About

domingo, 11 de novembro de 2012

Festa brava de luto


Faleceu ontem, dia 10 de Novembro, o ganadero terceirense Francisco Gabriel Ourique, proprietário da ganadaria com o mesmo nome. O ganadero que residia no Posto Santo tinha 47 anos tendo começado a lidar com toiros aos 16 anos de idade. Mais tarde, com 18 anos iniciou-se como Pastor de Corda na ganadaria de José Albino Fernandes, tendo também sido maioral da ganadaria de Eliseu Gomes. Em 1994 iniciou-se nas lides ganaderas ao fundar a sua própria ganadaria. O seu desaparecimento repentino apanhou de surpresa toda a aficion terceirense. Envio à família enlutada as mais sentidas condolências.

Bruno Bettencourt
Foto: Luis Brum

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Ganadaria Francisco Sousa - entrevista




Fundada em 1927, a Ganadaria Francisco de Sousa (Cadelinha), a mais antiga da Ilha Terceira, com o ferro FS e divisa verde e lilás, é uma exploração agrícola familiar que sempre se dedicou à criação e maneio de gado bravo da terra, bem como gado leiteiro.
Desde algum tempo a esta parte esta exploração agrícola vem sendo gerida pela filha Laura de Sousa, que tem posto toda a sua aficion, saber, grande dedicação e novas ideias no que toca principalmente ao gado bravo. Foi ela que levou o pai a mudar de ideias, já que só a partir de 1997 é que a ganadaria passou a ficar com alguns novilhos para serem corridos à corda, uma vez que até aí os produtos da criação de gado bravo eram vendidos a outras ganadarias.
Com a ajuda do marido, Paulo Dias, que é o maioral, dedicando-se a tempo inteiro ao maneio de todo o gado bravo e leiteiro, Laura de Sousa, levou a família a aceitar que recentemente tomasse a decisão arrojada e única no historial da quase centenária ganadaria, de adquirir do continente vinte vacas de ventre e dois sementais de lide, cujas crias se destinarão, dentro de três ou quatro anos, a corridas de praça.
Mas, para mais detalhes, a seguir registamos o que nos disse Laura de Sousa sobre o assunto:

DIGA-NOS ALGO SOBRE A ORIGEM E LINHA DESTES ANIMAIS?
Em Abril de 2011 a nossa ganadaria adquiriu animais de raça brava de lide oriundos da ganadaria Engº Ruy Gonçalves. A aquisição destes animais é um sonho tornado realidade e uma aposta no melhoramento genético, neste processo demorado e minucioso como é a criação deste animal magnífico: o toiro bravo.
Deste lote de vacas cerca de metade têm origem Pinto Barreiros por via do Dr. António Silva (Coruche)  e de Oliveira Irmãos, através de animais de José Pedrosa, Visconde das Fontaínhas, David Ribeiro Telles e da própria ganadaria Oliveira Irmãos.
A outra metade são de origem espanhola já que nos anos noventa adquiriram uma ponta de vacas a D. Adelaida Rodriguez Garcia, de Salamanca, originárias da mais pura linha Lisardo Sanchez, ou seja, encaste Atanásio Fernandez. Esta linha é a que mais domina e caracteriza o efectivo adquirido ao Eng.º Ruy Gonçalves facto evidenciado pelo excelente trapio das vacas e do semental agora adquiridos. Este sangue está muito próximo do das mais cotizadas ganadarias da região de Salamanca tais como: Los Bayones, Puerto de San Lorenzo e Valdefresno e ainda da ganadaria sevilhana de Dolores Aguirre.
Em Outubro de 2011, a nossa ganadaria adquiriu ainda outro semental desta vez à Ganadaria São Torcato, no qual se depositam fundadas esperanças pelo sucesso já obtido na Ganadaria Eng.º Ruy Gonçalves, com a introdução de sementais deste mesmo encaste.

DESTE LOTE DE VACAS JÁ NASCERAM CRIAS NA TERCEIRA?
Curiosamente uma bezerra nasceu durante a viagem, a bordo do navio "Corvo", daí ter sido baptizada com o nome de "Corvina". Até agora, contando com as crias que vieram com as vacas e as que nasceram cá, temos um total de vinte e três crias, das quais já ferrámos onze, e, se todas vingarem, já temos uma dúzia para ferrar em 2013.

