About

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Concurso de Ganadarias - Fotos

Publicado a 28 de Junho de 2010

domingo, 27 de junho de 2010

Concurso de Ganadarias 2010

Publicado a 27 de Junho de 2010

Uma vez mais praça cheia em dia de Concurso de Ganadarias, não fossem os aficionados terceirenses devotos dos toiros e partidários aguerridos das mais diversas ganadarias locais.
A anunciada corrida à portuguesa do dia 26 de Junho contava com a disputa entre os ferros de Rego Botelho (RB), Casa Agrícola José Albino Fernandes (JAF) e Herdeiros de Ezequiel Rodrigues (ER).

Frente a um pequeno exemplar de ER (nº264, 370Kg), sobre o qual se falará no final desta crónica, Rui Fernandes rubricou mais uma prestação desluzida nesta Feira de S. João. Talvez com a pressa de apanhar o voo para Lisboa, motivo que mais uma vez levou a alterações na ordem das lides, o cavaleiro limitou-se a despachar serviço. Apesar da fraca apresentação, o toiro prestou-se à luta. O Cavaleiro cumpriu a obrigação e após ferros compridos de boa nota, crava 3 curtos que resultaram um pouco traseiros. Mexeu com o toiro nas bregas, mas sempre sem dar brilho à contenda. O nº3 RB 525Kg foi o segundo do seu lote. O toiro foi-se mostrando um pouco distraído durante a lide. Fernandes deixou 2 ferros de castigo para na cravagem curta o desacerto ser por demais evidente, alternando-se os ferros traseiros com os descaídos. Andou com o toiro mas foi pouco eficiente na escolha de terrenos e posteriormente nas cravagens.

Luís Rouxinol armou taco e frente a um bravo exemplar de JAF ( nº245, 435Kg) delineou uma lide alegre que foi chegando às bancadas. Ferragem comprida na medida certa. Cravagens rigorosas e a dar espectáculo. Do final fica o desacerto das bandarilhas. Após 2 meios pares, limita-se a deixar cair um terceiro em cima do morrilho. O quinto da ordem, o “Tombado” (nº495, 525Kg, RB), tinha tanto de bonito como de bravo. Desde logo mostrou sentido na investida e o marialva tirou algum partido desse facto. Na cravagem andou regular, destacando-se o 3º ferro curto por ter sido aquele que não foi cravado a cilhas passadas. Apesar da boa lide efectuada, fica a sensação que havia mais que poderia ter sido feito. A pecar o recurso excessivo aos ladeios que apesar de arrancarem palmas fáceis, por vezes resultam em toques e igualmente tiram verdade à arte equestre.

Tiago Carreiras apresentou-se à aficion terceirense com uma lide em crescendo. Frente a um exemplar ER (420Kg, nº247) foi desenhando uma lide da qual se realça a forma vistosa como remata as cravagens. Pena o excesso de velocidade impresso nas viagens, facto que resultou em cravagens traseiras. Tal como no exemplar anterior, andou bem nas bregas e na colocação do segundo do seu lote (nº250, 440Kg, JAF). Apesar de não romper em bravura, o toiro apresentou bons modos durante a lide. O cavaleiro esteve menos eficiente na cravagem comprida. Com os curtos voltou a pautar as ferragens pela velocidade em demasia. A excepção vai para o 4º ferro curto cravado ao estribo de alto a baixo.

No campo da forcadagem, Luís Cunha dos Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense (GFATTT) pegou com muita segurança ao primeiro intento. Pelos Amadores de Turlock (GFAT) George Martins, também à primeira fechou-se sem dificuldade numa boa pega. Aquela que viria a ser a pega da tarde foi efectuada por Manuel Pires dos Amadores do Ramo Grande (GFARG). Fechou-se de forma poderosa sem nunca largar a cara do oponente, mesmo depois deste ter dado uma cabriola e ter caído com forte impacto. Tomás Ortins do GFATTT aguentou uma longa viagem na cara do toiro fechando-se bem à primeira. Grande pega a de Michael Lopes do GFAT à segunda tentativa ao aguentar inúmeros derrotes com o toiro a fugir ao grupo. Aqui o público a ir ao rubro com a característica forma de rabejar de Américo Cunha, antigo forcado do GFATTT e agora nas fileiras do grupo norte-americano. A finalizar, e numa pega com o grupo carregado, Nuno Pires do GFARG pegou ao terceiro intento.

No final: Prémio de Melhor Lide a Cavalo para Luís Rouxinol (pela lide ao 5º da ordem), Melhor Pega para Manuel Pires do GFARG, Prémio de Apresentação e Prémio de Bravura para o nº 495 RB “Tombado (5º da ordem).

Não se entende como é que um Decreto Legislativo Regional (nº11/2010/A) vem permitir aquilo que à partida não é permitido e ao mesmo tempo contradizer-se. Se na alínea b) do art.º 30 do referido decreto está escrito “Em praças de 2.ª categoria devem ter pelo menos 4 anos de idade e 400 kg de peso;”, o ponto 5 da alínea d) do art.º 73 permite contornar essa imposição “O ganadeiro incorre em contra-ordenação punível com coima de € 500 a € 2500 […]”. O ganadero Herdeiros de Ezequiel Rodrigues assumiu a responsabilidade e abriu a Corrida Concurso de Ganadaria um toiro pequenote com 370Kg. O exemplar que teria sido rejeitado em várias praças, foi vaiado veemente à saída dos curros.

