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sexta-feira, 22 de abril de 2011

No Campo Pequeno, Corrida de Toiros em tons açorianos

Publicado a 22 de Abril de 2011

A Monumental do Campo Pequeno, em Lisboa, vai acolher a Corrida de Toiros Vidas/CM, a propósito do quinto aniversário da sua reinauguração, em tons açorianos, no próximo dia 19 de Maio, com a presença de um curro completo da ganadaria Rego Botelho, do Grupo de Forcados Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense e da banda Filarmónica Recreio Serretense.
Para assinalar a data será lançado um selo postal cuja emissão é da responsabilidade do Núcleo Filatélico de Angra do Heroísmo.
Ao todo o espectáculo irá reunir centenas de aficionados provenientes não só da ilha Terceira mas também de São Miguel e Graciosa, bem como de outros pontos do país.

É uma aspiração antiga. As palavras são de José Baldaya, da ganadaria Rego Botelho (RB), e surgem a pouco menos de um mês de a Monumental do Campo Pequeno, em Lisboa, acolher uma Corrida de Toiros marcada pela estreia de um curro completo da divisa azul e branca.

Terá lugar no dia 19 de Maio, pelas 22h00, e, segundo o ganadeiro terceirense, o espectáculo representa um “marco histórico” nos anais da RB.

“Esse dia no Campo Pequeno é especial e, sem dúvida, ficará para a história”, sublinha, em declarações ao nosso jornal, adiantando que ao todo são sete toiros dos quais quatro serão lidados a pé e três a cavalo sendo as figuras de cartel Joaquim Bastinhas, Luís Rouxinol, Antonio Ferrera e Alejandro Talavante.

“As expectativas são boas. Esperamos que a Corrida seja um êxito”, considera.

Neste sentido, José Baldaya diz que está previsto a afluência de público não só de residentes na capital e em outros pontos do país mas sobretudo de aficionados provenientes de várias ilhas dos Açores nomeadamente de Terceira, São Miguel e Graciosa.

Os toiros RB – Ganadaria fundada em 1953, através da aquisição de reses de Castro Parreira –, que serão lidados na Monumental do Campo Pequeno, há algum tempo que se encontram a pastar em terras continentais, mais propriamente na Herdade do Zambujeiro, em Évora.

É de recordar que o toiro que possibilitou ao matador espanhol ‘El Juli’ um triunfo redondo na Feira de São João 2009 ostentava o ferro desta ganadaria.

“Maior responsabilidade”
Já o Cabo dos Forcados Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense (FATTT), Adalberto Belerique, salienta o sentimento de responsabilidade do grupo em dose redobrada.

“São toiros maiores e com mais peso. Vai exigir ainda mais de nós”, explica em comparação com as Corridas na Monumental Praça da Toiros da ilha Terceira.

Na arena do Campo Pequeno irão pegar duas dezenas de forcados, e, diz, apesar de já conhecerem o território no âmbito de espectáculos anteriores, o momento adivinha-se “muito especial” na “mais importante Praça do País”.

“É um acontecimento importante para todos os açorianos. E estou convencido que os continentais vão perceber ainda mais a importância da ganadaria RB no contexto geral”, considera.

Não menos importante, considera ainda Adalberto Belerique, é a dinâmica que o evento está a gerar na ilha Terceira sendo certo, remata, que a união de todos os presentes no Campo Pequeno, no dia 19 de Maio, motivará o sentimento de “estar em casa” junto da comunidade taurina.

“Sonho tornado realidade”
A abrilhantar o espectáculo taurino no Campo Pequeno estará a banda Filarmónica Recreio Serretense, a mais antiga da ilha Terceira, fundada em 1873, que levará na bagagem um repertório repleto de ‘pasodobles’.

Segundo João Marcelino, presidente do grupo, trata-se de um oportunidade única quer para a banda quer para cada um dos músicos “pois poderá nunca mais repetir-se”.