NA ALTURA DEVIDA, OS TOIROS, NASCIDOS OU POR NASCER, DESTE LOTE DE LIDE, SERÃO APENAS DESTINADOS À PRAÇA?
É esse o nosso objectivo. Esta aquisição foi uma aposta, tanto em quantidade mas sobretudo em qualidade, e será, pensamos nós, uma mais valia à festa de toiros, que tão bem caracteriza a nossa terra, e que decerto teremos oportunidade de apresentar. Acho que é sempre de salutar boas iniciativas com o intuito de melhorar e dignificar a criação do toiro bravo. Foi o que, pelo menos, tentámos fazer, no entanto é apenas o início de outra etapa, sempre trabalhosa e arriscada, pois veja bem: quando um toiro de quatro anos sai à praça, é nada mais nada menos o resultado de uma decisão tomada pelo ganadero há cinco anos atrás! Na criação de gado bravo, quer se destine à praça ou à corda, o objectivo é sempre a bravura, no geral, e atendendo a certas especificidades, consoante o tipo de lide, em particular, mas em ambos os casos são muitos anos, muitas adversidades, muitos sustos, muitos Invernos até ter o novilho/toiro pronto a ser lidado. Daí que, quando o resultado apresentado não corresponde às expectativas do ganadero não há desilusão maior, mas também quando corresponde ou até mesmo supera, não há maior satisfação.

QUANTAS CABEÇAS DE GADO BRAVO POSSUI ACTUALMENTE E ONDE PASTA TODO ESTE GADO BRAVO E O DE LEITE?
A nossa exploração anda à volta das cento e vinte e cinco cabeças de gado, bravo e leiteiro, em 720 alqueires de terra. Felizmente, a maior parte concentra-se no Pico da Bagacina, terreno pertencente à família, o que facilita imenso o maneio do gado bravo.Como já referi, gado bravo de lide temos quarenta e cinco cabeças distríbuidas da seguinte forma: vinte vacas de ventre, dois sementais e vinte e três crias das quais sete são machos e dezasseis fêmeas. Gado bravo dos Açores temos sessenta e cinco cabeças: vinte e cinco vacas de ventre, dez toiros corridos, doze novilhos puros para 2013 e as restantes são bezerros e bezerras.

TEM ALGO MAIS A ACRESCENTAR?
Aproveito a oportunidade para agradecer a todos quantos nos ajudam, tanto no trabalho de campo, nas touradas, bem como na realização dos nossos projectos. Agradeço esta conversa que tivémos, pois é sempre um prazer falar de toiros e uma oportunidade de falar acerca dos objectivos da nossa ganadaria. Além disso, a festa de toiros precisa que continuem a defendê-la e a enaltecê-la, principalmente de ataques de pessoas que desconhecem por completo toda a sua envolvência, e que a descrevem sem qualquer fundamento e nem correspondendo à realidade.

Entrevista realizada por José Henrique Pimpão
Fonte e fotos: Diário Insular

Pónei da Terceira na Golegã

Três anos depois da estreia, o pónei da Terceira volta à Golegã, para marcar presença na XXXVII Feira Nacional do Cavalo, que se iniciou no passado dia 2 e termina no dia 11 de Novembro.  Ao todo, viajaram até ao Continente doze póneis, bem como as crianças que os costumam montar e restante comitiva.
O pónei da ilha Terceira tem direito ao seu próprio dia, que será sexta-feira, dia 9 de Novembro.


Paulo Caetano Ferreira, Presidente da Associação de Criadores e Amigos do Pónei da Terceira recordou, em entrevista ao jornal "Diário Insular", a primeira passagem desta raça por aquele certame: "Quando lá estivemos, há três anos, o pónei despertou um entusiasmo enorme. A definição de pónei é um cavalo que tem menos de 1,48m ao garrote. De maneira que, como ele tem menos do que isso, é um pónei. Agora, quando pensamos num pónei, vem à ideia aquela figura atarracada... Quando viram aquele lusitano em miniatura a desfilar, ficaram de boca aberta".

Do ponto de vista de Paulo Caetano Ferreira, os moldes do convite para levar o pónei à maior feira de cavalos do país revelam o interesse que este desperta. "O presidente da Feira Nacional do Cavalo convidou o pónei da Terceira para estar presente, mas não num dia qualquer e sim na sexta-feira, que é o dia nobre da feira. Isso é uma grande honra e uma oportunidade tremenda", sustentou.

Fonte e foto: Diário Insular

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Ciclo de Tentas Comentadas este fim-de-semana


O Ciclo de Tentas Comentadas, que foi adiado no início deste mês devido às condições atmosféricas, realizar-se-á nos próximos dias 27 e 28 de Outubro.
Recorde-se que para o primeiro dia foi escolhido o Tentadero das Doze Ribeiras, estando o início marcado para as 17h00. No segundo dia de Ciclo, irão acontecer duas tentas: pelas 11h00 terá início uma primeira avaliação no Tentadero de Sta. Bárbara, encerrando-se o dia, pelas 17h00, na arena da Praça de Toiros "Ilha Terceira".
Além da tradicional avaliação no Capote, Cavalo e Muleta, este ano os aficionados poderão ainda assistir a uma demonstração/treino de Toureio Equestre e de Pegas.
Desempenharão função os matadores Manuel Escribano e Agustín de Espartinas. Os picadores de serviço serão Simão Neves e José "Faveira".  Estarão ainda presentes os Cavaleiros Tiago Pamplona, Rui Lopes e João Pamplona, assim como os Grupos de Forcados Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense e do Ramo Grande. Os comentários ficarão a cargo do crítico taurino Maurício do Vale.
Bruno Bettencourt

