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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Há 10 anos foi assim...

Recuando 10 anos nas crónicas aqui publicadas, encontramos a seguinte passagem, referente à corrida de Estreia do Grupo de Forcados Amadores do Ramo Grande: 


"E porque a noite era da forcadagem, assistiu-se a grandes pegas. Nuno Pires brinda a Duarte Bettencourt, mentor destes Forcados Amadores do Ramo Grande, e consuma a pega inaugural do grupo com grande valentia fechando-se à primeira tentativa numa rija pega de fazer levantar os tendidos. Realce para a excelente 1ª ajuda do Cabo Filipe Pires. Na segunda pega da tarde, Alexander Rocha, após ter sido posto fora da cara do toiro na 1ª tentativa, executa uma pega primorosa, aguenta violento derrote, sendo muito bem ajudado pelo grupo que de pronto se fecha para a consumação. Por fim, a pega da noite efectuada por Manuel Pires. O forcado fecha-se muito bem, entra pelo grupo dentro e levanta as bancadas numa explosão de aplausos. O Grupo de Forcados Amadores do Ramo Grande deixou muito boa nota, verificando-se que têm sentido, união e conhecimento."

Bruno Bettencourt

quinta-feira, 23 de junho de 2016

62 anos de duro trabalho no mato - José Pires foi um exímio pastor

Hoje vamos dedicar uma humilde mas justa homenagem póstuma a uma figura que, embora falecida há 20 anos, deixou marcas profundas ao serviço da tauromaquia terceirense, pelo que jamais a afición o esquecerá.
Trata-se do velho pastor José Pires que nasceu em 1913, vindo a falecer em 1996, com 83 anos de idade. Sempre viveu na sua casa ali à Fonte Faneca, na Terra chã, hoje propriedade da filha Maria Alice e do marido António Nanques.

Para os mais novos, é bom que saibam o quanto difícil era a vida para uma grande maioria da população. José Pires embora filho de gente humilde e trabalhadora, mas numerosa, teve de se lançar ao trabalho apenas com 9 anos de idade, no difícil e duro ambiente do mato, começando com trabalhos à medida da sua idade e, mais tarde, como trabalhador e pastor na ganadaria de Patrício de Sousa Linhares, na década de 30.
Alguns anos depois foi trabalhar com gado manso e bravo do ganadero José de Castro Parreira, vindo a exercer também as funções de pastor da corda e pouco tempo dapois juntou-se a de maioral, durante 35 anos, ou seja até 1971, altura em que os herdeiros de Castro Parreira (que havia falecido em Abril de 71) acabaram por vender todo o gado bravo, em Novembro desse mesmo ano, ao ganadeiro José Albino Fernandes, ele reformou-se.

José Pires cuidava do gado com tal carinho e mestria como se sua fosse a ganadaria. Adorava e bastava-lhe um dos cavalos (em especial o célebre e inteligente cavalo branco) e dois cães, domesticados à sua maneira, para sozinho separar e tratar das várias dezenas de toiros, ao ponto do patrão lhe dar todos os poderes de decisão na forma como ele se empenhava responsavelmente nos cuidados e bem-estar dos animais, nos 365 dias de cada ano.
Cioso dos "seus" toiros, José Pires, de certo modo severo, no comando da corda, era no entanto homem de colaborar com os capinhas, desde que estes lhe mostrassem boas intenções de respeito no lidarem com os animais. Caso contrário, quem tentasse amesquinhar de qualquer forma o toiro no "bota abaixo", podia contar que, naquele ou num outro dia, era certo que provaria a "sopinha de corno". Enfrentou, por isso, alguns problemas, mas nunca acobardava nas suas intenções de defesa intransigente dos "seus "toiros.

