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sexta-feira, 10 de abril de 2009

"Piel de Toro" em DVD

A primeira série de "Piel de Toro", documentário emitido pelo portal taurino Burladero.com, e cujos episódios foram disponibilizados aqui no Rabo Torto, encontra-se disponível para aquisição em DVD.
A colecção é composta por 12 DVD com 24 programas de 50 minutos, cada. O documentário contou com a presença de Joselito, Enrique Ponce, José Tomás, Miguel Ángel Perera, El Cid, Pablo Hermoso, Capea, El Viti, Paco Camino, Julio Robles, abordando aspectos técnicos da corrida de toiros, os segredos do campo, reportagens históricas e sobre as principais ganadarias espanholas.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

SORTE DE VARAS Para "el toreo de cante grande!"

Uma vez não ter sido possível a minha deslocação à Conferência "Importância da Sorte de Varas", organizada pela Tertúlia Tauromáquica Terceirense, aqui fica o artigo publicado no jornal angrense "A União", da autoria do crítico Mário Aguiar Rodrigues:

A jornada de promoção da importância da Sorte de Varas atingiu os objectivos propostos e desejados pela organização da Tertúlia Tauromáquica Terceirense: a Tenta Comentada na Praça de Toiros Ilha Terceira contou com a presença de duas ou três centenas de aficionados e, à noite, o Auditório da Universidade dos Açores/Pólo da Terceira ficou a “rebentar pelas costuras”, tal a afluência de interessados nas palavras, afirmações e explicações ali transmitidas pelo saber e experiência de António Castañares, escritor e jornalista, João Folque de Mendonça, ganadeiro/criador de toiros, Rafael Trancas, picador, e Gomez Escorial, matador de toiros.

Arlindo Teles, presidente da TTT, situou neste tempo de contestação à Festa dos Toiros a necessidade da iniciativa para uma cabal percepção e defesa do que verdadeiramente está em causa com a mais que provável legalização da Sorte de Varas pelo parlamento dos Açores, abrindo a conferência que prendeu até depois da meia noite as atenções duma plateia ávida de argumentos para cimentar, se tal era preciso, a convicção de que a Festa na Região apenas será grande se puder, efectivamente e à luz da lei e do direito, dispor do instrumento “medidor” da justeza da selecção nas explorações de criação de bravo e, nas praças, revelador da autêntica casta, bravura e qualidade do toiro num ritual - o toureio - que se exige de profundidade e entrega, de parte a parte.

António Castañares recuou no tempo para a perspectiva histórica da Sorte de Varas e a natural evolução do tércio ao longo dos últimos quatro séculos.
Passo a passo, até chegar ao que hoje é a sorte de picar, o escritor espanhol deixou claro que apenas com as varas se atinge o “toreo de cante grande”, afinal o que milhões de aficionados nas praças de todo o mundo procuram e esperam de cada vez que ocupam os lugares nos tendidos.
Na sequência lógica do pensamento e convicções expressas por Castañares, Gomez Escorial, matador de toiros, afiançou que a Sorte de Varas é, afinal, a essência do toureio.

Toda a faena é baseada no acerto dos puyazos concretizados pelo picador. Se porventura o tércio não cumpre, a faena não passará dum sacar de passes, com maior ou menor técnica, com maior ou menor ilusão de beleza e espectáculo, perante um animal que pouco ou nada transmite e exige do toureiro e, logo, não aquece a alma do aficionado, nem entusiasma o espectador.
Rafael Trancas “saiu à praça” para falar do quão difícil é a arte de picar toiros, função onde há que dominar, simultaneamente, o cavalo, o toiro e a vara.

Para o mais requisitado picador português, a selecção do Bravo não faz sentido, nem possui real valia, sem a sorte de picar. A selecção passa pelo uso das varas. O exemplo - disse - está no que de importante se produz com tal prática na Herdade de Adema, na selecção dos famosos e lendários “Palha”, da responsabilidade de João Folque de Mendonça.

