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segunda-feira, 2 de julho de 2018
Escribano escreveu com pena de ouro – 4ª da Feira de São João 2018
Espectáculo de encerramento da
edição de 2018 da Feira de São João. Anunciados os nomes de Vitor Ribeiro, Manuel Escribano e Jesús
Enrique Colombo. Um cartel misto para enfrentar um curro da divisa verde
rubra da Casa Agrícola José Albino
Fernandes. Para as pegas perfilaram-se os homens do Grupo de Forcados Amadores do Ramo Grande.
A tarde abriu com o exemplar nº3
(528Kg). O toiro foi-se defendendo e andou um pouco desligado parecendo, por
vezes, ter dificuldades de visão. Vítor
Ribeiro foi palmilhando terreno através de uma lide de entrega, procurando
compensar as dificuldades impostas por um oponente desinteressado. Bem nas
cravagens, andando sempre acoplado e a interessar o toiro. O nº18 (450Kg)
trazia melhores modos. Apesar de andarilho entregou-se, mas começou a
defender-se no final, mercê de alguma dificuldade adquirida na mão esquerda. O
Cavaleiro da Caparica esteve em plano de triunfo. Explanou o seu toureio de
forma correcta, andou bem nas bregas e cravou de praça a praça, dando todas as
vantagens ao toiro. Destaque para o 3º ferro curto de alto nível.
O Matador Manuel Escribano mostrou ofício e saber diante do nº28 (518Kg). O
utrero teve uma saída fulgurante, levantando um dos burladeros. Apesar de por
vezes sair solto dos lances, metia bem a cara e acorria aos cites. O toureiro sacou-lhe
tudo o que tinha. Andou sortido com o capote, partilhando depois o tércio de
bandarilhas com Colombo. Iniciou com uma boa série de Naturais, provando-o de
igual modo pelo lado direito. Sacou assim séries de recorte artístico e com boa
ligação. O quinto da tarde (nº32, 426Kg) haveria de dar confirmação ao ditado,
tendo sido o exemplar com melhor jogo. Codicioso na investida e a mostrar algum
recorrido. Escribano recebeu-o com uma larga de joelhos para depois seguir por
Verónicas, Chicuelinas e Calaserinas. Com as bandarilhas esteve irrepreensível,
fazendo-se chegar à assistência. Já com a muleta, esteve triunfal. Aproveitou o
exemplar que tinha por diante, baixou a mão e desenhou séries de naturais com muita
profundidade. Também por Derechazos seguiu transmitindo emoção, arrimando-se e
mostrando os bons modos que tem dentro e o bom matador que é. Encerrou com
Manoletinas bem cingidas.
Jesús Enrique Colombo teve tarde agridoce. O primeiro do seu lote
partiu uma haste e teve que ser recolhido, tendo de lidar o sobrero (nº24,
454Kg). Apesar de pequeno e escorrido de carnes, deu muito boa réplica,
investindo do início ao fim. Recebeu-o com larga de joelhos e depois lanceou
por Verónicas e Navarras rematadas com manguerazo de Villalta. Repartiu com
Escribano o tércio de bandarilhas. Com a muleta mostrou-se artista e um Matador
de recursos, evidenciando o porquê de ser promessa. Esteve sempre ligado com o
público, trastejando por ambos os lados. Destaque para uma das suas séries de
Naturais, plena de temple. Recebeu o seu segundo (nº23, 513Kg) com Verónicas e
Chicuelinas muito cingidas. Nas bandarilhas mostrou desacerto. O hastado ia
investindo de pronto, até que partiu um dos pitons depois de embater num pilar
da trincheira, tendo de ser recolhido interrompendo assim a lide.
Para as pegas esteve em praça Manuel Pires que, depois do toiro lhe
ter metido a cara alta ao primeiro intento, fechou-se numa grande pega à
segunda, a mostrar uns braços enormes e aguentando-se na cara do toiro com a
raça que lhe é característica. Daniel
Brasil pegou à primeira executando uma boa pega onde foi muito bem ajudado
pelo grupo.
A direcção da corrida esteve a cargo de Rogério Silva,
assessorado pelo médico veterinário José Paulo Lima. Abrilhantou a Banda da Sociedade Filarmónica União
Católica da Serra da Ribeirinha.
Bruno Bettencourt
Foto: Fernando Pavão
sábado, 30 de junho de 2018
Sousa, Gaspar, Moura e Tertúlia Terceirense – 3ª Corrida da Feira de São João
Concurso de ganadarias em Angra
do Heroísmo é sinónimo de praça cheia até às bandeiras. Na disputa estiveram as
divisas de Rego Botelho (RB), Casa Agrícola José Albino Fernandes
(JAF), Ascensão Vaz (AV), Falé Filipe (FF), João Gaspar (JG) e Francisco
Sousa (FS). Vítor Ribeiro, João Moura Jr. e João Pamplona na discussão para a melhor lide a cavalo. Os Grupos
de Forcados Amadores da Tertúlia
Tauromáquica Terceirense e de Merced
(Califórnia), que debutava em Portugal, na contenda para melhor grupo em
praça. Antes do inicio das lides, minuto de silêncio pelo falecimento de José
Valadão, antigo director de corridas.
Vitor Ribeiro regressou às lides e mostrou o porquê de ser um
Cavaleiro tido em boa conta pela afición terceirense. Teve pela frente um
exemplar RB (nº88, 584Kg) com trapio
que se mostrou voluntarioso sem complicar. Assistiu-se a uma boa lide onde
tirou partido das condições do toiro, andando criterioso na escolha dos
terrenos e executando viagens e quarteios na medida certa. O toiro FF (nº28, 509Kg) apesar de ter cumprido,
foi a menos, parando-se no final da lide. Aqui esteve novamente correcto,
mostrando os recursos que lhe advêm de uma boa monta e de toda a sua
experiência sem, no entanto, romper para plano de triunfo.
Para João Moura Jr. havia de sair o mais pesado da corrida (JAF, nº12,
626Kg), um toirão de encher o olho, mas após algumas voltas de reconhecimento à
arena, verificou-se que estava diminuído em termos de locomoção e foi
recolhido. Saiu o sobrero (JAF,
nº14, 536Kg), mais pequeno, mas bem rematado e que em termos de comportamento
foi-se defendendo nos tércios com o decorrer da lide. Moura Jr. assinou uma
lide alegre, mas limitada, em parte, pelas condições do touro. Mexeu-lhe os
terrenos conseguindo algum brilho nas sortes. O segundo do lote vinha marcado
com JG (nº37, 547Kg), muito em tipo
do encaste da ganadaria, não só de morfologia como de comportamento. Prestou-se
à função com nobreza e galope cadenciado, apesar de alguma distração. O
Cavaleiro das Arengozinhas foi desenhando uma lide em crescendo de emoção, com
ferros de boa nota, adornando-se nas bregas e a chegar de sobremaneira às
bancadas através de remates vistosos com piruetas. Uma lide triunfal a fazer
esquecer as suas anteriores prestações nesta edição da Feira de S. João.