Trabalhou e cuidou de toiros poderosos, bravos e com história - e sentia-se orgulhoso - entre os quais, por exemplo, o primeiro e fabuloso semental, com o nº 102 e alcunha de Rabão, adquirido pelo patrão Castro Parreira ao Dr. Emídio Infante e que viria a deixar boa semente para o reconhecido êxito da ganadaria terceirense e, por outro lado, o famoso toiro "Descornado", de grande bravura e nobreza, filho do "toiro da velha" e neto materno do já citado Rabão, nº 102. Pois este "Descornado", nascido em 1951 e que viria a morrer perto de 1970, deu 11 corridas à corda e raro foi o dia em que não colhia capinhas, com destaque para uma corrida no Porto Martins a 21 de Setembro de 1955, em que fez seguir para o hospital 10 capinhas com braços partidos e cabeças prontas para receber "gatos" (segundo o cronista Ricardo Jorge no seu livro "Outras Tauromaquias"). Na Praça de S. João actuou por 5 vezes, destacando-se uma das corridas organizadas pelo SC Lusitânia, em 1956, onde brilhou, como de costume, ao ser toureado pelo cavaleiro amador José Albino Fernandes, com 4 ferros, e levou como seu brega Valdemar Silva e pegado pelo valente forcado Joaquim Simões.

Segundo ainda Ricardo Jorge (rip), o "Descornado" foi dos toiros que teve mais filhos. Durante os anos de 58 a 67 em que exerceu as funções de semental, enriqueceu a ganadaria de Castro Parreira com 71 machos e 65 fêmeas.
Mas José Pires foi um homem que lidou com muitas personalidades ligadas aos toiros, colhendo daí muitos ensinamento, de entre os quais, do popular e muito conhecido e conhecedor José da Lata, com quem chegou a andar à corda. Foi grande amigo do António Patrício, com quem muito discutiram sobre toiros, apesar de serem severos rivais quanto às ganadarias (J.Castro Parreira e José Dinis Fernandes respectivamente).
Teve muitos colegas da corda, dos quais nos lembramos de António Fraga, do Valdemar Pires (a viver na Califórnia) e filho do homenageado (os três no comando da corda), o Manuel Coutinho, o Luís Patrício, o João Corvelo, Manuel Trovão, da Ribeirinha, José Queijinha, do Posto Santo, João Quinteiro, da Terra chã, o filho do Lourenço etc..

Concluímos com uma palavra de agradecimento ao nosso bom amigo AntónioNanques, grande aficionado e genro de José Pires, com quem (diz) muito aprendeu; e à esposa D.Maria Alice Pires, filha do homenageado, pelas preciosas informações, sem as quais não seria possível esta reportagem.

José Henrique Pimpão

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Faena de Escribano a "Cobradiezmos"

O dia 13 de Abril será mais um dia para a história da tauromaquia. Manuel Escribano indultou o toiro "Cobradiezmos" nº37 (562Kg) da ganadaria de Victorino Martin Andrés, na Praça de Toiros de Sevilha. Um toiro que é o verdadeiro exemplo daquilo que se procura num toiro de lide.
Este foi o segundo indulto em mais de 200 anos de história da Praça de Toiros da Real Maestranza de Caballería de Sevilha.

Aqui fica o video completo da faena de Escribano a "Cobradiezmos".

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

"É preciso recuperar o toureio a sério na Tourada dos Estudantes"

Para Miguel Azevedo, foi na Tourada dos Estudantes que nasceram os grandes nomes da tauromaquia terceirense, mas é preciso recuperar o festival, porque os cavaleiros e toureiros não se têm renovado. 

