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terça-feira, 24 de abril de 2018

Corrida do Emigrante

A Corrida do Emigrante já foi anunciada. Uma organização do Comendador José Cardoso Romeiro, o espectáculo realizar-se-á no dia 22 de Julho, pelas 18h00. O cartel desta Corrida Mista, contará com as presenças de Luis Rouxinol e João Pamplona, estando a lide apeada a cargo de El Fandi.
Estarão em praça os Grupos de Forcados Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense e do Ramo Grande. Serão lidados exemplares de Rego Botelho e da Casa Agrícola José Albino Fernandes.

Abrilhantará a  Banda da Sociedade Filarmónica Recreio Serretense.
A receita do evento reverterá a favor do Lar de Idosos da Vila de São Sebastião.



segunda-feira, 2 de abril de 2018

Corrida das Festas da Praia 2018



No final da tarde de hoje, foi apresentada a Corrida das Festas da Praia 2018. O evento, que regressou há mais de uma década ao panorama taurino açoriano, contará com a presença dos Cavaleiros João MouraTiago Pamplona e João Ribeiro Telles. Actuará ainda o jovem luso-americano Manuel Sousa, que prestará prova de Praticante. Serão lidados 7 toiros, sendo 3 da ganadaria de Rego Botelho e 4 de uma ganadaria a designar.

Nas pegas estarão os Grupos de Forcados Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense, do Ramo Grande e de Beja.

A Corrida terá ainda a particularidade de ser a última do Forcado Américo Cunha, actual elemento do grupo organizador e que enverga jaquetas enramadas desde 1981, sendo muito possivelmente, o mais antigo Forcado no activo. 

O espectáculo que resulta de uma parceria entre a Câmara Municipal da Praia da Vitória, os Amadores do Ramo Grande e a Tertúlia Tauromáquica Praiense, tem um orçamento de 75.000 euros.

Bruno Bettencourt 

quarta-feira, 28 de março de 2018

Festa Campera RCA - 31 de Março


quarta-feira, 21 de março de 2018

Apresentação da Feira de S. João 2018

É já amanhã, dia 22 de Março (quinta-feira), que acontecerá a apresentação da edição de 2018 da Feira Taurina de São João, pelas 11H00, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo.
Como é hábito, e apesar de alguns nomes já terem sido adiantados, aguarda-se com espectativa a constituição do elenco daquela que é a Feira mais importante do país.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Hoje, dia 25 de Agosto, na Monumental "Ilha Terceira"


terça-feira, 8 de agosto de 2017

Segunda (GRANDE) Corrida das Festas da Praia - Crónica

Se qualquer um dos presentes na Monumental Praça de Toiros “Ilha Terceira” tinha alguma espécie de dúvida existencial em relação à sua afición, a grande corrida a que se assistiu encarregou-se de a desfazer. O que se passou na tarde de 7 de Agosto de 2017 foi um daqueles espectáculos que fazem aficionados. Sem dúvida uma das melhores a que já se assistiu no redondel angrense.

Comemoraram-se os 10 anos de existência do Grupo de Forcados Amadores do Ramo Grande. Despediu-se o Cabo-fundador Filipe Pires que, no início do festejo, foi agraciado pela Câmara Municipal da Praia da Vitória com a Medalha de Prata de Mérito Cultural.

O curro (e que curro!!) era da ganadaria de António Silva. Imponentes, sérios, nobres, com tranco e a pedir contas aos Cavaleiros Luís Rouxinol, Tiago Pamplona e João Moura Jr. Destaque para os exemplares lidados em 5º e 6º lugar. A ganadera Sofia Silva Fava foi chamada à praça (e bem!) por duas vezes.

Luís Rouxinol abriu com uma lide regular, frente a um oponente (AS, nº3, 518Kg) com muita mobilidade e entrega. Esteve bem na preparação das cravagens, mas a evidente falta de rodagem das montadas que trouxe à ilha Terceira não possibilitou que a lide rompesse para um patamar de triunfo. Com o segundo exemplar de António Silva (nº22, 520Kg) trouxe ao de cima toda a sua veterania e tirou partido da nobreza e da entrega do toiro. Andou sempre ligado e por altura do 5º ferro curto, que cravou de forma irrepreensível, já o público era seu. Terminou em apoteose com um violino e um ferro de palmo de levantar praça.

Tiago Pamplona esteve triunfal em ambas as lides. O exemplar nº 32 (AS, 476Kg) era sério e tinha ímpeto, pecando apenas por se adiantar um pouco à montada. Teve duração e investiu sempre a galope. De tal facto, tirou partido o Cavaleiro que rubricou uma boa lide, mostrando-se entendedor e bregando de forma eficaz e muito cingida, transmitindo emoção. Destaque para o grande ferro com que encerrou. O segundo do seu lote era bravo da ponta dos pitons à extremidade da cauda. Um toiro sempre em crescendo de comportamento, com tranco e a cobrar do toureiro. Daqueles toiros que separam os verdadeiros toureiros daqueles que pensam que o são. Uma vez mais o Marialva do Posto Santo esteve por cima! Muito correcto na preparação das sortes, executou vistosos terra-a-terra nos cites para depois cravar a gosto e a preceito. É pena que exista tanto mar entre o território continental e a ilha Terceira. Caso contrário Tiago Pamplona andaria a competir nos principais carteis.