João Pamplona mostrou os seus predicados e a razão pela qual foi o
triunfador da edição do ano passado. O exemplar AV (nº106, 504Kg) cedo enquerençou nos tércios, junto à porta de
quadrilhas. O marialva do Posto Santo esteve a bom nível, chegando às bancadas
e conseguindo contornar as dificuldades impostas pelo toiro. A cada viagem foi
pisando cada vez mais terrenos de compromisso, finalizando com dois grandes
ferros. A fechar, havia de lidar o “Predigoto” (FS, nº14, 426Kg), baixo, mas bem rematado. O que lhe faltou em
tamanho, foi compensado pela bravura. Investiu com codícia do inicio ao fim da
lide, acorrendo sempre de pronto a cada cite. O Cavaleiro tirou partido do
toiro que tinha pela frente e conseguiu romper para um plano superior, estando
a muito bom nível numa lide de ligação com o público, transmitindo emoção através
de bregas e sortes cingidas.
Pelos Amadores da Tertúlia
Tauromáquica Terceirense abriu praça João Silva que, à segunda e após ter sido
maltratado ao primeiro intento, se fechou numa pega dura. Tomás Ortins mostrou
toda a sua valentia e saber numa grande pega à primeira em que após sofrer
violento derrote e ser projectado para fora da cara do touro, consegue
fechar-se em pleno voo com muito querer. Hugo Jesus, despediu-se das arenas com
uma boa pega sendo ajudado de forma muito correcta. Os Amadores de Merced
marcaram a sua estreia através do cabo João Azevedo que se fechou num embate
duro à segunda, após lhe ter faltado grupo para consumar ao primeiro intento.
António Oliveira fechou-se bem à primeira, aguentando longa viagem na cara do
toiro antes que o grupo se fechasse. A fechar, António Melo aguentou um derrote
consumando à primeira.
E porque se tratava de um
concurso, o júri cuja constituição foi anunciada no início da corrida,
deliberou:
- Melhor Lide: João Moura Jr. (lide efectuada ao quinto da tarde)
- Melhor Lide: João Moura Jr. (lide efectuada ao quinto da tarde)
- Melhor Grupo de Forcados: GFA Tertúlia Tauromáquica Terceirense
(pelo desempenho na pega de Tomás Ortins)
- Melhor apresentação: “Veludo” de João Gaspar, n33, 547Kg, lidado em
quinto lugar
- Melhor Toiro: “Predigoto” de Francisco Sousa, nº14, 426Kg, lidado
em sexto lugar
A corrida foi dirigida por Mário
Martins que foi assessorado pelo médico veterinário Vielmino Ventura.
Abrilhantou a Banda Filarmónica Chino Valley Divino Espírito Santo Club.
Bruno Bettencourt
Foto: André Pimentel
quinta-feira, 28 de junho de 2018
quarta-feira, 27 de junho de 2018
Muito tourei(r)o para pouco touro – 2ª da Feira de S. João
Quando a fonte é escassa, a sede
nunca ficará saciada por completo. Assim espelhou a tarde/noite que recebeu o
anunciado “Grandioso Espectáculo” integrado na Feira de São João de 2018. Daniel Luque, Tomás Campos e Roca Rey.
Cartel sonante para as lides de um curro de utreros de Rego Botelho. Sentia-se a espectativa de quem queria assistir ao
vivo aos desempenhos, especialmente de Rey, a nova coqueluche do toureio
mundial. Cerca de três quartos de praça ansiavam e as quadrilhas teimaram em permanecer
no pátio. Ao terceiro aviso lá se vislumbraram os intervenientes em plena arena
da Monumental “Ilha Terceira”.
Daniel Luque regressou a Angra do Heroísmo e abriu praça diante de
um exemplar (nº98, 516Kg) brusco e com meias investida, que metia a cara por
alto. Lide com pouca história onde sobressaiu a vontade e capacidade de entrega
do Matador, que usou de todos os recursos para sacar água de um poço vazio. Com
o segundo do seu lote (nº13, 460Kg), ainda conseguiu algum luzimento toureando
pela direita. No entanto, a cada passagem pela flanela, o novilho foi perdendo
o ímpeto inicial.
Tomás Campos mostrou entrega, procurando explanar um pouco da sua
arte diante de um exemplar (nº12, 496Kg) com investidas incertas e que ora se
desligava, ora procurava o vulto. Ainda assim conseguiu sacar uma boa série de
Derechazos com alguma ligação. Destaque para o primeiro par de bandarilhas
cravado por João Pedro Silva. Diante do quinto da noite (nº15, 454Kg), voltou a
assistir-se a uma lide de insistência, novamente diante de um adversário que
foi perdendo capacidades até rachar. Apesar de toda a entrega, terá prolongado
em demasia a lide. Ficaram na retina algumas Chicuelinas que tiveram que ser
abreviadas.
Era em Roca Rey que caía a maior expectativa, mas como também foi referido
no início, quando a fonte é escassa… E escassos foram igualmente os exemplares
do seu lote. O seu primeiro (nº18, 455Kg), pareceu querer entregar-se, mas ao
fim de algumas viagens, foi-se deixando ficar em curto. Nota de realce para
duas séries, por ambos os lados, com profundidade e temple. Por momentos teve a
capacidade de disfarçar os defeitos do produto da divisa azul e branca. Deu
volta à arena, que terá sido um pouco forçada. Encerrou a corrida diante do utrero
mais volumoso (nº3, 534Kg). Iniciou por Verónicas e cingidas Chicuelinas
rematadas com vistoso Manguerazo de Villalta. A lide prometia, pelo galope
demonstrado a início pelo “Macendado”. Foi de pouca dura. Logo igualou os
irmãos de camada. Algumas séries pela direita e Naturais sem grande expressão a
encerrar a contenda.
Mário Martins foi o director de
corrida, sendo assessorado pelo médico veterinário Vielmino Ventura.
Abrilhantou, a Banda da Sociedade
Filarmónica Recreio de Santa Bárbara. Voltando ao que referi aquando da
crónica da primeira corrida: assim sim! Muito boa interpretação musical,
efectuada num volume adequado à circunstância.
