram exportados para o continente, numa tentativa de divulgação da raça.
O que distingue o Pónei da Terceira como raça é o facto de se assemelhar morfologicamente a um cavalo, mas ter a dimensão de um pónei.
Para Artur Machado, "é o cavalo ideal para o ensino de equitação para as classes mais jovens", mais precisamente entre os 6 e os 10 anos."Um dos nossos primeiros objetivos é tentar arranjar um profissional que possa realmente explorar a qualidade da equitação desses animais ", revelou, salientando que em dezembro de 2013 os póneis da Terceira alcançaram vários prémios numa competição nacional.
Exportação para a EuropaSegundo o investigador da Universidade dos Açores, há também interesse na aquisição destes póneis na Europa, mas ainda é cedo para avançar com a exportação.
"Há interesse, haveria possibilidade, mas temos ainda de criar uma maior sustentabilidade do ponto de vista genético do próprio efetivo", frisou, considerando que é preciso primeiro "consolidar a produção na ilha".
Por sua vez, Paulo Caetano Ferreira, presidente da Associação de Criadores e Amigos do Pónei da Terceira, salientou que é uma "honra" para a ilha Terceira ter uma das quatro raças de cavalos de Portugal, destacando também a importância económica.
"Estes póneis têm valores muito altos no mercado europeu. Quando for possível exportá-los, vendê-los, com certeza se há-de fazer algum dinheiro aqui na região", frisou.
Para Artur Machado, mais do que garantir a sustentabilidade da raça, este reconhecimento vem também salvaguardar um património transmitido por gerações anteriores. "É preciso não esquecer que este cavalo fez parte do quotidiano dos terceirenses. Era ele que trabalhava as terras, era ele que trazia o peixe à cidade, era ele que servia de transporte. Foi um animal que teve uma participação ativa no desenvolvimento da ilha", sublinhou.
 
Fonte e foto: Diário Insular

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Gincanas à Portuguesa - resultados

A Associação Açoreana da Criadores de Cavalos, levou a efeito no passado dia 12 de Janeiro, mais uma jornada de Gincanas Tradicionais Portuguesas. O evento realizou-se uma vez mais no Hipódromo do Posto Santo. Aqui ficam os resultados:
Class.
Nome
Montada
Centro
Propriétario
Tempo
Pontos
Rui Correia
Duque
 
Rui Correia
4:03:03
12
Mark Barcelos
Gaucho
C.E.Q.M.
Nuno Pontes
4:27:00
10
Nuno Pontes
Gaucho
C.E.Q.M.
Nuno Pontes
04:28:0
8
Rui Lopes
Violino II
C.E.I.
Rui Lopes
05:35:0
6
Karen Pettifer
Capanga
C.E.Q.M.
Karen Pettifer
07:09:7
4

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Michele Silva vence 1.ª jornada do Campeonato de Gincanas

Michelle Silva, montando Peta, em representação do Centro Equestre Quinta do Malhinha, com o tempo global de 4:05:50, foi a grande vencedora da primeira jornada do denominado Campeonato Inter Escolas de Gincanas Portuguesas.
O evento, a cargo da Associação Açoreana de Criadores de Cavalos, teve lugar no passado dia 27 de janeiro, no Hipódromo da Freguesia do Posto Santo, concelho de Angra do Heroísmo, numa tarde solarenga que, na verdade, convidava à prática da equitação.
 
QUALIDADE
Marcaram presença quinze conjuntos (cavaleiro/cavalo), na circunstância, oriundos de dois dos centros hípicos da ilha Terceira, nomeadamente, o Centro Equestre Quinta do Malhinha e o Centro Equestre "O Ilhéu". Tal como se esperava, a competição foi deveras renhida perante uma assistência em muito bom número que, diga-se de passagem, não saiu defraudada, atendendo ao ótimo ambiente e desempenho dos atletas. Face ao desempenho e superior qualidade do certame, a expectativa em relação às próximas iniciativas saiu naturalmente reforçada.
 