Antes de “chegar à corrida”, Rafael Trancas apontou a incongruência da inexistência do primeiro tércio no espectáculo em Portugal na medida em que, para seleccionar com autenticidade, é utilizada a vara de picar. O picador deixou no ar a questão de saber onde está a lógica de não picar os toiros se se picam as garraias...
Já “montado e pronto para exercer a função”, Rafael Trancas explicou como e onde devem ser os toiros picados para que possam ser atingidos os verdadeiros objectivos da Sorte de Varas.
Com propriedade, Trancas revelou que o toiro deve ser picado dois dedos atrás do morrilho, adiantando desde logo que “ só há orelhas se o picador fizer bem o seu trabalho” .
Quanto às vozes daqueles que afirmam que o trabalho do picador é fácil, Rafael Trancas expressou a certeza de que a função é bem complexa pois há que dominar, ao mesmo tempo, o cavalo, o toiro e a vara.

Foi com autêntica paixão que João Folque de Mendonça, ganadeiro/criador de toiros, defendeu o uso e a prática da Sorte de Varas, tanto na criação e selecção de Bravo no interior das ganadarias, como nas praças de toiros.
O responsável da Adema e do ferro “Palha”, para quem a corrida é muito mais que festa e espectáculo, não tem dúvidas de que apenas a sorte de picar pode revelar em toda a verdade e autenticidade o ritual em que o toiro mostra a casta, a bravura e a qualidade na procura da investida (luta) contra a muleta.
Muito ao contrário do que possa ser interpretado como forma de “facilitar” a tarefa do toureiro/matador, a Sorte de Varas desperta o toiro, torna-o mais atento, mais acutilante e perigoso, e, como tal, sublima o ritual, valoriza o espectáculo, emociona o aficionado, no fundo, torna verdadeiro e autêntico o binómio vida/morte, encarado de frente, sem falsos pudores ou morais duvidosas.

A vasta assembleia no Auditório da Universidade dos Açores não se limitou a ouvir falar os mestres. Interveio como se impunha, colocou questões, dúvidas, pediu esclarecimentos sobre um ou outro pormenor, deixando a garantia, e outra situação não seria de esperar, de que a reposição da Sorte de Varas é desejada e com celeridade.

Nesse sentido manifestaram-se também vários deputados açorianos presentes na conferência. De todos os que usaram da palavra sobressaiu a promessa de que, à semelhança do que já haviam feito em 2003, contribuirão com trabalho e voto para a reposição da Sorte de Varas.
Para que se aperceba a noção da importância e abrangência das intervenções dos deputados presentes na plateia do Auditório da Universidade dos Açores/Pólo da Terceira, havia-os de ilhas tão distantes como Santa Maria e Corvo.

Mário Aguiar Rodrigues
in "A União"

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Conferência: "Importância da Sorte de Varas"

Por iniciativa da Tertúlia Tauromáquica Terceirense, realizar-se-á no próximo dia 4 de Abril uma conferência intitulada “Importância da Sorte de Varas”.
Pelas 21h00, no auditório da Universidade dos Açores, no Pico da Urze, será possível assistir-se às intervenções de José Carlos Arévalo, director da revista 6toros6, João Folque de Mendonça, ganadero (Palha), Rafael Trancas, picador português, António Castañares, autor de uma obra sobre a Sorte de Varas e Gomez Escorial, matador de toiros.
Algumas horas antes da conferência, pelas 18h00, a arena da Monumental Ilha Terceira, será palco de uma tenta comentada que está inserida na referida iniciativa.
Mais uma iniciativa, de grande valor pedagógico, da dinâmica Tertúlia Tauromáquica Terceirense, numa época em que muito tem sido debatido o retorno da sorte de vara aos Açores.