Bruno Bettencourt
Foto: André Pimentel
terça-feira, 26 de junho de 2018
segunda-feira, 25 de junho de 2018
Corrida de emoções – 45 anos de Forcados (1ª Corrida da Feira de São João)
“A coragem é a primeira das qualidades humanas porque garante todas as outras…”. Esta frase de Aristóteles ouvida no sistema de som da Praça de Toiros “Ilha Terceira”, aliada a “existe um caminho que vai dos olhos ao coração sem passar pelo intelecto…” de Gilbert Chesterton, resumem todo o ambiente que envolveu a Corrida de abertura da Feira de S. João 2018, comemorativa do 45º Aniversário do Grupo de Forcados Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense.
Inauguração do Monumento ao Forcado “Valentes como a rocha”, a anteceder a Corrida que seria também de despedida do Cabo Adalberto Belerique. Cerca de meia centena de forcados em praça. Várias gerações acompanhadas por filhos e netos, num gesto de afirmação da liberdade e da vitalidade e continuidade da festa brava. Três quartos de casa para assistir às incidências das lides de toiros de Ascensão Vaz (AV) e João Gaspar (JG).
Em tarde de despedida, ao fim de 17 anos de comando, Adalberto Belerique efectuou uma boa pega à primeira, com uma ajuda coesa e muito eficaz por parte do grupo, contando com os já retirados Marco Sousa e José Vicente nas ajudas. Seguiu-se a sempre emotiva cerimónia de passagem de comando/testemunho ao novo Cabo João Pedro Ávila, fazendo-se ouvir uma colossal ovação, como forma de homenagem por todo o percurso e obra ao logo destes anos. Foi o novo Cabo a pegar o segundo da tarde, numa grande pega à primeira, como é seu apanágio. O terceiro foi pegado à primeira pelo já retirado Marco Sousa, que fez relembrar todas as tardes de êxito e as grande pegas com que habituou os aficionados. Na formação outros forcados já retirados, como Manuel Martins, Jorge Dinis e o veterano Rui Silva que rabejou. A segunda parte da corrida foi um expositório da capacidade de sólida renovação do grupo e do emergir de novos valores. César Santos fechou-se à segunda numa boa pega de querer e com o toiro a fugir aos ajudas. Rabejou o retirado Marco Fontes. Luís Sousa já é uma certeza e arrancou a maior ovação da tarde com uma pega de levantar praça, a um toiro que havia de ser rabejado pelo antigo Cabo António Baldaya. Francisco Matos fechou com uma grande pega à segunda, aguentando forte após ter sido derrotado por alto ao primeiro intento.
Tiago Pamplona esteve por cima de ambos os oponentes que lhe couberam em sorte. Frente ao primeiro (AV, nº112, 507Kg) lidou bem e foi assertivo, procurando ligação a um toiro que acolhia ao cite, mas que se reservava na reunião, denotando algum défice de força. Destaque para o 4º ferro curto, a dar vantagens. A abrir a segunda parte, enfrentou um exemplar (JG, nº32, 496Kg) com maneabilidade, mas que necessitava um pouco mais de sal. Nobreza a mais também é defeito(!). O Cavaleiro terceirense tirou partido das investidas humilhadas e foi-se recreando numa boa lide que chegou bem às bancadas. Muito correcto na escolha de terrenos.
O toiro (AV, nº103, 412Kg) lidado em primeiro lugar por João Moura Jr., demonstrou uma manifesta falta de força. O Cavaleiro mostrou ao que vinha e ligou-se ao hastado, bregando a gosto e aplicando uma lide na medida certa. O JG (nº34 501Kg) que enfrentou começou cedo a defender-se no momento da cravagem, tapando-se e metendo a cara por alto em violentos derrotes. O Cavaleiro procurou cobrir as dificuldades bregando-o com a garupa a duas pistas. Andou diligente numa lide que não chegou a romper.
Uma primeira referência para o gesto senhorial de Francisco Palha ao apear-se para brindar aos cabos do grupo aniversariante. Seguiu lidando um exemplar (JG, nº36, 422Kg) reservado e com pouca força, que foi indo a mais. O Cavaleiro mostrou vontade, procurando sacar o que de bom tinha o toiro. Com o último da corrida (AV, nº123, 590Kg) andou em patamar superior. Um ferro à porta gaiola, galvanizou a assistência e foi o prólogo de uma lide com bons modos, com bregas cingidas, frente a um toiro com codícia que se entregou durante toda a lide. Boa lide a fazer eco na assistência.
Dirigiu, de forma criteriosa, Rogério Silva, assessorado pelo médico veterinário José Paulo Lima. Abrilhantou a Banda da Sociedade Filarmónica Rainha Santa Isabel das Doze Ribeiras. Uma palavra final para a interpretação musical: de inegável qualidade, no entanto, a banda tem como função complementar o espectáculo e não se sobrepor a todo o resto. Não é um concerto. Foi por demais evidente a dificuldade dos cites “à voz” em praça, mercê do volume sonoro que vinha da “música”.
Bruno Bettencourt
Foto: André Pimentel
Foto: André Pimentel
quinta-feira, 21 de junho de 2018
Forcados em destaque nas Sanjoaninas
A figura dos populares e admirados forcados terá ainda um maior protagonismo na Feira das Sanjoaninas que começa no próximo domingo na açoriana Ilha Terceira, onde serão homenageados com diversos actos carregados de significado e emotividade.
O mais importante será a inauguração no próprio dia 24 de Junho, em frente à Praça de Toiros Ilha Terceira, do chamado “Monumento ao Forcado”, que se decidiu erigir coincidindo com o 45.º aniversário da fundação do Grupo de Forcados Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense, que se cumpre este ano.
O referido monumento, um dos poucos dedicados a este tipo de “artista taurino”, é uma escultura do terceirense José João Dutra, quem, sobre uma estrutura de ferro revestida de fibra de vidro e resina de poliéster, recreou o espectacular momento de uma pega de caras de um grupo de forcados.
Com os seus 4 metros de altura e 7 metros de comprimento, o monumento situar-se-á muito perto daquele que, em 2011, também se erigiu na ilha ao toiro bravo, e que, elevando-se aos onze metros de altura, é o maior de todos os que existem no mundo.
A inauguração do grupo escultórico será o prólogo à celebração da primeira corrida da Feira de São João, um festejo de toureio a cavalo com toiros de Ascensão Vaz e João Gaspar no qual, noutro ponto alto assinalado, se despedirá das arenas, após dezassete anos de comando, o actual Cabo do Grupo da Tertúlia Tauromáquica Terceirense, Adalberto Belerique.
