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segunda-feira, 2 de julho de 2018

Fábio Magalhães no Concurso Internacional de Recortadores (video)


Assista através do link: https://www.facebook.com/RaboTorto.BlogueTauromaquico/videos/2065027883533774/ a alguns momentos do Capinha Fábio Magalhães no Concurso Internacional de Recortadores em Vila Franca de Xira.

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Capinha Fábio Magalhães no Concurso Internacional de Recortadores


É verdade. Fábio Magalhães, o nosso categorizado toureiro de ruadas touradas à corda, acaba de ser convidado para participar amanhã, dia 29 de junho, para representar a ilha Terceira e os Açores no grande Concurso Internacional de Recortadores, na Monumental Praça de Vila Franca de Xira. Um convite além de merecido,é inédito e deveras honroso! Rodeado por uma classe de profissionais, Fábio Magalhães, embora um nato amador, saberá dentro do possível, mostrar a sua destemida classe e sabedoria.


"Nascido a 18 de Novembro de 1984, Fábio Magalhães,tal como seu pai, Francisco Godinho, começou desde novo a tourear, com 13 anos de idade, na freguesia do Porto Martins, ilha Terceira. A carreira a sério veio a desenvolver-se a partir do ano de 2005, tendo arrecadado logo de seguida o prémio de melhor capinha na Feira do Cavalo e Toiro. Desde então, pela sua arte e destreza de chamar o toiro, tanto com capa como a corpo limpo, tem vindo a demonstrar que ficará para sempre na nossa memória colectiva como sendo um dos melhores capinhas da Ilha Terceira. Por isso mesmo agora foi convidado a tourear com os melhores recortadores da actualidade, em Concurso Internacional na Monumental de Vila Franca de Xira", na opinião de Fernando J. C. Pereira, na sua página social do FB.

Parabéns, Fábio, com os mais sinceros votos de felicidades

P.S. - Este espectáculo contará com a presença do conhecido e competente repórter de imagem Fernando J.C. Pereira

José H. Pimpão
Fotos: D.R.

terça-feira, 8 de maio de 2018

É preciso explicar as touradas ao turismo


A Associação Regional de Criadores de Toiros de Tourada à Corda (ARCTTC) mudou de corpos diretivos recentemente e foram novamente mulheres a assumir a direção. Como explica isso num mundo (ainda) dominado pelos homens?
É verdade que a tauromáquica continua a ser um mundo maioritariamente gerido por homens e numa associação de dezoito associados, em que são menos de meia dúzia as mulheres representantes de ganadarias, pode ser verdadeiramente de se estranhar. Mas na tauromaquia sempre houve grandes nomes de mulheres e a ARCTTC, em 2000, iniciou-se com duas mulheres na Direção (Fátima Albino e Laura Sousa), uma Presidente e uma tesoureira, podendo isso já ser um prenúncio da realidade taurina. Esta direção espera continuar a contribuir para este mundo taurino que tanto nos fascina e foi herdado e que sentimos como o legado a manter independentemente do sexo. Pessoalmente, sempre tive o exemplo da minha mãe, Fátima Albino, que é para mim um exemplo de como as divisões sexistas nunca devem ser um impedimento na nossa vida.

Quais as prioridades do elenco diretivo e que estratégias delinearam para as atingir?
A atual direção da ARCTTC tomou posse a 16 de Março, com dois membros novos como representantes de ganadarias (Sónia Ferreira e Emiliana Gaspar) e um membro que transitou da direção anterior (Mariana Rego Botelho), e como tal é nossa intensão continuar com todos os trabalhos desenvolvidos pela direção anterior. Como tal, pretendemos continuar a ajudar os nossos associados em diferentes áreas, nomeadamente na medicina veterinária, no apoio jurídico, no melhoramento genético e no bem-estar animal. E apostar numa vertente mais educativa e promocional da tourada à corda, nomeadamente em campanhas de sensibilização junto do turismo. A ARCTTC, como referiu, foi fundada em 2000, e apesar de estar quase a fazer 20 anos, ainda muitos desconhecem os seus objetivos e finalidades.

Para que serve esta Associação?
A Associação, quando foi criada, tinha como principal objetivo a necessidade de criar consensos entre os ganadeiros e uniformizar opiniões com o intuito de defender a festa através da qualidade dos toiros e dos espetáculos. Esse trabalho começou por ser focado nas condições sanitárias dos animais, bem como no seu maneio. Nesse sentido, foram elaboradas candidaturas junto das entidades governamentais de forma a melhorar as condições físicas das ganadarias. Esse trabalho tem sido continuado ao longo dos anos e ultimamente houve também uma preocupação com a divulgação e promoção do espetáculo,com o objetivo de sensibilizar o público para o trabalho que é feito no campo e as condições que são dadas aos animais. Noto que há uma certa preocupação na divulgação dos cuidados dados aos animais. Porquê? Sim, porque, ao contrário do que certos setores da sociedade pensam, o ganadeiro tem um enorme cuidado com os seus animais. Dificilmente outro bovino tem tantos cuidados a nível de alimentação e de sanidade veterinária como um toiro bravo,que dispõe também de um habitat adequado e amplo. Hoje em dia há uma crescente humanização dos animais e apregoam-se os direitos dos animais.O toiro nunca será um animal doméstico, nem pode ser visto como tal.No entanto, isto não invalida que existam regras para o seu maneio e transporte e que sejam tomadas medidas para o seu bem-estar (como a alimentação e sanidade).

