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quinta-feira, 11 de julho de 2019

Toiros do Eng. Jorge de Carvalho para hoje no Campo Pequeno







Em declarações ao blogue "Farpas Blogue", o ganadero caracterizou estes exemplares da seguinte forma:
"Estes toiros são filhos de três sementais: o 88, o 156 e o 214. O 88 foi lidado pelo Rui Salvador, no Cartaxo em 2013. Foi um toiro que respondia aos cites com alegria e carregava após os ferros. Tem 75% de sangue Oliveira e Irmãos e 25% de sangue Charrua. O 156 ganhou o concurso de ganadarias de 6 de Outubro de 2013, nas Caldas da Rainha. É filho de uma vaca de ferro Simão Malta e do “Douradinho”, ferro Oliveira e Irmãos. O 214, de nome “Malhinhas”, foi lidado na Vidigueira, em Julho de 2007 e, ao ser tentado, resultou excelente na sorte de varas, vindo a dar óptimos descendentes.

Mas vejamos agora os seis toiros um por um, todos eles com o algarismo 5 na espádua, portanto, animais nascidos em 2015 e com 4 anos cumpridos. O 83, “Avestruz”, é filho do 156 e por parte da mãe herdou uma genética excelente; o 84, o “Costureiro I”, é filho do semental 88; o 86, o “Faisão”, é filho do semental 156; o 89, o “Costureiro II”, é filho do semental 88 e possui muito boa genética por parte da mãe; o 90, o ”Andorinho”, é filho do semental 214 e com excelente genética por parte da mãe (ferro Cabral Ascensão); e, finalmente, o 99, o “Rola”, com bom trapio e boa genética, filho do semental 88. Com base apenas na genética de cada um dos toiros em análise, diria que, estamos em presença de um curro de grande homogeneidade com cinco deles (83, 86, 89, 90 e 99) num patamar muito elevado."


Fotos: D.R./Campo Pequeno

Corrida do Campo Pequeno em directo no RCA

O Rádio Clube de Angra irá transmitir em directo do Campo Pequeno, a "Corrida de Homenagem à Região Autónoma dos Açores.

A equipa constituída por Pedro Ferreira, Francisco Morgado e Mário Rodrigues que nos últimos anos tem levado à emissão as corridas da Feira de S. João, estará no redondel lisboeta para que todos aqueles a quem não foi possível deslocar-se a Lisboa, fiquem a par das ocorrências do espectáculo. Assim, a partir das 20h15 (hora dos Açores) será possível ouvir o decorrer do evento através do RCA em 101.1, 94.7 ou 89.6 FM, no site rcangra.pt ou nas aplicações para sistemas operativos iOS ou Android.

A emissora regional a destacar-se uma vez mais, a nível nacional, na promoção, defesa e divulgação da Festa Brava!!

Dia histórico, hoje no Campo Pequeno

Hoje, dia 11 de Julho de 2019, será mais um dia histórico a entrar nos anais da Tauromaquia Açoriana. A Praça de Toiros do Campo Pequeno irá receber a denominada "Corrida Concurso de Pegas de Homenagem à Região Autónoma dos Açores".

Os Açores e a ilha Terceira, em particular, estarão representados pelo Cavaleiro Tiago Pamplona que irá fazer a confirmação da sua alternativa, na Catedral do Toureio Equestre. Nas pegas e a disputar o prémio da noite, estarão os Grupos de Forcados Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense e do Ramo Grande. A abrilhantar a corrida, estará a Banda da Sociedade Filarmónica Rainha Santa Isabel das Doze Ribeiras.

Em praça estarão ainda os Cavaleiros Ana Batista, Filipe Gonçalves, Manuel Telles Bastos, Miguel Moura e João Salgueiro da Costa. Na disputa com os grupos terceirenses, estarão os Forcados Amadores de Beja. Serão lidados toiros de Eng. Jorge Carvalho, cuja ganadaria celebra 50 anos.

