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quinta-feira, 14 de abril de 2011

Foto do Mês - Abril de 2011

Publicado a 14 de Abril de 2011

A corpo limpo - tourada à corda, Angra do Heroísmo, ilha Terceira, primeira metade do séc XX.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Foto do Mês - Fevereiro de 2011

Publicado a 20 de Fevereiro de 2011
Cortesias na Praça de Toiros da Praça Velha de Angra do Heroísmo - Ilha Terceira, séc. XIX

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Arte de Montes, porquê?

Publicado a 13 de Dezembro de 2010

Na história da tauromaquia e no que se refere ao toureio a pé dois toureiros tiveram enorme influência em meados do Séc. XVIII: Joaquin Rodriguez Costillares e Pedro Romero.

Pedro Romero, da "Escola de Ronda" tinha um toureio marcado pela sobriedade e seriedade, sem adornos, frio, pensado e medido, por outro lado, o toureio de "Costillares" da "escola de Sevilha" tinha improvisação e graça. Este último foi o inventor do lance à Verónica e da estocada a volapié.
Em 1830, por nomeação do rei Fernando VII, Romero tornou-se Director da Escola de Tauromaquia de Sevilha, tendo a seu lado como Mestre, o Matador de toiros Jerónimo José Cândido. Muitos foram os alunos que frequentaram a referida escola, entre 1830 e 1834. De todos eles destaca-se um nome: Francisco Montes Reina Paquiro.

Nascido na Rua de Santo Cristo em Chiclana de la Frontera, a 13 de Janeiro de 1805, foi um verdadeiro génio do Toureio a Pé. Foi um grande inovador da forma de lidar, especialmente no que diz respeito às Sortes de Capote. É histórica a sua rivalidade com Francisco Arjona Herrera Cúchares, com quem partilhou as principais atenções da época. Tomou a Alternativa de Matador de Toiros a 18 de Abril de 1831, em Madrid, das mãos de Juan Jiménez Morenillo.

Era considerado um excelente lidador por saber matar “recebendo” como seu Mestre, Pablo Romero, e executar o volapié como “Costillares”. No entanto não era um grande estoqueador, sendo até famosa a sua estocada atravessada. Dono de uma força e agilidade notáveis, lider indiscutivel na sua época, amado especialmente em Madrid, foi apelidado de “Napoleão dos toureiros”.
Francisco Montes Paquiro foi o iniciador da forma moderna do espectáculo taurino. Criou um conceito colectivo de lide, ao ser o primeiro a disciplinar e organizar a sua "quadrilha", onde os Picadores e Bandarilheiros passaram a ter uma missão específica debaixo da direcção suprema do Matador.

Em 1836 escreveu o livro: “Tauromaquia Completa”, um verdadeiro tratado onde expõe a sua concepção de toureio. Também com "Paquiro" o traje de tourear tomou a forma clássica actual, tomando a designação de Traje de luces. Por ter impulsionado o uso de cobertura na cabeça, em sua homenagem, esta tomou o nome de Montera.

Francisco Montes foi gravemente colhido em Madrid, pelo toiro "Rumbón", tendo falecido em virtude dessa colhida em 4 de Abril de 1851.
Sendo o seu nome indissociável da toureio apeado, é costume chamar-se a esta vertente tauromáquica “Arte de Montes”.

"Como Montes nacen pocos toreros. Los seres privilegiados vienen al mundo en muy escaso número y de tarde en tarde", escreveu Sánchez de Neira.