“Ficará na história da nossa filarmónica. Para nós é emocionante. Há anos que tocamos nas Corridas da Praça de Toiros da Terceira, por ocasião das Sanjoaninas, e, às vezes, comentávamos entre nós que haveríamos de actuar no Campo Pequeno”, diz.

João Marcelino realça a amabilidade da Banda do Samouco em acolher o grupo terceirense que se fará representar por 40 elementos.

“As expectativas são muito boas”, conclui.


Selo Postal
Entretanto, o Núcleo Filatélico de Angra do Heroísmo (NFAH), em parceria com a Casa Rego Botelho, lançaram um selo postal e um sobrescrito a assinalar a estreia da Ganadaria na arena do Campo Pequeno.

O nosso jornal tentou contactar o responsável pelo NFAH, António Armindo Couto, mas até ao fecho da nossa edição não foi possível.

Bilhetes em Angra
Os bilhetes para a Corrida de Toiros Vidas/CM 5º Aniversário Reinauguração do Campo Pequeno, em Lisboa, encontram-se à venda na Delegação Turismo da Ilha Terceira, sita à Rua Direita, 74.

O espectáculo decorrerá no dia 19 de Maio, pelas 22H00.


Sónia Bettencourt in A União
Foto: D.R.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

RB em selo

Publicado a 15 de Abril de 2011

A estreia da Ganadaria de Rego Botelho na arena do Campo Pequeno ficará registada em forma de selo e sobrescrito. De forma a celebrar e e divulgar este acontecimento importante para a história da tauromaquia açoriana, o Núcleo Filatélico de Angra do Heroísmo, em colaboração com a Família Rego Botelho, irá proceder à emissão deste objecto que certamente será muito cobiçado não só por coleccionadores mas pela maioria dos aficcionados.

Recordemos que a corrida do dia 19 de Maio, no Campo pequeno, contará com um curro completo da Ganadaria de Rego Botelho. Em praça estarão Joaquim Bastinhas, Luís Rouxinol, António Ferrera e Alejandro Talavante. Pegará o Grupo de Forcados Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense.
Bruno Bettencourt

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Foto do Mês - Abril de 2011

Publicado a 14 de Abril de 2011

A corpo limpo - tourada à corda, Angra do Heroísmo, ilha Terceira, primeira metade do séc XX.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Praça de Toiros - proposta de remodelação

Publicado a 13 de Abril de 2011

Aqui ficam algumas imagens da proposta de remodelação da Praça de Toiros "Ilha Terceira", da autoria do Arq. Duarte Neves.

Praça de Toiros - Cobertura - Vista Interior

Praça de Toiros - Vista lateral actual

Praça de Toiros - Vista lateral proposta

Praça de Toiros - Vista lateral Proposta


Praça de Toiros - Fachada lateral


segunda-feira, 11 de abril de 2011

Festival em tom morno…

Publicado a 11 de Abril de 2011

As lides e as pegas do IV Festival Luís Fagundes não tiveram o impacto suficiente para aquecer a noite fria que se sentiu em Angra do Heroísmo, no passado dia 8 de Abril. Apesar de se tratar do primeiro espectáculo do ano no redondel angrense e tendo em conta que a época agora começou para os intervenientes, muito do que se viu ficou aquém das expectativas.

Rui Lopes andou uns furos abaixo daquilo que demonstrou na época passada. Com o primeiro do seu lote andou demasiado sóbrio. A pouca ligação que parecia mostrar com as montadas e a consequente falta de transmissão desta para o toiro, fizeram com que tivesse uma primeira prestação sem história, não tirando partido da matéria-prima que tinha pela frente. O segundo do seu lote mostrou-se desligado e distraído e obrigou-o a ser mais trabalhador. Após deficiente colocação dos compridos, o cavaleiro foi subindo o nível ao longo da cravagem curta, deixando alguns momentos de boa nota. Novamente demonstrou dificuldades na escolha de terrenos. No seu último toiro assistiu-se a um misto das duas lides anteriores. Uma lide com altos e baixos. O exemplar da Casa Agrícola José Albino Fernandes parava-se no momento da reunião. Não esteve bem na cravagem comprida. A destacar a cravagem de 3 bons ferros curtos e de um de palmo com que encerrou a lide.

