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domingo, 18 de março de 2012

Campo Pequeno: Ramo Grande vencedores

O "V Torneio de Cernelhas" inserido na "V Festa do Forcado" que este ano decorreu no Praça de Toiros do Campo Pequeno, foi ganho pelo Grupo de Forcados Amadores do Ramo Grande (GFARG). Os forcados Manuel Pires e Vitor Oliveira (popularmente conhecido por "Batata") levaram a melhor na final onde defrontaram o Grupo de Forcados Académicos de Elvas.
Como prémio do referido torneio, o GFARG recebeu o "V Troféu António José da Veiga Teixeira" e o direito de pegar na "Corrida Vidas/Correio da Manhã" que se realiza na arena lisboeta a 3 de Maio. O cartel dessa corrida mista contará com as Cavaleiras Sónia Matias e Ana Baptista. Na lide apeada estarão os Matadores Luís Vital "Procuna" e David Mora. Serão lidados toiros da Ganadaria de São Torcato.
O Grupo de Forcados Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense. representado por Nuno Sequeira e Leonardo Gonçalves, esteve igualmente presente no certame, não conseguindo no entanto apurar-se para a final.
Bruno Bettencourt
Fotos: Toureio.com e Mário Agostinho

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Documentário "Touro" RTP

Excerto do documentário "Touro" realizado pela RTP.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Morreu o fenómeno "Elisa"

"Vítima de cancro, morreu o famoso toiro nº 38 (da Casa Agrícola JAF) que, pelas suas invulgares características e únicas em toda a história da raça brava, foi apelidada e conhecida mundialmente por "ELISA" ou "MARIE ELISE", como lhe chamou um turista francês ao aproximar-se da gaiola, numa tourada em Vale de Linhares, pedindo para a ver e tirar-lhe fotografias.
Nasceu a 22/3/1997 e morreu a 3/2/2012. Foi dos toiros que deu mais corridas (71), sendo a primeira corda em 3/9/2000 na Vila Nova e curiosamente a última em Setembro passado na mesma freguesia.
Nos seus tempos áureos foi a loucura da aficion terceirense (que o diga o elemento feminino com os seus frenéticos gritos de paixão quando ela (?) se aproximava dos balcões), enchendo os arraiais até às costuras.
Imune à sexualidade, mas sempre saudável, serena, de expressão e pose únicas; respeitável e respeitadora, vivendo sempre lado a lado com os toiros, estes nunca a "chatearam", nem ela a eles: amigos, amigos; amores à parte!...
Vendo-se impossibilitada de ter "bebés", incumbiu os irmãos, principalmente o 35 e o 42 (este ainda hoje na honrosa missão de reproduzir), de lhes "fazer" sobrinhos e é vê-los por esses arraiais taurinos com o semblante da tia "ELISA".
Por ser um fenómeno raro (afrodita), extraordinário e maravilhoso, no dizer do médico veterinário Dr. Vielmino Ventura e, por outro lado, de excepcional bravura (ou não fosse filha do zarolho, mas famoso e bravo 314 e da maluca vaca 212), além de outras e únicas características, contamos oportunamente vir a lume, através deste jornal, com depoimentos pelo menos duma parte da inacabável e curiosa história e vida deste inigualável animal que deixa a festa dos toiros bastante mais pobre com o seu desaparecimento."
José Henrique Pimpão in Diário Insular
Fotos: Samuel Fagundes

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

La isla Terceira y el toro

Si a uno lo despertasen en mitad de un sueño, y se encontrara con que lo habían trasladado, por arte de encantamiento, hasta la isla Terceira, en el archipiélago de las Azores, podría pensar que se encontraba en Escocia, o en Galicia, o en una Asturias rodeada de agua por todas partes. Como solemos hacernos una idea de lo que tenemos que conocer por lo que ya hemos conocido, yo pensaba que la isla Terceira sería una mezcla de mis estereotipos canarios, algo así como una pequeña Tenerife lanzarotizada, con laurisilvas y playas de arena negra volcánica. Pero el caso es que Terceira es un gran sucesión de prados, cuyas lindes enmarcan unos muros artesanales de piedra que convierten el horizonte en un damero irregular.

Fui a Terceira invitado a participar en el Segundo Fórum Internacional de la Cultura Taurina, dedicado sobre todo este año al periodismo especializado y su relación con los espectadores. Allí estaban algunos de los mejores periodistas taurinos del momento: Vincent Bourg “Zocato”, Vicente Zabala, Patricia Navarro, Francisco Aguado, Álvaro Acevedo, Alfredo Casas, Ignacio de la Serna, Joâo Queiroz, Mauricio Vale. Pero también los profesores Alejandro Pizarroso y Juan Carlos Gil, que hablaron, respectivamente de los escritores taurinos y de la obra periodística inédita de Ignacio Sánchez Mejías. Y los matadores de toros Salvador Cortés, Manuel Caballero, Eduardo Dávila Miura y Luis Mariscal. Y la fotógrafa Anya Bartels, y el cineasta Daniel Villamediana. Gentes del toro: profesionales y aficionados, una apacible secta convocados allí por el extraño embrujo de esa deidad.