Qual a vossa apreciação sobre as alterações ao Regulamento da Touradas à Corda aprovadas recentemente pela Assembleia Legislativa?
Apesar de termos tomado posse recentemente, esta direção acompanhou o trabalho da anterior, que foi recebida pelo Governo e pelos Deputados à Assembleia Legislativa Regional na Comissão de Política Geral, para expor os melhoramentos ao funcionamento e logística que envolvem a tourada à corda, com base em situações concretas que foram acontecendo e expuseram falhas existentes na legislação e que deveriam ser colmatas. E por forma a propor as melhores soluções, a direção anterior da ARCTTC consultou e reuniu com muitos intervenientes na festa, desde ganadeiros, capinhas, delegados, câmaras municipais, a comissão de festas do Rossio, tertúlias, associação de mordomos (esta última contatada sem sucesso). Foi um trabalho que decorreu em mais de três anos e a ARCTTC tentou junto do Governo contribuir com propostas de alteração ao regulamento que refletissem a atual realidade e as suas dificuldades em prol da defesa da Festa Brava. 

Consideram as alterações implementadas uma mais-valia para a tourada à corda?
Tendo em conta as exigências cada vez maiores para com todos os eventos taurinos, a direção da ARCTTC considera que a atualização ao regulamento veio melhorar vários aspetos, tais como: dignificar o trabalho dos intervenientes, possibilitar uma maior ajuste à existência de touradas tradicionais e dos seu benefícios, reforçar a segurança das pessoas e o bem-estar animal e facilitar o licenciamento das touradas É cada vez mais importante que numa tourada à corda a segurança seja uma constante e estas alterações vêm reforçar a segurança das pessoas e o bem-estar animal.
Achamos pertinente referir que algumas definições de conceitos, nomeadamente de ganadeiro, no nosso entender, só aparece com a intenção de o dignificar, mesmo não tendo sido a proposta apresentada a plenário, a ideal defendida pela ARCTTA. É importante ter a noção que todas as atividades são regulamentadas e alvo de fiscalizações cada vez mais rigorosas. Se alguém tiver uma vaca no quintal não pode ser considerado produtor de carne ou leite, porque existem regras e leis a cumprir. Um proprietário de um barco não é forçosamente um pescador. Um ganadeiro, seguindo esta lógica, tem que ser enquadrado num quadro legislativo regulamentar, visto que se preocupa em aprimorar um animal através de tentas e seleção criteriosa. O produto desse trabalho requer paciência, tempo e dedicação, bem como custos avultados.
A defesa da festa faz-se pela qualidade e não pela quantidade, a proliferação de espetáculos taurinos não é só por si um sinal de vitalidade, a força de um espetáculo faz-se pela garantia que o toiro, que é elemento fundamental, é resultado de um trabalho sério.

Com o aproximar de mais um ciclo de touradas à corda, quais as principais dificuldades que os ganadeiros enfrentam para assegurarem a continuidade das festividades que decorrem de maio a outubro?
Um dos maiores problemas atuais é o IVA, que atualmente mantêm-se a 18%, sendo mais um encargo para as comissões de festas, agravando igualmente a situação financeira das ganadarias.
Outra preocupação passível de reflexão é o elevado número de touradas não refletir em retorno financeiro efetivo para os ganadeiros. Visto que assistimos a um aumento no custo de manutenção de uma ganadaria sem um acompanhamento no valor pago por espetáculos.
Outro constrangimento são os seguros ainda não cobrirem na totalidade as necessidades dos ganadeiros, no que diz respeito ao maneio dos animais, algo que a ARCTTC tem constantemente batalhado nestes últimos anos.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

62 anos de duro trabalho no mato - José Pires foi um exímio pastor

Hoje vamos dedicar uma humilde mas justa homenagem póstuma a uma figura que, embora falecida há 20 anos, deixou marcas profundas ao serviço da tauromaquia terceirense, pelo que jamais a afición o esquecerá.
Trata-se do velho pastor José Pires que nasceu em 1913, vindo a falecer em 1996, com 83 anos de idade. Sempre viveu na sua casa ali à Fonte Faneca, na Terra chã, hoje propriedade da filha Maria Alice e do marido António Nanques.

