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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Gaiolas...

Publicado a 18 de Fevereiro de 2011
Mais 3 excelentes tira(ada)s do Bruno Rafael...

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Equitação regional no bom caminho...

Publicado a 17 de Fevereiro de 2011
...segundo Francisco Cancella de Abreu.


Quais foram as razões que o levaram a ministrar recentemente um estágio de equitação na ilha Terceira?
A minha vinda à Terceira surge na sequência de um convite dos senhores António Lopes e Roberto Brasil. Já conhecia os cavaleiros locais que participam em competições nacionais, os quais, aliás, estão no caminho certo e, como tal, bem orientados para continuar a subir nos rankings nacionais. É tudo uma questão de não deixarem de marcar presença nas grandes provas nacionais, embora reconheça que seja um cenário complexo, atendendo às inúmeras dificuldades que enfrentam e que vão desde os naufrágios à distância que separa a Região do continente.

Como deixou implícito, apesar das evidentes contrariedades, a equitação açoriana tem vindo a conquistar o seu espaço no contexto nacional. Qual é, digamos, o segredo de tamanho sucesso?
A equitação regional tem conhecido, na realidade, uma evolução notória, graças ao empenho dos praticantes e dirigentes. Porém, julgo que se torna fundamental que os cavaleiros açorianos consigam um nível de cavalos superior, atendendo a que, neste sentido, no continente se torna mais fácil evoluir. Para ser mais claro e objetivo, a questão neste momento não é a técnica dos cavaleiros locais mas sim a qualidade dos cavalos.
É óbvio que o aperfeiçoamento técnico dos cavaleiros deve ser uma preocupação constante, só que a simbiose atleta/cavalo é fundamental, pois, como se costuma dizer, ninguém é melhor que o cavalo que monta. O cavalo é o limitador, ou seja, se o nível do cavalo for fraco, o cavaleiro nunca poderá revelar uma performance superior em pista.

Acredita que os Açores reúnem condições para organizar provas nacionais e, quiçá, internacionais, que pudessem funcionar como verdadeiros focos de dinamização da modalidade?
Convenhamos que é um cenário que se afigura altamente complicado, levando em linha de conta os elevadíssimos custos que acarreta. Defendo que a aposta deve passar, acima de tudo, pela disputa do maior número possível de provas no contexto regional e a presença regular nos campeonatos nacionais. Se, porventura, a oportunidade surgir, devem tentar uma ou outra competição de índole internacional. Ainda assim, é um quadro que exigirá, com certeza, os devidos patrocínios. A solução passa, na minha perspetiva, por levar os cavaleiros aos grandes certames em vez de organizar concursos milionários, pois só se deslocaria aos Açores quem tivesse a viagem paga. Esta é a realidade vigente.

A equitação é um desporto caro e, neste âmbito, só acessível a algumas bolsas?
Pode ser um desporto caro praticada por amadores; ou um desporto rentável se concretizada por profissionais que ganham a vida desta forma. Se uma pessoa for obrigada a comprar tudo e não albergar condições em casa para ter o cavalo, será, de facto, uma modalidade dispendiosa. Agora, também pode ser tão barata como ter, por exemplo, um pastor alemão, desde que se possua um espaço com as condições necessárias para colocar o equídeo. É uma análise muito subjetiva.

Fonte: Diário Insular

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Sela à Portuguesa

Publicado a 06 de Fevereiro de 2011
A península Ibérica foi o palco de confronto de 2 escolas de equitação: A monta “à jineta”, introduzida no Andalus a partir da vinda de berberes para o exercito Califal, e a monta “à brida” identificada com o exercito cristão nortenho. Cada tipo de monta exige diferentes tipos de apetrecho para o cavalo e diferentes proteções para o cavaleiro, implicando também diferentes técnicas de combate. A monta à Jineta saiu vitoriosa e ficando posteriormente associada ao toureio a cavalo e aos jogos da alta escola de equitação.

O tipo de Sela Portuguesa tradicional teve origem na Sela Jineta dos Mouros estando a sua decoração, com cravos metálicos, ligada às marcas obrigatórias nos jaezes califais dos sec. X. Utilizada desde o século XVIII por reis e príncipes, a sela barroca tem vindo a guardar os seus traços principais até os dias de hoje. Encontrando ao longo dos tempos apaixonados adeptos que tem feito dela a sua principal montura pelas suas vantagens de conforto no simples passeio a cavalo, na segurança que proporciona aos principiantes e jovens cavaleiros e pelo seu equilíbrio geral no doma de cavalos. Outras vantagens e aplicações se podem adequar à sela portuguesa onde é posta a prova da forma mais extrema na arena no tradicional toureio a cavalo.

Recentemente a base da sela tradicional portuguesa tem dado origem a varias evoluções e modelos. A mais conhecida sela portuguesa tem um design que evoluiu a partir da sela usada em Portugal no século XVIII. De todas as selas portuguesas este é sem dúvida o modelo de sela mais tradicional e por isso é conhecida como a "Sela à Portuguesa".

Esta sela é uma peça importante na divulgação e na preservação da tradição equestre portuguesa. A "Sela à Portuguesa" existe em várias cores tanto na camurça do coxim como no couro usado. Da mesma forma vários tamanhos são possíveis de forma a procurar um melhor ajustamento entre o cavaleiro e o cavalo.
Podem ser utilizadas para quase todos os fins (Toureio, Passeio, Aulas de Equitação). Para o seu fabrico é utilizado o couro de porco ou de boi e tiras de metal que estão ao comprido sobre a armação de modo a dar mais elasticidade.
Na foto pode ser observada uma sela do séc. XVIII (formando conjunto com xairel, gualdrapa e estribos de caixa) que pertenceu a D. Pedro de Alcântara e Meneses, 4º Marquês de Marialva e Estribeiro - Mor de D. José I. O Marquês deixou o seu nome ligado ao tipo de equitação que se designa por "Arte de Marialva".

