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segunda-feira, 11 de abril de 2011

Festival em tom morno…

Publicado a 11 de Abril de 2011

As lides e as pegas do IV Festival Luís Fagundes não tiveram o impacto suficiente para aquecer a noite fria que se sentiu em Angra do Heroísmo, no passado dia 8 de Abril. Apesar de se tratar do primeiro espectáculo do ano no redondel angrense e tendo em conta que a época agora começou para os intervenientes, muito do que se viu ficou aquém das expectativas.

Rui Lopes andou uns furos abaixo daquilo que demonstrou na época passada. Com o primeiro do seu lote andou demasiado sóbrio. A pouca ligação que parecia mostrar com as montadas e a consequente falta de transmissão desta para o toiro, fizeram com que tivesse uma primeira prestação sem história, não tirando partido da matéria-prima que tinha pela frente. O segundo do seu lote mostrou-se desligado e distraído e obrigou-o a ser mais trabalhador. Após deficiente colocação dos compridos, o cavaleiro foi subindo o nível ao longo da cravagem curta, deixando alguns momentos de boa nota. Novamente demonstrou dificuldades na escolha de terrenos. No seu último toiro assistiu-se a um misto das duas lides anteriores. Uma lide com altos e baixos. O exemplar da Casa Agrícola José Albino Fernandes parava-se no momento da reunião. Não esteve bem na cravagem comprida. A destacar a cravagem de 3 bons ferros curtos e de um de palmo com que encerrou a lide.

Juan Cordero, que se encontrava a debutar em praças nacionais, iniciou a sua primeira lide com uma brega auspiciosa, para depois borrar a pintura com um paupérrimo ferro comprido à meia volta. O oponente prestava-se à luta, mas o rejoneador espanhol andou um pouco desencontrado nesta sua primeira lide. No segundo, 4º da ordem, andou melhor. Na cravagem curta, esteve bem na escolha de terrenos, executando cravagens de frente e de boa nota. O último do seu lote da ganadaria de Rego Botelho mostrou bons modos. Uma vez mais assistiu-se a uma cravagem comprida a despachar “à rejoneador”. Na cravagem curta, Cordero não comprometeu, conseguindo por momentos chegar às bancadas com algumas cravagens muito correctas.

As pegas estiveram a cargo do Grupo de Forcados Amadores de Arronches e Amadores do Ramo Grande. Destaque pela positiva para a pega efectuado ao 5º da ordem pelo grupo de Arronches. O forcado da cara é levado pelo grupo dentro e aguenta os derrotes junto às tábuas até que o grupo se fechou. Pela negativa as pegas realizadas pelos Amadores do Ramo Grande ao 4º e ao 6º da ordem. As pegas não se realizaram à primeira tentativa mercê das dificuldades técnicas demonstradas pelos forcados da cara.

O curro saiu relativamente homogéneo de comportamento. Destaque para o comportamento do primeiro da ordem da ganadaria de Herdeiros de Ezequiel Rodrigues, lidado por Rui Lopes. Abaixo da média esteve o 3º da noite, de João Cardoso Gaspar, lidado igualmente pelo cavaleiro terceirense. Ao nível da apresentação, nota positiva para os exemplares de Duarte Pires (2º da noite) e de João Gaspar (4º da noite), ambos lidados por Juan Cordero.


Nota final de incompreensão para o facto de, apesar de Juan Cordero ser aquele com mais tempo de alternativa, foi Rui Lopes quem abriu praça.

Após o festival, saíram à arena duas novilhas que serviram para a apresentação ao público do Grupo de Forcados Juvenis do Ramo Grande.


Bruno Bettencourt

João Pamplona cai durante o treino

Publicado a 11 de Abril de 2011

O cavaleiro praticante João Pamplona (filho) sofreu uma queda enquanto efectuava um treino com vacas no tentadero da Quinta do Malhinha, propriedade da família.
Na tarde de Domingo, 10 de Abril, e enquanto montava o “Fandi” (uma das novas montadas que se encontrava a preparar), o cavalo escorregou fazendo com que o cavaleiro caísse e, ao ficar preso por um estribo, fosse arrastado a galope.

Igualmente a treinar nessa tarde estava o cavaleiro de alternativa e irmão Tiago Pamplona que conseguiu agarrar o “Fandi” após o sucedido. No entanto seria nesse momento que o susto aumentava, uma vez que com a confusão de movimentos, o cavalo pisou João Pamplona com os posteriores e anteriores.

Segundo a família “foram uns momentos muito complicados porque ele foi muito massacrado, sofreu várias escoriações no corpo e deslocou um ombro que lhe afectou os músculos do braço direito.” Adiantaram ainda que neste momento já se encontra a recuperar e apesar de muito dorido, a sua garra característica vai de certeza ajudar a que a recuperação seja rápida. Exemplo dessa vontade foi o facto do cavaleiro, enquanto aguardava a ambulância, mostrar grande preocupação em relação à sua participação no Festival Taurino do Posto Santo que se realizará no dia 30 de Abril.