Para os mais novos, é bom que saibam o quanto difícil era a vida para uma grande maioria da população. José Pires embora filho de gente humilde e trabalhadora, mas numerosa, teve de se lançar ao trabalho apenas com 9 anos de idade, no difícil e duro ambiente do mato, começando com trabalhos à medida da sua idade e, mais tarde, como trabalhador e pastor na ganadaria de Patrício de Sousa Linhares, na década de 30.
Alguns anos depois foi trabalhar com gado manso e bravo do ganadero José de Castro Parreira, vindo a exercer também as funções de pastor da corda e pouco tempo dapois juntou-se a de maioral, durante 35 anos, ou seja até 1971, altura em que os herdeiros de Castro Parreira (que havia falecido em Abril de 71) acabaram por vender todo o gado bravo, em Novembro desse mesmo ano, ao ganadeiro José Albino Fernandes, ele reformou-se.

José Pires cuidava do gado com tal carinho e mestria como se sua fosse a ganadaria. Adorava e bastava-lhe um dos cavalos (em especial o célebre e inteligente cavalo branco) e dois cães, domesticados à sua maneira, para sozinho separar e tratar das várias dezenas de toiros, ao ponto do patrão lhe dar todos os poderes de decisão na forma como ele se empenhava responsavelmente nos cuidados e bem-estar dos animais, nos 365 dias de cada ano.
Cioso dos "seus" toiros, José Pires, de certo modo severo, no comando da corda, era no entanto homem de colaborar com os capinhas, desde que estes lhe mostrassem boas intenções de respeito no lidarem com os animais. Caso contrário, quem tentasse amesquinhar de qualquer forma o toiro no "bota abaixo", podia contar que, naquele ou num outro dia, era certo que provaria a "sopinha de corno". Enfrentou, por isso, alguns problemas, mas nunca acobardava nas suas intenções de defesa intransigente dos "seus "toiros.

Trabalhou e cuidou de toiros poderosos, bravos e com história - e sentia-se orgulhoso - entre os quais, por exemplo, o primeiro e fabuloso semental, com o nº 102 e alcunha de Rabão, adquirido pelo patrão Castro Parreira ao Dr. Emídio Infante e que viria a deixar boa semente para o reconhecido êxito da ganadaria terceirense e, por outro lado, o famoso toiro "Descornado", de grande bravura e nobreza, filho do "toiro da velha" e neto materno do já citado Rabão, nº 102. Pois este "Descornado", nascido em 1951 e que viria a morrer perto de 1970, deu 11 corridas à corda e raro foi o dia em que não colhia capinhas, com destaque para uma corrida no Porto Martins a 21 de Setembro de 1955, em que fez seguir para o hospital 10 capinhas com braços partidos e cabeças prontas para receber "gatos" (segundo o cronista Ricardo Jorge no seu livro "Outras Tauromaquias"). Na Praça de S. João actuou por 5 vezes, destacando-se uma das corridas organizadas pelo SC Lusitânia, em 1956, onde brilhou, como de costume, ao ser toureado pelo cavaleiro amador José Albino Fernandes, com 4 ferros, e levou como seu brega Valdemar Silva e pegado pelo valente forcado Joaquim Simões.

Segundo ainda Ricardo Jorge (rip), o "Descornado" foi dos toiros que teve mais filhos. Durante os anos de 58 a 67 em que exerceu as funções de semental, enriqueceu a ganadaria de Castro Parreira com 71 machos e 65 fêmeas.
Mas José Pires foi um homem que lidou com muitas personalidades ligadas aos toiros, colhendo daí muitos ensinamento, de entre os quais, do popular e muito conhecido e conhecedor José da Lata, com quem chegou a andar à corda. Foi grande amigo do António Patrício, com quem muito discutiram sobre toiros, apesar de serem severos rivais quanto às ganadarias (J.Castro Parreira e José Dinis Fernandes respectivamente).
Teve muitos colegas da corda, dos quais nos lembramos de António Fraga, do Valdemar Pires (a viver na Califórnia) e filho do homenageado (os três no comando da corda), o Manuel Coutinho, o Luís Patrício, o João Corvelo, Manuel Trovão, da Ribeirinha, José Queijinha, do Posto Santo, João Quinteiro, da Terra chã, o filho do Lourenço etc..

Concluímos com uma palavra de agradecimento ao nosso bom amigo AntónioNanques, grande aficionado e genro de José Pires, com quem (diz) muito aprendeu; e à esposa D.Maria Alice Pires, filha do homenageado, pelas preciosas informações, sem as quais não seria possível esta reportagem.

José Henrique Pimpão

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Touradas à Corda - Maio de 2015

Maio é o mês em que tudo se inicia e onde se renova a aficcion do povo terceirense. Aqui fica a lista de eventos para este mês.
 
