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domingo, 27 de junho de 2010

Tarde de Alternativa com pouca história...

Publicado a 27 de Junho de 2010

Dia 24 de Junho de 2010, de S. João, de Rui Lopes e da sua Alternativa como quinto Cavaleiro açoriano profissional.
Montando o “Sublime”, Lopes saiu à arena para das mãos do seu padrinho, Rui Fernandes, receber o ferro da Alternativa numa cerimónia que é sempre revestida de emoção que é o culminar de um sonho e de anos de entrega e dedicação. Rui Lopes junta-se assim ao conselho de doutores em tauromaquia.

Para a história fica o nome “Querubaim” (nº238, 445Kg) da Casa Agrícola José Albino Fernandes (JAF), como sendo o inquiridor desta prova de Cavaleiro profissional. Rui Lopes iniciou a lide com dois ferros compridos, cravados após passagem em falso. Na segunda parte da lide o marialva esquece qualquer nervosismo que pudesse existir e com inteligência começa a traçar uma lide muito correcta. O toiro mostrava alguma falta de força, denunciando dificuldade de locomoção do membro anterior direito, condição que roubou um pouco de emoção às reuniões. O Cavaleiro, mercê do bom entendimento que mostrou, escolhe bem os terrenos e crava a gosto, chegando cada vez mais às bancadas. Se andou bem nas bregas, melhor andou nos remates das sortes, recriando-se na cara do toiro de forma limpa. Os Cavaleiros dos Açores ainda sabem como lidar toiros com andamento sem aparentarem domesticação. No segundo do seu lote (nº258, 480Kg, JAF) procurou arriscar mais mas esteve com pouco acerto. O toiro entregava-se à luta, no entanto, Lopes mostrou alguma dificuldade na escolha de terrenos. Após a cravagem comprida que resultou traseira, inicia os curtos com duas cravagens de grande nota. Encerrou este seu dia com o veterano “Açúcar”, deixando um bom ferro ao piton contrário.

Rui Fernandes lidou o segundo toiro da tarde (nº253, 440Kg, JAF) a tentar contornar as limitações e dificuldades impostas por este. Recorreu a soluções não adequadas, que resultaram numa lide de pouco entendimento e entrega. O toiro mostrou-se desligado e andarilho, atravessando-se nas viagens e tapando-se no momento das cravagens. Estas, quer nos compridos, quer nos curtos, foram resultando traseiras e de execução pálida. Fica nota para o 4º ferro curto a encerrar a lide. A sua segunda lide iniciou-se com dois compridos traseiros. O “Quiete” (nº255, 440Kg, JAF) trazia melhores condições, mostrando alguma codícia e empregando-se quando citado pela montada. O Cavaleiro da Charneca da Caparica foi lidando em crescendo. Entrou pelo toiro e cravou 5 ferros curtos, para depois encerrar uma lide regular com um bonito ferro ao estribo.

A lide apeada estava reservada para Ruben Pinar. Com o capote, recebeu e lanceou por Parons aos quais se seguiu vistosa série de Chicuelinas. O “Quinito” (nº276, 480Kg, JAF) foi assimilando bem o que o Matador lhe ia ensinado com a Muleta. Após conduzir o hastado para terrenos de fora, Pinar citou e com a mão direita foi templando e dando profundidade às investida do oponente. Com a flanela ao natural recebe o toiro, notando-se que este metia a cara por dentro durante a viagem. Novamente pela direita desenha nova série, rematada por Circulares invertidos. Encerra assim uma lide de entrega e muito laboriosa a tentar sacar o que de melhor havia no produto da divisa verde rubra. Com o ferro de Falé Filipe saiu o 6º da ordem (nº53, 485Kg). Verónicas bem desenhadas marcaram o início da função. A abriri o tércio de muleta, o toiro fica com as hastes presas na arena e roda sobe si próprio embatendo de costas, factor que viria a condicionar o seu comportamento. O diestro prova o toiro pela direita e saca bons Derechazos, apesar da tendência mostrada pelo toiro em não seguir o engano e procurar o toureiro. Nova série templada e com poder. A tendência do toiro veio a confirmar-se quando o Matador é colhido e levantado pela perna esquerda, felizmente apenas com danos para a Taleguilla do traje. Lide poderosa e de entrega que contou com duas séries de Naturais e Circulares invertidos no seu culminar.

Pelo Grupo de Forcados Amadores do Ramos Grande, Bruno Anjos pegou à terceira tentativa numa pega que poderia ter sido logo resolvida ao primeiro intento, assim o tivesse entendido. André Parreira com uma boa pega à primeira tentativa, fechou-se na cara do 2º da tarde. Boa pega foi também a efectuada por Miguel Pires ao toiro que lhe coube. César Pires, frente a um toiro que metia a cara por alto, pegou à segunda após lhe ter faltado grupo ao primeiro intento.

Dirigiu a corrida José Valadão tendo como médico veterinário o Dr. Vielmino Ventura.

