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segunda-feira, 2 de agosto de 2021

Corrida da Praia 2021 transmitida em directo


 

quinta-feira, 8 de julho de 2021

Azoto líquido substitui fogo nas ferras de gado nas ilhas




A partir de 2023 a marcação a fogo nas ferras de gado nos Açores deverá ser substituída por marcação a azoto líquido. A informação é da secretaria regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural (SRADR).

"O objetivo final é substituir integralmente, nos próximos anos, a marcação a fogo que se pratica por marcação a azoto liquido. Para tal, a SRADR irá disponibilizar recursos humanos e técnicos (equipamento) no sentido de alcançar este desiderato", refere uma nota enviada ao DI.
O projeto teve início em janeiro, numa parceria entre o Governo Regional e a Associação Regional de Criadores de Touros de Tourada à Corda.
"Atualmente, os animais são identificados, de acordo com a legislação vigente, por várias marcas a fogo, coxa direita o ferro da ganadaria, na garupa direita a marca do livro genealógico. No costado direito, o número de série (ordem) da ganadaria; na espádua direita, o último algarismo do ano ganadeiro", explica a nota da Agricultura.

PERCEBER COMO
O projeto agora anunciado pretende experimentar a logística técnica da substituição do fogo por azoto líquido, assumindo à partida que o azoto tem as seguintes vantagens: "insensibiliza a zona; não provoca cicatriz; provoca menor stress ao animal; melhora a visibilidade (quando a técnica é bem executado); é um grande passo em termos de bem-estar animal".
Serão iniciados projetos piloto em todas as ganadarias, com disponibilização de animais por parte dos ganadeiros, tendo por objetivo determinar a logística mais eficaz nesta raça e nas condições de maneio existentes, explicou ao DI o secretário Ventura.
Numa primeira fase, cada ganadeiro irá disponibilizar animais para efetuar ferra com azoto líquido de modo a determinar as condições ideais para a obtenção dos melhores resultados.
"Estamos assim a trabalhar para melhorar o bem-estar animal nos Açores e a melhorar a aceitação pública das touradas de corda", disse António Ventura ao DI.

MÉTODO ACEITÁVEL
A marcação com azoto líquido é considerada aceitável, por exemplo, pelo Departamento de Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais do Reino Unido.
Para marcação a frio são usados gelo seco a -70ºC e nitrogénio líquido a temperaturas entre -170ºC e -197ºC. São destruídos os melanócitos, que são as células que produzem o pigmento da pele. Nova pelagem acaba por nascer, mas de cor branca. É por esta razão que o método é indicado para animais que não sejam brancos, isto porque se forem dessa cor não ocorrerá o contraste visual.
Este método é utilizado em vários países. Conheceu um forte desenvolvimento em Espanha e mais recentemente em Portugal.

Fonte: Diário Insular
Foto: 
Los Coquillhas de Cifuentes

sexta-feira, 2 de julho de 2021

Grupo de Forcados Amadores do Ramo Grande - Comunicado


OBRIGAD@ A TODOS PELA PREOCUPAÇÃO!


O Grupo de Forcados Amadores do Ramo Grande agradece a todos que nos apoiaram durante estes dias mais complicados após a lesão do Cabo Manuel Pires e dos Forcados Tomás Sousa e Délcio Gomes.

Um Agradecimento muito especial à Associação Nacional de Grupos de Forcados que desde a primeira hora se disponibilizou e apoio o Forcado Manuel Pires no processo de evacuação e tratamento hospitalar em Lisboa.

Agradecer a toda a equipa médica da Praça de toiros Ilha Terceira pela excelência do seu trabalho num ambiente tão complicado.

Agradecer as equipas médicas do hospital de Santo espírito da lha Terceira e do São José.

Um Agradecimento muito especial ao Forcado João Salvação ( Ninã ) que desde a primeira hora contactou o Dr. Sérgio Sousa para que a cirurgia fosse realizada o mais breve possível.

Bem haja!

domingo, 27 de junho de 2021

Espectáculo Misto da Feira de S. João 2021 – notas breves


Espectáculo Misto a encerrar a Feira de S. João 2021.