Já no Concurso de Ganaderias anunciado para a Sexta-feira 29, os Forcados da Tertúlia alternarão com os norte-americanos de Merced, uma das muitas comunidades açoreanas existentes no Estado da Califórnia, onde se celebra uma grande quantidade de espectáculos taurinos incruentos.
A 1 de Julho, no encerramento da Feira, terá lugar a actuação dos Forcados do Ramo Grande, o outro grupo existente na Terceira, que se encarregarão de pegar os dois toiros de José Albino Fernandes destinados na corrida mista ao cavaleiro Vitor Ribeiro.
A figura do Forcado, tão respeitada e admirada em terras portuguesas, assumiu este ano uma especial relevância internacional, ao conhecer-se que a grande estrela portuguesa do futebol, Cristiano Ronaldo, contratou os serviços de Nuno da Cruz, Cabo dos Amadores de Chamusca, como guarda-costas pessoal durante o Campeonato do Mundo que se está a celebrar na Rússia.
Fonte: Tertúlia Tauromáquica Terceirense
segunda-feira, 7 de maio de 2018
Sanjoaninas 2018: Espectáculos da Feira de São João já têm Bilhetes à Venda Online
A organização da Feira Taurina de São João já abriu a sua bilheteira online do certame de 2018. Está disponível no site da Ticketline (www.ticketline.sapo.pt) e nos locais habituais*.
Para comprar online clique nos links das corridas abaixo indicados e faça as suas compras antes da abertura da bilheteira da Rua Direita prevista para meados de Maio.
45º Aniv. G.F.A. Tertúlia T. Terceirense – 24 de Junho - https://ticketline.sapo.pt/ evento/feira-de-sao-joao-45- aniv-g-f-a-t-t-t-35136
Grandioso Espectáculo – 26 de Junho – https://ticketline.sapo.pt/ evento/feira-de-sao-joao- grandioso-espectaculo-35139
Concurso de Ganaderias – 29 de Junho – https://ticketline.sapo.pt/ evento/feira-de-sao-joao- concurso-de-ganaderias-35140
Espectáculo Misto – 1 de Julho - https://ticketline.sapo.pt/ evento/feira-de-sao-joao- espectaculo-misto-35141
No site da Ticketline também pode fazer uma pesquisa com as palavras-chaves “Terceira” ou “Feira de São João” e encontrará os quatro eventos das Sanjoaninas.
Outra opção para chegar aos eventos taurinos das Sanjoaninas é de seleccionar eventos da categoria “Tauromaquia” e depois fazer a pesquisa por datas, e ou distritos.
*Locais habituais de vendas Ticketline: Pode também adquirir bilhetes online ou nas lojas físicas de: C.C. Mundicenter, El Corte Inglês e SuperCor Supermercados, Galeria Comercial Campo Pequeno, MMM Ticket, UTicketline, C.C.B., Time Out Mercado da Ribeira, Shopping Cidade do Porto, Forum Aveiro, Turismo de Lisboa – Ask Me Lisboa.
quinta-feira, 22 de março de 2018
Apresentação da Feira de S. João 2018
Está apresentada a Feira de S. João 2018. O certame que está incluído nas Festas Sanjoaninas, em Angra do Heroísmo, foi apresentado esta manhã no Salão Nobre da Câmara Municipal do referido concelho.
Uma vez mais, a Tertúlia Tauromáquica Terceirense (TTT), em parceria com o município, tem a seu cargo a organização da Feira que cada vez mais se afirma como a mais importante do país, no seu todo.
Assim sendo, e em termos de corridas, este ano a Corrida do dia 24 de Junho (18h30), irá assinalar o 45º Aniversário do Grupo de Forcados da Tertúlia Tauromáquica Terceirense, ocorrendo durante a mesma, a despedida do Cabo Adalberto Belerique e a inauguração do Monumento ao Forcado, em frente à Monumental "Ilha Terceira". No dia 26 de Julho (20h00) acontecerá um espectáculo apeado intitulado “Grandioso Espectáculo”, no dia 29 de Junho (20h00) terá lugar o tradicional "Concurso de ganaderias", encerrando a feira a 1 de Julho (18h30) com um "Espectáculo Misto".
Assim sendo, e em termos de corridas, este ano a Corrida do dia 24 de Junho (18h30), irá assinalar o 45º Aniversário do Grupo de Forcados da Tertúlia Tauromáquica Terceirense, ocorrendo durante a mesma, a despedida do Cabo Adalberto Belerique e a inauguração do Monumento ao Forcado, em frente à Monumental "Ilha Terceira". No dia 26 de Julho (20h00) acontecerá um espectáculo apeado intitulado “Grandioso Espectáculo”, no dia 29 de Junho (20h00) terá lugar o tradicional "Concurso de ganaderias", encerrando a feira a 1 de Julho (18h30) com um "Espectáculo Misto".
No cartaz destacam-se os nomes de Roca Rey, Daniel Luque e Manuel Escribano no toureio a pé, Vitor Ribeiro, João Moura Jr e os irmãos Tiago e João Pamplona, no que ao toureio equestre diz respeito. Nesta edição de 2018, serão lidados exemplares de Rego Botelho, Casa Agrícola José Albino Fernandes, Ascenção Vaz, Falé Filipe, João Gaspar e Francisco Sousa. Em praça estarão três grupos de Forcados. Além dos já referidos Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense, estarão os Amadores de Merced e os Amadores do Ramo Grande.
Em relação à restante composição da Feira de São João, realizar-se-á o habitual “Espectáculo da Juventude” na Praça de Toiros “Ilha Terceira”, assim como as restantes manifestações tradicionais: Touradas à Corda e Esperas de Gado.
Em relação à restante composição da Feira de São João, realizar-se-á o habitual “Espectáculo da Juventude” na Praça de Toiros “Ilha Terceira”, assim como as restantes manifestações tradicionais: Touradas à Corda e Esperas de Gado.
FEIRA DE SÃO JOÃO 2018
45º ANIVERSÁRIO
G.F.A. TERTÚLIA T. TERCEIRENSE
G.F.A. TERTÚLIA T. TERCEIRENSE
Dia 24 de Junho, 18h30
Despedida do Cabo Adalberto Belerique
Inauguração do Monumento ao Forcado
Despedida do Cabo Adalberto Belerique
Inauguração do Monumento ao Forcado
-TOIROS-
Ascenção Vaz
João Gaspar
-CAVALEIROS-
Tiago Pamplona
João Moura Jr.
Francisco Palha
João Moura Jr.
