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terça-feira, 5 de março de 2013

Tauromaquia é Património Cultural Imaterial da Graciosa

No passado dia 25 de Fevereiro, a Tauromaquia foi declarada Património Cultural Imaterial da Graciosa.
A Assembleia Municipal de Santa Cruz da Graciosa aprovou por unanimidade e aclamação a proposta que havia sido apresentada por João Cunha, presidente da da referida Assembleia e por João Bruto da Costa e Pedro Costa, lideres dos grupos do PSD e do PS respectivamente. Na base da proposta agora aprovada esteve o enraizamento que a Festa Brava demonstra ter na “ilha Branca”.
A existência desta proposta agitou a opinião pública, levando a que muitos anti-taurinos fizessem “pressão” para que a mesma não fosse aprovada. Segundo João Cunha: “A Tauromaquia não foi aprovada por unaninidade por mero acaso, nem contra ninguém. A Tauromaquia foi aprovada porque todos os membros da Assembleia Municipal percebem e perceberam que os argumentos apresentados na proposta, agora aprovada, tinham toda a razão de ser, eram verdadeiros e acima de tudo iam ao encontro da vontade de uma larga maioria de Graciosenses.”
Este é o terceiro concelho açoriano a ver aprovada uma proposta do género. Recorde-se que a Tauromaquia já havia sido declarada Património Cultural Imaterial de Angra do Heroísmo e Praia da Vitória, as duas cidades da ilha Terceira.

Bruno Bettencourt

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

V Festival Luís Fagundes já tem data

A temporada 2013 já está a ser preparada pelo Grupo de Forcados Amadores do Ramo Grande. Para além dos habituais treinos de preparação, o Grupo já tem agendado o Festival Luís Fagundes, o qual volta a realizar-se após um ano de interregno por motivos alheios ao grupo. Assim, o V Festival Luís Fagundes terá lugar no dia 11 de Maio de 2013 na Monumental Praça de Toiros Ilha Terceira. Brevemente será anunciado o cartaz com o respectivo Cartel.
 

Michele Silva vence 1.ª jornada do Campeonato de Gincanas

Michelle Silva, montando Peta, em representação do Centro Equestre Quinta do Malhinha, com o tempo global de 4:05:50, foi a grande vencedora da primeira jornada do denominado Campeonato Inter Escolas de Gincanas Portuguesas.
O evento, a cargo da Associação Açoreana de Criadores de Cavalos, teve lugar no passado dia 27 de janeiro, no Hipódromo da Freguesia do Posto Santo, concelho de Angra do Heroísmo, numa tarde solarenga que, na verdade, convidava à prática da equitação.
 
QUALIDADE
Marcaram presença quinze conjuntos (cavaleiro/cavalo), na circunstância, oriundos de dois dos centros hípicos da ilha Terceira, nomeadamente, o Centro Equestre Quinta do Malhinha e o Centro Equestre "O Ilhéu". Tal como se esperava, a competição foi deveras renhida perante uma assistência em muito bom número que, diga-se de passagem, não saiu defraudada, atendendo ao ótimo ambiente e desempenho dos atletas. Face ao desempenho e superior qualidade do certame, a expectativa em relação às próximas iniciativas saiu naturalmente reforçada.
 
CLASSIFICAÇÃO
Sublinhe-se, a propósito, que a segunda jornada está já agendada para o final do corrente mês de fevereiro. Terminada a prova inaugural, foram entregues os respetivos troféus, ficando assim ordenada a classificação definitiva (nome, montada, centro, proprietário, tempo e pontos): 
 
1.º Michelle Silva, Peta, Quinta do Malhinha, João Carlos Pamplona, 4:05:50, 12 pontos.
2.º Rui Lopes, Violino, Centro Equestre "O Ilhéu", Centro Equestre "O Ilhéu", 4:08:28, 10 pontos.
3.º Nuno Pontes, Gaúcho, Quinta do Malhinha, Nuno Pontes, 4:22:66, 8 pontos.
4.º Aarão Rodrigues, Seidi, Quinta do Malhinha, João Carlos Pamplona, 4:39:66, 6 pontos.
5.º Tiago Pamplona, Bastinhas, Quinta do Malhinha, João Carlos Pamplona, 5:19:97, 4 pontos.
6.º Rui Correia, Barão, Luiz Armando, 5:58:57, 2 pontos.
7.º Álvaro Gomes, Ernesto, Álvaro Gomes, 6:01:36.
8.º Marco Barcelos, Ovni, Quinta do Malhinha, João Carlos Pamplona, 6:07:32.
9.º Sílvia Teixeira, Ovni, Quinta do Malhinha, João Carlos Pamplona, 6:09:78.
10.º Bárbara Faria, Quartilho, Quinta do Malhinha, Bárbara Faria, 6:51:81.
11.º Karen Pettifer, Peta, Quinta do Malhinha, João Carlos Pamplona, 6:57:91.
12.º Filipe Silva, Serena, Centro Equestre "O Ilhéu", Centro Equestre "O Ilhéu", 7:19:44.
13.º Francisca Gonçalves, Pamplona, Quinta do Malhinha, Francisca Gonçalves, 7:44:11.
14.º Maria Lemos, Espanto do Ilhéu, Centro Equestre "O Ilhéu", Centro Equestre "O Ilhéu", 8:38:30.
15.º Beatriz Barros, Espanto do Ilhéu, Centro Equestre "O Ilhéu", Centro Equestre "O Ilhéu", 9:10:97.
 
