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sábado, 25 de junho de 2011

Concurso de Ganadarias - Fotos

Publicado a 25 de Junho de 2011

Concurso com final amargo...

Publicado a 25 de Junho de 2011
O infortúnio selou uma tarde em que o triunfo estava em disputa. A corrida caminhava para o seu final e a praça, cheia até às bandeiras, aguardava de forma vibrante a cravagem do último ferro de João Moura Jr Já com o toiro colocado em sorte, o cavaleiro desmontou e o “Belmontim” caiu sobre a arena “colhido” por um ataque fulminante…

Anunciado o Concurso de Ganadarias, o público acorreu em massa à Monumental “Ilha Terceira”, como é habitual. Em discussão os prémios para Melhor Lide a Cavalo, Melhor Pega, Melhor Apresentação e Melhor Toiro.

Vitor Ribeiro abriu praça diante de um complicado toiro Palha (nº218, 490Kg). O produto da divisa azul e branca mostrou-se andarilho, desligado da lide e procurando as tábuas desde cedo. O Cavaleiro desenvolveu uma lide com mérito ligando-se ao toiro e a conduzir as bregas de forma inteligente, procurando sempre embeber o oponente na garupa da montada. Espremeu todo o sumo que havia no toiro e encerrou a sua prestação com um Violino que chegou às bancadas. O segundo do seu lote ostentava o ferro da Casa Agrícola José Albino Fernandes (JAF, nº273, 475Kg). O da divisa verde rubra mostrou-se colaborante e de investida pronta, no entanto foi perdendo qualidades com o decorrer da lide. Ribeiro conseguiu recriar-se de outra forma e lidou com mais brilho. Desempenho marcado por cravagens frontais, ao seu estilo, pisando muitas vezes terrenos de compromisso buscando o oponente.

O melhor lote da corrida coube em sorte a Tiago Pamplona. Tinha bons modos o exemplar de Rego Botelho (nº25, 450Kg), a proporcionar bom jogo e a crescer de comportamento ao longo da contenda. O Cavaleiro da Quinta do Malhinha desenvolveu uma lide de nível elevado, a cravar de frente e a medir bem as distâncias. Encerrou com 2 bons ferros de palmo que fizeram com que se ouvisse forte ovação. O Murteira Grave (nº91, 500Kg), 5º da tarde, também proporcionou boa peleja, empregando-se e a cumprir o que lhe era pedido. Apesar de não suplantar a sua primeira prestação, o Marialva esteve novamente por cima do oponente, ligando-se mais com a assistência. Mostrou entendimento e critério na escolha de terrenos, no entanto, mostrou menos precisão nas cravagens. Rubricou a sua prestação com dois Violinos bastante sonoros.

O exemplar de João Gaspar (ferro Irmãos Toste, nº 106, 545Kg), lidado por João Moura Jr, vinha bem apresentado mas parco de energia. Apesar de acolher ao cite, o toiro transmitiu pouco e foi-se defendendo, mercê da aparente falta de força. Moura Jr desenhou uma lide de muito agrado suplantando o adversário. Cravou com acerto e bregou, fiel à linha da casa de Monforte. Apesar da entrega, a lide não resultou com a emoção pretendia, virtude do fraco empenho do toiro. Para encerrar a corrida, saiu dos curros o nº 255 de Veiga Teixeira (525Kg). Bonita estampa a deste toiro que cumpriu, no entanto, com o desenrolar da luta foi-se mostrando reservado e com alguma dificuldade no membro posterior direito. A lide foi sempre em crescendo por parte do Cavaleiro. Destaque para o segundo ferro curto a consentir a investida do toiro e a cravar no momento exacto. Após a cravagem dos curtos rematou com um ferro de palmo que agarrou em definitivo todos quantos assistiam nas bancadas. Repetiu com novo palmito que, ao bater na cravagem já colocada, caiu por terra. Na emenda e, quando ia iniciar o cite, a tragédia aconteceu e a montada, o “Bemontim” desfaleceu. Muitos foram os que ocorreram em auxílio na tentativa de reanimação do cavalo, mas nenhum do esforço efectuado resultou como pretendido. Acabava assim, com sabor amargo, a corrida.

No plano da forcadagem, abriu praça José Vicente, dos Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense (GFATTT), que com muito querer efectuou a pega da tarde. Pelo Aposento de Turlock (GFAT), Darren Moutain efectuou uma boa pega ao primeiro intento. César Pires dos Amadores do Ramo Grande (GFARG), com ajudas carregadas concluiu à 3ª tentativa, frente a um toiro que pediu contas aos forcados. Álvaro Dentinho (GFATTT) foi derrotado à primeira tentativa e viu-se impossibilitado de repetir, uma vez que o exemplar JAF sofreu o primeiro revés da tarde partindo a haste direita após violenta investida na trincheira. Fernando Machado Jr (GFAT) fechou-se na cara do 5º da tarde, sem dificuldade, ao primeiro intento. Mercê do sucedido com a montada de Moura Jr., o último toiro da corrida, que cabia ao GFARG, ficou por pegar. Pelo mesmo motivo, a entrega de troféus ficou adiada para a terceira corrida da feira.

Bruno Bettencourt

Concurso de Ganadarias - Video

Publicado a 25 de Junho de 2011

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Corrida Mista - Fotos

Publicado a 23 de Junho de 2011

Fandiño e Lopes triunfam na abertura...

Publicado a 23 de Junho de 2011
Tarde de sol a brindar a Corrida Mista que abriu a Feira de S. João 2011. A Monumental “Ilha Terceira” acolheu cerca de ¾ de espectadores que puderam assistir a um bom espectáculo.