Francisco Palha
-FORCADOS-
Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense
-BANDA-
Sociedade Filarmónica Rainha Santa Isabel das Doze Ribeiras
GRANDIOSO ESPECTÁCULO
Dia 26 de Junho, 20h00
-TOIROS-
Rego Botelho
-MATADORES-
Daniel Luque
Tomas Campos
Roca Rey
Roca Rey
-BANDA-
Sociedade Filarmónica Recreio de Santa Bárbara
CONCURSO DE GANADERIAS
Dia 29 de Junho, 20h00
-TOIROS-
Rego Botelho
Casa Agrícola José Albino Fernandes
Ascenção Vaz
Falé Filipe
João Gaspar
Casa Agrícola José Albino Fernandes
Ascenção Vaz
Falé Filipe
João Gaspar
Francisco Sousa
-CAVALEIROS-
Vitor Ribeiro
João Moura Jr.
João Pamplona
João Moura Jr.
João Pamplona
-FORCADOS-
Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense
Amadores de Merced
-BANDA-
Filarmónica Chino Valley D.E.S. Club
ESPECTÁCULO MISTO
Dia 01 de Julho, 18h30
-TOIROS-
Casa Agrícola José Albino Fernandes
-CAVALEIRO-
Vitor Ribeiro
-MATADORES-
Manuel Escribano
Jesús Enrique Colombo
Jesús Enrique Colombo
-FORCADOS-
Amadores do Ramo Grande
-BANDA-
Sociedade Filarmónica União Católica da Serra da Ribeirinha
Bruno Bettencourt
quarta-feira, 21 de março de 2018
Apresentação da Feira de S. João 2018
É já amanhã, dia 22 de Março (quinta-feira), que acontecerá a apresentação da edição de 2018 da Feira Taurina de São João, pelas 11H00, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo.
Como é hábito, e apesar de alguns nomes já terem sido adiantados, aguarda-se com espectativa a constituição do elenco daquela que é a Feira mais importante do país.
segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018
Tertúlia T. Terceirense à frente da Feira de S. João mais quatro anos
Foi na passada sexta-feira que a Câmara Municipal de Angra do Heroísmo e a Tertúlia Tauromáquica Terceirense assinaram um contrato-programa para a organização da Feira Taurina de São João na Ilha Terceira para os próximos quatro anos. O documento firmado pelas duas instituições depõe a responsabilidade da organização das conhecidas Sanjoaninas na instituição da Tertúlia Tauromáquica Terceirense.
A Tertúlia Tauromáquica Terceirense é a organizadora da Feira Taurina de São João desde o ano 2011, tendo até ao momento assinado contratos de programa bianuais com o município angrense, depois de um primeiro ano de experiência. No entanto, a excelência do trabalho desenvolvido pela reconhecida instituição taurina terceirense, no que concerne à qualidade dos cartéis, promoção da ilha além-fronteiras através da sua cultura taurina, e a captação de interesse turístico no nicho de mercado da tauromaquia, que já é uma realidade, fez com que a mesma merecesse os votos de confiança pela Câmara Municipal de Angra do Heroísmo para organizar o evento taurino que se tem afirmado como a feira taurina mais importante de Portugal até ao ano de 2021.
Fonte: Tertúlia Tauromáquica Terceirense
terça-feira, 4 de julho de 2017
Garrido (e) mais completo – 4º da Feira de S. João
Um curro de Rego Botelho encerrou a Feira de S. João 2017. Lide apeada a cargo de Román, José Garrido e Joaquin Galdós.
O primeiro exemplar da tarde (RB,
nº93, 522Kg) mostrou-se distraído e brusco, acabando por se entregar no
decorrer da lide, mercê do desempenho do Matador. Román esteve variado com o
Capote, mostrando recursos e querer dar espectáculo. Com a Muleta lidou sempre
no centro da arena, com ofício e a dar tudo para tudo tirar do oponente. Lidou
maioritariamente pela direita, de forma cada vez mais templada. O seu segundo
(RB, nº83, 431Kg) era nobre, com algum recorrido, vindo a rachar no final. O
Matador imprimiu maior profundidade na lide. Esta resultou com bastante
duração, ficando na retina a entrega do Toureiro através de bons pormenores com
a Muleta.
José Garrido tirou bom partido
dos exemplares que lhe couberam em sorte. O primeiro (RB, nº92, 458Kg) era
muito voluntarioso, indo ao cite com nobreza e codícia. A lide mostrou a
plasticidade e os pormenores artísticos que Garrido emprega. Esteve “mandão”
com a Muleta e mostrou o porquê de ser apontado como uma das grandes figuras do
toureio. Uma grande lide terminada com circulares invertidos junto às tábuas. O
seu segundo (RB, nº73, 502Kg) também se entregava à luta, vindo a rachar no
final. O Matador agarrou o oponente e toureou a gosto, recriando-se e mostrando
a sua arte. Uma boa lide encerrada com Bernardinas que chegaram às bancadas.
Neste toiro, Garrido desafiou os alternantes para o tércio de bandarilhas. O
mesmo foi cumprido de forma desigual.
Joaquín Galdós recebeu um
exemplar (RB, nº77, 516Kg) bruto e sem recorrido. Ensinou-o a investir para
depois mostrar um toureio de quietude e proximidade. Mostrou algumas
dificuldades em medir as distâncias, ainda assim mostrou bons pormenores numa
lide de altos e baixos. O último do espectáculo (RB, nº91, 507Kg), revelou-se o
exemplar com melhores condições de lide. Duração de investida e nobreza que
foram aproveitadas por Galdós. Lidou com seriedade e poder. Novamente fez-se
mostrar através de um toureio de proximidade e quietude, pisando terrenos de
compromisso. Terminou por Luquesinas, adornando assim uma boa lide. Neste
último também foram os matadores a cumprir o tércio de bandarilhas, tendo
resultado novamente desigual.
Uma vez mais, os bandarilheiros
açorianos estiveram num patamar superior. João Pedro Silva e Jorge Silva
executaram os melhores pares da tarde. Já é normal assistir-se a um bom
desempenho dos locais, o que tem (entre muitos outros) o benefício de fazer com
que o público seja cada vez mais exigente com os de fora.
A corrida foi dirigida por Carlos
João Ávila que se despediu do cargo após 20 anos de funções. Apenas um reparo
para a dúvida em relação ao critério utilizado para atribuição de música
durante as lides. Foi assessorado por José Paulo Lima.
Abrilhantou a Banda da Sociedade
Filarmónica rainha Santa Isabel da Doze Ribeiras. Abrilhantou e bem! Se na
corrida anterior a música tinha estado em excesso, aqui as interpretações foram
executadas na medida certa, com o volume certo, a complementar as lides!
Antes do início do espectáculo,
foi homenageado o Matador californiano e luso-descendente Dennis Borba pelos
seus 30 anos de Alternativa. Durante o intervalo, foi homenageado Carlos João
Ávila pelos seus 20 anos de Director de Corridas e por todo o precioso
contributo que tem dado à Festa Brava nos Açores.