Sexta-feira, 1 de Maio
Fonte da Ribeirinha (Ribeirinha)
João Cardoso Gaspar

Canada de Belém
Humberto Filipe
Rego Botelho
Casa Agrícola José Albino Fernandes
Herdeiros de Ezequiel Rodrigues

Cabouco (Fontinhas)
Humberto Filipe
Herdeiros de Ezequiel Rodrigues

Domingo, 10 de Maio
Caminho de Santo Isidro (Casa da Ribeira)
António Fernandes

Segunda-feira, 11 de Maio
Canada de Belém
Humberto Filipe
Rego Botelho
Casa Agrícola José Albino Fernandes
Herdeiros de Ezequiel Rodrigues

Sábado, 16 de Maio
Ladeira Branca (Sta. Luzia)
Casa Agrícola José Albino Fernandes

Domingo, 17 de Maio
Canada Nova de Sta. Luzia
Casa Agrícola José Albino Fernandes

Poço da Areia
João Cardoso Gaspar

Segunda-feira, 18 de Maio
Pico da Urze
Humberto Filipe

Terça-feira, 19 de Maio
Espigão (Posto Santo)
Eliseu Gomes
António Lúcio

Sábado, 23 de Maio
Largo da Igreja (São Mateus)
Rego Botelho

Segunda-Feira, 25 de Maio
Ao Lugar (Altares)
Rego Botelho

Terreiro (Terra-Chã)
Humberto Filipe

Terça-feira, 26 de Maio
São Luís (S. Bento)
Rego Botelho
Gabriel Ourique

Terreiro (São Bartolomeu)
Herdeiros de Ezequiel Rodrigues

Quarta-feira, 27 de Maio
Terreiro do Paço (Ribeirinha)
Casa Agrícola José Albino Fernandes
Rego Botelho
Francisco Sousa
Manuel João Rocha

Terreiro de São Mateus
Rego Botelho

Quinta-feira, 28 de Maio
Rossio (Praia da Vitória)
Herdeiros de Ezequiel Rodrigues

Sexta-feira, 29 de Maio
Rossio (Praia da Vitória)
Herdeiros de Ezequiel Rodrigues (Bezerrada)

Sábado, 30 de Maio
Rua de São João de Deus (Sta. Luzia)
Eliseu Gomes

Rossio (Praia da Vitória)
Herdeiros de Ezequiel Rodrigues

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Bravura. Ontem ou hoje?

Em tauromaquia, falar ou procurar definir “bravura” tende a ser um assunto fracturante. Quando se procura fazê-lo ao nível da Tourada à Corda, as diferenças de opinião alargam-se ainda mais. É comum ouvir-se que “antigamente é que existiam touros bons!” Será que sim!? Atrevo-me a dizer que sempre existiram toiros “bons” e toiros “maus”. A genética tem destas maravilhas: nem sempre é possível controlar um punhado de genes, principalmente quando se fala na selecção do Toiro Bravo (aqui o Bravo refere-se a raça, porque sim, Bravos são todos desde a nascença).

Apesar de muitas das actuais ganadarias existentes na ilha Terceira partilharem uma mesma proveniência (em maior ou menor grau), é um facto que o passar dos anos trouxe mais conhecimento, maiores cuidados com a selecção de gado bravo e algumas “experiências com castas exóticas”. Tudo isto resultou numa maior ou menor alteração do ponto de vista morfológico. Ao nível do comportamento poder-se-á dizer que alguma da “aspereza” que costuma ser atribuída ao chamado “gado da terra” foi sendo arredondada por influência de outras castas. Tudo isto é válido, mas é preciso não esquecer um aspecto fundamental que se torna ainda mais relevante na Tourada à Corda: a imprevisibilidade do ambiente em que o toiro estará inserido. Por melhor que seja feita a selecção, tudo o que se possa passar num arraial não é controlável, ao contrário do que acontece na arena de uma Praça de Toiros. Por melhor que seja a predisposição genética, a sua manifestação irá ser condicionada pelos factores ambientais. O Toiro Bravo não é excepção. Um parêntese para dizer que a palavra “ambiental” se refere a todas as influências externas a que o animal estará sujeito ao longo da vida.

Passemos então a considerar esses factores. Como já foi referido, o passar dos anos trouxe mais conhecimento e com ele o progresso. A Tourada à Corda é uma manifestação de rua que se passa precisamente: na Rua. Aqui chegamos a um dos principais factores: o asfalto! Há que ter em conta que a locomoção dos animais é condicionada pela melhoria das nossas redes viárias. Quando o piso das mesmas era mais solto e mais suave, os desempenhos eram outros e o dito “andamento dos toiros” era mais do agrado de quem assistia, não se defendiam tanto.

