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domingo, 21 de novembro de 2010

Terceirenses medalhados na Feira da Golegã 2010

Publicado a 21 de Novembro de 2010

Os cavaleiros Ana Teresa Pires, montando Bandarilha, e Roberto Brasil, montando Aquiles do Ilhéu, competiram no Concurso de Dressage (Ensino) Especial, que se realizou, nos dias 10 e 11 do corrente mês de novembro, na prestigiada Feira Internacional do Cavalo Lusitano, na Golegã.
Monitor e aluna do Centro Equestre "O Ilhéu", montando cavalos lusitanos nados, criados e ensinados na ilha Terceira, fizeram excelentes prestações, obtendo ambos um lugar no pódio, o que não deixa de constituir um feito de enorme dimensão.
Roberto Brasil ficou em segundo lugar em ambos os dias, com a média final de 62.08% nos cavalos de cinco anos, enquanto que Ana Teresa Pires, competindo nos cavalos de quatro anos, conquistou o terceiro lugar nos dois dias de competição com a média final de 68.01%, isto no meio de forte concorrência e vários profissionais, o que eleva ainda mais a performance da dupla açoriana.
Estes dois conjuntos estão desde já apurados para a fase final da Taça de Portugal, que se concretiza na Sociedade Hípica Portuguesa, em Lisboa, nos dias quatro e cinco do próximo mês de dezembro.
Para além destas (duras) provas de preparação, estes campeões regionais em título, para chegar à Taça de Portugal, tiveram que efetuar oito provas locais e seis regionais. Pelas pontuações obtidas nos regionais, estão ambos em segundo lugar na tabela geral da classificação nacional, o que demonstra a sua qualidade tanto no plano regional como nacional.
Aliás, segundo fonte próxima dos mesmos, "pelo esforço diário e pela qualidade do seu trabalho estão a divulgar e a dignificar a equitação não só da ilha Terceira como dos Açores".
Sublinhe-se, a propósito, que os jovens cavaleiros Ana Teresa Pires e Roberto Brasil são vistos como dois verdadeiros exemplos, não só pelos resultados alcançados como também pela dedicação com que encaram a prática da modalidade, contribuindo largamente para a expansão que a mesma tem conhecido.

Fonte: Diário Insular

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

João Nogueira campeão nacional

Publicado a 12 de Novembro de 2010

O jovem cavaleiro terceirense João Nogueira, competindo em representação da Associação Regional de Desporto Equestre nos Açores, sagrou-se no passado fim de semana campeão nacional de Dressage (ensino), escalão de iniciados. Atleta dos quadros do Centro Equestre "O Ilhéu", João Nogueira, montando Caramelo, obteve a média final de 61,68 pontos, somando nos três dias de prova dois primeiros lugares (primeiro dia com 63,375 pontos e terceiro dia com 62,600 pontos e um segundo (segundo dia com 59,067 pontos). O Campeonato de Portugal teve lugar na Academia de Dressage de Arruda dos Vinhos. João Nogueira é apontado como um dos grandes talentos da equitação regional e nacional, sendo este êxito, para além das suas inegáveis qualidades, fruto do trabalho que tem sido desenvolvido no arquipélago ao longo dos últimos anos em prol da modalidade.

Quando o exemplo vem do alto...