Na arena lisboeta desfilará ainda a Marcha dos Veteranos de 2019, intitulada "Cavaleiros da Terceira".


quinta-feira, 4 de julho de 2019

Corrida Mista em S. Jorge


terça-feira, 11 de junho de 2019

Pamplonas e Amadores do Ramo Grande na Califórnia


Os irmãos Tiago e João Pamplona, assim como o Grupo de Forcados Amadores do Ramo Grande, estarão na Califórnia onde, no próximo dia 17 de Junho, participarão na Corrida que se realizará na Praça de Toiros de Stevinson Pentecost.
A corrida que terá início às 19h00 (hora da Califórnia) contará com o seguinte cartel:

Cavaleiros
Joe Correia
Tiago Pamplona
João Pamplona
João Soller Garcia
Manuel Sousa
Duarte Fernandes

Forcados
Aposento de Turlock
Amadores do Ramo Grande
Amadores de Merced
Amadores de Escalon
Amadores Luso-Americanos
Amadores do Canadá 

Ganadarias
Pico dos Padres
Frank Borba e filho
Joe Rocha
São Pedro
Casa Agrícola Machado
Açoreana


Foto: D. R.

quinta-feira, 6 de junho de 2019

Feira de São João 2019


terça-feira, 24 de abril de 2018

Corrida do Emigrante

A Corrida do Emigrante já foi anunciada. Uma organização do Comendador José Cardoso Romeiro, o espectáculo realizar-se-á no dia 22 de Julho, pelas 18h00. O cartel desta Corrida Mista, contará com as presenças de Luis Rouxinol e João Pamplona, estando a lide apeada a cargo de El Fandi.
Estarão em praça os Grupos de Forcados Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense e do Ramo Grande. Serão lidados exemplares de Rego Botelho e da Casa Agrícola José Albino Fernandes.

Abrilhantará a  Banda da Sociedade Filarmónica Recreio Serretense.
A receita do evento reverterá a favor do Lar de Idosos da Vila de São Sebastião.



segunda-feira, 2 de abril de 2018

Corrida das Festas da Praia 2018



No final da tarde de hoje, foi apresentada a Corrida das Festas da Praia 2018. O evento, que regressou há mais de uma década ao panorama taurino açoriano, contará com a presença dos Cavaleiros João MouraTiago Pamplona e João Ribeiro Telles. Actuará ainda o jovem luso-americano Manuel Sousa, que prestará prova de Praticante. Serão lidados 7 toiros, sendo 3 da ganadaria de Rego Botelho e 4 de uma ganadaria a designar.

Nas pegas estarão os Grupos de Forcados Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense, do Ramo Grande e de Beja.

A Corrida terá ainda a particularidade de ser a última do Forcado Américo Cunha, actual elemento do grupo organizador e que enverga jaquetas enramadas desde 1981, sendo muito possivelmente, o mais antigo Forcado no activo. 

O espectáculo que resulta de uma parceria entre a Câmara Municipal da Praia da Vitória, os Amadores do Ramo Grande e a Tertúlia Tauromáquica Praiense, tem um orçamento de 75.000 euros.

Bruno Bettencourt 

quarta-feira, 28 de março de 2018

Festa Campera RCA - 31 de Março


quarta-feira, 21 de março de 2018

Apresentação da Feira de S. João 2018

É já amanhã, dia 22 de Março (quinta-feira), que acontecerá a apresentação da edição de 2018 da Feira Taurina de São João, pelas 11H00, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo.
Como é hábito, e apesar de alguns nomes já terem sido adiantados, aguarda-se com espectativa a constituição do elenco daquela que é a Feira mais importante do país.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Hoje, dia 25 de Agosto, na Monumental "Ilha Terceira"


terça-feira, 8 de agosto de 2017

Segunda (GRANDE) Corrida das Festas da Praia - Crónica

Se qualquer um dos presentes na Monumental Praça de Toiros “Ilha Terceira” tinha alguma espécie de dúvida existencial em relação à sua afición, a grande corrida a que se assistiu encarregou-se de a desfazer. O que se passou na tarde de 7 de Agosto de 2017 foi um daqueles espectáculos que fazem aficionados. Sem dúvida uma das melhores a que já se assistiu no redondel angrense.

Comemoraram-se os 10 anos de existência do Grupo de Forcados Amadores do Ramo Grande. Despediu-se o Cabo-fundador Filipe Pires que, no início do festejo, foi agraciado pela Câmara Municipal da Praia da Vitória com a Medalha de Prata de Mérito Cultural.

O curro (e que curro!!) era da ganadaria de António Silva. Imponentes, sérios, nobres, com tranco e a pedir contas aos Cavaleiros Luís Rouxinol, Tiago Pamplona e João Moura Jr. Destaque para os exemplares lidados em 5º e 6º lugar. A ganadera Sofia Silva Fava foi chamada à praça (e bem!) por duas vezes.

