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Campo Pequeno: Ramo Grande vencedores

O "V Torneio de Cernelhas" inserido na "V Festa do Forcado" que este ano decorreu no Praça de Toiros do Campo Pequeno, foi ganho pelo Grupo de Forcados Amadores do Ramo Grande (GFARG).

Documentário "Touro" RTP

Excerto do documentário "Touro" realizado pela RTP.

Morreu o fenómeno "Elisa"

Vítima de cancro, morreu o famoso toiro nº 38 (da Casa Agrícola JAF) que foi apelidada e conhecida mundialmente por "ELISA".

La isla Terceira y el toro

En Terceira se profesa el culto al toro bravo [...] y los terceirenses se enorgullecen sin estridencias de una afición que tiene mucho de forma de vida.

Barcelonarena - documentário

Documentário de Ander Duque.

Domingo, 18 de Março de 2012

Campo Pequeno: Ramo Grande vencedores

O "V Torneio de Cernelhas" inserido na "V Festa do Forcado" que este ano decorreu no Praça de Toiros do Campo Pequeno, foi ganho pelo Grupo de Forcados Amadores do Ramo Grande (GFARG). Os forcados Manuel Pires e Vitor Oliveira (popularmente conhecido por "Batata") levaram a melhor na final onde defrontaram o Grupo de Forcados Académicos de Elvas.
Como prémio do referido torneio, o GFARG recebeu o "V Troféu António José da Veiga Teixeira" e o direito de pegar na "Corrida Vidas/Correio da Manhã" que se realiza na arena lisboeta a 3 de Maio. O cartel dessa corrida mista contará com as Cavaleiras Sónia Matias e Ana Baptista. Na lide apeada estarão os Matadores Luís Vital "Procuna" e David Mora. Serão lidados toiros da Ganadaria de São Torcato.
O Grupo de Forcados Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense. representado por Nuno Sequeira e Leonardo Gonçalves, esteve igualmente presente no certame, não conseguindo no entanto apurar-se para a final.
Bruno Bettencourt
Fotos: Toureio.com e Mário Agostinho

Sábado, 25 de Fevereiro de 2012

Documentário "Touro" RTP

Excerto do documentário "Touro" realizado pela RTP.

Quarta-feira, 8 de Fevereiro de 2012

Morreu o fenómeno "Elisa"

"Vítima de cancro, morreu o famoso toiro nº 38 (da Casa Agrícola JAF) que, pelas suas invulgares características e únicas em toda a história da raça brava, foi apelidada e conhecida mundialmente por "ELISA" ou "MARIE ELISE", como lhe chamou um turista francês ao aproximar-se da gaiola, numa tourada em Vale de Linhares, pedindo para a ver e tirar-lhe fotografias.
Nasceu a 22/3/1997 e morreu a 3/2/2012. Foi dos toiros que deu mais corridas (71), sendo a primeira corda em 3/9/2000 na Vila Nova e curiosamente a última em Setembro passado na mesma freguesia.
Nos seus tempos áureos foi a loucura da aficion terceirense (que o diga o elemento feminino com os seus frenéticos gritos de paixão quando ela (?) se aproximava dos balcões), enchendo os arraiais até às costuras.
Imune à sexualidade, mas sempre saudável, serena, de expressão e pose únicas; respeitável e respeitadora, vivendo sempre lado a lado com os toiros, estes nunca a "chatearam", nem ela a eles: amigos, amigos; amores à parte!...
Vendo-se impossibilitada de ter "bebés", incumbiu os irmãos, principalmente o 35 e o 42 (este ainda hoje na honrosa missão de reproduzir), de lhes "fazer" sobrinhos e é vê-los por esses arraiais taurinos com o semblante da tia "ELISA".
Por ser um fenómeno raro (afrodita), extraordinário e maravilhoso, no dizer do médico veterinário Dr. Vielmino Ventura e, por outro lado, de excepcional bravura (ou não fosse filha do zarolho, mas famoso e bravo 314 e da maluca vaca 212), além de outras e únicas características, contamos oportunamente vir a lume, através deste jornal, com depoimentos pelo menos duma parte da inacabável e curiosa história e vida deste inigualável animal que deixa a festa dos toiros bastante mais pobre com o seu desaparecimento."
José Henrique Pimpão in Diário Insular
Fotos: Samuel Fagundes

Segunda-feira, 6 de Fevereiro de 2012

La isla Terceira y el toro

Si a uno lo despertasen en mitad de un sueño, y se encontrara con que lo habían trasladado, por arte de encantamiento, hasta la isla Terceira, en el archipiélago de las Azores, podría pensar que se encontraba en Escocia, o en Galicia, o en una Asturias rodeada de agua por todas partes. Como solemos hacernos una idea de lo que tenemos que conocer por lo que ya hemos conocido, yo pensaba que la isla Terceira sería una mezcla de mis estereotipos canarios, algo así como una pequeña Tenerife lanzarotizada, con laurisilvas y playas de arena negra volcánica. Pero el caso es que Terceira es un gran sucesión de prados, cuyas lindes enmarcan unos muros artesanales de piedra que convierten el horizonte en un damero irregular.