A Tourada à Corda é uma manifestação do povo, para o povo. Pois é (e ainda bem que o é)! E do povo surgem os Capinhas, elementos essenciais da festa! Felizmente nos últimos anos tem-se verificado que os mesmos estão mais conscientes do espaço do toiro e não o “afogam” tanto. Ainda assim, o crescente número de corajosos, ao contrário do que se passava “no antigamente” que tantos gostam de exaltar, faz com que a tarefa do toiro seja mais dificultada. A “fama” de um toiro ou de um arraial é directamente proporcional ao número de Capinhas que lá estão. Por mais bravura que o toiro possa ter, não a consegue mostrar em pleno, quando tem uma multidão “em cima da cabeça”. Estes dois aspectos, aliados a muitos outros, fazem com que o cenário onde os toiros evoluem se tenha alterado. Desta forma não é possível comparar o que existia com o que existe actualmente. Ainda assim, e sob o risco da contradição, arrisco a dizer que hoje sim existem toiros bravos. Se são capazes de enfrentar os factores ambientais e deixar transparecer a sua bravura, então sim, hoje é que temos toiros bravos.

Não quero com estas últimas afirmações subestimar ou diminuir toda a história que a Tourada à Corda transporta. Há também o outro lado da moeda. A quase banalização deste tipo de espectáculo tem prejudicado a qualidade daquilo a que se assiste nos arraiais. Como já afirmei noutras ocasiões, o amor pelos toiros, sentido pelos terceirenses, e a ligação ao meio agrícola, trouxe a desvantagem de fazer proliferar o número de criadores, em demasia. Muitos dos quais possuem toiros de menor qualidade rejeitados por outros criadores. Em alguns destes exemplos, os anos trouxeram regressão. Cria-se o toiro porque se gosta, mas esquece-se de aliar o conhecimento a esse gosto.

Tudo isto está associado à valorização da forma cultural mais participada na ilha Terceira: a Tourada à Corda. É a simbiose toiro-homem que está na sua essência, por isso mesmo, ao contrário do que algumas vozes pretendem afirmar, não podemos olhar só para o elemento homem. Não é possível querer que, enquanto o povo se divertir que se aumentem as Touradas à Corda. É uma simbiose. Se esquecermos o outro aspeto fundamental: o Toiro, essa mesma simbiose deixa de existir, perdendo assim o seu significado.

Bruno Bettencourt
Foto: Samuel Fagundes

sexta-feira, 27 de março de 2015

Faleceu o capinha "Burra branca"

Faleceu hoje, Joaquim Gonçalves Lestinho, mais conhecido por Joaquim "Burra branca" uma lenda entre os capinhas da ilha Terceira. Conhecido pelos inconfundíveis passes de samarra e exímio contador de histórias do seu tempo (aqui), ainda há poucos anos fez "gosto ao pé", aparecendo de novo em frente dos toiros, apesar da idade.
Fica assim o mundo tauromáquico mais pobre, apesar da história desta lenda perdurar nos anais da tauromaquia açoriana.
O corpo encontra-se em câmara ardente na Quinta do Leão, propriedade da Casa Agricola José Albino Fernandes, sendo o funeral amanhã, dia 28.





Fotos: D.R.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Touradas no telemóvel

Samuel Valente, Tânia Costa e Nuno Silveira são três jovens terceirenses que decidiram criar uma aplicação móvel, de nome “Wey Touro”, cuja finalidade é seguir a calendarização de todas as touradas à corda da ilha Terceira.
 
O objectivo deste trio designado por “Purpled Web Concepts” - um projeto que se iniciou há cerca de um ano -, era desenvolver uma ferramenta que pudesse ser vista como um “produto moderno e açoriano”.
 
“Cada vez mais vão aparecendo produtos ‘made in azores’ nos mercados nacionais, no entanto a área tecnológica ainda não foi muito explorada. Tendo em conta a crescente utilização de dispositivos móveis como smartphones e tablets, decidimos contrariar este défice no mercado desenvolvendo um aplicação móvel que sirva como guia base para todas as touradas à corda que passam pelas ruas da ilha Terceira”, explica ao nosso jornal, Samuel Valente, mestre em engenharia informática, da Vila das Lajes, referindo que “esta foi uma aposta nossa, uma aposta de risco porque o desenvolvimento de um produto destes envolve muita dedicação, muito tempo e tem custos”.
 
“Mas até agora temos tido um feedback bastante positivo, até por se tratar de um tema pelo qual os terceirenses tendem a querer estar bastante informados”, salienta Nuno Silveira, técnico informático, de Santa Luzia da Praia.
 
Na prática, a aplicação fornece um mecanismo de filtragem de touradas à corda, por concelho, na qual o utilizador poderá pesquisar pelos eventos nos seus locais favoritos ou na ganadaria da sua preferência.
 