Ao João Pamplona ficam os desejos de boas e rápidas melhoras.

Em seguida ficam as fotos, gentilmente cedidas por Teresa Pamplona, do momento que antecedeu a queda, assim como do momento em que o jovem Pamplona era assistido pelos bombeiros.

Bruno Bettencourt




sexta-feira, 8 de abril de 2011

IV Festival Luís Fagundes

Publicado a 08 de Abril de 2011

Hoje, dia 8 de Abril, pelas 20h30, será dado o toque para as cortesias do IV Festival Luís Fagundes. Uma vez mais a Monumental “Ilha Terceira” acolherá esta organização do Grupo de Forcados Amadores do Ramo Grande. Nesta edição, o cartel conta com algumas novidades. A primeira está na presença do rojoneador sevilhano Juan Manuel Cordero que partilhará praça com o cavaleiro terceirense Rui Lopes.

A segunda novidade está no facto do Grupo de Forcados Amadores do Ramo Grande ombrear com outro grupo, o Grupo de Forcados Amadores de Arronches. Serão lidadas as divisas locais de Rego Botelho, Casa Agrícola José Albino Fernandes, Herdeiros de Ezequiel Rodrigues, João Cardoso Gaspar (Quinteiro), Duarte Pires e João Gaspar.


O espectáculo poderá ser seguido em directo através da AzoresTV a partir das 20h30 (hora dos Açores) e contará com os comentários de Bruno Bettencourt (Rabo Torto - Blogue Tauromáquico) e Duarte Bettencourt (Terceira Taurina).

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Vida dedicada aos cavalos

Publicado a 07 de Abril de 2011

Filho de um cavaleiro amador, João Carlos Pamplona nasceu em 1958, na freguesia de São Pedro, em Angra do Heroísmo. Desde os primeiros anos de vida que se habituou a lidar com os cavalos por influência do pai, Raul Pamplona, com quem aprendeu muito daquilo que hoje ensina como professor de equitação.

Nas primeiras cocheiras da propriedade da família, localizadas na zona onde hoje existe o bairro de Santa Luzia, começou a aprender a montar a cavalo e, aos nove anos, fez a sua estreia nas lides tauromáquicas, num festival destinado a assinalar a fundação da Tertúlia Tauromáquica Terceirense. "Quando tinha dez anos, o senhor David Ribeiro Teles (patriarca da dinastia Teles que toureia), que era amigo de meu pai, veio cá tourear e convidou-me para ir para a Quinta da Torrinha, para me juntar aos seus filhos - João e António - que são mais ou menos da minha idade, mas acabei por não ir", recorda.

Frequenta a Escola Primária Infante D. Henrique e, mais tarde, o Liceu de Angra do Heroísmo, mas como o seu interesse tinha a ver com tudo o que se relaciona com os cavalos, decide não ir mais além nos estudos. Nessa altura, já tinha traçado como objetivo ser o primeiro cavaleiro de alternativa dos Açores.

Quando tomou a decisão de seguir uma carreira como cavaleiro profissional, João Carlos Pamplona foi para o continente para casa de um grande mestre de equitação - José Manuel Correia Lopes.

"Os primeiros tempos ainda como cavaleiro praticante no continente não foram fáceis porque não conhecia quase ninguém. Tive que transportar os meus cavalos e tourear em ambientes a que não estava habituado. Mas graças a um cavalo extraordinário que tive, que foi o "Malhinha", fiz algumas corridas e acreditei que tinha valor suficiente para ser cavaleiro de alternativa", refere.

O momento que mais esperava para atingir outro patamar como cavaleiro acontece em 1984. João Carlos Pamplona pretendia receber a alternativa em Santarém, mas, uma vez que estava prevista para essa altura a inauguração da Praça de Touros da Ilha Terceira, decidiu que a cerimónia ocorresse em Angra do Heroísmo.

"Embora Santarém fosse o local com mais nome para receber alternativa quis vir recebê-la à minha terra", afirma.

Começa então o seu percurso como cavaleiro profissional, realizando 17 corridas no primeiro ano, no continente e em França; no segundo ano, participa em diversas corridas no continente, Espanha, Estados Unidos e Canadá e, no terceiro ano da atividade, teve um acidente com um trator que o impede de prosseguir a sua carreira.

"Nessa altura tinha uma quadra de cavalos extraordinária, mas devido a esse acidente fraturei duas vértebras e tive que parar. Durante muito tempo estive impedido de montar", adianta.

Até hoje, continua sem autorização dos médicos para montar mas não tem respeitado essa ordem porque não consegue estar longe dos cavalos. Como cavaleiro tauromáquico fez a sua última corrida, há três anos, e ocasionalmente tem ido tourear aos Estados Unidos.