CLASSIFICAÇÃO
Sublinhe-se, a propósito, que a segunda jornada está já agendada para o final do corrente mês de fevereiro. Terminada a prova inaugural, foram entregues os respetivos troféus, ficando assim ordenada a classificação definitiva (nome, montada, centro, proprietário, tempo e pontos): 
 
1.º Michelle Silva, Peta, Quinta do Malhinha, João Carlos Pamplona, 4:05:50, 12 pontos.
2.º Rui Lopes, Violino, Centro Equestre "O Ilhéu", Centro Equestre "O Ilhéu", 4:08:28, 10 pontos.
3.º Nuno Pontes, Gaúcho, Quinta do Malhinha, Nuno Pontes, 4:22:66, 8 pontos.
4.º Aarão Rodrigues, Seidi, Quinta do Malhinha, João Carlos Pamplona, 4:39:66, 6 pontos.
5.º Tiago Pamplona, Bastinhas, Quinta do Malhinha, João Carlos Pamplona, 5:19:97, 4 pontos.
6.º Rui Correia, Barão, Luiz Armando, 5:58:57, 2 pontos.
7.º Álvaro Gomes, Ernesto, Álvaro Gomes, 6:01:36.
8.º Marco Barcelos, Ovni, Quinta do Malhinha, João Carlos Pamplona, 6:07:32.
9.º Sílvia Teixeira, Ovni, Quinta do Malhinha, João Carlos Pamplona, 6:09:78.
10.º Bárbara Faria, Quartilho, Quinta do Malhinha, Bárbara Faria, 6:51:81.
11.º Karen Pettifer, Peta, Quinta do Malhinha, João Carlos Pamplona, 6:57:91.
12.º Filipe Silva, Serena, Centro Equestre "O Ilhéu", Centro Equestre "O Ilhéu", 7:19:44.
13.º Francisca Gonçalves, Pamplona, Quinta do Malhinha, Francisca Gonçalves, 7:44:11.
14.º Maria Lemos, Espanto do Ilhéu, Centro Equestre "O Ilhéu", Centro Equestre "O Ilhéu", 8:38:30.
15.º Beatriz Barros, Espanto do Ilhéu, Centro Equestre "O Ilhéu", Centro Equestre "O Ilhéu", 9:10:97.
 
Foto: Marta Bretão

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Entrançar um cavalo de toureio - bastidores da Festa I

Aqui fica um video com um dos muitos pormenores que se realizam longe da vista da maioria dos aficionados, o entrançar dos cavalos.
 
 

 

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Dressage - João Nogueira campeão nacional

O terceirense João Nogueira, de 13 anos, sagrou-se, pela terceira época seguida, vencedor do Campeonato de Portugal de Dressage, evento que teve como palco o Campo Grande.
O cavaleiro, que montou Zelo do Ilhéu, classificou-se em primeiro lugar nos três dias de prova na classe de juvenis, em que marcaram presença mais seis atletas, obtendo a média final de 67.15.
Anteontem, foi homenageado pela Câmara Municipal da Golegã, no âmbito da Feira do Cavalo, com o Prémio Excelência.

Registe-se que, em 2010, primeiro ano em que participou em competições, João Nogueira havia sido campeão nacional de iniciados, montando Caramelo. Em 2011, já em juvenis, ganhou o nacional, montando Urano.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Pónei da Terceira na Golegã

Três anos depois da estreia, o pónei da Terceira volta à Golegã, para marcar presença na XXXVII Feira Nacional do Cavalo, que se iniciou no passado dia 2 e termina no dia 11 de Novembro.  Ao todo, viajaram até ao Continente doze póneis, bem como as crianças que os costumam montar e restante comitiva.
O pónei da ilha Terceira tem direito ao seu próprio dia, que será sexta-feira, dia 9 de Novembro.


Paulo Caetano Ferreira, Presidente da Associação de Criadores e Amigos do Pónei da Terceira recordou, em entrevista ao jornal "Diário Insular", a primeira passagem desta raça por aquele certame: "Quando lá estivemos, há três anos, o pónei despertou um entusiasmo enorme. A definição de pónei é um cavalo que tem menos de 1,48m ao garrote. De maneira que, como ele tem menos do que isso, é um pónei. Agora, quando pensamos num pónei, vem à ideia aquela figura atarracada... Quando viram aquele lusitano em miniatura a desfilar, ficaram de boca aberta".

Do ponto de vista de Paulo Caetano Ferreira, os moldes do convite para levar o pónei à maior feira de cavalos do país revelam o interesse que este desperta. "O presidente da Feira Nacional do Cavalo convidou o pónei da Terceira para estar presente, mas não num dia qualquer e sim na sexta-feira, que é o dia nobre da feira. Isso é uma grande honra e uma oportunidade tremenda", sustentou.

Fonte e foto: Diário Insular

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