Luís Rouxinol abriu com uma lide regular, frente a um oponente (AS, nº3, 518Kg) com muita mobilidade e entrega. Esteve bem na preparação das cravagens, mas a evidente falta de rodagem das montadas que trouxe à ilha Terceira não possibilitou que a lide rompesse para um patamar de triunfo. Com o segundo exemplar de António Silva (nº22, 520Kg) trouxe ao de cima toda a sua veterania e tirou partido da nobreza e da entrega do toiro. Andou sempre ligado e por altura do 5º ferro curto, que cravou de forma irrepreensível, já o público era seu. Terminou em apoteose com um violino e um ferro de palmo de levantar praça.

Tiago Pamplona esteve triunfal em ambas as lides. O exemplar nº 32 (AS, 476Kg) era sério e tinha ímpeto, pecando apenas por se adiantar um pouco à montada. Teve duração e investiu sempre a galope. De tal facto, tirou partido o Cavaleiro que rubricou uma boa lide, mostrando-se entendedor e bregando de forma eficaz e muito cingida, transmitindo emoção. Destaque para o grande ferro com que encerrou. O segundo do seu lote era bravo da ponta dos pitons à extremidade da cauda. Um toiro sempre em crescendo de comportamento, com tranco e a cobrar do toureiro. Daqueles toiros que separam os verdadeiros toureiros daqueles que pensam que o são. Uma vez mais o Marialva do Posto Santo esteve por cima! Muito correcto na preparação das sortes, executou vistosos terra-a-terra nos cites para depois cravar a gosto e a preceito. É pena que exista tanto mar entre o território continental e a ilha Terceira. Caso contrário Tiago Pamplona andaria a competir nos principais carteis.

João Moura Jr. esteve a bom nível diante do nº17 (AS, 488Kg). O toiro entregou-se sem complicar. Moura Jr. andou bem na brega e corretíssimo nas cravagens. Lidou a gosto um bom exemplar. Pena que, sem culpa alguma do Cavaleiro, numa das cravagens o ferro tenha batido noutro já colocado e após ter caído na arena, tenha ficado cravado na pá do toiro, o que induziu algum do público em erro. Tal facto fez com que parte da assistência se tivesse retraído, amornando o ambiente da lide. O segundo do seu lote tinha muita, mas muita classe. Nobre e encastado, entregou-se à lide por inteiro. Moura Jr. mostrou todo o valor do apelido que carrega e agarrou, também ele, o triunfo. Andou cingido nas bregas com galope a duas pistas e ferro após ferro foi levando os tendidos ao rubro. Terminou com a assistência em delírio após cravagem de três palmitos seguidos e em circular.

Mas a tarde era dos Amadores do Ramo Grande. Muitos foram os que estiveram fardados na arena. Antigos e actuais elementos do “grupo da Praia”. Neste dia de aniversário, Filipe Pires passou a chefia do grupo a Manuel Pires, após a pega ao 5º toiro. O dia era, como é normal, agridoce. O público juntou-se à festa e honrou o GFARG, ajudando assim a amenizar o amargo da despedida.
Antes, estiveram na cara dos toiros Luís Valadão que se fechou à segunda com garra e querer, depois de na primeira tentativa o toiro ter tirado a cara no momento da reunião. Daniel Brasil esteve eficaz e fechou-se à primeira com valentia. Carlos Silva corrigiu a forma de trazer o touro toureado e fechou-se à segunda numa boa pega a mostrar vontade. Alex Rocha, à primeira, mostrou todas as suas qualidades e efectuou uma grande pega. Na sua última pega, antes de assumir a chefia do grupo, Manuel Pires esteve de novo enorme. Foi levado contra as tábuas e aguentou horrores até que o grupo se recompusesse do embate violento. Desta pega, o ainda Cabo, Filipe Pires saiu com um corte na têmpora direita. César Pires fechou a corrida com uma boa pega à primeira, aguentado uma viagem difícil.

O espectáculo foi dirigido com sapiência por Rogério Silva, sendo assessorado por José Paulo Lima. Abrilhantou, de forma superior, a Banda da Sociedade Filarmónica Espírito Santo da Agualva, dirigida pelo Maestro Hélder Lourenço.