Bruno Bettencourt
Foto: António Valinho
Foto: António Valinho
domingo, 2 de julho de 2017
Triunfaram os clássicos na Corrida de Gala – 3ª Corrida da Feira de S. João
Doze anos depois, o Neto deu início às Cortesias na Monumental “Ilha Terceira”.
A Corrida de Gala Antiga Portuguesa teve assim o seu início com o ritual
alusivo à época.
Toiros de João Gaspar e Francisco
Sousa. De tricórnio Tiago Pamplona,
Manuel Telles Bastos e Miguel Moura. De jaqueta enramada, os Amadores da Tertúlia Tauromáquica
Terceirense (GFATTT) e os Amadores
do Ramo Grande (GFARG).
Não interessa como se começa, mas
como se acaba! Este bem podia ser o resumo da noite de Tiago Pamplona. Após a recolha do toiro (FS, nº15, 410Kg) que se
inutilizou, depois da cravagem de dois compridos, recebeu o segundo do seu lote
com uma lide em crescendo. O toiro (JG, nº27, 515Kg) era volumoso e entregou-se
com codícia, tendo tido duração. O Marialva do Posto Santo procurou o triunfo e
mostrou boa ligação com o público. Esteve criterioso na escolha de terrenos e
mostrou os seus dotes de excelente equitador. Encerrou uma lide triunfal com um
excelente ferro curto ao estribo, antecedido por uma viagem plena de temple. Nota
para o facto de ter saído da arena no momento certo sem se deixar deslumbrar
pelo pedido de “mais um”!
Manuel Telles Bastos lidou um exemplar (FS, nº11, 436Kg) cumpridor
que se foi defendendo em alguns momentos, mas sem complicar. Uma lide de
entrega e saber, a trazer ao de cima as qualidades do toiro e a romper para o
triunfo. Mostrou bonitos pormenores do classicismo que o caracteriza, aliando a
sua maestria de equitador à intuição de lidador. O toiro (JG, nº28, 433Kg), com
que encerrou a sua participação na Feira, saiu com pata e revelou-se muito
andarilho, tendo dificuldade em fixar-se. Há a destacar a cravagem
correctíssima dos compridos e a precisão milimétrica com que cravou cada uma
das farpas, durante toda a lide. Mostrou-se entendedor do oponente e optou por
uma lide de proximidade, pisando os terrenos do toiro e lidando ao melhor
estilo português.
A Miguel Moura calhou o lote menos luzido, mas que ainda assim
cumpriu sem complicar muito. O primeiro toiro (JG, nº18, 433Kg) era voluntarioso,
mas viria a rachar no final. Moura foi desenrolando a lide com bons pormenores.
Uma lide à maneira da escola mourista a chegar bem ao público. Pecou por ter
prolongado a lide em demasia. O último toiro (FS, nº7, 494Kg) era distraído e
parava-se na reunião, saindo desligado das sortes. Fica a sensação que o
Cavaleiro o podia ter alegrado mais. A lide resultou sem som e própria para
hipertensos. Algum luzimento no final, mas sem grande transmissão à assistência.
Nas pegas destacaram-se Daniel Brasil do GFARG e Francisco Matos do GFATTT. Ambos
realizaram rijas pegas, à primeira, a aguentar bem e a mostrar querer ficar na
cara do toiro! Pegaram ainda Luís Sousa
(GFATTT) à segunda e a sesgo, Rui Dinis
(GFARG) que com uma boa pega se fechou à segunda tentativa e João Pedro Ávila (GFATTT) à segunda com uma boa ajuda do grupo.
A corrida foi dirigida com
diligência por Rogério Silva, sendo assessorado por Vielmino Ventura.
Abrilhantou a Banda Filarmónica Divino
Espírito Santo de Artesia. Um reparo para o facto de ter havido alguma
falta de moderação no volume da interpretação musical. Não está em causa a qualidade
da banda, que é de facto muito boa, mas numa praça de toiros a banda deve complementar
e não se sobrepor a todo o resto.
Bruno Bettencourt
Foto: André Pimentel
segunda-feira, 26 de junho de 2017
Espectáculo Misto de sabor agradável – 2ª da Feira de São João
Decorreu em ritmo agradável
aquela que foi a segunda corrida da Feira de São João 2017. A Monumental “Ilha
Terceira”, com as bancadas bem compostas, acolheu o espectáculo misto com Marcos Bastinhas, Álvaro Lorenzo e Ginés Marin.
Dois toiros da Casa Agrícola José Albino
Fernandes (JAF) para a lide equestre e quatro de Falé Filipe (FF) para o toureio a pé.
Marcos Bastinhas recebeu o primeiro da tarde (JAF, nº431, 522Kg),
uma estampa que revelou muito boas condições de lide, empregando-se e indo a
galope com bravura. O Cavaleiro de Elvas superou as suas prestações do dia
anterior. Lide séria e emotiva, com um toureio mais pausado, sem recorrer a
adornos desnecessários. Lidou praticamente sempre com a mesma montada durante
toda a lide, rubricando cravagens poderosas nos curtos, dando sempre vantagens
ao oponente. O seu segundo toiro (JAF, nº426, 474Kg) também cumpriu e
mostrou-se lutador. A lide aqui resultou em menor plano, com cravagens bastante
irregulares resultantes de quarteios mal medidos após batidas ao pitón
contrário. Fechou com um violino que chegou bem às bancadas.
Álvaro Lorenzo provou o oponente (FF, nº46, 472Kg) com o Capote,
para depois dar lugar ao tércio de Bandarilhas onde se destacou João Pedro
Silva. Com a Muleta foi encaminhando o oponente que, apesar de muito brusco
pela esquerda, se foi entregando à lide com alguma nobreza. Uma lide de entrega
onde se mostrou trabalhador, baseando a contenda na mão direita, mostrando
profundidade e bons pormenores artísticos. Posteriormente haveria de lidar
aquele que foi o melhor exemplar da tarde (FF, nº29, 494Kg). Este, entregou-se
com recorrido durante toda a lide e sem nunca parar de investir. Houvesse mais
tempo de lide no regulamento e mais investida haveria. O Matador tirou partido
destas condições e foi passeando a flanela vermelha por ambos os lados. A cada
passe, o temple e a profundidade iam aumentando, assistindo-se a belos momentos
de arte e ofício. Terminou, adornando-se por Luquecinas e fazendo vibrar a
assistência. Lorenzo mostrou muito boas maneiras nesta sua passagem pela ilha
Terceira.