Planos não faltarão a esses jovens que, de momento, dizem pretender dar continuidade à divulgação da “Wey Touro” no sentido de ampliar o maior número possível de utilizadores.
“Pretendemos também disponibilizar uma versão para a plataforma iOS para podermos chegar a utilizadores que possuem iPads e iPhones. Poderemos também analisar a viabilidade de tornar a aplicação multilingue para podermos dar resposta a utilizadores estrangeiros que visitem a nossa ilha”, adianta Tânia Costa, engenheira informática, de Santa Cruz.

Fonte:
Jornal da Praia

domingo, 1 de junho de 2014

Promover e não banalizar - Touradas à Corda

O mundo de hoje é cada vez mais estilizado, fruto de uma globalização que reina com poder ascendente sobre a sociedade. Já nem as fronteiras físicas são importantes. Parece ter-se perdido a noção de que, é a diversidade que permite a unicidade da sociedade em que vivemos. A frase parece contraditória, mas se pensarmos, é o “diferente” que desperta a atenção dos povos e os faz querer conhecer os “vizinhos” e os seus costumes. Quando tudo é igual, fruto dessa globalização, deixa de ter interesse a cultura dos outros. Deixa de o ter porque, simplesmente é aniquilada e deixa de ser um factor diferenciador.
 
Se nos focarmos na tradição cultural, propriamente dita, esta corre também o risco de ser ferida de morte por aqueles que a vivem e querem manter. Não é possível defendermos aquilo que é nosso, contra as “invasões exteriores de cabeças iluminadas e donas da verdade”, quando nós próprios, os verdadeiros guardiões, usamos gasolina para apagar os fogos resultantes de tais acções externas.
 
Não é aumentando o número de eventos que os vamos preservar. Quantidade não é necessariamente sinónimo de vitalidade e qualidade. Não é afirmando: “interessa é que o povo se divirta e faça as que lhe apetecer”, que vamos solidificar uma manifestação cultural. É necessário promover, mas não banalizar. Há que cultivar, só assim se terá cultura. Se não percebemos nem sabemos qual a verdadeira razão da existência de determinada manifestação, não a podemos defender. Só percebendo e sabendo os “porquês”, poderemos respeitar o contexto sociocultural em que estamos inseridos. É este cultivo que permite criar anticorpos, de forma a serem debatidas e rejeitadas todas as ideias absolutistas, e desprovidas de conceito cultural, que o mundo e as mentes globalizadas, procuram fazer imperar. Por outro lado, num momento em que proliferam comentadores e “fazedores de opinião”, aquilo que muitas das vezes afirmam em defesa de uma manifestação, pode ter precisamente o efeito oposto.
 
As manifestações populares são isso mesmo: feitas pelo povo e para o povo! É esta a sua grande virtude. No entanto não podem ser uma espécie de “ópio do povo”. Este mesmo povo tem que as dominar, controlar e defender. Não se pode deixar entorpecer e ir seguindo na maré, de forma apática.
 
São estes pensamentos e uma espécie de “renovação de consciências” que devem estar presentes na mente de cada Terceirense, de cada Açoriano. São estas preocupações que devem andar, lado a lado, com a preocupação em relação a que géneros de comida se irão colocar na mesa no dia 1 de Maio. Como se irão receber os amigos? Quais os toiros que virão do mato? A que horas os vamos buscar? Já foi dito uma vez que Festa não é só diversão, dá trabalho fazer uma festa. Só assim se terá com certeza uma grande Tourada à Corda!
 
Bruno Bettencourt

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Associação Regional de Criadores de Toiros da Tourada à Corda com novos corpos gerentes

A Associação Regional de Criadores de Toiros da Tourada à Corda (ARCTTC) elegeu novos corpos gerentes no passado dia 8 de Janeiro.
 
Esta associação, que reúne ganadarias com origem em diversas ilhas dos Açores, foi fundada a 2 de Junho de 2000 e a sua constituição foi publicada no Jornal Oficial III Série nº12 de 30-06-2000.
Neste momento conta, nos seus associados, ganaderos de toiros da Tourada à Corda oriundos da Ilha Terceira, S. Jorge, Pico e Graciosa. Os principais objectivos da ARCTTT são: a promoção da seleção de ganadarias de toiros da tourada à corda, estudar e adotar as medidas apropriadas aos problemas relacionados com a produção e comercialização dos toiros à corda, prestar uma eficiente colaboração, quer no aspeto técnico como consultivo, participar na redação e cumprimento dos regulamentos que digam respeito a assuntos relacionados com a tourada à corda.
 