A cavalo, Luís Rouxinol Jr. lidou dois exemplares de João Gaspar (nº49 e nº45). O primeiro da ordem foi cumpridor e entregou-se à luta. O Cavaleiro esteve a bom nível, lidando de forma correcta. Na parte final, a montada escorrega e o conjunto sofre uma queda ficando à mercê do toiro. Momentos de alguma tensão que, felizmente, resultaram sem consequências para ambos. O segundo do seu lote foi o melhor toiro da feira. O toiro andou sempre metido na lide, fixo nas sortes e entregando-se com ímpeto. O de Pegões tirou partido do oponente e rubricou a lide triunfadora da feira. Abriu praça com um vibrante ferro “à porta gaiola” e foi crescendo com uma lide a gosto que chegou às bancadas. Fechou a presença nesta feira com um par de bandarilhas. No final, volta arena para o ganadero.

Róman toureou o nº150 da Casa Agricola José Albino Fernandes (JAF) que era nobre, mas veio a revelar pouca duração nas viagens. Destaque para a série de Chicuelinas e o quite de David Miranda por Tafalleras. Boa nota para o primeiro par de bandarilhas cravado por João Pedro Silva “Açoriano”. Na muleta a lide resultou agradável com bons momentos artísticos. O segundo do seu lote era de Rego Botelho (RB). O utrero nº76 andou desligado no início da lide. Nota para os lances por Verónicas do Matador que vestia de branco e prata, e para as Chicuelinas cingidas de Miranda. Com a Muleta e após conseguir fixar o oponente, lidou-o nos médios para agarrar o triunfo. Mostrou recursos e profundidade, baixando a mão a cada passagem por DerechazosToureando em redondo, explorou o melhor lado do Jabonero RB que foi crescendo em comportamento, mostrando nobreza, duração e distância de investida. Terá prolongado a contenda além do desejado, levando a que o oponente rachasse.

David Miranda teve um lote heterogéneo de comportamento. O nº74 RB tinha poucas condições de lide, perdendo vontade a cada passagem pela flanela do Matador. Uma lide sem grande interesse onde se destacou o par cravado pelo bandarilheiro Gonçalo Toste. O nº128 de JAF mostrou bons modos, humilhando até ao limite em investidas profundas e nobres. Novamente destaque para o bandarilheiro terceirense Gonçalo Toste. Jorge Silva viria a ser colhido, sem gravidade, durante o tércio de bandarilhas. Miranda arrimou-se com a Muleta e brindou os presentes com o temple do seu toureio, cada vez mais prolongado a cada passagem. Lide de entrega, baseada essencialmente na mão direita, a agradar a assistência. Arriscou e daí resultaram 3 momentos de apuro, sem consequências de maior.

Nas pegas estiveram a solo os Forcados Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense. Foram à cara Carlos Vieira e Alexandre Vieira. Resolveram à primeira tentativa, de forma correcta e sem dificuldades, sendo bem ajudados pelo grupo.

Nota final: Foi encontrada uma (feliz!) solução em relação à banda de música que abrilhantou os dois espectáculos. Designada por Banda Filarmónica da Feira de São João, a banda era composta por elementos de todas as bandas filarmónicas do concelho de Angra do Heroísmo. Estiveram em grande nível sob a regência do Maestro Durval Festa.

Bruno Bettencourt

sexta-feira, 25 de junho de 2021

Comunicado do Grupo de Forcados Amadores do Ramo Grande



Ontem (25.06.2021), os Forcados do Ramo Grande apresentaram-se na Corrida das Sanjoaninas para pegar 3 toiros.

Ao quarto toiro da tarde, frente a um toiro da ganadaria João Gaspar, Tomás Sousa saiu lesionado ao quarto intento (já se encontra em casa e sem danos maiores), Délcio Gomes também saiu lesionado no joelho mas ainda sem nada conclusivo, existindo a dúvida entre lesão no menísco e rotura parcial de ligamentos.

Manuel Pires (cabo), ao dobrar Tomás Sousa, no momento da reunião foi atingindo na cara por um ferro onde após uma avaliação médica foi detetado uma fratura orbicular, a equipa médica achou por bem ser operado onde irá seguir hoje à tarde para Lisboa (neste momento, encontra-se estabilizado).