João Moura Jr. esteve a bom nível diante do nº17 (AS, 488Kg). O toiro entregou-se sem complicar. Moura Jr. andou bem na brega e corretíssimo nas cravagens. Lidou a gosto um bom exemplar. Pena que, sem culpa alguma do Cavaleiro, numa das cravagens o ferro tenha batido noutro já colocado e após ter caído na arena, tenha ficado cravado na pá do toiro, o que induziu algum do público em erro. Tal facto fez com que parte da assistência se tivesse retraído, amornando o ambiente da lide. O segundo do seu lote tinha muita, mas muita classe. Nobre e encastado, entregou-se à lide por inteiro. Moura Jr. mostrou todo o valor do apelido que carrega e agarrou, também ele, o triunfo. Andou cingido nas bregas com galope a duas pistas e ferro após ferro foi levando os tendidos ao rubro. Terminou com a assistência em delírio após cravagem de três palmitos seguidos e em circular.

Mas a tarde era dos Amadores do Ramo Grande. Muitos foram os que estiveram fardados na arena. Antigos e actuais elementos do “grupo da Praia”. Neste dia de aniversário, Filipe Pires passou a chefia do grupo a Manuel Pires, após a pega ao 5º toiro. O dia era, como é normal, agridoce. O público juntou-se à festa e honrou o GFARG, ajudando assim a amenizar o amargo da despedida.
Antes, estiveram na cara dos toiros Luís Valadão que se fechou à segunda com garra e querer, depois de na primeira tentativa o toiro ter tirado a cara no momento da reunião. Daniel Brasil esteve eficaz e fechou-se à primeira com valentia. Carlos Silva corrigiu a forma de trazer o touro toureado e fechou-se à segunda numa boa pega a mostrar vontade. Alex Rocha, à primeira, mostrou todas as suas qualidades e efectuou uma grande pega. Na sua última pega, antes de assumir a chefia do grupo, Manuel Pires esteve de novo enorme. Foi levado contra as tábuas e aguentou horrores até que o grupo se recompusesse do embate violento. Desta pega, o ainda Cabo, Filipe Pires saiu com um corte na têmpora direita. César Pires fechou a corrida com uma boa pega à primeira, aguentado uma viagem difícil.

O espectáculo foi dirigido com sapiência por Rogério Silva, sendo assessorado por José Paulo Lima. Abrilhantou, de forma superior, a Banda da Sociedade Filarmónica Espírito Santo da Agualva, dirigida pelo Maestro Hélder Lourenço.


Bruno Bettencourt
Foto: António Valinho

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

HOJE - Corrida de comemoração do 10º Aniversário do Grupo de Forcados Amadores do Ramo Grande

É hoje que se celebra o 10º Aniversário do Grupo de Forcados Amadores do Ramo Grande. A Corrida conta ainda com a passagem da chefia do grupo. A Jaqueta de Cabo será entregue pelo Fundador Filipe Pires a Manuel Pires que a partir de hoje conduzirá o grupo que enverga a cor da bandeira do Divino Espírito Santo nas jaquetas.


domingo, 6 de agosto de 2017

Primeira Corrida das Festas da Praia - Crónica

Uma corrida de bom nível marcou o regresso do formato de dois eventos à Feira das Festas da Praia. Os toiros da Casa Agrícola José Albino Fernandes (JAF), Luís Rocha (LR) e Silva Herculano (SH) não complicaram, excepção para o segundo da tarde que se foi parando de forma evidente.


João Moura Jr. abriu praça diante de um exemplar imponente de cara (LR, nº57, 489Kg). O toiro era bom, codicioso e entregou-se na medida certa. Após cravagens menos luzidas nos compridos, palmilhou uma lide de triunfo a cada ferro curto e a cada brega. O estilo não engana, era um Moura a cavalo e aquela garupa era um Capote pleno de temple. Destaque para o segundo curto, a consentir a entrada do toiro. Frente ao exemplar SH (nº159, 476Kg) manteve a bitola. O toiro foi a menos ao longo da lide mas, ainda assim, o Cavaleiro procurou sacar o que de melhor este trazia dentro e chegou às bancadas com os ferros de palmo com que encerrou a função.

A João Pamplona calhou a fava e o brinde. O seu primeiro oponente mostrou bons modos na primeira metade da lide, mas depois perdeu ímpeto e fechou-se. O ginete procurou ligar-se ao toiro e com isto contornar as dificuldades. Ficou a sensação de ter tido alguma dificuldade na escolha de terrenos, frente a um oponente que pedia que lhe pisassem a sua zona de conforto e o tirassem de lá. João andou esforçado e isso foi reconhecido pelo público. O JAF (nº428, 528Kg) que lhe coube em sorte era feito de outra cepa. Volumoso e com pata, investia com alegria, entregando-se da forma como fazem os toiros bons: do início ao fim. Após afinar a velocidade, o Cavaleiro ligou-se ao toiro e ao público. Esteve lidador, trazendo ao de cima o bom toureiro e o bom equitador que é. Uma boa lide que encerrou com um grande ferro curto, preparado, cravado e rematado como mandam as regras.