A lista eleita tem a seguinte constituição:
 
Direção
Presidente: Laura Corvelo de Sousa (Ganadaria Francisco Sousa)
Secretária: Mariana Rego Botelho (Ganadaria Rego Botelho)
Tesoureira: Susana Fernandes Ferreira (Ganadaria Casa Agrícola José Albino Fernandes)
 
Assembleia-Geral
Presidente: Carlos João Ávila (Ganadaria Manuel Ataíde Silva – Ilha Graciosa) 
1 º Secretário: Manuel Borba Gaspar (Ganadaria João Quinteiro Pai)
2º Secretário: José Manuel Rodrigues (Ganadaria Herdeiros Ezequiel Rodrigues)
 
Conselho Fiscal
Presidente: João Borba Gaspar (Ganadaria João Gaspar)
1 º Secretário: António Lúcio Ferreira (Ganadaria António Lúcio Ferreira)
2º Secretário: Manuel João Rocha (Ganadaria Manuel João Rocha)

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Site pioneiro permite acompanhar touradas à corda

É lançado, amanhã, o site Azorean Tradicional Show (www.azoreantraditionalshow.com), que permite acompanhar as mais diversas touradas à corda da ilha Terceira, de forma interativa.
O site é uma ideia dos jovens terceirenses Luís Carneiro e Hugo Salvador, criadores da empresa "Ideias Globais".
Várias câmaras filmam todo o percurso da tourada e a gravação pode ser depois visualizada, de forma gratuita. "A grande diferença do nosso projeto face ao que existe no mercado, o que nos diferencia, é que as pessoas podem acompanhar a tourada toda, por completo. Espalhamos no percurso duas, três, quatro, cinco câmaras... Conforme a necessidade de cada arraial e filmamos em tempo real, com tudo sincronizado. A pessoa, quando está no nosso site, gratuitamente, pode escolher qual é a câmara que quer acompanhar, em cada instante. Ou, então, coloca a opção mosaico, que permite ver as várias câmaras em simultâneo", explicou ao DI Hugo Salvador.
"O processo é interativo. Imaginemos que o arraial é em forma de L ou de U. Temos câmaras nos vários pontos e a pessoa, quando está na Internet, pode escolher acompanhar o toiro ao longo do arraial ou ficar sempre na câmara 1, porque essa câmara está na rua de pessoas conhecidas... As várias touradas que gravamos ficam na Internet, disponíveis para quem as quiser ver", acrescentou Luís Carneiro.
Em causa estará um projeto totalmente pioneiro na área taurina. "Qualquer aficionado da festa taurina, seja em Espanha, no México ou noutro local, pode acompanhar um evento que é completamente único, autêntico e da nossa Região. O pormenor da pessoa poder ser o 'realizador' da tourada penso que é completamente pioneiro. Cada um vê o que quer, no momento que quer", afirmou Hugo Salvador.


Vários públicos
Dos pontos de vista de Hugo Salvador e de Luís Carneiro, o site apelará a vários públicos. "É para os mais diversos públicos, desde a pessoa acamada que está em casa e não pode ver a tourada da sua freguesia até a um aficionado dos Açores (já há várias touradas nas mais diversas ilhas) que quer ver as touradas terceirenses. A nossa comunidade emigrante também é um ponto forte, bem como qualquer outra pessoa que goste de touradas, pelo mundo fora", avançou Hugo Salvador.
Também veem potencial turístico. "Há um leque de aficionados que não conhece as touradas à corda, mas que gosta muito de toiros. Pode não ser aquele turismo de massas, mas, na Região Autónoma dos Açores, também não é isso que procuramos. A área taurina deve ser, na nossa opinião, explorada. Queremos que as pessoas valorizem esta tradição, ao verem a tourada à corda no site, mas também convidá-las a virem cá e a participarem", sublinhou Luís Carneiro.
O site Azorean Tradicional Show é acompanhado por uma loja on-line, que conta com peluches da imagem de marca do projeto, o "Bravo", e com jogos didáticos já lançados pela "Ideias Globais".
 
Fonte e foto: Diário Insular

Touradas à Corda - Agosto de 2013

Quinta-feira, dia 01 de Agosto
Santo António (Fontinhas)
Humberto Filipe
 
Sábado, dia 03 de Agosto
Areeiro (Fontinhas)
Herdeiros de Ezequiel Rodrigues
 
Cruz das Almas (Feteira)
Humberto Filipe
 
Regatos (S. Bartolomeu)
Humberto Filipe
 
Domingo, dia 04 de Agosto
Rua Aniceto Ornelas (Sta. Cruz)
Herdeiros de Ezequiel Rodrigues
 
Segunda-feira, dia 05 de Agosto
Terreiro da Terra-Chã
Casa Agrícola José Albino Fernandes
 
Juncal (Sta. Cruz)
Humberto Filipe (vacada)
 
Terça-feira, dia 06 de Agosto
Juncal (Sta. Cruz)
Humberto Filipe
 
Ao Arco (S. Bento)
Rego Botelho
 
Quarta-feira, dia 07 de Agosto
Doze Ribeiras
Humberto Filipe
 
Juncal (Sta. Cruz)
Humberto Filipe
 
Quatro Ribeiras
Casa Agrícola José Albino Fernandes
 
Quinta-feira, dia 08 de Agosto
Quatro Ribeiras
Casa Agrícola José Albino Fernandes
 