Juan Cordero, que se encontrava a debutar em praças nacionais, iniciou a sua primeira lide com uma brega auspiciosa, para depois borrar a pintura com um paupérrimo ferro comprido à meia volta. O oponente prestava-se à luta, mas o rejoneador espanhol andou um pouco desencontrado nesta sua primeira lide. No segundo, 4º da ordem, andou melhor. Na cravagem curta, esteve bem na escolha de terrenos, executando cravagens de frente e de boa nota. O último do seu lote da ganadaria de Rego Botelho mostrou bons modos. Uma vez mais assistiu-se a uma cravagem comprida a despachar “à rejoneador”. Na cravagem curta, Cordero não comprometeu, conseguindo por momentos chegar às bancadas com algumas cravagens muito correctas.

As pegas estiveram a cargo do Grupo de Forcados Amadores de Arronches e Amadores do Ramo Grande. Destaque pela positiva para a pega efectuado ao 5º da ordem pelo grupo de Arronches. O forcado da cara é levado pelo grupo dentro e aguenta os derrotes junto às tábuas até que o grupo se fechou. Pela negativa as pegas realizadas pelos Amadores do Ramo Grande ao 4º e ao 6º da ordem. As pegas não se realizaram à primeira tentativa mercê das dificuldades técnicas demonstradas pelos forcados da cara.

O curro saiu relativamente homogéneo de comportamento. Destaque para o comportamento do primeiro da ordem da ganadaria de Herdeiros de Ezequiel Rodrigues, lidado por Rui Lopes. Abaixo da média esteve o 3º da noite, de João Cardoso Gaspar, lidado igualmente pelo cavaleiro terceirense. Ao nível da apresentação, nota positiva para os exemplares de Duarte Pires (2º da noite) e de João Gaspar (4º da noite), ambos lidados por Juan Cordero.


Nota final de incompreensão para o facto de, apesar de Juan Cordero ser aquele com mais tempo de alternativa, foi Rui Lopes quem abriu praça.

Após o festival, saíram à arena duas novilhas que serviram para a apresentação ao público do Grupo de Forcados Juvenis do Ramo Grande.


Bruno Bettencourt

João Pamplona cai durante o treino

Publicado a 11 de Abril de 2011

O cavaleiro praticante João Pamplona (filho) sofreu uma queda enquanto efectuava um treino com vacas no tentadero da Quinta do Malhinha, propriedade da família.
Na tarde de Domingo, 10 de Abril, e enquanto montava o “Fandi” (uma das novas montadas que se encontrava a preparar), o cavalo escorregou fazendo com que o cavaleiro caísse e, ao ficar preso por um estribo, fosse arrastado a galope.

Igualmente a treinar nessa tarde estava o cavaleiro de alternativa e irmão Tiago Pamplona que conseguiu agarrar o “Fandi” após o sucedido. No entanto seria nesse momento que o susto aumentava, uma vez que com a confusão de movimentos, o cavalo pisou João Pamplona com os posteriores e anteriores.

Segundo a família “foram uns momentos muito complicados porque ele foi muito massacrado, sofreu várias escoriações no corpo e deslocou um ombro que lhe afectou os músculos do braço direito.” Adiantaram ainda que neste momento já se encontra a recuperar e apesar de muito dorido, a sua garra característica vai de certeza ajudar a que a recuperação seja rápida. Exemplo dessa vontade foi o facto do cavaleiro, enquanto aguardava a ambulância, mostrar grande preocupação em relação à sua participação no Festival Taurino do Posto Santo que se realizará no dia 30 de Abril.

Ao João Pamplona ficam os desejos de boas e rápidas melhoras.

Em seguida ficam as fotos, gentilmente cedidas por Teresa Pamplona, do momento que antecedeu a queda, assim como do momento em que o jovem Pamplona era assistido pelos bombeiros.

Bruno Bettencourt




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