Luís Rouxinol Jr. apresentou-se na Monumental “Ilha Terceira” mostrando todos os predicados de alguém que pode vir a ser figura. Mostrou bons modos na sua primeira lide. O público acolheu bem uma lide agradável e com bons pormenores. O toiro (LR, nº47, 419Kg) apesar de ter alguma falta de força, não comprometeu e deixou-se lidar. Rouxinol esteve muito correcto na cravagem dos curtos, destacando-se o 2º ferro. Quando preparava a cravagem do primeiro ferro comprido ao exemplar JAF (nº417, 523Kg), com que encerrou a corrida, a montada escorrega, resultando na queda do cavaleiro. Viveram-se alguns momentos de apuro, mas sem quaisquer consequências. O “pequeno” Rouxinol recompôs-se e mostrou maturidade. O toiro entregava-se e esteve sempre metido na lide. O Cavaleiro aproveitou bem a colaboração do oponente e novamente mostrou as suas qualidades. Apesar de tudo, fica a ideia que o toiro pedia mais labor.

Nas pegas estiveram três Grupos de Forcados Amadores. Por S. Manços pegou José Quintas à primeira, numa boa pega a aguentar derrote e Pedro Fonseca que à segunda resolveu com a ajuda um pouco carregada. O grupo de Arronches teve em praça João Rosa, que realizou uma grande pega à primeira, templando bem a investida do toiro, fechando-se de forma correcta e Luís Marques que se fechou à segunda sem dificuldade. O Ramo Grande esteve representado por André Lourenço que após alguns problemas, fechou-se à segunda sem mácula.
No final da corrida haveria de se assistir a um monumento à forcadagem: a pega de Manuel Pires! Forcado sereno e de olhos vivos, caminhou para o toiro como é seu habito. Aguentou a investida e depois de se fechar, toiro e forcado tornaram-se um só. Grandes, violentos e sucessivos derrotes por alto e a pega a consumar-se de uma forma que não surpreende. Não surpreende, porque sempre que Manuel Pires salta à arena mostra toda a sua raça e valentia, brindando quem assiste com grandes desempenhos. É, sem dúvida alguma, um forcado que qualquer grupo gostaria de ter e um dos grandes forcados da actualidade, dentro e fora da arena. O Grupo de Forcados Amadores do Ramo Grande ficará assim em boas mãos, aquando da passagem de Cabo. E como uma pega não se faz só com o forcado da cara, fica ainda o destaque para a preciosa intervenção do primeiro ajuda ao qual se seguiu o resto do grupo, de forma eficaz.

A corrida foi dirigida por Mário Martins que foi assessorado por Vielmino Ventura. Abrilhantou a Banda Filarmónica de Santo António de Cambridge.

E porque se tratava de uma Corrida Concurso, o júri composto por Francisco Parreira, José Luis Figueiredo e Diogo Passanha, deliberou:

- Melhor Toiro: “Joanito”, nº428, 528Kg, Casa Agrícola José Albino Fernandes
- Melhor apresentação: “Joanito”, nº428, 528Kg, Casa Agrícola José Albino Fernandes
- Melhor lide a cavalo: João Moura Jr. (lide ao primeiro exemplar da corrida)
- Melhor Pega: Manuel Pires (GFARG)


Bruno Bettencourt
Foto: Paulo Gil

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Festival de Capinhas - Hoje às 18h30!


terça-feira, 2 de agosto de 2016

Triunfo com “P” maiúsculo: Passanha, Pamplona e Pires

Uma praça cheia assistiu aos triunfos da ganadaria Passanha, do Cavaleiro João Pamplona e de Manuel Pires do Grupo de Forcados Amadores do Ramo Grande. A Praça de Toiros “Ilha Terceira” acolheu desta forma mais uma edição da Corrida Concurso integrada nas Festas da Praia.

O curro era das ganadarias de Passanha (P), Casa Agrícola José Albino Fernandes (JAF) e Herdeiros de Ezequiel Rodrigues (ER). Apresentou-se desigual em termos morfológicos, no entanto, ao nível do comportamento todos cumpriram sem criar grandes dificuldades aos Cavaleiros. A destacar o de Passanha lidado em terceiro lugar.

Três bons ferros compridos, cravados por António Telles, abriram praça e foram o mote para uma boa lide a dar vantagens ao exemplar ER (nº339, 419Kg). O toiro investia de pronto, mas revelou-se distraído. Apesar de diminuído da mão direita, não se negou à luta. O da Torrinha foi-lhe entrando pelos terrenos, consentindo a investida no momento das reuniões e templando o ímpeto do oponente. Utilizou apenas uma montada durante a lide. Frente ao segundo do seu lote (P, nº104, 556Kg) chegou mais às bancadas. Lidou com maestria, mostrando o porquê de ser o expoente máximo do classicismo equestre português. O toiro apesar de ter uma investida curta na reunião foi colaborando, crescendo em termos de comportamento. Destaque para os dois ferros curtos com que encerrou a lide.

