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sábado, 6 de outubro de 2018

Toiros para a Corrida Concurso de Ganadarias de Vila Franca de Xira

Aqui fica a imagem do curro para a corrida de amanhã Praça de Toiros "Palha Blanco", dia 7 de Outubro, onde estarão presentes os Amadores do Ramo Grande. Recorde-se que esta Corrida Concurso de Ganadarias está integrada na Feira de Outubro de Vila Franca de Xira. Serão lidados exemplares de Veiga Teixeira, António Silva, Passanha, São Torcato, Higino Soveral e Silva Herculano. A cavalo estarão Manuel Telles Bastos, Francisco Palha e Luis Rouxinol Jr.
Na disputa com os rapazes capitaneados por Manuel Pires, estarão os Grupos de Forcados Amadores do Ribatejo e do Aposento do Barreto Verde.



 





quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Treino dos Amadores do Ramo Grande

O Grupo de Forcados Amadores do Ramo Grande realizou, esta semana, na ganadaria de Herdeiros de Ezequiel Rodrigues, o último treino com vista ao importante compromisso em Vila Franca de Xira, no próximo dia 7 de Outubro. Aqui ficam as imagens:














terça-feira, 2 de outubro de 2018

Ramo Grande em Vila Franca de Xira


O Grupo de Forcados Amadores do Ramo Grande irá estar presente na Praça de Toiros "Palha Blanco", na Corrida Concurso de Ganadarias que acontecerá no próximo dia 7 de Outubro, integrada na Feira de Outubro de Vila Franca de Xira.

Serão lidados exemplares de Veiga Teixeira, António Silva, Passanha, São Torcato, Higino Soveral e Silva Herculano. A cavalo estarão Manuel Telles Bastos, Francisco Palha e Luis Rouxinol Jr.
Na disputa com os rapazes capitaneados por Manuel Pires, estarão os Grupos de Forcados Amadores do Ribatejo e do Aposento do Barreto Verde.

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Festa Campera do GFATTT


terça-feira, 28 de agosto de 2018

Ramo (em) Grande em Arronches


O Grupo de Forcados Amadores do Ramo Grande esteve presente na corrida que se realizou em Arronches no passado dia 25 de Agosto. O cartel era composto por Tito Semedo, Marco José e Miguel Moura, para a lide de toiros de Quinta Mata-o-Demo. Ombrearam com o grupo terceirense, os Amadores de Arronches e os Amadores de Redondo. Em disputa estiveram os prémios para "Melhor Pega" e "Melhor Grupo".

O grupo do Ramo Grande arrecadou os dois prémios em disputa. O prémio de "Melhor Grupo" foi atribuído, naturalmente, graças ao desempenho ante os dois exemplares que lhes coube em sorte, enquanto que o de "Melhor Pega" foi atribuído à pega do Forcado Rui Dinis efectuada ao 3º toiro da corrida.


quarta-feira, 8 de agosto de 2018

O Jubilado, os Doutores, o Caloiro e o Emérito – Corrida das Festas da Praia 2018


A veterania e o peso da experiência podem manifestar-se de formas completamente opostas. A Corrida das Festas da Praia foi cenário da materialização desta premissa, numa tarde/noite de praça cheia. Melhor o veterano de jaqueta enramada, pior o de casaca azul e ouro.

Ganadarias de Rego Botelho e Passanha para João Moura, Tiago Pamplona, João Ribeiro Telles e Manuel Sousa (amador). Pegas a cargo dos Grupos de Forcados Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense (GFATTT), do Ramo Grande (GFARG) e de Beja (GFAB).

João Moura abriu praça e foi homenageado pelo 40º aniversário da sua alternativa. Momento emotivo onde se ouviu, no sistema de som da praça, uma resenha dos seus feitos enquanto figura mundial do toureio. Teve por diante um exemplar RB (nº95, 510Kg) de boa apresentação, mas escasso de força e que se foi defendendo. O Mestre de Monforte, não o foi. Mostrou o entendimento que a já referida veterania e o peso da experiência conferem, estando correcto nas cravagens, mas apenas isso. Rubricou uma não-lide desluzida e sem história, onde se limitou a cravar. Com o exemplar Passanha (nº83, 555Kg) o Maestro não mudou de tom. O toiro carregava pouco, mas merecia outra lide, que o alegrasse e o fizesse romper. Nesta passagem pela ilha Terceira, Moura foi a antítese da razão pela qual se tornou símbolo e revolucionário do toureio equestre mundial. Duas lides sem lidar, sem explanar toureio. O seu toureio de magia parece ter sido jubilado há algum tempo.