Bruno Bettencourt
Foto: António Valinho

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

HOJE - Corrida de comemoração do 10º Aniversário do Grupo de Forcados Amadores do Ramo Grande

É hoje que se celebra o 10º Aniversário do Grupo de Forcados Amadores do Ramo Grande. A Corrida conta ainda com a passagem da chefia do grupo. A Jaqueta de Cabo será entregue pelo Fundador Filipe Pires a Manuel Pires que a partir de hoje conduzirá o grupo que enverga a cor da bandeira do Divino Espírito Santo nas jaquetas.


domingo, 6 de agosto de 2017

Primeira Corrida das Festas da Praia - Crónica

Uma corrida de bom nível marcou o regresso do formato de dois eventos à Feira das Festas da Praia. Os toiros da Casa Agrícola José Albino Fernandes (JAF), Luís Rocha (LR) e Silva Herculano (SH) não complicaram, excepção para o segundo da tarde que se foi parando de forma evidente.


João Moura Jr. abriu praça diante de um exemplar imponente de cara (LR, nº57, 489Kg). O toiro era bom, codicioso e entregou-se na medida certa. Após cravagens menos luzidas nos compridos, palmilhou uma lide de triunfo a cada ferro curto e a cada brega. O estilo não engana, era um Moura a cavalo e aquela garupa era um Capote pleno de temple. Destaque para o segundo curto, a consentir a entrada do toiro. Frente ao exemplar SH (nº159, 476Kg) manteve a bitola. O toiro foi a menos ao longo da lide mas, ainda assim, o Cavaleiro procurou sacar o que de melhor este trazia dentro e chegou às bancadas com os ferros de palmo com que encerrou a função.

A João Pamplona calhou a fava e o brinde. O seu primeiro oponente mostrou bons modos na primeira metade da lide, mas depois perdeu ímpeto e fechou-se. O ginete procurou ligar-se ao toiro e com isto contornar as dificuldades. Ficou a sensação de ter tido alguma dificuldade na escolha de terrenos, frente a um oponente que pedia que lhe pisassem a sua zona de conforto e o tirassem de lá. João andou esforçado e isso foi reconhecido pelo público. O JAF (nº428, 528Kg) que lhe coube em sorte era feito de outra cepa. Volumoso e com pata, investia com alegria, entregando-se da forma como fazem os toiros bons: do início ao fim. Após afinar a velocidade, o Cavaleiro ligou-se ao toiro e ao público. Esteve lidador, trazendo ao de cima o bom toureiro e o bom equitador que é. Uma boa lide que encerrou com um grande ferro curto, preparado, cravado e rematado como mandam as regras.

Luís Rouxinol Jr. apresentou-se na Monumental “Ilha Terceira” mostrando todos os predicados de alguém que pode vir a ser figura. Mostrou bons modos na sua primeira lide. O público acolheu bem uma lide agradável e com bons pormenores. O toiro (LR, nº47, 419Kg) apesar de ter alguma falta de força, não comprometeu e deixou-se lidar. Rouxinol esteve muito correcto na cravagem dos curtos, destacando-se o 2º ferro. Quando preparava a cravagem do primeiro ferro comprido ao exemplar JAF (nº417, 523Kg), com que encerrou a corrida, a montada escorrega, resultando na queda do cavaleiro. Viveram-se alguns momentos de apuro, mas sem quaisquer consequências. O “pequeno” Rouxinol recompôs-se e mostrou maturidade. O toiro entregava-se e esteve sempre metido na lide. O Cavaleiro aproveitou bem a colaboração do oponente e novamente mostrou as suas qualidades. Apesar de tudo, fica a ideia que o toiro pedia mais labor.

Nas pegas estiveram três Grupos de Forcados Amadores. Por S. Manços pegou José Quintas à primeira, numa boa pega a aguentar derrote e Pedro Fonseca que à segunda resolveu com a ajuda um pouco carregada. O grupo de Arronches teve em praça João Rosa, que realizou uma grande pega à primeira, templando bem a investida do toiro, fechando-se de forma correcta e Luís Marques que se fechou à segunda sem dificuldade. O Ramo Grande esteve representado por André Lourenço que após alguns problemas, fechou-se à segunda sem mácula.
No final da corrida haveria de se assistir a um monumento à forcadagem: a pega de Manuel Pires! Forcado sereno e de olhos vivos, caminhou para o toiro como é seu habito. Aguentou a investida e depois de se fechar, toiro e forcado tornaram-se um só. Grandes, violentos e sucessivos derrotes por alto e a pega a consumar-se de uma forma que não surpreende. Não surpreende, porque sempre que Manuel Pires salta à arena mostra toda a sua raça e valentia, brindando quem assiste com grandes desempenhos. É, sem dúvida alguma, um forcado que qualquer grupo gostaria de ter e um dos grandes forcados da actualidade, dentro e fora da arena. O Grupo de Forcados Amadores do Ramo Grande ficará assim em boas mãos, aquando da passagem de Cabo. E como uma pega não se faz só com o forcado da cara, fica ainda o destaque para a preciosa intervenção do primeiro ajuda ao qual se seguiu o resto do grupo, de forma eficaz.