Publicado a 12 de Novembro de 2010

Muita coisa (boa) devia ser dita sobre a (feliz) ideia da nossa Câmara de Angra ter levado a efeito uma tourada à corda (o tal espectáculo único no mundo e o único que "mexe" com a Ilha inteira) no passado dia 23 de Outubro, na Fonte de S. Sebastião (cheia como um ovo), de homenagem aos cerca de 300 cidadãos nacionais e estrangeiros, do mundo taurino, que nos visitaram integrados no IX Congresso Mundial dos Ganaderos.
Mas o fim que nos levou a estas linhas deve-se ao facto da organização deste espectáculo (a tourada à corda) ser precisamente a Câmara de Angra, ou seja uma das duas entidades oficiais que ao longo dos anos autorizam a realização de todas as touradas nesta ilha.
Contudo, a principal ocorrência, feliz e do agrado geral, foi o facto da Câmara ter mandado fechar totalmente o arraial ao trânsito, conforme anúncio detalhado na imprensa local, durante as duas horas e meia do espectáculo e mais meia hora antes e depois do mesmo. Verificou-se, assim, uma muito maior fluidez, sem perigo, na chegada e saída do público (chegámos a assistir a escaramuças, condutor/peão, ao longo dos anos).
Tão fácil como isto: Antecipadamente anunciado na imprensa local, foram colocados os habituais 2 riscos em cada rua ou travessa e a cerca de 10 metros destes (e aqui é que está a grande melhoria), a conhecida grade de ferro, com o sinal do Código de Estrada: "TRÂNSITO PROIBIDO".
Foi um êxito ver milhares de pessoas à-vontade a circular e a abandonar o recinto em poucos minutos e sem atropelos.
Cá fora, uns metros à volta do recinto do arraial, o trânsito circulando também bem mais à-vontade, saiu rapidamente e com boa fluidez, graças ao excelente controlo dos (poucos) polícias em serviço.
Ficou assim provado que, poupando gastos desnecessários, se obteve excelentes resultados para todos e uma boa maneira de serem dispensados alguns agentes da autoridade para outros fins indispensáveis, já que o Governo teima em não aumentar os quadros policiais, tão necessários aqui como em todo o Portugal.
Por tudo e por nada (com um simples anúncio nos jornais) são concedidas licenças para se fechar ruas ou caminhos, durante várias horas de dias de festas, festinhas ou outra banalidade qualquer, vendo-se arraiais na generalidade às moscas (apenas só se vê o dançar das borboletas à volta das lâmpadas que mal iluminam esses recintos), completamente vazios do calor humano. Mas fecha-se e ai do automobilista que se atreva a passar!
E por que razão não são incluídas nessas licenças as touradas à corda???
Aí sim, nestes arraiais taurinos, onde se movimentam milhares de pessoas e carros, é que se justifica plenamente proibir totalmente o trânsito, com os habituais riscos na estrada e a uns 10 metros destes as tais grades de ferro e o sinal de proibição, em especial nos 2 extremos principais de entrada e saída do arraial, só para casos de urgência. Nas transversais ruas ou ruelas, canadas ou canadinhas (excepto as de sentido proibido!!!...) seriam colocadas as grades ou, na falta destas, as carrinhas das tascas ocupando o centro da via em vez de nas bermas e assim teriam dupla missão; ou ainda numa 3ª hipótese essa vedação poderia ser feita com tractores ou atrelados (não há lavrador que não os tenha) e em dupla missão serviam até de bancada para senhoras e crianças, como se vê, com agrado e utilidade, nas movimentadas esperas ou largadas de gado bravo.


Texto: José Henrique Pimpão
Foto: Samuel Fagundes

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

T.T.Terceirense premiada pelo Sector 1

Publicado a 11 de Novembro de 2010

O Grupo Tauromáquico Sector 1, em fase de profunda reestruturação decidiu criar os “Troféus Sector-1 Prestigio”, premiando pessoas e instituições que se tenham distinguido nas suas actividades prestigiando a tauromaquia nacional.
Eis os galardoados 2010:

- Sra. Ministra da Cultura, Dra. Gabriela Canavilhas,

- Sociedade Renovação Urbana Campo Pequeno,

- Tertúlia Tauromáquica Terceirense,

- Autarca Dr. Moita Flores,

- compositor e cantor Carlos Alberto Moniz.

- a titulo póstumo o jornalista e critico tauromáquico Saraiva Mendes, um dos fundadores do “Correio da Manhã”.


A entrega destes troféus terá lugar no próximo dia 2 de Dezembro num jantar que se realizará no restaurante Tivoli-Café, (Av. Da liberdade nº 186 - teatro Tivoli), ás 20.30 hrs, cujo programa inclui momentos de fado com Joana Amendoeira.
As inscrições devem ser feitas através do telefone 213462887 (sede do Sector 1) até ao dia 29 de Novembro.
Esta iniciativa inclui-se na reestruturação do histórico Sector 1, recuperando prestígio e actividade na promoção e apoio á pureza da Tauromaquia.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

IX Congresso Mundial de Ganaderos de Toiros de Lide - conclusões

Publicado a 27 de Outubro de 2010

Há precisamente uma semana atrás, teve início na ilha Terceira a 19ª edição Congresso Mundial de Ganaderos de Toiros de Lide. O certame que centra as atenções em redor dos aspectos relevantes da criação do toiro bravo, contou com diversas mesas de debate e com a participação dos muitos nomes ligados ao mundo ganadero.

Das exposições e confrontos de ideias que ocorreram entre aqueles dias 21 e 23 de Outubro, resultaram as seguintes conclusões:

Situação económica da ganadaria de lide

- A qualidade na Festa requer um maior envolvimento do sector ganadero na economia do toiro.