Foto: Marta Bretão

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Filme sobre "Manolete" em Angra do Heroísmo

 
Será possível assitir nos dia 23 e 24 de Fevereiro o filme "Manolete - Sangue e Paixão"  na sala de cinema do Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo.
Cinco anos após a conclusão do mesmo, finalmente chega ao grande ecrã e em particular à ilha Terceira o mais recente filme de temática taurina.
 
Aqui deixamos o trailer do filme, assim como a respectiva ficha técnica.



Ficha técnica:
Realização e argumento: Menno Meyjes
Elenco principal: Adrien Brody, Penélope Cruz, Santiago Segura
 
Sinopse
Manuel Rodríguez, mais conhecido por "Manolete", é um famoso toureiro. Este homem tímido, rude, de poucas falas e semblante trágico, vive em constante viagem, de Praça de Touros em Praça de Touros durante a temporada de touradas. Lupe Sino é uma mulher bonita, sincera, orgulhosa e carinhosa com um passado atribulado. Até ao momento em se apaixona por ela, o toureiro teve sempre um único objetivo: ser famoso. E apesar de aparentemente ter encontrado um novo objetivo em Lupe, surge uma sombra entre eles. Manolete está apaixonado pela morte e ela pela vida. Lupe vai mostrar ao matador como amar a vida e, da mesma forma, como começar a temer a morte.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Entrançar um cavalo de toureio - bastidores da Festa I

Aqui fica um video com um dos muitos pormenores que se realizam longe da vista da maioria dos aficionados, o entrançar dos cavalos.
 
 

 

domingo, 6 de janeiro de 2013

Ganadarias da ilha Terceira são "reservas biológicas"


As ganadarias da ilha são verdadeiras "reservas biológicas", defende o biólogo e professor da Universidade dos Açores, João Pedro Barreiros. A ideia é explorada num dos vídeos disponíveis numa página da Internet criada no portal SIARAM, dedicada ao toiro bravo da Terceira.
Do ponto de vista de João Pedro Barreiros as ganadarias são espaços onde existe todo o interesse em estudar e monitorizar a vida selvagem.
O biólogo considera que há uma relação importante entre os lugares onde são criados toiros de lide, com a vegetação espontânea, endémica, da ilha Terceira: "A preservação de manchas florestais endémicas, uma vez que estas ilhas foram colonizadas no século XV, resulta de dois acasos. Sobraram regiões de difícil acesso, como Caldeira de Santa Bárbara, ou lugares, como as ganadarias, onde se produziram animais que se adaptaram a locais menos desejáveis para a agropecuária. Sem contar com os lugares altos, estou convencido que, se não houvessem toiros, não estava preservada grande parte da vegetação endémica que ainda sobrevive".
Pode-se ficar também a conhecer as visões de personalidades como Francisco Maduro-Dias, historiador, José Parreira, arquiteto e aficionado, ou Arlindo Teles, presidente da Tertúlia Tauromáquica Terceirense.
De acordo com o portal, Artur Machado, professor da Universidade dos Açores responsável pelo Centro de Biotecnologia dos Açores, sustenta que "quase tudo o que é hoje o interior da Terceira deve-se ao touro bravo" e que "a preservação destes animais é fundamental na proteção da natureza e ao mesmo tempo ajuda-nos a definir a nossa identidade".
"Ver um grupo de touros, ao longe, na paisagem, sobretudo naquelas montanhas mais escalavradas que temos no interior da Terceira é sempre uma imagem de que gostamos, que nos consola, que nos faz sentir identificados, localizados e estabilizados", afirma, por seu turno, Francisco Maduro-Dias.
José Parreira acredita que "preservar este animal nesta ilha é também garantir a preservação de um determinado ecossistema ambiental onde ele está integrado".
Arlindo Teles defende que o "culto ao touro dá-se na Terceira como em mais nenhum lugar do mundo".

Consciência ambiental Para Eduardo Dias, professor da Universidade dos Açores e responsável pelo GEVA (Grupo de Ecologia Vegetal Aplicada), o toiro acaba por ser o catalisador de uma cultura ligada à natureza na ilha. "Dá-se uma determinada leitura, através do toiro, da própria natureza. Sendo o toiro o símbolo da natureza e tendo um conjunto de propriedades de nobreza e de valentia, então esses valores passam a ser, simbolicamente, projetados sobre o resto da natureza. Há uma relação de respeito e seriedade na sociedade terceirense face aos elementos naturais", argumenta.

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