Fontes: Manuel Peralta Godinho e Cunha; Wikipédia

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Foto do Mês - Dezembro de 2010

Publicado a 09 de Dezembro de 2010

... a cilhas passadas - Praça de Toiros de S. João, Angra do Heroísmo, início do séc. XX

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Foto do mês - Outubro de 2010

Publicado a 20 de Outubro de 2010

Praça de Toiros de Santo Espírito. Angra do Heroísmo, séc. XIX

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Foto do Mês - Maio/Junho de 2010

Publicado a 07 de Junho de 2010

Pega de caras, no feminino..., Praça de Toiros "Ilha Terceira", séc. XX

domingo, 7 de março de 2010

Foto do Mês - Março de 2010

Colhida do fotógrafo. Espera de Gado no Alto das Covas, Angra do Heroísmo. Segunda metade do Séc. XX (Foto gentilmente cedida pelo Sr. Luís Brum)

domingo, 31 de janeiro de 2010

Foto do mês - Janeiro/Fevereiro de 2010

Tourada dos Estudantes, Carnaval de 1971, Praça de Toiros de S. João, Angra do Heroísmo, Ilha Terceira

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Foto do Mês - Dezembro de 2009

Praça de Toiros de S. João fustigada por ventos ciclónicos, Angra do Heroísmo, Ilha Terceira, primeira metade do séc. XX (foto gentilmente cedida pelo Sr. Luis Brum)

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Foto do Mês - Setembro de 2009

Tourada à Corda no Porto das Pipas, Angra do Heroísmo. Ilha Terceira, início do séc. XX

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Foto do Mês - Agosto de 2009

Pega não consumada. Praça de Toiros do Espírito Santo, início do séc. XX, Angra do Heroísmo

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Foto do mês - Junho de 2009

Chegada do curro para a Praça de Toiros de S. João. Angra do Heroísmo - Ilha Terceira, meados do séc. XX

domingo, 10 de maio de 2009

Foto do Mês - Maio de 2009

Tourada à Corda nas Cinco Ribeiras, Angra do Heroísmo, Ilha Terceira - início do séc. XX

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Foto do Mês - Abril de 2009

Tourada à Corda - Posto Santo, Angra do Heroísmo, Ilha Terceira, início do séc. XX

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Foto do Mês - Fevereiro de 2009

Tourada à corda, porto do Porto Judeu - Angra do Heroísmo, meados do séc. XX

domingo, 11 de janeiro de 2009

Foto do Mês - Janeiro de 2009

Tourada à Corda, Largo de São Bento - Angra do Heroísmo, início do séc. XX

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Foto do Mês - Dezembro de 2008

Passe por alto - Praça de Toiros de S. João, Angra do Heroísmo, séc. XX

sábado, 1 de novembro de 2008

Foto do Mês - Novembro de 2008

João do Ovos, passe de guarda-sol - Ilha Terceira, meados do séc. XX

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

FORCADO DOS ANOS 50 - Manuel "Chicharro" com coragem e gadanho

Coragem e gadanho. É o que Manuel “Chicharro” ou Manuel de Sousa Júnior, antigo forcado terceirense, natural de Santa Luzia de Angra do Heroísmo, diz ser necessário para enfrentar um toiro. A “estrela” da extinta Praça de Toiros de São João, hoje com 82 anos de idade, pegou toiros em corridas abrilhantadas por cavaleiros profissionais, portugueses e espanhóis, como Alberto Luís Lopes, Clemente Espadanal, Pedro Louceiro, Alexandre e Francisco Mascarenhas, Lolita Minosque e Elisa Barroso.