Sexta-feira, dia 09 de Agosto
Caminho do Cemitério (Sta. Cruz)
Casa Agrícola José Albino Fernandes
 
Sábado, dia 10 de Agosto
Biscoitinho (S. Mateus)
Eliseu Gomes
 
Cambalim (S. Bento)
Herdeiros de Gabriel Ourique
 
Domingo, dia 11 de Agosto
Areal da Praia da Vitória
Herdeiros de Ezequiel Rodrigues
 
Segunda-feira, dia 12 de Agosto
Porto de S. Mateus
Eliseu Gomes (Bezerrada)
 
Quarta-feira, dia 14 de Agosto
Junto ao Hipermercado Continente (Sta. Cruz)
Casa Agrícola José Albino Fernandes
 
Quinta-feira, dia 15 de Agosto
Porto de S. Mateus
Eliseu Gomes
 
Lameirinho (Conceição)
Eliseu Gomes
 
Serra de Santiago (Lajes)
Herdeiros de Ezequiel Rodrigues
Humberto Filipe
 
Sexta-feira, dia 16 de Agosto
Largo da Igreja (Agualva)
Rego Botelho
 
Sábado, dia 17 de Agosto
Largo da Igreja (Agualva)
Herdeiros de Ezequiel Rodrigues
Humberto Filipe
 
Domingo, dia 18 de Agosto
Cruzeiro (Agualva)
Casa Agrícola José Albino Fernandes
 
Canada das Mercês (Feteira)
Francisco Pereira (Bezerrada)
 
Segunda-feira, dia 19 de Agosto
Largo da Igreja (Agualva)
Casa Agrícola José Albino Fernandes
Rego Botelho
Herdeiros de Ezequiel Rodrigues
Humberto Filipe
 
Terça-feira, dia 20 de Agosto
Feteira
Rego Botelho
João Gaspar
 
Às Pias (S. Brás)
Eliseu Gomes
 
Largo do Posto Santo
António Lúcio
Herdeiros de Gabriel Ourique
 
Fonte do Bastardo (Vacada)
Casa Agrícola José Albino Fernandes
Rego Botelho
 
Quarta-feira, dia 21 de Agosto
Às Pias (S. Brás)
Herdeiros de Ezequiel Rodrigues
 
Feteira
Humberto Filipe
 
Fonte do Bastardo
Casa Agrícola José Albino Fernandes
 
Quinta-feira, dia 22 de Agosto
Fonte do Bastardo
Rego Botelho
 
Sábado, dia 24 de Agosto
Fajã do Ficher (Feteira)
João Quinteiro
 
Canada do Regelo (Fonte do Bastardo)
Herdeiros de Ezequiel Rodrigues
 
Largo da Igreja (S. Brás)
Casa Agrícola José Albino Fernandes
 
Cinco Ribeiras
Humberto Filipe
 
Domingo, dia 25 de Agosto
Canada do Biscoito (Fonte do Bastardo)
Eliseu Gomes
 
Segunda-feira, dia 26 de Agosto
Caminho Velho (Cabo da Praia)
João Quinteiro (Bezerrada)
 
Ladeira Grande
Rego Botelho
Casa Agrícola José Albino Fernandes (Bezerrada)
 
Praça da Vila Nova
Humberto Filipe
Rego Botelho
 
Terça-feira, dia 27 de Agosto
Canada do Saco (Cabo da Praia)
João Quinteiro (Vacada)
 
Raminho
Casa Agrícola José Albino Fernandes (Vacada)
 
Terreiro Santo (Vila Nova)
Humberto Filipe
 
Quarta-feira, dia 28 de Agosto
Raminho
Casa Agrícola José Albino Fernandes
 
Praça da Vila Nova
Rego Botelho
 
Rua das Pedras (Cabo da Praia)
João Quinteiro
 
Santa Bárbara
Humberto Filipe
 
Ladeira Grande (Ribeirinha)
Casa Agrícola José Albino Fernandes
Rego Botelho
 
Quinta-feira, dia 29 de Agosto
Rua das Pedras (Cabo da Praia)
João Quinteiro
 
Raminho
Casa Agrícola José Albino Fernandes
 
Sábado, dia 31 de Agosto
Santa Bárbara
Humberto Filipe
Casa Agrícola José Albino Fernandes
 
Rua das Pedras (Cabo da Praia)
Manuel João Rocha
 
Outeiro do Galhardo (Ribeirinha)
Rego Botelho
Casa Agrícola José Albino Fernandes


Nota: A partir de 16 de agosto, as touradas passam a realizar-se a partir das 18h00.

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