Passagem de testemunho

Entretanto, "passou o testemunho" aos dois filhos - Tiago e João - ambos empenhados em seguir o percurso de cavaleiros tauromáquicos.

Com 25 anos de idade, Tiago recebeu a alternativa em Angra do Heroísmo, enquanto João, com 19 anos, deverá fazer o mesmo, em breve, na Praça de Touros da Ilha Terceira.

Quando pedimos a João Carlos Pamplona para apontar as principais características dos filhos, refere que Tiago "é um cavaleiro de uma linha mais clássica, que sabe lidar os touros porque tem conhecimento do terreno e monta bem" enquanto João "é um toureiro mais guerreiro e mais temperamental, que é capaz de, a meio de uma lide, fazer coisas diferentes". No entanto, João Carlos Pamplona lamenta que continuem a existir os mesmos condicionalismos que teve que enfrentar quando iniciou a sua carreira na tauromaquia, há mais de três décadas, sobretudo no que se refere ao gado bravo para lides de treino.

Para além de acompanhar o desenvolvimento da carreira dos filhos na tauromaquia, João Carlos Pamplona dedica muito do seu tempo ao Centro de Equitação Quinta do Malhinha, localizado na freguesia do Posto Santo, onde, dezenas de pessoas, sobretudo crianças e jovens, aprendem a montar. "Hoje há muitos praticantes de equitação na Terceira. Temos no nosso centro pessoas que montam por diversos motivos. Nota-se que há muitas raparigas a montar a cavalo, enquanto os rapazes nem tanto", acrescenta. Mas os tempos mudam os gostos.


Fonte e foto: Diário Insular

Ganaderos da Califórnia homenageados

Publicado a 07 de Abril de 2011

No dia 2 de Abril decorreu na Califórnia, em S. José, um jantar de homenagem aos ganaderos locais. A sala do Portuguese Athletic Club acolheu um largo número de convivas que se quiseram associar à ocasião.

Além da presença dos ganaderos luso-americanos, esteve ainda presente a ganadera Fátima Ferreira “Albino”, da Casa Agrícola José Albino Fernandes que falou para os presentes. Aqui ficam algumas fotos do evento, da autoria do jornal “Tribuna Portuguesa”.





quinta-feira, 3 de março de 2011

Feira de S. João 2011

Publicado a 03 de Março de 2011
Após ter feito correr alguma tinta e de terem circulado nomes de figuras como estando certos, foi apresentada esta quinta-feira, dia 3 de Março, a constituição das corridas que integram a Feira de S. João 2011.
Presentes no Salão Nobre dos Paços do Concelho de Angra do Heroísmo estiveram Arlindo Teles, presidente da Tertúlia Tauromáquica Terceirense (organismo a quem foi atribuída a organização da Feira de 2011), Andreia Cardoso, presidente do município angrense e André Avelar, presidente das Sanjoaninas 2011.
A Feira contará com o figurino habitual de 4 corridas, contando com uma Corrida Mista (dia 22 de Junho), o já tradicional Concurso de Ganadarias (dia 24 de Junho), uma corrida à Portuguesa (dia 25 de Junho), e como novidade uma Corrida Goyesca (dia 26 de Junho).
No toureio apeado surgem como figuras maiores Julian López “El Juli”, cuja presença nesta mesma feira, no ano de 2009, continua na retina de todos quantos a assistiram, e Alejandro Talavante. A arte de montes terá ainda como representante os nomes de Uceda Leal, Ivan Fandiño e Leandro Marcos.
As lides equestres estarão a cargo de Vitor Ribeiro, João Moura Jr., Tiago Pamplona, Rui Lopes e João Pamplona (filho). De salientar um facto que não se verificava há alguns anos: os cavaleiros de alternativa locais estarão presentes em mais do que uma corrida da feira.
Também os toiros, elemento fulcral, não estiveram arredados das novidades. Serão lidados toiros de 4 anos a cavalo (à excepção do novilho a ser lidado na 1ª corrida pelo praticante João Pamplona). Apesar de não ser nova a presença de ganadarias não-açorianas na Feira de S. João, este ano o número de ganadarias “exteriores” presentes, será em maior número. Serão assim lidados animais das casas terceirenses de Rego Botelho, Casa Agrícola José Albino Fernandes e João Gaspar (antiga Irmãos Toste) e aportarão à Terceira exemplares de Palha, Partido de Resina (antiga Pablo Romero), Murteira Grave, António Veiga Teixeira e Ortigão Costa.
Para as pegas, saltarão da trincheira os Grupos de Forcados Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense, Ramo Grande e Aposento de Turlock.
Com esta constituição, a organização pretende continuar a afirmação da Feira de S. João como sendo a melhor feira taurina de Portugal.

Bruno Bettencourt

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