- Os elevados custos de produção do toiro tornam insustentável a viabilidade da Tauromaquia tal e como a conhecemos, impedindo-a de ser um espectáculo que consiga competir com as ofertas de lazer existentes no mercado.

- Actualmente, a participação do sector ganadero no total da Festa representa 6%. É necessário atingir 11% para se conseguir cobrir os custos de produção.

- Existe uma necessidade premente de ajustar a oferta e a procura.

- A criação do toiro dever estar orientada para a obtenção de um toiro com emoção e bravura, um aspecto directamente relacionado com a melhoria do espectáculo.

- A falta de patrocínio, de investimento e de massa critica condicionam a modernidade da Tauromaquia.

- A transmissão de um compromisso responsável e coerente ajudará a Tauromaquia.

Segurança profissional dos ganaderos

- O nível de exigência relativamente ao toiro alcançou uns parâmetros que não são naturais.

- A falta de formação das autoridades, e a disparidade de bitolas usadas pelos veterinários, têm repercussões negativas.

- A atomização de regulamentos taurinos impede a coerência e uniformidade requeridas para o cumprimento dos requisitos exigidos.

- O melhoramento da capacidade económica da Festa assenta na procura de um espectáculo com maior qualidade, do qual o toiro é o pilar principal.

- O exponencial crescimento do número de festejos dos últimos anos não reverteu em beneficio dos ganaderos. É necessário ajustar a oferta e a procura.

- É necessário oferecer um espectáculo que tenha capacidade para surpreender. O excesso de conhecimento técnico dos toureiros, juntamente com a depurada selecção dos toiros, levou a que o espectáculo dos dias de hoje seja previsível.

Sanidade - Chegar ao toiro são e competitivo

- A solução para o controlo das doenças da manada, como unidade sanitária, deve ser combatida por todos os sectores envolvidos.

- Os métodos actuais de diagnóstico da tuberculose (IDtb simples e comparada) são os sistemas idóneos de luta contra a doença. O uso de gama-interferon deveria ser utilizado nos estados finais, quando a incidência desce até níveis muito baixos.

- O controlo da fauna selvagem tem cada vez maior importância na luta contra a tuberculose, sendo necessário exigir às administrações uma actuação eficaz para este controlo.

- O sector ganadero deve orientar os seus esforços e recursos para a investigação de sistemas de diagnóstico mais selectivos, além de aplicar tratamentos preventivos como, por exemplo, a vacinação.

- É necessário exigir às Administrações um protocolo sanitário específico para o touro de lide, que reconheça a sua especificidade.

- Há que solicitar às Administrações portuguesa, espanhola e francesa a elaboração de um acordo entre estes países que estabeleça os requisitos comuns para o movimento dos touros de lide.

Maneio

- As fundas surgiram como uma necessidade de defesa contra a “presunção de culpabilidade”, constituindo actualmente uma ajuda para a rentabilidade da ganadaria.

- Quando o maneio do toiro de lide é bem executado, com boas instalações e realizado por bons profissionais, tem repercussões favoráveis na preparação do toiro de lide.

- É necessário ajustar o peso do toiro à sua estrutura óssea.

- É necessário dar a conhecer aos políticos europeus as necessidades do toiro de lide de modo a ser elaborada uma normativa coerente sobre o bem-estar animal do toiro de lide.

Valores complementares da ganadaria

- É necessária uma correcta exposição dos valores ambientais da ganadaria de lide como forma de potenciar o turismo rural e ecológico.

- O Projecto Taurismo (desenvolvido pela Mesa do Toiro) poderá tornar mais coesa a oferta, além de amplificá-la, levada a cabo por várias ganadarias e administrações.

- É preciso desfraldar a bandeira da manutenção do ecossistema montado na sociedade, devido aos seus valores económicos e de conservação.

- O toiro de lide é o animal que melhor se adequada às condições do ecossistema montado.

- A criação da marca de qualidade na carne de toiro de lide pressupõe o aproveitamento das bondades/virtudes da raça de lide, repercutindo positivamente na rentabilidade da economia das ganadarias.

4º Aniversário

Publicado a 27 de Outubro de 2010

...quatro anos a procurar divulgar, de forma descomprometida, todos aqueles aspectos que fazem com que a Festa dos Toiros seja uma das principais vertentes culturais da ilha Terceira, a terra onde os "rabos tortos" ajudaram no maneio do Gado Bravo.

Bruno Bettencourt

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