A corrida foi dirigida por Mário Martins que foi assessorado por Vielmino Ventura. Abrilhantou a Banda Filarmónica de Santo António de Cambridge.

E porque se tratava de uma Corrida Concurso, o júri composto por Francisco Parreira, José Luis Figueiredo e Diogo Passanha, deliberou:

- Melhor Toiro: “Joanito”, nº428, 528Kg, Casa Agrícola José Albino Fernandes
- Melhor apresentação: “Joanito”, nº428, 528Kg, Casa Agrícola José Albino Fernandes
- Melhor lide a cavalo: João Moura Jr. (lide ao primeiro exemplar da corrida)
- Melhor Pega: Manuel Pires (GFARG)


Bruno Bettencourt
Foto: Paulo Gil

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Festival de Capinhas - Hoje às 18h30!


terça-feira, 2 de agosto de 2016

Triunfo com “P” maiúsculo: Passanha, Pamplona e Pires

Uma praça cheia assistiu aos triunfos da ganadaria Passanha, do Cavaleiro João Pamplona e de Manuel Pires do Grupo de Forcados Amadores do Ramo Grande. A Praça de Toiros “Ilha Terceira” acolheu desta forma mais uma edição da Corrida Concurso integrada nas Festas da Praia.

O curro era das ganadarias de Passanha (P), Casa Agrícola José Albino Fernandes (JAF) e Herdeiros de Ezequiel Rodrigues (ER). Apresentou-se desigual em termos morfológicos, no entanto, ao nível do comportamento todos cumpriram sem criar grandes dificuldades aos Cavaleiros. A destacar o de Passanha lidado em terceiro lugar.

Três bons ferros compridos, cravados por António Telles, abriram praça e foram o mote para uma boa lide a dar vantagens ao exemplar ER (nº339, 419Kg). O toiro investia de pronto, mas revelou-se distraído. Apesar de diminuído da mão direita, não se negou à luta. O da Torrinha foi-lhe entrando pelos terrenos, consentindo a investida no momento das reuniões e templando o ímpeto do oponente. Utilizou apenas uma montada durante a lide. Frente ao segundo do seu lote (P, nº104, 556Kg) chegou mais às bancadas. Lidou com maestria, mostrando o porquê de ser o expoente máximo do classicismo equestre português. O toiro apesar de ter uma investida curta na reunião foi colaborando, crescendo em termos de comportamento. Destaque para os dois ferros curtos com que encerrou a lide.

A presença de Ana Batista começou de forma um pouco nervosa. Aliada à dificuldade de colocação dos ferros compridos, pareceu haver algum problema no arpão dos mesmos. A lide resultou irregular e desacertada, encontrando-se apenas no final da mesma. Mexeu pouco com o oponente (JAF, nº393, 483Kg) que não complicou a tarefa, ficando reservado mercê da falta de uma lide mais adequada. Frente ao ER (nº330, 442Kg) esteve bem melhor. Em plano ascendente, foi palmilhando terreno e entendendo o toiro que também foi melhorando de comportamento, apesar da tendência em tapar-se na reunião. Muito correcta nas cravagens e a fazer vibrar as bancadas com os dois ferros com que encerrou a sua prestação.