A primeira pega de toiros de Manuel “Chicharro” remonta a 1943, então com 17 anos de idade. Porém, o gosto e interesse pela “festa brava” começaram no princípio da adolescência motivados pelo próprio pai também forcado. Juntou-se ao grupo de forcados de Elvino Serrano e, mais tarde, forma o seu próprio grupo com José Espadinha. Fica sozinho dois anos depois até 1958, altura em que Amadeu e Joaquim Simões, irmãos forcados popularmente conhecidos por “Nica na Velha”, passam a seus ajudantes.
“Fui com o meu pai à Praça de Toiros. Safei-me bem a primeira vez, graças a Deus, e gostei muito. Não tive medo. O medo existe mas na hora da reunião desaparece”, afirma Manuel “Chicharro”.
Muitos foram os cavaleiros profissionais, nacionais e estrangeiros, que passaram pela antiga Praça de Toiros de São João, localizada onde actualmente se encontra o Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo, como Alberto Luís Lopes, o primeiro cavaleiro profissional que em 1947 se deslocou à ilha Terceira, Clemente Espadanal, Pedro Louceiro, José Baptista, Gustavo Zencal, Simão da Veiga, António Anão, Lolita Minosque, Elisa Barroso e Alexandre e Francisco Mascarenhas, não esquecendo os artistas locais como Virgínio Ávila, conhecido por Virgínio “Galocheiro” e José Albino Filho.
Manuel “Chicharro” recorda aqueles momentos com alegria e precisão, e, modéstia à parte, revela que teve convites para actuar no continente. “Os cavaleiros diziam-me que eu não fazia diferença nenhuma dos forcados do continente, ou seja, era bom como eles. O David Ribeiro Telles convidou-me para ir para fora trabalhar para as herdades dele. Tinha cá a minha vida e também os meus admiradores…nunca fui”, diz.
Para além dos cavaleiros, Manuel “Chicharro” refere os toiros afamados naquele tempo em que o grupo de seis forcados participava em sete corridas por ano com incidência nas festas Sanjoaninas. Destaque para “90”, “Gato”, “Carvoeiro”, “41” e “42”, dos ganadeiros José Albino, António Patrício e José Parreira. “O “90” era um toiro mau…No dia 1 de Julho de 1960 peguei o “Gato”…ele queria comer o “chicharro”, mas não teve sorte. No entanto, o toiro mais bravo que eu peguei na Praça de São João foi o “Calhitas”, de José Parreira, em 1951”, conta, acrescentando que foi colhido por um toiro, pela primeira vez, numa tourada à corda na freguesia da Ribeirinha. Sustos que, no geral, levaram o forcado ao hospital em 1958 e 1968 por ter partido, a cada uma das vezes, um joelho. “Mais terrível do que o acidente, na Praça de Toiros, foi a operação ao joelho direito, pelas dores que tive, e uma década depois ao joelho esquerdo”, recorda.
Devido ao estado frágil dos seus joelhos, a última pega de Manuel “Chicharro” realizou-se em 1969, na Praça de Toiros de São João, mudando-se no ano seguinte para o Canadá onde permaneceu 38 anos até ao passado mês de Setembro, aquando o seu regresso à ilha Terceira. Mas, apesar de a distância, o antigo forcado nunca se deixou afastar dos toiros. “Vinha cá todos os anos, pelas Sanjoaninas, e quando a comissão se deslocava lá para fazer divulgação das festas eu estava sempre com eles”, refere.

Outros tempos
Entre o seu tempo de forcado e os dias de hoje existem naturalmente muitas diferenças. Manuel “Chicharro” indica as “estradas alcatroadas” como o pior e a “categoria dos forcados da nossa terra” como o melhor. “Se no meu tempo apanhasse alguns desses rapazes do nosso grupo de forcados…com a coragem e o gadanho que eu tinha…teria sido uma maravilha”, refere o aficionado. E critica: “As touradas tinham mais beleza antes de as estradas estarem alcatroadas. A liberdade prejudicou muita coisa, como é o caso dos ‘capinhas’ que parecem, muitas vezes, não ter noção daquilo que estão a fazer. Falta arte”.
Quanto ao número de touradas à corda que se realizam por ano na Terceira, o antigo forcado considera “demasiadas por freguesia”.
A título de curiosidade, Manuel de Sousa Júnior explica que a alcunha “Chicharro” foi atribuída por parte da família da sua mãe.

Fonte: Reportagem de Sónia Bettencourt (A União)

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Foto do Mês - Outubro de 2008

Passe de samarra - Tourada à Corda, meados do séc. XX, Ilha Terceira

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