Fui a Terceira invitado a participar en el Segundo Fórum Internacional de la Cultura Taurina, dedicado sobre todo este año al periodismo especializado y su relación con los espectadores. Allí estaban algunos de los mejores periodistas taurinos del momento: Vincent Bourg “Zocato”, Vicente Zabala, Patricia Navarro, Francisco Aguado, Álvaro Acevedo, Alfredo Casas, Ignacio de la Serna, Joâo Queiroz, Mauricio Vale. Pero también los profesores Alejandro Pizarroso y Juan Carlos Gil, que hablaron, respectivamente de los escritores taurinos y de la obra periodística inédita de Ignacio Sánchez Mejías. Y los matadores de toros Salvador Cortés, Manuel Caballero, Eduardo Dávila Miura y Luis Mariscal. Y la fotógrafa Anya Bartels, y el cineasta Daniel Villamediana. Gentes del toro: profesionales y aficionados, una apacible secta convocados allí por el extraño embrujo de esa deidad.

En Terceira se profesa el culto al toro bravo. Allí no están reñidos, como pudimos comprobar, el golf o el tenis con la simbología y la decoración taurinas, en los recintos de sus clubs, y los terceirenses se enorgullecen sin estridencias de una afición que tiene mucho de forma de vida. Yo diría que lo portugués, allí, se quintaesencia en unas maneras que están hechas con la máxima emotividad señorial. Escuchando la inteligencia de las intervenciones y la placidez de los debates, uno no puede sino volver a sentir pasmo y tristeza recordando la tosquedad y la mala educación de buena parte de los fanáticos abolicionistas peninsulares.

A la jornada de cierre, acudió invitada la ex Ministra de Cultura del Gobierno Socialista, Gabriela Canavilhas, quien leyó las conclusiones del Fórum. Pero antes pudimos disfrutar de un vídeo con la intervención que ella misma protagonizó en defensa de la cultura taurina, haciendo uso de su escaño, en el Parlamento Portugués, a resultas de la cual se rechazó una propuesta de prohibición de las corridas. Son diez minutos que deben formar parte de la alta política iberista. Con contundencia, entereza y eficacia, se defienden en su discurso la libertad de expresión y el universo del toro como cultura, como industria, como labor ecologista verdadera, como espectáculo. Comparando esos diez minutos de apasionada sensatez con el silencio que durante años han guardado nuestros mandatarios socialistas, uno no puede más que sentir vergüenza y envidia a partes iguales.

Y todos los presentes caímos rendidos a los pies de doña Gabriela, y le propusimos allí mismo amor eterno y matrimonio, pero nuestra ex ministra, para desgracia del género masculino, ya estaba casada y bien casada.

Carlos Marzal in ABC Valência
Foto: ABC.es

Segunda-feira, 30 de Janeiro de 2012

II Fórum Mundial da Cultura Taurina - momentos

Aqui fica uma série de imagens que resumem alguns dos momentos vividos por todos aqueles que participaram no II Fórum Mundial da Cultura Taurina. Esta montagem foi projectada no final da sessão de encerramento.

Conclusões do II Fórum Mundial da Cultura Taurina

Os participantes no II Fórum Mundial da Cultura Taurina, celebrado na Ilha Terceira, concluem que uma informação taurina verdadeira e de qualidade, e uma comunicação livre e positiva dos valores da festa dos toiros, são vectores fundamentais para difundi-la e defendê-la no seio da sociedade e face aos diversos ataques políticos, mediáticos e radicais que o espetáculo tem vindo a sofrer.

Neste sentido, manifestam a sua repulsa mais firme pelas restrições à liberdade de expressão e ao direito dos pais à livre educação dos seus filhos, restrições essas que alguns governos estão a levar a cabo através de medidas abolicionistas das corridas de toiros e da proibição de entrada dos menores de idade nas praças.

Felicitam-se ainda os êxitos obtidos em defesa da Festa alcançados em França pelo Observatório das Culturas Taurinas, ao conseguir a declaração do toureio como Património Cultural da nação, e o mais recente da federação Protoiro, que contribuiu para que fosse recusada uma petição abolicionista no Parlamento de Portugal.