En Terceira se profesa el culto al toro bravo. Allí no están reñidos, como pudimos comprobar, el golf o el tenis con la simbología y la decoración taurinas, en los recintos de sus clubs, y los terceirenses se enorgullecen sin estridencias de una afición que tiene mucho de forma de vida. Yo diría que lo portugués, allí, se quintaesencia en unas maneras que están hechas con la máxima emotividad señorial. Escuchando la inteligencia de las intervenciones y la placidez de los debates, uno no puede sino volver a sentir pasmo y tristeza recordando la tosquedad y la mala educación de buena parte de los fanáticos abolicionistas peninsulares.

A la jornada de cierre, acudió invitada la ex Ministra de Cultura del Gobierno Socialista, Gabriela Canavilhas, quien leyó las conclusiones del Fórum. Pero antes pudimos disfrutar de un vídeo con la intervención que ella misma protagonizó en defensa de la cultura taurina, haciendo uso de su escaño, en el Parlamento Portugués, a resultas de la cual se rechazó una propuesta de prohibición de las corridas. Son diez minutos que deben formar parte de la alta política iberista. Con contundencia, entereza y eficacia, se defienden en su discurso la libertad de expresión y el universo del toro como cultura, como industria, como labor ecologista verdadera, como espectáculo. Comparando esos diez minutos de apasionada sensatez con el silencio que durante años han guardado nuestros mandatarios socialistas, uno no puede más que sentir vergüenza y envidia a partes iguales.

Y todos los presentes caímos rendidos a los pies de doña Gabriela, y le propusimos allí mismo amor eterno y matrimonio, pero nuestra ex ministra, para desgracia del género masculino, ya estaba casada y bien casada.

Carlos Marzal in ABC Valência
Foto: ABC.es

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

II Fórum Mundial da Cultura Taurina - momentos

Aqui fica uma série de imagens que resumem alguns dos momentos vividos por todos aqueles que participaram no II Fórum Mundial da Cultura Taurina. Esta montagem foi projectada no final da sessão de encerramento.

Conclusões do II Fórum Mundial da Cultura Taurina

Os participantes no II Fórum Mundial da Cultura Taurina, celebrado na Ilha Terceira, concluem que uma informação taurina verdadeira e de qualidade, e uma comunicação livre e positiva dos valores da festa dos toiros, são vectores fundamentais para difundi-la e defendê-la no seio da sociedade e face aos diversos ataques políticos, mediáticos e radicais que o espetáculo tem vindo a sofrer.

Neste sentido, manifestam a sua repulsa mais firme pelas restrições à liberdade de expressão e ao direito dos pais à livre educação dos seus filhos, restrições essas que alguns governos estão a levar a cabo através de medidas abolicionistas das corridas de toiros e da proibição de entrada dos menores de idade nas praças.

Felicitam-se ainda os êxitos obtidos em defesa da Festa alcançados em França pelo Observatório das Culturas Taurinas, ao conseguir a declaração do toureio como Património Cultural da nação, e o mais recente da federação Protoiro, que contribuiu para que fosse recusada uma petição abolicionista no Parlamento de Portugal.

Por seu turno, este Fórum aplaude de pé a exemplar e inteligente tenacidade da associação “Somos Ecuador” durante a desigual batalha mantida contra o estado equatoriano na sua pretensão de suprimir a sorte suprema no país equinocial, campanha que deve servir de modelo de ativismo tanto nos seus aspectos legais como de imagem.

Desde Angra do Heroísmo, como centro geográfico da tauromaquia, consideramos que a informação taurina tem de recuperar o espaço perdido nos meios de comunicação, e que os jornalistas que se dedicam ao seu exercício devem fazê-lo com independência e em condições laborais dignas que garantam o seu profissionalismo.

Igualmente, instamos os aficionados a manifestarem-se de uma maneira combativa e coesa, usando as redes sociais e as novas tecnologias da comunicação como armas de militância em defesa de uma cultura taurina que une milhões de pessoas em todo o Mundo.

O espírito construtivo que surgiu nos Açores há já três anos neste mesmo Fórum manifesta-se uma vez mais, propiciando a união dos jornalistas taurinos do Mundo através de um projeto associativo, com sede na Ilha Terceira, e a criação de uma rede de aficionados que aprofunde o ativismo taurino através das novas tecnologias.

Os organizadores do II Fórum Mundial da Cultura Taurina agradecem a todos os que contribuíram para esta confluência de ideias a favor da Festa e espera poder contar com a presença de todos no próximo encontro, nesta ilha, no meio do Atlântico, daqui a dois anos.

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