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Monumento ao Toiro - 5 minutos de cultura

Publicado a 26 de Janeiro de 2011

domingo, 23 de janeiro de 2011

Monumento ao Toiro inaugurado...

Publicado a 23 de Janeiro de 2011
Mais um dia para os anais da tauromaquia açoriana e terceirense em particular, 22 de Janeiro de 2011, dia da inauguração do Monumento ao Toiro, em Angra do Heroísmo. O dia foi de emoção para muitos, principalmente para os que ousaram sonhar com este dia e esta obra. Ficou assim revestido de uma importância ainda maior, o dia do 45º aniversário da Tertúlia Tauromáquica Terceirense, instituição impulsionadora de todo o processo que culminou na inauguração do passado sábado.
Perante uma boa moldura humana, com Guarda de Honra por parte de Pastores representantes das ganadarias da ilha e de um grupo de Cavaleiros locais, e ao som da Filarmónica Recreio Serretense, descerrou-se a lápide da obra do escultor terceirense Renato Costa e Silva. A obra, segundo o autor, representa um conjunto de três toiros que saem do vértice de um cone de erva e se projectam no ar, lembrando uma largada de toiros vindo do mato às correrias, saltos e investidas.
Fica assim cimentada mais uma pedra importante na “Rota do Toiro” e na afirmação da ilha Terceira como um dos grandes centros de paixão pela festa e, em particular, pelo seu elemento central, o Toiro.
A par da cerimónia decorreu o lançamento de um selo alusivo ao dia e ao referido monumento.

Bruno Bettencourt

O escultor...

Publicado a 23 de Janeiro de 2011
Renato César Rocha Costa e Silva


Nasceu em Angra do Heroísmo em 1956;
Em 1975/76 começou a estudar arquitectura no Canadá;
Em 1976 desistiu dos estudos académicos e começou a estudar arte como autodidacta, tendo por guia a sua curiosidade e temperamento;
Em 1978/79, aprendeu gravura com David de Almeida e Hugo Marçal;
Em 1977/80, aprendeu a trabalhar com diversos materiais, com artesãos locais;
Em 1981 equipou um ateliê de cerâmica, construiu um forno a lenha e começou uma produção;
Em 1983, participou no simpósio de escultura em pedra, em S. Miguel, com artistas locais, americanos e o escultor japonês Nisuma;
Em 1985 fez o levantamento dos barros da ilha Terceira com testes e apresentação escrita, fez ainda o trabalho de divulgação "A cerâmica nos Açores", ambos trabalhos recomendados pela Direcção Regional dos Assuntos Culturais;
Em 1991 fez um estágio no Cencal - Caldas da Rainha, sobre composição de pastas com barros vulcânicos;
Em 1994 foi fundador da Oficina D'Angra - associação para trabalho, divulgação e intercâmbio de arte, artistas e ideias;
Em 1994/95 foi co-professor em cerâmica com Maria José Oliveira da ARCO e com Karem Dorothy da Univesidade de Dartmouth (U.S.A.), nos cursos de Verão da Oficina D'Angra;
Em 1995 colaborou com Chris Gustin, no Simpósio Multimédia, no Faial;
Em 1996 participou no workshop da OficinaD'Angra com Pepe Buitrago e Pedro Croft;
Em 1997 participou no workshop da OficinaD'Angra com Katherine West;
Em 1997 participou no workshop de Raku com o japonês Genya Sonobe;
Em 1998 participou no Festival de Cerâmica Japonesa - Setofesti-98, com os japoneses Genya Sonobe, Yuji Terashima e Koji Kondo;
Em 1999 participou no curso de gravura dado pelo gravador Humberto Marçal, pela Oficina D'Angra;
Em 2000 participou no curso de gravura dado pelo artista David de Almeida pela Oficina D'Angra.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS:
1987 - Cine Club, Angra do Heroísmo
1988 - Jornadas Atlânticas, Angra do Heroísmo
1989 - Casa da Cultura de Angra do Heroísmo
1991 - Museu da Graciosa
1994 - Casa da Cultura da Horta, Faial
1995 - Câmara Municipal de Angra do Heroísmo
1996 - Casa da Cultura de Angra Heroísmo
1997 - Sotercar, Angra do Heroísmo
1997 - Sanjoaninas, Angra do Heroísmo
1998 - Casa do Sal, Angra do Heroísmo

EXPOSIÇÕES COLECTIVAS:
1978 - Gravura, Museu de Angra do Heroísmo
1979 - II Exposição de Gravura, Lisboa
1985 - I Bienal de Arte nos Açores, Ponta Delgada
1987 - Cidades Patrimoniais, Évora
1987 - Ciclo de Cultura Açoreana, Toronto
1988 - Festival Mar e Ilhas, Angra do Heroísmo
1989 - Maré de Agosto, Sta. Maria
1990 - Semana dos Açores, Porto
1993 - Câmara de Vila do Porto, Sta. Maria
1997 - Museu da Cerâmica, Caldas da Rainha
1998 - Câmara Municipal de Caldas da Rainha
1999 - Museu de Angra Heroísmo
1999 - Bermuda National Gallery
1999 - F.I.L., Lisboa

EXPOSIÇÕES PERMANENTES:
1997 - Museu de Angra do Heroísmo (Cavalos de Ferro)
2003 - Centro Cultural e de Congressos de Angra de Heroísmo (Toiro de Ferro)
2011 – Monumento ao Toiro, Angra do Heroísmo.


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