A presença de Ana Batista começou de forma um pouco nervosa. Aliada à dificuldade de colocação dos ferros compridos, pareceu haver algum problema no arpão dos mesmos. A lide resultou irregular e desacertada, encontrando-se apenas no final da mesma. Mexeu pouco com o oponente (JAF, nº393, 483Kg) que não complicou a tarefa, ficando reservado mercê da falta de uma lide mais adequada. Frente ao ER (nº330, 442Kg) esteve bem melhor. Em plano ascendente, foi palmilhando terreno e entendendo o toiro que também foi melhorando de comportamento, apesar da tendência em tapar-se na reunião. Muito correcta nas cravagens e a fazer vibrar as bancadas com os dois ferros com que encerrou a sua prestação.

João Pamplona agarrou a assistência logo na cravagem comprida. Sempre muito comunicativo, não tardou em ter as hostes do redondel angrense do seu lado. O toiro (P, nº118, 505Kg) foi-se alegrando ao longo da lide investindo de pronto e de forma franca. O Cavaleiro da Quinta do Malhinha esteve correcto na generalidade dos curtos. A cada cravagem faziam-se ouvir as bancadas, estando assim aberto o caminho para o triunfo. Destaque para a forma como escolheu os terrenos e para a forma como se adornou nas bregas. Apesar de menos emotiva, a lide frente ao JAF (nº365, 428Kg) também conquistou a preferência do público. Uma lide mais serena e igualmente eficaz, diante de um oponente que se prestou bem à luta investindo sempre que lhe era pedido. Uma nota positiva para o facto de em nenhuma das lides se ter deixado levar pela euforia do triunfo, não acedendo aos típicos “mais um”, quando se preparava para sair da arena.

O Grupo de Forcados Amadores de Lisboa revelou alguma ineficácia técnica na sua presença em terras açorianas. Duarte Mira pegou à segunda sem dificuldades, após uma primeira tentativa em que esteve mal na cara do toiro. Pedro Gil fechou-se à segunda com uma boa pega, depois do toiro lhe ter metido mal a cara na primeira vez que lá foi. João Galamba esteve precipitado na cara do toiro à primeira tentativa, agarrando o toiro a sesgo e à meia volta após três ensejos que apenas serviram para o brutalizar fisicamente. Pelo Grupo de Forcados Amadores do Ramo Grande pegou César Pires que se fechou bem à primeira, sem dificuldade. Luís Valadão, também à primeira, efectuou uma grande pega à córnea e a fechar o espectáculo, Manuel Pires fechou-se à primeira naquela que foi a pega da noite. Aguentou um derrote por alto e nunca mais largou o toiro que teimava em levá-lo para fora do grupo. Destaque para o primeiro ajuda que foi fundamental na realização da pega.

Dirigiu a corrida, com critério, Carlos João Ávila sendo assessorado pelo médico-veterinário José Paulo Lima. Abrilhantou, de forma eficaz, a banda da Sociedade Progresso Lajense.

O júri constituído por António Lopes, António Rijo e Duarte Bettencourt, decidiu:
- Melhor lide a cavalo: João Pamplona (lide ao 3º da ordem)
- Melhor Pega: Manuel Pires (GFARG)
- Melhor Apresentação: Passanha (nº104, 556Kg) lidado em 4º lugar
- Melhor Toiro: Passanha (nº118, 505Kg), lidado em 3º lugar

Bruno Bettencourt
Foto: António Valinho

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Passanha em vez de João Gaspar nas Festas da Praia


A Organização da Corrida das Festas da Praia emitiu um comunicado onde indica que na referida Corrida Concurso de Ganadarias, que decorre no dia 01 de Agosto, às 18h30, na Praça de Toiros "Ilha Terceira", serão lidados dois toiros Passanha ao invés dos anunciados exemplares de João Gaspar. Segundo a referida missiva, tal substituição deve-se ao facto de ter morrido um dos exemplares de quatro anos da divisa terceirense.

No mesmo documento é referido que "as pessoas que já adquiriram bilhete e que, devido a esta alteração, não queiram assistir ao espectáculo, poderão devolvê-lo e ser ressarcidos, nos locais de venda de bilhetes."

O cartel é composto pelos Cavaleiros António Telles, Ana Batista e João Pamplona. As pegas estarão a cargo dos Grupos de Forcados Amadores do Ramo Grande e Amadores de Lisboa. Em praça, estarão presentes dois toiros de três ganadarias distintas, nomeadamente Passanha, Casa Agrícola José Albino Fernandes e Herdeiros de Ezequiel Rodrigues.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Feira de S. João 2016 - Começam hoje as corridas!!


segunda-feira, 30 de maio de 2016

Espectáculo de Beneficência - Crónica

Depois da polémica, da indignação, do apelo à adesão e do aparente despertar da vontade terceirense, realizou-se, na Praça de Toiros “Ilha Terceira”, o anunciado Espectáculo de Beneficência a favor do Serviço Especializado de Epidemiologia e Biologia Molecular do Hospital de Santo Espírito da ilha Terceira, pela investigação que desenvolve na área oncológica. O dia não estava convidativo mas, apesar disso, é pena que muitos dos indignados das redes sociais se tenham deixado ficar por aí… Pelas redes sociais e por casa. Meia praça a assistir ao evento provando ainda assim que: p’ra cá de duas horas de avião, mandam os que cá estão!