João Pamplona agarrou a assistência logo na cravagem comprida. Sempre muito comunicativo, não tardou em ter as hostes do redondel angrense do seu lado. O toiro (P, nº118, 505Kg) foi-se alegrando ao longo da lide investindo de pronto e de forma franca. O Cavaleiro da Quinta do Malhinha esteve correcto na generalidade dos curtos. A cada cravagem faziam-se ouvir as bancadas, estando assim aberto o caminho para o triunfo. Destaque para a forma como escolheu os terrenos e para a forma como se adornou nas bregas. Apesar de menos emotiva, a lide frente ao JAF (nº365, 428Kg) também conquistou a preferência do público. Uma lide mais serena e igualmente eficaz, diante de um oponente que se prestou bem à luta investindo sempre que lhe era pedido. Uma nota positiva para o facto de em nenhuma das lides se ter deixado levar pela euforia do triunfo, não acedendo aos típicos “mais um”, quando se preparava para sair da arena.

O Grupo de Forcados Amadores de Lisboa revelou alguma ineficácia técnica na sua presença em terras açorianas. Duarte Mira pegou à segunda sem dificuldades, após uma primeira tentativa em que esteve mal na cara do toiro. Pedro Gil fechou-se à segunda com uma boa pega, depois do toiro lhe ter metido mal a cara na primeira vez que lá foi. João Galamba esteve precipitado na cara do toiro à primeira tentativa, agarrando o toiro a sesgo e à meia volta após três ensejos que apenas serviram para o brutalizar fisicamente. Pelo Grupo de Forcados Amadores do Ramo Grande pegou César Pires que se fechou bem à primeira, sem dificuldade. Luís Valadão, também à primeira, efectuou uma grande pega à córnea e a fechar o espectáculo, Manuel Pires fechou-se à primeira naquela que foi a pega da noite. Aguentou um derrote por alto e nunca mais largou o toiro que teimava em levá-lo para fora do grupo. Destaque para o primeiro ajuda que foi fundamental na realização da pega.

Dirigiu a corrida, com critério, Carlos João Ávila sendo assessorado pelo médico-veterinário José Paulo Lima. Abrilhantou, de forma eficaz, a banda da Sociedade Progresso Lajense.

O júri constituído por António Lopes, António Rijo e Duarte Bettencourt, decidiu:
- Melhor lide a cavalo: João Pamplona (lide ao 3º da ordem)
- Melhor Pega: Manuel Pires (GFARG)
- Melhor Apresentação: Passanha (nº104, 556Kg) lidado em 4º lugar
- Melhor Toiro: Passanha (nº118, 505Kg), lidado em 3º lugar

Bruno Bettencourt
Foto: António Valinho

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Passanha em vez de João Gaspar nas Festas da Praia


A Organização da Corrida das Festas da Praia emitiu um comunicado onde indica que na referida Corrida Concurso de Ganadarias, que decorre no dia 01 de Agosto, às 18h30, na Praça de Toiros "Ilha Terceira", serão lidados dois toiros Passanha ao invés dos anunciados exemplares de João Gaspar. Segundo a referida missiva, tal substituição deve-se ao facto de ter morrido um dos exemplares de quatro anos da divisa terceirense.

No mesmo documento é referido que "as pessoas que já adquiriram bilhete e que, devido a esta alteração, não queiram assistir ao espectáculo, poderão devolvê-lo e ser ressarcidos, nos locais de venda de bilhetes."

O cartel é composto pelos Cavaleiros António Telles, Ana Batista e João Pamplona. As pegas estarão a cargo dos Grupos de Forcados Amadores do Ramo Grande e Amadores de Lisboa. Em praça, estarão presentes dois toiros de três ganadarias distintas, nomeadamente Passanha, Casa Agrícola José Albino Fernandes e Herdeiros de Ezequiel Rodrigues.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Feira de S. João 2016 - Começam hoje as corridas!!


segunda-feira, 30 de maio de 2016

Espectáculo de Beneficência - Crónica

Depois da polémica, da indignação, do apelo à adesão e do aparente despertar da vontade terceirense, realizou-se, na Praça de Toiros “Ilha Terceira”, o anunciado Espectáculo de Beneficência a favor do Serviço Especializado de Epidemiologia e Biologia Molecular do Hospital de Santo Espírito da ilha Terceira, pela investigação que desenvolve na área oncológica. O dia não estava convidativo mas, apesar disso, é pena que muitos dos indignados das redes sociais se tenham deixado ficar por aí… Pelas redes sociais e por casa. Meia praça a assistir ao evento provando ainda assim que: p’ra cá de duas horas de avião, mandam os que cá estão!