Com Ginés Marin vinha a expectativa alimentada pelo grande momento que
atravessa na sua carreira. O seu primeiro oponente (FF, nº16, 476Kg) empregava-se,
mas a falta de força condicionou-lhe a forma de investir e consequentemente o
desenrolar da lide. O ofício iniciou-se com uma vistosa série de Verónicas. No
tércio de bandarilhas, destacou-se Gonçalo Toste. Com a Muleta foi corrigindo a
altura da mão, de forma a auxiliar o exemplar de Falé Filipe e assim evitar que
este caísse por terra. A faena desenrolou-se por ambos os lados e ao longo da
zona de sombra, terminando à porta dos curros. Marin mostrou-se um toureiro de
recursos, capaz de contornar as dificuldades que lhe são colocadas e ao mesmo
tempo conseguir sacar o que de bom o toiro tinha. Falta de força também tinha o
exemplar com que fechou a corrida (FF, nº2, 487Kg). Apesar disso, entregou-se
com nobreza, superando as condicionantes físicas. Com a mão esquerda, o Matador
foi expondo quietude em cada uma das viagens. Citou por ambos os lados e
arrimou-se, mas sem nunca conseguir romper para uma lide plena de triunfo.
As duas pegas da tarde ficaram a
cargo do Grupo de Forcados Amadores da Tertúlia
Tauromáquica Terceirense (GFATTT). Francisco Matos pegou à segunda com uma
primeira ajuda de grande nível por parte de Fernando “Mangueira”. A segunda da tarde ficou a cargo de Helénio Melo que se fechou com valentia
ao segundo intento, fazendo assim a sua despedida, ao fim de 25 anos de
forcado!!
Uma nota para este que é um dos forcados históricos do GFATT, um dos
mais rijos da geração que nos últimos anos tem entregue a jaqueta. Com todo o
mérito, o seu percurso ficará registado na galeria dos maiores forcados desta
ilha!
Mário Martins dirigiu a corrida,
sendo assessorado por José Paulo Lima. Abrilhantou a Banda da Sociedade
Filarmónica da Serreta.
Bruno Bettencourt
Foto: André Pimentel
Foto: André Pimentel
Rego Botelho, Pamplona e Vila Franca – 1ª da Feira de S. João
Começou a Feira de S. João 2017!
Começou com o emblemático Concurso de Ganadarias no dia do santo que lhe dá o
nome. Uma praça cheia assistiu a uma tarde de toiros que decorreu num ritmo
muito agradável. Em disputa os prémios para Melhor Toiro, Melhor Apresentação,
Melhor Lide e para Melhor Grupo de Forcados, prémio que vem substituir (e bem!)
o até agora Prémio para Melhor Pega.
O primeiro da tarde ostentava o
ferro de Murteira Grave (nº50,
492Kg). Este “cinqueño” era muito harmonioso, mas ficou-se por aí a qualidade
demonstrada. A início parecia ter problemas de visão, mas os problemas eram bem
maiores do que isso. Virou a cara à luta e por três vezes o toiro se deitou na
arena. Este comportamento invulgar deixa a desconfiança da existência de alguma
debilidade física. Manuel Telles Bastos
nada pode fazer. Iniciou com três curtos e ainda cravou um curto após tentar
sacar água daquele poço vazio.
O exemplar de Rego Botelho (nº66 532Kg) haveria
de apagar a imagem do toiro anterior. Saiu alegre e com som a mostrar muita
codícia. Não se ressentiu dos castigos e arrancava-se de largo aos cites,
empregando-se até ao final da lide. Aliado a tudo isto, o trapio e a bonita
presença física deste exemplar. Marcos
Bastinhas esperou-o na porta dos curros e mostrou querer agarrar o triunfo,
e a assistência, logo de início. Uma lide em crescendo que transpirou a “marca
Bastinhas” por todos os poros. O Cavaleiro de Elvas deu sempre vantagens ao
oponente, no entanto algumas das sortes pecam pelas passagens em falso e pelas
cravagens aliviadas. Encerrou com um bom par de bandarilhas.
O exemplar jorgense de Álvaro Amarante (nº155, 403Kg) marcou a
estreia da ganadaria da ilha do dragão nesta Feira. Era bonito e muito “bem
desenhado” apesar de ter menos volume. Trazia ímpeto e, apesar de ter perdido
algum fogo com o desenrolar da lide, cumpriu e mostrou bons modos, mas foi-se
defendendo por alto no decorrer da lide. Aqui, Manuel Telles Bastos já conseguiu mostrar algum do toureio que traz
dentro de si. Andou ligado ao hastado e, apesar de algum desacerto na cravagem,
acabou por realizar uma boa lide onde se destacam os 3º e 4º ferros curtos,
cravados como mandam os cânones da cavalaria portuguesa.
O exemplar de João Gaspar (nº30, 526Kg) encheu os
olhos à assistência. Bonito e volumoso. Revelou bom andamento e entrega durante
o desenrolar da lide. No final da lide foi-se parando e mostrando o andamento
típico do encaste murube, ao qual pertence. Marcos Bastinhas montou um vistoso Palomino e procurou dar
espectáculo com adornos à boa maneira espanhola. Tentou agarrar o público
através das piruetas e dos câmbios em cima dos terrenos do toiro. Faltou o
fundamental: cravou e não lidou!
Era de Francisco Sousa (nº16, 419Kg) o último da tarde. Saiu alegre e com
pata, mostrando codícia na investida. A meio da lide deu alguns sinais de perda
de ímpeto, encurtecendo a investida, no entanto, despertou novamente e voltou a
entrar na luta com a bravura inicial.
João Pamplona tirou partido das condições do toiro da divisa verde e lilás.
Indo em crescendo, foi galvanizando as bancadas. Esteve bem na escolha de
terrenos, lidando a gosto. O seu 4º ferro foi o melhor da tarde! Muito bem
esteve o mais novo cavaleiro da Quinta do Malhinha!
Como já foi referido, este ano
esteve em disputa o prémio para “Melhor Grupo”, destacando assim todo o
desempenho dos forcados ao logo da corrida. Pelos Amadores de Vila Franca estiveram na cara: Márcio Francisco, que aguentou a viagem ensarilhada do toiro e se
fechou à primeira, Francisco Farinha,
que à segunda aguentou um derrote muito alto e se fechou com querer, e Rui Godinho, numa boa pega à primeira,
sem dificuldade. Pelos Amadores da
Tertúlia Tauromáquica Terceirense, pegaram: Luís Cunha, à terceira, após duas tentativas em que sentiu
dificuldade em medir a investida do toiro, João
Silva (a dobrar Carlos Vieira que saiu lesionado) com querer a fechar-se
com valentia e com preciosa ajuda do grupo e, por fim, Luís Sousa numa grande pega à segunda tentativa.