No que à parte artística diz respeito, existiram alguns momentos de interesse. Tiago Pamplona esteve bem diante de um novilho áspero e com pata (nº88, Rego Botelho-RB), mas que não complicou. O Marialva esteve sempre por cima do oponente, correcto nas cravagens, a entrar pelos terrenos e a tirar partido da colaboração do “Zangado” cuja presença e espírito toureiro, já não deixa a assistência indiferente.

João Pamplona esteve aquém do que lhe vem sendo hábito. O nº412 da Casa Agrícola José Albino Fernandes (JAF) estava bem apresentado e tinha codícia, cumprindo bem o seu papel na contenda. A lide ficou marcada pela pouca disponibilidade do cavalo “Manzanares”. A montada negou-se algumas vezes e atravessava-se no momento da reunião, resultando daí sortes aliviadas. Há dias assim! Nota positiva para o terceiro ferro curto a consentir a investida do toiro, apesar do toque na montada.

Javier Castaño voltou ao redondel angrense, numa altura em que se encontra a recuperar de tratamento oncológico. Lide de entrega a mostrar todos os seus recursos e a procurar sacar tudo o que havia no oponente, ainda que os passes resultassem com pouca profundidade. O nº390 JAF era escorrido e parco de forças, notando-se alguma dificuldade no membro anterior direito. Muitas vezes ficou caído na arena, facto que prejudicou a lide. Fica a primeira série pela direita, até à queda do oponente e o bom par de bandarilhas cravado por Jorge Silva.

Julio Benítez “El Cordobés” tentou tirar água do poço, mas o nº430 JAF foi-se secando. Recebeu com uma Larga de joelhos em terra e uma bonita série de Verónicas bem templadas. Diogo Coelho deixou um bom par de bandarilhas e a história da lide ficar-se-ia por aí. Com a muleta viram-se passes desligados, variados e uma série pela esquerda. Pouco mais havia a fazer.

O nº70 RB era descomposto de cara e foi recebido no capote de António Nazaré com uma boa série de Verónicas. Ao quite, Dias Gomes brindou a assistência com uma série curta de Chicuelinas bem cingidas. Nas bandarilhas, destaque para o primeiro par de Gonçalo Toste. Nazaré ligou-se e conseguiu sacar algumas séries interessantes, destacando-se com a mão esquerda com que rubricou uma lide sóbria, mas eficaz, tirando partido do ímpeto do oponente, até este se “rachar” e abandonar por completo a luta e saltar por duas vezes a trincheira.

Manuel Dias Gomes lidou o novilho melhor apresentado (nº49 RB), no que concerne ao toureio apeado. Se a início o hastado demonstrou bons modos, logo foi ficando em curto mostrando-se distraído. Uma vez mais assistiu-se a uma lide com passes isolados, excepção feita a duas séries pela direita. O Matador procurou arrimar-se mas pouco mais lhe era permitido.

As pegas estiveram a cargo dos Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense que, logo nas cortesias, mostraram que a aposta iria estar em elementos mais jovens. Francisco Matos estreou-se com uma pega à primeira, muito bem tecnicamente e sem dificuldades. Carlos Vieira saltou à arena para pegar o quinto da tarde, no entanto o novilho havia de derrotar alto no momento da reunião e o forcado ficou inconsciente após ser atingido na cara, saindo em maca. Na dobra esteve Tomás Ortins que, apesar do visível nervosismo no seio da formação e da demora na colocação do novilho, resolveu ao primeiro intento.

O espectáculo terminaria por aqui, no entanto, foi anunciado que El Cordobés se havia disponibilizado para lidar o sobrero. Sem certezas quanto aos regulamentos, penso que o evento deveria ter sido dado como finalizado e então depois se procederia à lide do referido exemplar.

O exemplar nº418 JAF foi dando boa conta de si. Disso tirou partido o diestro que traçou três boas séries pela direita, depois de ter conduzido o novilho, de joelhos em terra. El Cordobés mostrou raça e querer. Numa altura em que o novilho já procurava o vulto, cortando-se por dentro, o Matador decidiu prolongar a lide. Quando lidava novamente de joelhos, acabou por acontecer o que se previa, sendo colhido e ficando preso pela jaqueta à mercê do oponente, mas sem consequências. Terminou por Manoletinas.

Dirigiu a corrida Carlos João Ávila assessorado por José Paulo Lima, médico veterinário. Abrilhantou a banda da Sociedade Musical Recreio da Terra-Chã.