Imposições contratuais, aeroportuárias e contingências insulares levaram a que, ao contrário da ordem natural do espectáculo, fosse Alejandro Talavante a lidar os dois primeiros novilhos da tarde. O primeiro do seu lote (Rego Botelho) entregou-se à lide mostrando recorrido pela direita, no entanto quando conduzido pelo lado esquerdo, o hastado cortava-se por dentro.
Na sua estreia em Angra do Heroísmo, Talavante recebeu por Delantales e Chicuelinas, dando assim início a uma lide agradável mas sem deslumbre. Com a Muleta provou o oponente por ambos os lados. Destaque para a última série de Derechazos que resultaram vibrantes e foram o culminar da crescente profundidade que foi sendo conseguida ao logo das séries.
Recebeu o segundo da tarde por Verónicas. Ivan Fandiño, ao quite, lanceou com um misto de Gaoneras por trás e Chicuelinas que fizeram com que o agrado das bancadas se fizesse ouvir. Com a muleta teve pouca história. Após uma primeira série de Derechazos, e quando se vislumbrava um crescimento comportamental do exemplar de Rego Botelho, este lesiona-se no membro anterior esquerdo e é recolhido. Após saída do novilho pela porta dos curros, Talavante abandonou a arena angrense sob uma mistura de assobios e palmas. A sorte (ou o azar) teima em marcar a relação entre o Matador extremenho e a aficion terceirense.

Ivan Fandiño debutou em terras atlânticas vestindo Espuma do Mar e Ouro. O exemplar de Rego Botelho que lhe coube em sorte galopava ao cite e, apesar de mostrar uma investida áspera, foi bem conduzido pelo Matador. Após bonita série de Verónicas, deu lugar aos bandarilheiros que cumpriram o segundo tércio. Destaque para o par cravado por João Pedro Silva. Já com a flanela vermelha, Fandiño baixou a mão e foi templando a brusquidão do oponente. Levou o novilho até ao centro da arena e foi desenhando pela direita. Com a muleta ao natural fez-se ouvir “La Virgen de La Macarena”. Em sintonia com o solista da Banda da Sociedade Imparcial 15 de Janeiro de 1898 de Alcochete, foi-se bordando toureio na arena numa lide profunda e de entrega a trazer aroma de triunfo.
O sexto da tarde foi recebido com vistosas Cordobinas e Chicuelinas. No tércio de bandarilhas destacou-se novamente João Pedro Silva. Reparo para a prestação negativa de Nuno Boga que prestava provas para Bandarilheiro Profissional. O exemplar da divisa Azul e Branca cumpriu apesar da pouca largura de investida. Fandiño foi lanceando de uma forma menos fluida em relação ao que tinha feito na sua primeira prestação. Com Manoletinas, fechou uma lide de labor onde tentou espremer todo o sumo do oponente. Merecida a ovação e ambas as voltas à arena com que foi agraciado.

Tiago Pamplona lidou um bom exemplar da Casa Agrícola José Albino Fernandes. O toiro por vezes parava-se ao longo da lide mas, sempre que solicitado pelo Cavaleiro, mostrava bravura na investida. O Marialva desenvolveu uma lide acertada e sóbria que, apesar de não chegar em pleno às bancadas, foi pautada pelo entendimento sobre as exigências do oponente. A destacar a cravagem do seu 3º ferro curto, citando de praça a praça e cravando com raça e de acordo com as regras.

Rui Lopes rubricou a mais completa lide da tarde. Cedo se ligou ao exemplar de João Gaspar (ferro Irmãos Toste) mostrando entrega e coração. O toiro saiu com gás e investia de pronto, no entanto, em alguns momentos, demonstrou uma investida curta no momento da reunião, mas sem dificultar. O Cavaleiro da Ribeirinha andou ligado com o oponente e foi cravando a gosto. A cravagem curta foi indo em crescendo, fazendo ouvir-se a ovação após o seu 3º ferro. Encerrou com um palmito e agarrou em definitivo a assistência. Ao contrário do que já se havia visto esta temporada, a ligação de Lopes com as montadas e o entendimento dos tempos de lide estão num patamar de acerto elevado.

João Pamplona lidou o último exemplar da tarde, pertença de João Gaspar (ferro Irmãos Toste). Apesar de bem apresentado, este novilho-toiro (nº124, 545Kg) revelou-se mau de comportamento. Cedo procurou tábuas e um pouco desligado da lide. João mostrou que também estava em praça para competir e andou sempre por cima do oponente. Ao longo das cravagens foi-se arrimando e mostrou a sua característica arte e irreverência. Não só andou ligado com o toiro, através de bregas bem executadas, mas também se ligou às bancadas. Encerrou com um bom e sonoro ferro curto.

As pegas estiveram a cargo do Grupo de Forcados Amadores do Ramo Grande. Abriu as hostes André Parreira que efectuou a pega da tarde, fechando-se à barbela e não mais largando. Miguel Pires efectuou rija pega à 2ª tentativa e Nuno Pires pegou à 1ª tentativa sem comprometer.

Nota final para todos aqueles Velhos do Restelo que franziram o nariz quando viram uma corrida da Feira de S. João composta “apenas” pelos Cavaleiros locais:
Aos que foram à Corrida simplesmente para ver Talavante, a sorte trocou-lhes as voltas. A verdade é que o viram, ver o seu toureio é que foi outra história… Por outro lado, assistiram a três cavaleiros que desenvolveram lides sérias e de entrega, dignas de qualquer praça de toiros deste nosso país e capazes de ombrear com qualquer dos nomes mais sonantes da cavalaria tauromáquica nacional.
Aos que não foram: resta-lhes ouvir quem foi…

Bruno Bettencourt

Corrida Mista - Video

Publicado a 23 de Junho de 2011

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