Por seu turno, este Fórum aplaude de pé a exemplar e inteligente tenacidade da associação “Somos Ecuador” durante a desigual batalha mantida contra o estado equatoriano na sua pretensão de suprimir a sorte suprema no país equinocial, campanha que deve servir de modelo de ativismo tanto nos seus aspectos legais como de imagem.

Desde Angra do Heroísmo, como centro geográfico da tauromaquia, consideramos que a informação taurina tem de recuperar o espaço perdido nos meios de comunicação, e que os jornalistas que se dedicam ao seu exercício devem fazê-lo com independência e em condições laborais dignas que garantam o seu profissionalismo.

Igualmente, instamos os aficionados a manifestarem-se de uma maneira combativa e coesa, usando as redes sociais e as novas tecnologias da comunicação como armas de militância em defesa de uma cultura taurina que une milhões de pessoas em todo o Mundo.

O espírito construtivo que surgiu nos Açores há já três anos neste mesmo Fórum manifesta-se uma vez mais, propiciando a união dos jornalistas taurinos do Mundo através de um projeto associativo, com sede na Ilha Terceira, e a criação de uma rede de aficionados que aprofunde o ativismo taurino através das novas tecnologias.

Os organizadores do II Fórum Mundial da Cultura Taurina agradecem a todos os que contribuíram para esta confluência de ideias a favor da Festa e espera poder contar com a presença de todos no próximo encontro, nesta ilha, no meio do Atlântico, daqui a dois anos.

Jornalista Taurinos formam associação

Os jornalistas taurinos uniram-se para fundar uma associação em seu nome a nível mundial.
O anúncio foi feito durante a sessão de encerramento do II Fórum de Cultura Taurina, sábado passado, no auditório da Escola Tomás de Borba em Angra do Heroísmo.
Terá sede na ilha Terceira e o seu primeiro presidente é da Venezuela.


O recém-criado projecto associativo reúne jornalistas taurinos de todos os países de tradição à escala mundial – Portugal, Espanha, Equador, Peru, México, Colômbia, França e Venezuela. Esta última localidade assume a liderança como presidente do grupo pela voz de Victor José López “El Vito”.

“Foi uma surpresa para mim. É uma velha ambição dos jornalistas, sobretudo dos jornalistas taurinos. Queremos trabalhar com a comunicação, levar a mensagem, difundir e explicar a festa dos toiros. Esta festa tem a sua origem histórica em diferentes localidades e une civilizações”, revela o profissional de comunicação e critico de Caracas aos jornalistas, após a sessão de encerramento do II Fórum de Cultura Taurina, no passado sábado, no auditório da Escola Tomás de Borba em Angra do Heroísmo.

“Os toiros são muito mais do que uma moda. Por isso é que está na moda não ser taurino. Fazem parte de uma cultura. Não é espanhola, não é portuguesa, não é francesa, mas universal”, acrescenta.

A escolha da Venezuela como representação máxima dessa união dos jornalistas especializados em tauromaquia, explica “El Vito”, tem como propósito fazer frente ao actual conflito ideológico entre a festa brava e o poder político local.

“O poder político, que se auto qualifica de revolucionário, não está só contra a festa dos toiros. O conceito de revolucionário é acabar com tudo o que é tradição. Mudar a história. A ligação [da Venezuela] com a Europa e a Espanha é considerada exótica e exógena”, declara.

Para o presidente da Tertúlia Tauromáquica Terceirense (TTT), entidade organizadora do evento, a criação do novo grupo associativo, depois de três dias de partilha e debate no âmbito do Fórum, reforça a importância da marca Açores no contexto mundial da cultura taurina.

“Foi uma surpresa dos jornalistas estrangeiros e portugueses que cá estão. Acima de tudo é prova de que este fórum, como evento, e a própria ilha Terceira, marcou-os fundo na alma e de que devemos manter este lugar como ponto de encontro para reflexão da festa dos toiros no mundo”, declara Arlindo Teles.
 

CANAVILHAS ENCERRA FÓRUM
A deputada na Assembleia da República, Gabriela Canavilhas, presidiu ao encerramento dos trabalhos do II Fórum Mundial de Cultura Taurina, após a projecção do vídeo da sua intervenção no Parlamento, a favor da festa brava em Portugal, no passado dia 19, a propósito do debate da petição anti-taurina.