Bruno Bettencourt

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Corrida das Festas da Praia - cartaz


Corrida das Festas da Praia 2016

Os cavaleiros António Telles, Ana Batista e João Pamplona vão abrilhantar a Corrida de Toiros das Festas da Praia 2016, que decorre no dia 01 de Agosto, às 18h30, na Praça de Toiros "Ilha Terceira".

As pegas deste ano estão a cargo dos Grupos de Forcados Amadores do Ramo Grande e Amadores de Lisboa, sendo estes últimos um dos grupos mais antigos do país, com diversas participações nas diferentes praças do mundo inteiro.
Em praça, estarão presentes dois toiros de três ganadarias distintas, nomeadamente a Casa Agrícola José Albino Fernandes, Herdeiros de Ezequiel Rodrigues e João Gaspar.

A corrida, organizada pelas Festas da Praia 2016, tem o apoio do Grupo de Forcados Amadores do Ramo Grande e da Tertúlia Tauromáquica Praiense.
Para o vereador da Cultura, Tibério Dinis, “esta corrida vem enaltecer as Festas da Praia pela diversidade cultural que tem apresentado ao longo dos anos, superando as expetativas da população local e de todos os emigrantes que agraciam a Cidade com a sua presença”. “Outra das vertentes fulcrais à manutenção deste evento reside na sua sustentabilidade. A corrida de praça, orçamentada em 70 mil euros, decorre, anualmente, sem a utilização de dinheiros públicos, já que a receita corresponde à despesa, o que muito nos orgulha. A valorização da identidade praiense está patente em ações como esta”, explicou. “Este ano, a RTP Açores irá transmitir, em diferido, duas das touradas emblemáticas que constituem as maiores festas concelhias, designadamente a de Praça e a do Caminho do Cemitério, no sentido de garantir uma maior projeção da nossa cultura além-fronteiras”, referiu.

Filipe Pires, cabo do Grupo de Forcados Amadores do Ramo Grande, acredita que este será um grande espectáculo taurino, demonstrando este ano uma maior aposta na promoção e valorização do toureio a cavalo. “Contamos com a presença de António Telles, considerado um ex-líbris da tauromaquia portuguesa; Ana Batista, que pela sua experiência nesta área é considerada também uma das mulheres mais conceituadas no país; e João Pamplona, cavaleiro local, representante de um casa com muita afición nesta terra. Na minha opinião, estão reunidas as condições para apresentar um espetáculo de excelência junto de quem nos visita”, referiu.

Para além de integrar a organização da corrida de praça, a Tertúlia Tauromáquica Praiense irá colaborar, em parceria com a Cooperativa Praia Cultural, na realização de três touradas à corda na Praia da Vitória. Nos dias 05, 06 e 07 de agosto estão previstas manifestações taurinas no Caminho do Cemitério, no areal da Praia dos Sargentos e também no areal da Praia Grande, respetivamente. A primeira conta com a participação de um toiro dos ganadeiros Casa Agrícola José Albino Fernandes, Herdeiros de Ezequiel Rodrigues, Rego Botelho e Humberto Filipe.
Na segunda estarão presentes seis vacas, que serão toureadas por Tiago Pamplona e João Pamplona. As pegas estarão a cargo do Grupo de Forcados do Ramo Grande e do Grupo de capinhas. Associam-se a esta corrida os ganadeiros João Gaspar, Ezequiel Rodrigues e José Albino Fernandes. A terceira corrida tem a participação de quatro toiros provenientes da Ganadaria Ezequiel Rodrigues.
Segundo Francisco Godinho, representante da Tertúlia Tauromáquica Praiense, “O conjunto de ações previstas para o mês de Agosto vem dinamizar a arte do toureio. Como tal, é fundamental esta união de esforços entre entidades, no sentido de manter a qualidade e os valores taurinos”.

A Corrida das Festas da Praia será acompanhada pela Filarmónica Progresso Lajense. Os bilhetes podem ser adquiridos, a partir de Junho, no Secretariado das Festas e na loja Atlantic Souvenir, situada na rua de S. João, n.º 85.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Espectáculo de Beneficência realizar-se-á

O Espectáculo de Beneficência agendado para dia 29 de Maio, na Praça de Toiros “Ilha Terceira” irá realizar-se.

Inicialmente, a organização do evento era partilhada pelo Núcleo Regional dos Açores da Liga Portuguesa Contra o Cancro (NRLPCC), o Grupo de Forcados Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense e a própria Tertúlia Tauromáquica Terceirense. Tendo em conta tudo o que foi dito e escrito nos últimos dias, em relação a este evento, a organização do mesmo, da qual já não faz parte o (NRLPCC), convocou uma conferência de imprensa  onde mostrou “manifesta surpresa e incredulidade” em relação às “declarações do Sr. Presidente da Direcção Nacional da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC), não apenas pela demarcação que impunha à Liga relativamente à organização do evento, mas sobretudo pela rejeiçãoque aludia a uma manifestação cultural legal que tanto contribuiu já para esta instituição ao longo dos seus provectos 75 anos de idade.” A somar a tudo isto, recaiu uma proibição “sobre o NRLPCC e as alusões à participação deste na referida organização, terminando com a surpreendente medida de rejeitar a aceitação de qualquer donativo proveniente da mesma”. Ainda segundo a organização, “vivemos hoje numa época de intolerância e prepotência, na qual se confundem as convicções pessoais com os desígnios mais altos e altruístas de ajuda ao nosso semelhante.”