domingo, 29 de março de 2009

Forcados da T. T. Terceirense treinam na Ganadaria de Partido de Resina

O Grupo de Forcados da Tertúlia Tauromáquica Terceirense, capitaneado por Adalberto Belerique, efectuou um treino no passado dia 6 de Março na Finca Partido de Resina em Aznalcázar - Sevilha onde pasta a Ganadaria Partido de Resina, SL, ex Pablos Romero.
A convite do actual proprietário Drº José Luis Algora os forcados açorianos disfrutaram de um dia bem passado, aproveitando a importância da ganaderia para efectuar cerca de 40 pegas ás quatro vacas disponibilizados pelo ganadeiro e seu maioral. O treino foi presenciado por uma larga comitiva de convidados,quer do ganadeiro quer de terceirenses que acompanhou o Grupo nesta viagem a Sevilha. No final e após uma visita a toda a herdade o grupo foi presenteado com um tipico almoço andaluz.
Encantado com a experiência, o Dr Jose Luis Algora, espera repetir tão salutar jornada no próximo ano.
Recordar que a actual ganaderia tem procedência em vacas Jijonas e sementais Cabrera representando até aos dias de hoje um encaste único sem sofrer qualquer tipo de alteração.No dia seguinte o Grupo voltou a treinar desta vêz na Herdade do cavaleiro Joaquim Bastinhas. Frente a 4 novilhos, o grupo voltou a demonstrar estar preparado para mais um temporada que se pretende repleta de êxitos. Depois, deslocaram-se a Olivença para assistir a sua feira taurina.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Feira Taurina da Graciosa

Já é conhecida a constituição dos carteis da Feira Taurina da ilha Graciosa que se realizará de 8 a 10 de Agosto. A Praça de Toiros do Monte d'Ajuda irá receber os cavaleiros João Moura, cuja presença já aqui havia sido anunciada, Tiago Pamplona e o Praticante Rui Lopes. A lide apeada estará a cargo do Novilheiro João Augusto Moura. Os Forcados Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense e Amadores do Ramo Grande estarão na cara dos toiros que serão provenientes das divisas de Rego Botelho e Brito Paes.

Sábado, 8 de Agosto

-Cavaleiros-
João MOURA
Tiago PAMPLONA
Rui LOPES

-Novilheiro-
João Augusto MOURA

-Forcados-
Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense
Amadores do Ramo Grande

-Toiros-
Rego Botelho

-

Domingo, 9 de Agosto

-Cavaleiros-
João MOURA
Tiago PAMPLONA
Rui LOPES

-Forcados-
Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense
Amadores do Ramo Grande

-Toiros-
Brito Paes

Nota ainda para o Festival Taurino infantil que ocorrerá na manhã do dia 9 de Agosto e para as 3 touradas à Corda que fazem parte, igualmente, do programa das Festas do Senhor Santo Cristo dos Milagres.

quarta-feira, 11 de março de 2009

A Tirania do Belo

O Engº Rodrigo Almeida, criador de Cavalo Lusitano, procura a diminuição do hiato entre a criação do cavalo e a sua utilização.
A funcionalidade, utilização em modalidades equestres, e a evolução da criação do Lusitano, em vez de contrapostas, caminham juntas. A incessante busca de opiniões técnicas, experiências de criação distintas, confirmação em provas do valor dos animais, numa humildade pouco comum, resulta num blogue muito formativo que desde aqui incitamos a descobrirem.

Em entrevista a Francisco Cancella de Abreu, Rodrigo procurou uma visão informada acerca de temas críticos da criação do “nosso” cavalo. São opiniões de um peso pesado da Equitação: o homem que despoletou o bichinho da modalidade de Ensino em Portugal. Um defensor incansável da perfeição e melhoramento do Lusitano. Consultor da Fundação Alter Real. Generosamente, Rodrigo Almeida faculta-nos a controversa entrevista:

http://pitamarissa.wordpress.com/grande-entrevista-francisco-cancella-abreu/

Não raras vezes se ouve que o cavalo revela muito do seu criador, ou que, o criador faz um cavalo projectando o seu conceito estético e funcional. Ora esta ideia de que a criação cavalar é algo muito pessoal e personalizada deve ser desconstruída. Em todas as raças de animais, o cavalo incluído, há objectivos que se prevêem alcançar, há padrões a respeitar, o Lusitano não deveria ser a excepção. Há que orientar a criação do Lusitano de forma criar, tanto comercialmente como atleticamente, uma raça sólida e fiável.
Talvez seja possível, no futuro, um Lusitano ser comercializado a preços elevados por ser bom e não por pertencer a uma linhagem específica.

Vamos desinstalar-nos? É o repto que vos lanço.

Mónica Bugalho Vieira
Foto: D.R.

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