domingo, 21 de outubro de 2012

Festival de Beneficência - crónica


Apesar do pouco mais de meia casa registada, os terceirenses disseram “presente” no Festival de Beneficência realizado na Praça de Toiros “Ilha Terceira”. Mesmo à distância, a gente da ilha, habituada a combater adversidades, mostrou o seu apoio ao Forcado Nuno Carvalho.
Em Angra do Heroísmo estiveram os artistas locais. Os Cavaleiros Tiago Pamplona, Rui Lopes e João Pamplona, os Bandarilheiros Rogério Silva, Rui Silva, José Leonardo, Jorge Silva, Roberto Sacramento, Diogo Coelho e Vasco Lima, os Forcados Amadores dos grupos da Tertúlia Tauromáquica Terceirense (GFATTT) e do Ramo Grande (GFARG). Todos contribuíram com a sua arte para esta causa nobre. Se colaboraram os artistas, também colaboraram as casas ganaderas de Gabriel Ourique (GO), Duarte Pires (DP), Assunção Coimbra (AC), Rego Botelho (RB), Francisco Sousa (FS) e Herdeiros de Ezequiel Rodrigues (ER).

Antes do início das lides, minuto de silêncio em memória do Engº Joaquim Grave e palavras de José Pires da Costa, cabo-fundador dos Amadores do Aposento da Moita, que em nome de Nuno Carvalho agradeceu o contributo de todos os presentes.

Tiago Pamplona abriu praça com uma boa lide frente ao nº45 de GO. O novilho cumpriu, apesar de por vezes se defender nas tábuas. O Cavaleiro consentiu alguns toques desnecessários na montada de saída, no entanto percebeu bem o oponente e ligou-se a ele com bregas cingidas agarrando o seu interesse. Esteve corretíssimo nas cravagens, destacando-se o seu primeiro ferro curto, ao estribo. O nº82 de RB mostrou bons modos no início da lide, no entanto foi perdendo ímpeto, acabando por se parar na final da lide. O Cavaleiro da Quinta do Malhinha procurou, uma vez mais, andar ligado com o novilho numa lide que resultou sem história, não suplantando a sua primeira e boa actuação.

Rui Lopes teve pela frente o nº114 de DP. O novilho era bonito nas formas. Pecou pela falta de força demonstrada e, apesar de não comprometer o desenrolar da lide, andou reservado tardando na investida. Lopes, após um início de lide hesitante, foi crescendo e entendendo o comportamento do novilho, dando-lhe vantagens na preparação das cravagens. Lide agradável mas sem romper. O segundo do seu lote, nº68 de FS, era colorau com olho-de-perdiz, mas também era distraído, andarilho e procurando em demasia uma forma da sair da arena. Diante das complicações apresentadas, o Cavaleiro da Ribeirinha foi desenvolvendo a lide possível sem nunca conseguir dar a volta ao oponente. Apesar do esforço, fica a sensação que a lide terá sido prolongada para além do necessário. Nota positiva para o quarto ferro curto cravado no corredor de dentro.

A João Pamplona, calhou o nº76 de AC. Um bom novilho que apesar dos seus 3-4 anos apresentava um tamanho que se destacou em relação aos restantes. Novilho sério a investir de pronto. João andou algo inconstante na cravagem comprida, mas virou a página e foi crescendo na cravagem curta. Boa lide marcada pela sua forma irreverente que aos poucos foi fazendo eco nas bancadas. Fechou a corrida o nº288 de ER. O novilho era pequenote e andarilho. Apesar de ter alguma dificuldade em se fixar, foi dando uma boa réplica ao longo da contenda. O mais novo do clã Pamplona andou esforçado e correcto nas cravagens. Uma lide agradável mas com menos emoção do que a anterior.

Nas pegas foram solistas, por ordem de actuação: Décio Dias (GFATTT), sem dificuldade, à primeira tentativa aproveitou bem a viagem recta do novilho. Michael Machado (GFARG) numa grande pega ao primeiro intento, mostrou vontade de lá ficar. Tomás Ortins (GFATTT) esteve poderoso ao pegar de forma espectacular ao primeiro intento, aguentando violentos derrotes por alto. Luís Valadão (GFARG) após uma primeira tentativa em que não se consegue fechar de forma correcta, pegou à segunda sem dificuldades.  João Ângelo (GFATTT) pegou à segunda tentativa sem dificuldades, sendo bem ajudado pelo grupo. Milton Silva (GFARG), em noite de estreia, fechou-se na cara do novilho sem problemas.

Encerrou-se assim mais uma jornada taurina, mas acima de tudo um grande momento de solidariedade. Dirigiu o espectáculo Carlos João Ávila, assessorado pelo Dr. José Paulo Lima. Abrilhantou, e bem, a banda da Sociedade Recreio da Terra-Chã.

Bruno Bettencourt

Festival de Beneficência - Fotos










































  



























Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More