Uma nota final apenas para
referir um aspecto que foi por demais evidente nesta corrida: se até há algum
tempo era pontual o uso de ferramentas auxiliares, hoje parece ter-se
generalizado o uso de gamarras e serretas. Nesta corrida concurso, não chega a
uma mão cheia o nº de montadas que não tinha pelo menos uma gamarra. As
qualidades de equitador dos intervenientes são conhecidas de todos, mas usar e
abusar de “travões auxiliares” tira-lhes todo o brio.
A corrida foi dirigida por
Rogério Silva, assessorado por Vielmino Ventura. Abrilhantou a Banda da
Sociedade Filarmónica Espírito Santo da Agualva.
Foram distribuídos assim os
prémios:
- Melhor toiro: “Bandeirote”, nº 66,
532kg, Rego Botelho
- Melhor apresentação: “Bandeirote”, nº
66, 532kg, Rego Botelho
- Melhor lide: João Pamplona
- Melhor grupo de forcados: Amadores de
Vila Franca de Xira
Foto: António Valinho
sábado, 24 de junho de 2017
terça-feira, 11 de abril de 2017
Apresentação da Feira de São João 2017
A apresentação do cartaz da Feira de S. João 2017 ocorreu na manhã de 11 de Abril no Salão Nobre da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo.
Coube a Arlindo Teles, Presidente da Tertúlia Tauromáquica Terceirense, entidade organizadora do certame, a apresentação do mesmo. A Feira, orçada em perto de 280.000 euros, conta com a realização de 4 espectáculos em praça, retomando assim o “modelo tradicional” da feira, ao contrário dos anos anteriores. Segundo a organização, a realização de mais uma corrida espelha o facto das ganadarias locais estarem melhor preparadas ao nível do número de efectivos e por outro lado constitui uma maior oportunidade para os artistas locais.
Assim sendo, e em termos de corridas, será mantida a Corrida Concurso de Ganadarias (dia 24 de Junho), um Espectáculo Misto (dia 25 de Junho), uma Corrida de Gala à Antiga Portuguesa (dia 30 de Junho) e a finalizar, um espectáculo apeado intitulado “Grandioso Espectáculo” (dia 02 de Julho) que tem sido a “grande bandeira de promoção internacional desta Feira”.
No cartaz destacam-se os nomes de Ginés Marín e José Garrido no toureio a pé, Manuel Telles Bastos, Marcos Bastinhas e Tiago Pamplona, no que ao toureio equestre diz respeito. O Cavaleiro Miguel Moura fará a sua estreia nesta feira. Serão lidados ao longo da Feira toiros das ganadarias de Murteira Grave, Rego Botelho, Casa Agrícola José Albino Fernandes, Álvaro Amarante (que se estreia nesta feira), João Gaspar e Francisco Sousa (triunfadora da edição de 2016). Em praça estarão ainda os Grupos de Forcados Amadores de Vila Franca de Xira, Tertúlia Tauromáquica Terceirense e Ramo Grande.
Em relação à restante composição da Feira de São João, realizar-se-á o habitual “Espectáculo da Juventude” na Praça de Toiros “Ilha Terceira”, no dia 28 de Junho. Serão lidados novilhos de Rego Botelho e actuará ainda o Grupo Juvenil do GFATTT a par de uma jovem promessa do toureio equestre e do toureio apeado. Haverão ainda actividades na arena para os mais novos.
Em relação à restante composição da Feira de São João, realizar-se-á o habitual “Espectáculo da Juventude” na Praça de Toiros “Ilha Terceira”, no dia 28 de Junho. Serão lidados novilhos de Rego Botelho e actuará ainda o Grupo Juvenil do GFATTT a par de uma jovem promessa do toureio equestre e do toureio apeado. Haverão ainda actividades na arena para os mais novos.
Os espectáculos de tauromaquia popular contam com as tradicionais Esperas de Gado (dia 24 e dia 26 para crianças), Touradas à Corda nas Doze Ribeiras, nos Altares e a tradicional Tourada no Porto das Pipas. Estes eventos contarão com exemplares de diversas divisas terceirenses.
Ainda, segundo a organização, o reflexo das apostas efectuadas nesta feira, em anos anteriores, vai-se sentindo cada vez mais ao nível do turismo taurino. Este ano são vários os grupos que se deslocarão à ilha propositadamente para assistir aos eventos da feira. Em termos de retorno económico, calcula-se que sejam gerados 115.500 euros para a economia local.
Ainda, segundo a organização, o reflexo das apostas efectuadas nesta feira, em anos anteriores, vai-se sentindo cada vez mais ao nível do turismo taurino. Este ano são vários os grupos que se deslocarão à ilha propositadamente para assistir aos eventos da feira. Em termos de retorno económico, calcula-se que sejam gerados 115.500 euros para a economia local.
FEIRA DE SÃO JOÃO 2017
CONCURSO DE GANADARIAS
Dia 24 de Junho, 18h00
-TOIROS-
Murteira Grave
Rego Botelho
Casa Agrícola José Albino Fernandes
Álvaro Amarante
João Gaspar
Francisco Sousa
-CAVALEIROS-
Manuel Telles Bastos
Marcos Bastinhas
João Pamplona
-FORCADOS-
Amadores de Vila Franca de Xira
Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense
-BANDA-
Sociedade Filarmónica Espírito Santo da Agualva
ESPECTÁCULO MISTO
Dia 25 de Junho, 18h00
-TOIROS-
Casa Agrícola José Albino Fernandes
-CAVALEIRO-
Marcos Bastinhas
-MATADORES-
Álvaro Lorenzo
Ginés Marín
-FORCADOS-
Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense
-BANDA-
Sociedade Filarmónica Recreio Serretense
CORRIDA DE GALA À ANTIGA PORTUGUESA
Dia 30 de Junho, 22h00
-TOIROS-
João Gaspar
Francisco Sousa
-CAVALEIROS-
Tiago Pamplona
Manuel Telles Bastos
Miguel Moura
-FORCADOS-
Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense
Amadores do Ramo Grande
-BANDA-
Filarmónica Artesia Divino Espírito Santo
GRANDIOSO ESPECTÁCULO
Dia 02 de Julho, 18h00
-TOIROS-
Rego Botelho
-MATADORES-
Román
José Garrido
Joaquín Galdós
-BANDA-
Sociedade Filarmónica Rainha Santa Isabel das Doze Ribeiras
Bruno Bettencourt




