Na ocasião, a ex-directora regional da Cultura, recordou o período de vivência na ilha Terceira onde diz ter aprendido sobre a matéria, a qual, ao contrário da sua terra-natal, a ilha de São Miguel, tem história e tradição taurina. Confessou não ser aficionada “no seu verdadeiro sentido” devido “à falta de conhecimentos suficientes desta Arte para ser considerada como tal”.

“Mas encaro todo este mundo com o respeito máximo. Encerra muito mais do que possa querer demonstrar”, frisa.

Gabriela Canavilhas cumpriu a leitura das conclusões do Fórum nos três idiomas – Português, Castelhano e Francês –, e seguiu depois para a Praça de Toiros da ilha Terceira para assistir a uma tenta pública, prevista no programa, com o matador Salvador Cortés.

Foram lidados um toiro e vacas da ganadaria Rego Botelho.

PRÓXIMO EM 2014
Em tom de conclusão, Arlindo Teles, presidente da TTT, adianta que o trabalho desta entidade e de todos os agentes envolvidos na festa brava prosseguirá no sentido de “recuperar a visibilidade nos meios de comunicação social generalistas”, sendo certo a realização da terceira edição daqui a dois anos.

“Com uma estratégia para alcançar novos públicos. Importa chegar a um mundo que não apenas o meio aficionado”, justifica, em declarações ao nosso jornal, acrescentando que “quem não conhece a realidade taurina tem tendência a manifestar-se contra a festa”. “É preciso conhecer para gostar”, considera.

No seguimento, destaca ainda o papel da internet e das redes sociais, de resto tema abordado na primeira mesa-redonda de sábado, dia de encerramento, que têm vindo a ser utilizadas também como “ferramenta de luta na defesa da cultura taurina que une milhões de pessoas em todo o mundo”.

“Apresentaram aqui, com estatísticas provadas, que o número de cibernautas no mundo dos taurinos é superior aos anti-taurinos. E a ideia comum na sociedade é inversa”, sublinha.

Considerando a grande temática do evento de 2012 “A Comunicação na Festa”, e os grupos de anti-taurinos que fizeram chegar a sua voz através da imprensa local e das redes sociais, Arlindo Teles reforça as suas palavras expressas, em tom de crítica, no discurso de abertura.

“Sentimos que, por vezes, não há a suficiente isenção de alguns OCS’s. Falou-se muito numa manifestação que, afinal, não se concretizou, o que, no nosso entender, provoca um grande desequilíbrio de espaço. Apesar dessa pressão, que tem o objectivo de desmoralizar, o fórum devolveu-nos serenidade reforçando os valores da festa que são imensos e voltaram a ser abordados em todas as mesas-redondas”, remata.

Ao todo, de 26 a 28 de Janeiro, participaram cerca de duas centenas, em representação de nove países do mundo.

Sónia Bettencourt in A União

Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2012

II Fórum Mundial da Cultura Taurina - Sessão de Abertura

Uma vez mais, a ilha Terceira é centro da Tauromaquia Mundial. O II Fórum Mundial da Cultura Taurina iniciou-se ontem, dia 26 de Janeiro, no Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo.
A sessão de abertura contou com as intervenções de Arlindo Teles (Presidente da Tertúlia Tauromáquica Terceirense), Sofia Couto, presidente do município angrense e Jorge Bruno, Director Regional da Cultura. Arlindo Teles defendeu uma maior afirmação da Festa através da sua divulgação. Afirmou que apenas com uma comunicação adequada se poderá quebrar as barreiras existentes entre a Festa Brava e aqueles que não a compreendem e/ou perseguem. O enquadramento de Angra do Heroísmo enquanto cidade taurina foi feito por Sofia Couto. A autarca incidiu sobre todas as particularidades que marcam a coexistência do povo angrense com a Festa e os Toiros. Por seu lado, Jorge Bruno referiu a importância da realização deste fórum enquanto veículo de consolidação da tauromaquia, funcionando igualmente como promotor do turismo de congressos ao nível local.
Posteriormente foram chamados a intervir o director do jornal “Açoriano Oriental”, Paulo Simões e o ex-Secretário de Estado da Cultura, Elísio Summavielle. Uma vez mais foi enfatizada a necessidade de fazer chegar a informação taurina aos meios de comunicação sociais generalistas. Paulo Simões alertou ainda para a necessidade de haver uma maior ligação entre todos os agentes da Festa e a comunicação social. Elísio Summavielle, numa alusão aos ataques que têm sido feitos ao mundo taurino, fechou a sessão defendendo que o homem não pode viver “cheio de si próprio”. Esta atitude, nas suas palavras, é um entrave à expansão cultural e à liberdade.

Bruno Bettencourt

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