Bem haja!

Corrida Concurso de Ganadarias da Feira de S. João 2021 – notas breves


Voltou a Feira de S. João! A 24 de Junho é dia de Concurso de Ganadarias na Monumental “Ilha Terceira”. 
Assim ditava o cartaz: Tiago Pamplona, João Pamplona, Luis Rouxinol Jr., Forcados Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense e do Ramo Grande, Rego Botelho (RB), Casa Agrícola José Albino Fernandes (JAF) e João Gaspar (JG), para a disputa dos prémios a concurso.

Tiago Pamplona viu a montada escorregar no início da lide do primeiro da ordem, nº46 de RB, deixando alguma apreensão após a queda, felizmente sem gravidade. O toiro carregava pouco nas sortes e foi-se ficando nos terrenos de tércios, pedindo que mexessem com ele e lhe pisassem os terrenos. O cavaleiro esteve correcto na lide. Frente ao quarto da ordem, nº 53 de JG, desenhou uma lide mais a gosto, frente a um toiro que não complicou em demasia.

João Pamplona teve pela frente o pior lote da corrida. O nº66 de JAF tinha alguma dificuldade em fixar-se, vindo a corrigir o comportamento ao longo da lide, mas sem conseguir romper. O cavaleiro andou esforçado, ainda que sem conseguir ligar-se de forma a poder sacar água daquele poço. O segundo do seu lote, nº43 de RB, não se entregou à luta, parando-se nas sortes e metendo a cara pela certa. O mais novo dos Pamplona foi desenhando a lide possível, mas com pouca transmissão.

Luís Rouxinol Jr. estreou-se em Angra do Heroísmo a procurar o triunfo desde cedo e para tal contribuiu o lote mais manejável da corrida. Frente ao nº68 de JAF mostrou ao que vinha. O toiro era colaborante e com uma investida pronta, mostrando codícia na reunião. Andou correcto nas sortes deixando uma boa antevisão para a sua segunda lide. O nº96 de JG com que fechou a corrida, prestou-se bem à contenda. O cavaleiro recebeu-o com um ferro a “porta gaiola”, entendeu-o e mexendo-lhe com os terrenos, foi trazendo ao de cima o que de bom o toiro tinha. Uma lide em crescendo a agarrar o triunfo e a chegar às bancadas.

Nas pegas foram solistas na cara, pelos Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense: Francisco Matos que resolveu à segunda com uma ajuda coesa, João Silva à primeira, de forma correcta e Bernardo Belerique à primeira, numa rija pega plena de querer e a levantar praça. Destaque para as intervenções fulcrais do 1º ajuda Fernando Ferreira “Mangueira”. Pelos Amadores do Ramo Grande abriu praça Carlos Silva de forma correcta e segura à primeira. A Tomás Sousa coube pegar o quarto toiro. O forcado esteve valente, mas faltaram as ajudas. Após três tentativas saiu maltratado, assim como dois companheiros de formação. O cabo Manuel Pires assumiu a responsabilidade e na dobra consumou a pega, saindo também ele lesionado no rosto. Fechou a corrida César Pires, à primeira, com a garra que lhe é conhecida.

O júri decidiu (e o júri é soberano):
- Melhor Lide: Luís Rouxinol Jr., pela lide ao 6º da ordem
- Melhor Pega: Bernardo Belerique - Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense
- Melhor Grupo de Forcados: Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense
- Melhor Apresentação: “Azulejo I”, nº 43, Rego Botelho, 5º da ordem
- Melhor Toiro: “Capelão”, nº 46, Rego Botelho, 1º da ordem

Nota pessoal: Concordando com a quase totalidade dos prémios atribuídos, o melhor toiro da corrida terá sido o “Lunarito”, nº68 da Casa Agrícola José Albino Fernandes.

Nota final: A terminar, realço o civismo com que a grande maioria (dizer totalidade poderia ser exagerado!) dos presentes respeitou as indicações e as regras impostas pela situação sanitária actual. Assim ganhamos todos!

Bruno Bettencourt

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