No que à parte artística diz respeito, existiram alguns momentos de interesse. Tiago Pamplona esteve bem diante de um novilho áspero e com pata (nº88, Rego Botelho-RB), mas que não complicou. O Marialva esteve sempre por cima do oponente, correcto nas cravagens, a entrar pelos terrenos e a tirar partido da colaboração do “Zangado” cuja presença e espírito toureiro, já não deixa a assistência indiferente.

João Pamplona esteve aquém do que lhe vem sendo hábito. O nº412 da Casa Agrícola José Albino Fernandes (JAF) estava bem apresentado e tinha codícia, cumprindo bem o seu papel na contenda. A lide ficou marcada pela pouca disponibilidade do cavalo “Manzanares”. A montada negou-se algumas vezes e atravessava-se no momento da reunião, resultando daí sortes aliviadas. Há dias assim! Nota positiva para o terceiro ferro curto a consentir a investida do toiro, apesar do toque na montada.

Javier Castaño voltou ao redondel angrense, numa altura em que se encontra a recuperar de tratamento oncológico. Lide de entrega a mostrar todos os seus recursos e a procurar sacar tudo o que havia no oponente, ainda que os passes resultassem com pouca profundidade. O nº390 JAF era escorrido e parco de forças, notando-se alguma dificuldade no membro anterior direito. Muitas vezes ficou caído na arena, facto que prejudicou a lide. Fica a primeira série pela direita, até à queda do oponente e o bom par de bandarilhas cravado por Jorge Silva.

Julio Benítez “El Cordobés” tentou tirar água do poço, mas o nº430 JAF foi-se secando. Recebeu com uma Larga de joelhos em terra e uma bonita série de Verónicas bem templadas. Diogo Coelho deixou um bom par de bandarilhas e a história da lide ficar-se-ia por aí. Com a muleta viram-se passes desligados, variados e uma série pela esquerda. Pouco mais havia a fazer.

O nº70 RB era descomposto de cara e foi recebido no capote de António Nazaré com uma boa série de Verónicas. Ao quite, Dias Gomes brindou a assistência com uma série curta de Chicuelinas bem cingidas. Nas bandarilhas, destaque para o primeiro par de Gonçalo Toste. Nazaré ligou-se e conseguiu sacar algumas séries interessantes, destacando-se com a mão esquerda com que rubricou uma lide sóbria, mas eficaz, tirando partido do ímpeto do oponente, até este se “rachar” e abandonar por completo a luta e saltar por duas vezes a trincheira.

Manuel Dias Gomes lidou o novilho melhor apresentado (nº49 RB), no que concerne ao toureio apeado. Se a início o hastado demonstrou bons modos, logo foi ficando em curto mostrando-se distraído. Uma vez mais assistiu-se a uma lide com passes isolados, excepção feita a duas séries pela direita. O Matador procurou arrimar-se mas pouco mais lhe era permitido.

As pegas estiveram a cargo dos Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense que, logo nas cortesias, mostraram que a aposta iria estar em elementos mais jovens. Francisco Matos estreou-se com uma pega à primeira, muito bem tecnicamente e sem dificuldades. Carlos Vieira saltou à arena para pegar o quinto da tarde, no entanto o novilho havia de derrotar alto no momento da reunião e o forcado ficou inconsciente após ser atingido na cara, saindo em maca. Na dobra esteve Tomás Ortins que, apesar do visível nervosismo no seio da formação e da demora na colocação do novilho, resolveu ao primeiro intento.

O espectáculo terminaria por aqui, no entanto, foi anunciado que El Cordobés se havia disponibilizado para lidar o sobrero. Sem certezas quanto aos regulamentos, penso que o evento deveria ter sido dado como finalizado e então depois se procederia à lide do referido exemplar.

O exemplar nº418 JAF foi dando boa conta de si. Disso tirou partido o diestro que traçou três boas séries pela direita, depois de ter conduzido o novilho, de joelhos em terra. El Cordobés mostrou raça e querer. Numa altura em que o novilho já procurava o vulto, cortando-se por dentro, o Matador decidiu prolongar a lide. Quando lidava novamente de joelhos, acabou por acontecer o que se previa, sendo colhido e ficando preso pela jaqueta à mercê do oponente, mas sem consequências. Terminou por Manoletinas.

Dirigiu a corrida Carlos João Ávila assessorado por José Paulo Lima, médico veterinário. Abrilhantou a banda da Sociedade Musical Recreio da Terra-Chã.

Bruno Bettencourt

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Corrida das Festas da Praia - cartaz


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