Bruno Bettencourt

Hoje, Grandiosa Corrida

Publicado a 27 de Junho de 2010


Imagens da Corrida de S. João

Publicado a 27 de Junho de 2010

Tarde de Alternativa com pouca história...

Publicado a 27 de Junho de 2010

Dia 24 de Junho de 2010, de S. João, de Rui Lopes e da sua Alternativa como quinto Cavaleiro açoriano profissional.
Montando o “Sublime”, Lopes saiu à arena para das mãos do seu padrinho, Rui Fernandes, receber o ferro da Alternativa numa cerimónia que é sempre revestida de emoção que é o culminar de um sonho e de anos de entrega e dedicação. Rui Lopes junta-se assim ao conselho de doutores em tauromaquia.

Para a história fica o nome “Querubaim” (nº238, 445Kg) da Casa Agrícola José Albino Fernandes (JAF), como sendo o inquiridor desta prova de Cavaleiro profissional. Rui Lopes iniciou a lide com dois ferros compridos, cravados após passagem em falso. Na segunda parte da lide o marialva esquece qualquer nervosismo que pudesse existir e com inteligência começa a traçar uma lide muito correcta. O toiro mostrava alguma falta de força, denunciando dificuldade de locomoção do membro anterior direito, condição que roubou um pouco de emoção às reuniões. O Cavaleiro, mercê do bom entendimento que mostrou, escolhe bem os terrenos e crava a gosto, chegando cada vez mais às bancadas. Se andou bem nas bregas, melhor andou nos remates das sortes, recriando-se na cara do toiro de forma limpa. Os Cavaleiros dos Açores ainda sabem como lidar toiros com andamento sem aparentarem domesticação. No segundo do seu lote (nº258, 480Kg, JAF) procurou arriscar mais mas esteve com pouco acerto. O toiro entregava-se à luta, no entanto, Lopes mostrou alguma dificuldade na escolha de terrenos. Após a cravagem comprida que resultou traseira, inicia os curtos com duas cravagens de grande nota. Encerrou este seu dia com o veterano “Açúcar”, deixando um bom ferro ao piton contrário.

Rui Fernandes lidou o segundo toiro da tarde (nº253, 440Kg, JAF) a tentar contornar as limitações e dificuldades impostas por este. Recorreu a soluções não adequadas, que resultaram numa lide de pouco entendimento e entrega. O toiro mostrou-se desligado e andarilho, atravessando-se nas viagens e tapando-se no momento das cravagens. Estas, quer nos compridos, quer nos curtos, foram resultando traseiras e de execução pálida. Fica nota para o 4º ferro curto a encerrar a lide. A sua segunda lide iniciou-se com dois compridos traseiros. O “Quiete” (nº255, 440Kg, JAF) trazia melhores condições, mostrando alguma codícia e empregando-se quando citado pela montada. O Cavaleiro da Charneca da Caparica foi lidando em crescendo. Entrou pelo toiro e cravou 5 ferros curtos, para depois encerrar uma lide regular com um bonito ferro ao estribo.

A lide apeada estava reservada para Ruben Pinar. Com o capote, recebeu e lanceou por Parons aos quais se seguiu vistosa série de Chicuelinas. O “Quinito” (nº276, 480Kg, JAF) foi assimilando bem o que o Matador lhe ia ensinado com a Muleta. Após conduzir o hastado para terrenos de fora, Pinar citou e com a mão direita foi templando e dando profundidade às investida do oponente. Com a flanela ao natural recebe o toiro, notando-se que este metia a cara por dentro durante a viagem. Novamente pela direita desenha nova série, rematada por Circulares invertidos. Encerra assim uma lide de entrega e muito laboriosa a tentar sacar o que de melhor havia no produto da divisa verde rubra. Com o ferro de Falé Filipe saiu o 6º da ordem (nº53, 485Kg). Verónicas bem desenhadas marcaram o início da função. A abriri o tércio de muleta, o toiro fica com as hastes presas na arena e roda sobe si próprio embatendo de costas, factor que viria a condicionar o seu comportamento. O diestro prova o toiro pela direita e saca bons Derechazos, apesar da tendência mostrada pelo toiro em não seguir o engano e procurar o toureiro. Nova série templada e com poder. A tendência do toiro veio a confirmar-se quando o Matador é colhido e levantado pela perna esquerda, felizmente apenas com danos para a Taleguilla do traje. Lide poderosa e de entrega que contou com duas séries de Naturais e Circulares invertidos no seu culminar.

Pelo Grupo de Forcados Amadores do Ramos Grande, Bruno Anjos pegou à terceira tentativa numa pega que poderia ter sido logo resolvida ao primeiro intento, assim o tivesse entendido. André Parreira com uma boa pega à primeira tentativa, fechou-se na cara do 2º da tarde. Boa pega foi também a efectuada por Miguel Pires ao toiro que lhe coube. César Pires, frente a um toiro que metia a cara por alto, pegou à segunda após lhe ter faltado grupo ao primeiro intento.

Dirigiu a corrida José Valadão tendo como médico veterinário o Dr. Vielmino Ventura.

Bruno Bettencourt

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Grandiosa Corrida adiada

Publicado a 25 de Junho de 2010

A terceira corrida da Feira de S. João 2010 que se iria realizar hoje dia 25, foi adiada para as 18h30 do próximo Domingo, dia 27, devido à chuva que se fazia sentir em Angra do Heroísmo.

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More