Era pequenote o lote de Tiago Pamplona, quer em tamanho como em comportamento. O Cavaleiro angrense andou por cima de ambos. O seu primeiro RB (nº87, 488Kg) deu boa réplica, apesar de por vezes se parar na reunião. Pamplona entregou-se como é seu hábito e agarrou o público. Mostrou-se e mostrou que nem a geografia é impedimento para, em termos de qualidade, se andar no patamar superior da cavalaria nacional. Correctíssimo nas bregas e nas escolhas de terreno, apesar de alguns momentos de irregularidade nos tempos e nas medidas dos quarteios. O RB (nº5, 436Kg), segundo do lote, mostrou-se impetuoso na saída mas cedo perdeu o gás, parando-se e enquerençando nos terrenos dos tércios. O Cavaleiro deu-lhe a volta e com uma boa lide foi tapando os defeitos do oponente ao mexer-lhe com os terrenos. Corrigiu-se e andou correctíssimo nas abordagens, saindo em plano superior. Destaque para o ferro curto com que encerrou a lide: de alto a baixo, ao estribo e em zona de compromisso, a levar ao rubro a assistência.

A João Ribeiro Telles havia de calhar o lote mais desluzido em termos de comportamento. O RB (nº96, 466Kg) era manso e, como tal, virava a cara à luta desligando-se desde cedo. Mas, como se costuma dizer, são estas as situações ideias para se perceber a qualidade de um toureiro. João Telles tem-na e mostrou-a! Cadenciou a sua prestação e, tempo após tempo, foi mostrando a sua entrega e saber. Deu vantagens ao oponente, bregou-o na medida certa e foi contornando todas as dificuldades impostas pelo mansote. Lide inteligente onde mostrou o porquê de ser uma das figuras da nova geração. O Passanha (nº64, 498kg) que lhe coube em sorte parecia ter problemas de visão. O Cavaleiro conduziu-o com a voz e o toiro foi-se entregando. Telles rompeu para o triunfo com uma lide em crescendo que fez eco nas bancadas. Esteve variado nas sortes, agarrando em definitivo a assistência. A destacar o terceiro ferro curto, pleno de emoção e executado como mandam as verdadeiras regras do toureio equestre.

O Cavaleiro luso-americano Manuel Sousa prestou prova para Cavaleiro Praticante diante do “Tordo” (RB, nº10, 441Kg), perfilando-se como o caloiro entre um consagrado e dois dos Doutores da arte equestre nacional. É notória a vontade do Cavaleiro, mas também o é o facto de acusar o nervosismo e, com isso, expor a sua pouca experiência. É um Cavaleiro jovem e com uma larga margem de progressão (assim lhe transmitam bons conhecimentos) no entanto, ainda está aquém do exigido para o que se quer de um Cavaleiro Praticante. Ficam na retina as duas cravagens com que encerrou a lide, nas quais mostrou mais discernimento e vontade de arriscar.

Um dos grandes momentos do espectáculo havia sido antevisto no cartaz da corrida: a despedida do incontornável Américo Cunha, o forcado que prova que os homens não se medem aos palmos. Após 35 anos em que representou 3 grupos de forcados, com a sua forma peculiar de estar na arena, decidiu retirar-se e fê-lo de forma magistral ao serviço do GFARG. Mostrou o que de melhor a veterania e o peso da experiência conferem. Chamou o segundo toiro da corrida e ao primeiro intento fechou-se de forma correctíssima aguentando um derrote por alto e não mais largando. A pega da tarde a levantar as bancadas numa ovação explosiva. Américo Cunha passou assim a emérito. Uma palavra para o grande desempenho do primeiro ajuda, Vítor Enes, que foi fulcral no desfecho da mesma. A noite não esteve de feição para os forcados. Ora pelo comportamento dos toiros, ora por falta de grupo nas ajudas ou por culpa dos forcados da cara, muitas foram as tentativas. Pelo GFATTT estiveram em praça Luís Cunha que consumou à terceira com ajudas carregadas, Tomás Ortins que à primeira se fechou numa boa e correcta pega e Luís Sousa que à terceira fez uso das ajudas carregadas para consumar. Pelo GFARG, além do já mencionado Américo Cunha, esteve em praça Rui Dinis que aguentou uma investida ensarilhada e se fechou à primeira. O GFAB apresentou-se com Bento Costa que resolveu à terceira, já com as ajudas em cima, e Luís Eugénio que a sesgo e à quarta tentativa se fechou na cara do toiro.

Antes do início das cortesias, realizou-se um respeitoso minuto de silêncio em memória do ganadero Filipe Humberto Sousa (Humberto Filipe), figura emblemática da tauromaquia terceirense, recentemente falecido.

O espectáculo foi dirigido por Rogério Silva que esteve díspar quanto aos critérios de atribuição de música às lides. A assessoria veterinária esteve a cargo de Vielmino Ventura.

Abrilhantou (e bem!) a banda da Associação Filarmónica Cultural e Recreativa Santa Bárbara, da Fonte do Bastardo.

Bruno Bettencourt
Foto: Paulo Gil

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