Bruno Bettencourt

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Grandiosa Corrida adiada

Publicado a 25 de Junho de 2010

A terceira corrida da Feira de S. João 2010 que se iria realizar hoje dia 25, foi adiada para as 18h30 do próximo Domingo, dia 27, devido à chuva que se fazia sentir em Angra do Heroísmo.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Corrida de S. João

Publicado a 24 de Junho de 2010

Imponente Corrida - Imagens

Publicado a 24 de Junho de 2010

terça-feira, 22 de junho de 2010

Perera triunfador a abrir Feira de S. João 2010

Publicado a 21 de Junho de 2010

Maestria toureira, bons toiros, pegas enormes! Assim se resume em meia dúzia de palavras a presença de Miguel Angel Perera, o curro de Rego Botelho (RB), dos Forcados Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense (GFATTT) e o que de mais de relevante se passou na primeira corrida da Feira de S. João 2010.

O Tunante (nº473, 470Kg) trazia boa música e foi recebido por Luís Rouxinol com dois ferros compridos. O Cavaleiro mostrou entendimento com o bravo oponente que tinha pela frente e deixa a cravagem curta com bom nível. Andou bem a colocar o toiro e a medir os terrenos. Recriou-se com galopes a duas pistas que, como vem sendo hábito, chegaram imediatamente às bancadas. Encerrou uma boa lide com um violino e um ferro de palmo que fizeram ouvir ovação nos sectores da “Ilha Terceira”. O segundo do seu lote chamava-se Tombado (nº14, 450Kg) e no nome parecia trazer prenúncio para esta lide de Rouxinol. O toiro era sério e codicioso, no entanto o marialva andou uns furos abaixo da sua prestação anterior. As cravagens resultaram desluzidas, mercê da quebra de muitos dos ferros curtos aquando das cravagens (seguraram-se pouco estas bandarilhas de segurança utilizadas). Uma vez mais assistiu-se a ladeios que resultaram, muitas das vezes, em toques na montada. Frente ao Glorioso (nº18, 460Kg) verificou-se entrega do Cavaleiro, mas sem conseguir superar a sua primeira presença em praça. Cravagens correctas a destacar-se o 3º ferro curto ao estribo. Novamente vários toques na montada, especialmente durante o recurso aos ladeios. Quando os toiros não são amestrados há que corrigir melhor o entendimento com as montadas. Nota final, pela negativa, à vinda do cavaleiro aos médios no final da sua segunda lide. a reboque do forcado.

Miguel Angel Perera apresentou-se no redondel angrense frente a um Trovão nobre (nº19, 460Kg) que prestou bom jogo. Recebeu com duas séries de Tafalleras, primeiro nos tércios e depois nos médios, as quais intercalou com uma série vistosa de Gaoneras. Com a muleta citou de largo e recebeu por Pedresinas. Após duas séries de Derechazos, que foram em crescendo, mudou de mão e levou o toiro embebido na flanela, pelo lado esquerdo. Novamente com a mão direita, e tirando partido do melhor lado do toiro, saca de nova série de derechazos que foram rematados por circulares invertidos. Desenhou assim uma boa lide tirando todo o bom sumo de bravura que saía do oponente. O Garrocho (nº20, 440Kg) quarto da ordem, segundo do seu lote, foi a excepção que comprovou a bravura dos restantes produtos provenientes da Caldeira do Guilherme Moniz. No capote o toiro mostrou aspereza. Com a muleta o diestro andou laborioso. O toiro cedo mostrou querenças saindo da luta ao fim de cada duas passagens pela muleta. Ainda assim o Matador pisou-lhe os terrenos e, toureando-o a toda a volta do redondel, foi sacando o pouco que havia no seu interior.
Pela “porta dos sustos” da Monumental “Ilha Terceira” saiu o Impacientado (nº11 480Kg), o melhor toiro para lide apeada. Perera lanceou por bonitas Verónicas ligadas a uma vistosa série de Chiquelinas. Ao quite, Salvador Ruano deu boa nota igualmente por Chiquelinas. Com a muleta Perera mostrou a razão porque é figura. O toiro era bravo, nobre e tinha recorrido, o matador teve maestria. Assistiu-se a 3 tandas de Derechazos sempre em crescendo, cada vez mais profundas e plenas de temple. Pés fixos no solo a embarcar o toiro na muleta com poderio e desenho artístico. Por Naturais mandou e templou as investidas prontas do hastado da divisa azul e branca. Adorna-se por Molinetes seguidos por passes com a muleta invertida. Remata com circulares invertidos. Mesmo após se verificar que o toiro tinha rachado, ainda saca de uma bonita série de Bernardinas. Lide exímia desenhada a gosto.
Volta para matador e ganadero. No final Porta Grande para Miguel Angel Perera, aberta pelo segundo ano consecutivo e pela quinta vez nos 26 anos de história da Praça de Toiros “Ilha Terceira”.

Superiores estiveram também os forcados do GFATTT. Marco Sousa deu o exemplo, brinda ao público para, à córnea, se fechar ao primeiro intento numa poderosíssima pega. Álvaro Dentinho efectuou a pega da tarde. Fecha-se à barbela (1ª tentativa) e de forma superior aguenta duros derrotes fixando-se na cara do toiro. A finalizar com chave de ouro, João Pedro Ávila fecha-se numa grande pega à barbela. Nota superior para o entrosamento do grupo e as primeiras ajudas efectuadas.

Carlos João Ávila, auxiliado pelo Dr. Vielmino Ventura, dirigiu com rigor a corrida que contou com ¾ de assistência

Bruno Bettencourt

domingo, 20 de junho de 2010

Imponente Corrida

Publicado a 20 de Junho de 2010

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