O comunicado continua, afirmando que “como o Sr. Presidente da Direcção Nacional da LPCC não é dono da vontade do povo da ilha Terceira em contribuir com o que de mais genuíno e representativo da sua essência como comunidade este tem para oferecer – a sua cultura – o espectáculo do dia 29 irá realizar-se, em tudo igual ao que foi anunciado, excepto o destinatário do donativo que, face à rejeição do Sr. Presidente da Direcção Nacional da LPCC, será reconduzido para o Serviço Especializado de Epidemiologia e Biologia Molecular, pela investigação desenvolvida na área oncológica, que agradeceu a iniciativa na pessoa do seu Director, o Sr. Dr. Jácome Armas.”
A organização fez questão de mostrar que não confunde a instituição LPCC, que “merece o mais profundo respeito pela luta que vem travando há 75 anos” com a atitude do seu presidente que “abusivamente a utilizou para, em seu nome, difundir ideias e convicções pessoais”. Por outro lado, aproveitaram para agradecer e apoiar publicamente o “Sr. Presidente do NRLPCC, Dr. Gonçalo Forjaz, pelo empenho e nobreza de carácter revelado em todo este processo.”.

No dia 29 de Maio de 2016, às 18h30, na Praça de Toiros Ilha Terceira será possível assistir às lides dos Cavaleiros açorianos Tiago e João Pamplona, ficando as pegas a cargo do Grupo de Forcados Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense. No toureio a pé actuarão os Matadores Javier Castaño (ele próprio doente oncológico), Júlio Benitez “El Cordobés”António Nazaré e o português Manuel Dias Gomes. Ao nível ganadero o espectáculo oferece o confronto entre as ganadarias Rego Botelho e Casa Agrícola José Albino Fernandes.

O evento que conta com a participação graciosa de todos os artistas e ganaderos, que se associam assim a esta causa.

Bruno Bettencourt

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Liga contra a realização do Espectáculo de Beneficência

A Direcção Nacional da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) manifestou-se contra a realização do Espectáculo de Beneficência que está previsto para o próximo dia 29 de Maio e cujos fundos revertem a favor da mesma. Neste sentido procurarão cancelar o evento. Aqui fica o comunicado publicado na página de facebook da LPCC:

"A Direcção Nacional da Liga Portuguesa Contra o Cancro é absolutamente contra a realização de Touradas ou de espetáculos semelhantes e, de imediato, providenciou no sentido da anulação da iniciativa programada pelo Núcleo Regional dos Açores. Apresentamos as nossas desculpas por tão insólita organização que só por descuido, desatenção e profunda remodelação da Direção do Núcleo Regional dos Açores, terá sido anunciada."

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Espectáculo de Beneficência

Foi apresentado o cartel do Espetáculo Taurino de Beneficência a favor do Núcleo Regional dos Açores da Liga Portuguesa Contra o Cancro, para a criação de uma bolsa de investigação em oncologia. O cancro é um flagelo e todos temos a responsabilidade de estar unidos nesta causa.

O evento contará com a participação graciosa de todos os artistas, que se associam assim a esta causa. No toureio a cavalo, contam-se com as prestações dos Cavaleiros açorianos Tiago e João Pamplona, ficando as pegas a cargo do Grupo de Forcados Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense. No toureio a pé actuarão os Matadores Javier Castaño (ele próprio doente oncológico), Júlio Benitez “El Cordobés”, António Nazaré e o português Manuel Dias Gomes. Ao nível ganadero o espectáculo oferece o confronto entre as ganadarias Rego Botelho e Casa Agrícola José Albino Fernandes, que também colaboram especialmente para a causa.

Organizado por 3 entidades: o citado Núcleo dos Açores da Liga Portuguesa Contra o Cancro, o Grupo de Forcados Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense e a Tertúlia Tauromáquica Terceirense, o evento está previsto para o dia 29 de Maio de 2016, às 18h30, na Praça de Toiros Ilha Terceira.

domingo, 24 de abril de 2016

VII Festival Luis Fagundes – crónica

Um Festival de início de temporada é muitas vezes o momento utilizado para experimentações: estrear montadas, “rodar” outras, apresentar Cavaleiros e mostrar novos forcados. A sétima edição do Festival Luis Fagundes, em Angra do Heroísmo, não foi excepção.

Abriu praça Tiago Pamplona que se apresentava pela primeira vez após o acidente sofrido, em Agosto passado, na Feira Taurina da Graciosa. Pela frente teve o exemplar nº329 de Herdeiros de Ezequiel Rodrigues (ER). Apesar de pequenote e fechado de agulhas, o novilho estava bem apresentado. Mostrou-se distraído, interessando-se mais pelo que se passava fora da arena, no entanto saía de pronto ao cite empregando-se nas reuniões. O Cavaleiro teve uma lide esforçada e em crescendo, procurando ligar-se ao oponente, de forma a contornar as dificuldades do mesmo. Estudou bem os terrenos e andou variado nas sortes. Destaque para o terceiro ferro curto montando o craque “Zangado”, um dos melhores ferros da tarde com um cavalo cada vez mais estrela. O segundo do seu lote era o nº131 de João Gaspar (JG), que ostentava o ferro de Duarte Pires, tal como os restantes provenientes de JG. O exemplar adiantava-se à montada de início, andando sempre ligado ao cavalo e mostrando ímpeto de investida. Tiago tirou bom partido das condições do oponente, no entanto andou um pouco irregular na cravagem dos ferros. Terminou com um bom ferro ao estribo, daqueles descritos nas regras. Acima de tudo mostrou que está de volta e que saradas as feridas, temos cavaleiro!

A João Pamplona, também regressado tal como o seu irmão, coube o nº130 JG (ferro DP) que a fazer fé no nº2 ostentado na pá da mão era um exemplar com 4 anos. O toiro era muito bonito, tivesse mais um pouco de cara e era uma verdadeira estampa. Pena o comportamento não ser proporcional. Era bruto, distraído e investia com arreões, mostrando sentido ao tapar-se cada vez mais durante a lide. O João foi-lhe pisando os terrenos e logo no primeiro ferro comprido não se livrou de um violento embate que fez temer uma queda. Esteve bem nas cravagens, numa lide regular e com o interesse de se ter assistido à boa estreia das novas montadas. O nº361 de ER era bonito de pelagem, mas também era distraído. Em alguns momentos deu a sensação que tinha problemas de visão, saindo só em curto. Após uma primeira cravagem comprida onde abriu em demasia a sorte, o benjamim da casa Pamplona foi palmilhando uma lide em crescendo, ainda que o oponente não lhe facilitasse a vida. Pecou apenas pela pouca fluidez da lide, mas tal facto esteve associado à procura de testar novas montadas. Mostrou também que está de volta e que tal como Tiago, o legado da família tem continuidade e está em boas mãos.

Manuel Sousa, Cavaleiro Amador luso-descendente, veio da Califórnia para estar presente. Já tinha estado anteriormente na Praça de Toiros “Ilha Terceira”, mas num espectáculo de variedades taurinas. Utilizou montadas dos irmão Pamplona, mas entendeu-se pouco com as mesmas. O seu primeiro exemplar tinha o nº355 ER e entregava-se à luta, fica a sensação que merecia outra lide para se poder mostrar. O Cavaleiro esteve num patamar inferior. Sortes desacertadas e muitas dificuldades técnicas. Mostrou vontade e querer, no entanto faltam-lhe algumas das bases exigidas para se poder apresentar num espectáculo desta natureza. Frente ao nº120 de JG (ferro DP) esteve um pouco melhor, porém acabaram por vir à tona as mesmas dificuldades. O hastado foi cumpridor e procurou facilitar a vida ao Cavaleiro, mas quando não se domina a “ferramenta”, tudo são dificuldades. Destaque para o ferro curto com que encerrou a lide. Apesar de tudo, é de salutar que um jovem americano se dedique à Arte de Marialva. Manuel Sousa ainda tem tenra idade e uma grande margem de progressão. Assim continue a trabalhar de forma a fazer-se Cavaleiro Tauromáquico.

As pegas estiveram a cargo do Grupo de Forcados Amadores do Ramo Grande, organizador do evento. Sob as ordens do cabo Filipe Pires, viu-se que o grupo se encontra em constante renovação, apresentando muitas caras novas. André Lourenço, em dia de estreia, realizou uma boa pega à terceira tentativa, após ter acusado o nervosismo nas tentativas anteriores. Luís Valadão pegou à meia volta e com ajudas carregadas à terceira tentativa. Rui Dinis fechou-se à primeira sem dificuldades. Délcio Gomes fechou-se à primeira de forma um pouco atabalhoada, valeu-lhe a “bondade” do oponente. Daniel Brasil pegou à primeira com uma pega limpa. Fechou o espectáculo Valter Silva, a mostrar experiência e a ficar na cara sem problemas.

As bancadas ostentavam 1/3 de casa, num espectáculo com momentos de interesse a começar a época taurina nos Açores, dirigido sem dificuldades pelo antigo bandarilheiro e agora estreante Director de Corrida Rogério Silva, assessorado pelo médico veterinário José Paulo Lima.

Abrilhantou (e bem!) a banda da Sociedade Filarmónica Espírito Santo da Agualva.

Bruno Bettencourt
Foto: António Valinho

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Novilhos para o Festival Luís Fagundes

Aqui ficam as fotos dos novilhos que sairão à praça no dia 23 de Abril, para a realização do VII Festival Luís Fagundes. As divisas lidadas serão as de Herdeiros de Ezequiel Rodrigues e João Gaspar.






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