Este ano, não se realiza, em Angra do Heroísmo, a Tourada dos Estudantes, uma tradição de Carnaval com quase um século. Na sua opinião, o que provocou este desfecho? Os alunos perderam o interesse?
 O que se verificou este ano foi, essencialmente, a falta de interesse dos estudantes. Podem apontar-se várias razões para que a Tourada dos Estudantes, na sua totalidade, não se realize, mas quando houve apenas 15 inscritos para a mesma poderia estar tudo dito. Recordo que, há não muitos anos, esse número ultrapassava a centena, e havia os "cortes" para selecionar os 60/70 que fariam parte do cortejo e da garraiada. Acho que não se deve dramatizar a situação, mas sim tirar as devidas ilações da mesma. Até porque se fez a Tenta, se deu a Volta à Ilha e, com a ajuda de alguns - infelizmente sempre os mesmos -, até haverá no sábado uma "brincadeira" na Praça de Toiros Ilha Terceira, que evocará a Tourada. Mas a verdade é que, nos últimos anos, as bancadas têm tido sempre as mesmas pessoas - e poucas -, mesmo se o cortejo vinha mantendo um nível engraçado. Acredito é que esta seja apenas uma crise passageira e que em 2017 haja novamente a festa em todo o seu esplendor. 

Uma das alunas que tentava organizar este ano a Tourada dos Estudantes disse a DI que os pais estavam renitentes em deixar os filhos participar. Esta tradição ganhou má imagem nos últimos anos?
 Não vejo as coisas assim. Ou então a memória dos pais da nossa terra está muito fraca. Não há casa, especialmente em Angra, onde não haja uma recordação da Tourada dos Estudantes. Ela foi também a porta de entrada no mundo taurino para muitos jovens ao longo de décadas, para lá da sua vertente crítica e cómica, que sei ser, ainda hoje, motivo de tantas e tantas histórias. Claro que houve excessos e hoje há uma data de problemáticas com os mais jovens, às quais nem se ligava anteriormente. Mas não acredito que o afastamento seja por via dos pais, nem que a Tourada dos Estudantes tenha má imagem. Espero que a vontade da Mariana e dos seus amigos prevaleça nestas novas gerações. 

Acredita que ainda será possível recuperar a Tourada dos Estudantes?
 Penso que sim. Tenho uma opinião muito própria sobre vários fenómenos da nossa terra, pois a inconstância das gentes ganha terreno de uma forma preocupante. Mas acho que é uma tradição que vai ressurgir, depois desta "escorregadela". Para isso, é preciso recuperar a parte séria da Tourada, com cavaleiro, toureio apeado e as sempre presentes pegas, porque a Tourada dos Estudantes era um pequeno festival, mas com todas as cortesias, e lá nasceram quase todos os nomes grandes da nossa tauromaquia. Ou então, toda a pedagogia que está ser criada em torno da Festa Brava falhou no essencial, porque os artistas não se renovaram, com excepção dos forcados. Esse é um ponto essencial. O resto tem a ver com a vontade e a irreverência dos estudantes. Têm de ser eles a perceber que vão acabar com algo que sobreviveu a todo o Estado Novo...esperando que a maioria saiba o que isso foi. 

A Tourada dos Estudantes tinha uma vertente de crítica social, com o cortejo realizado na Rua da Sé. O que é que se perde com o seu fim?
 Pode perder-se um momento único em cada Carnaval, pois o cortejo espelha vários momentos e factos da nossa terra e da atualidade política e social. Há factos da nossa História que estão relatados nas memórias da Tourada dos Estudantes. A minha dúvida, e estendo isso a outros campos, é se a nossa sociedade ainda sabe criticar. Ou se apenas o faz porque sim, porque faz parte, mas já sem crença de que, efetivamente, a crítica possa mudar alguma coisa. Há uma censura silenciosa presente nas nossas vidas, mas já estou a fugir da temática, e o Entrudo é para sorrir.

A perda deste momento de análise crítica do que se passa na Terceira será um espelho da sociedade atual, que cada vez mais opta por não se pronunciar?
Como referi, não acredito que a Tourada dos Estudantes fique por aqui e ficaria muito triste se assim acontecesse. Mas temos de ser realistas e dar lugar a quem deve fazer as coisas, se as quiser fazer. Os estudantes e os jovens desta terra têm nas mãos uma tradição quase centenária, que deviam querer manter e acarinhar. Não podem ser os pais, as câmaras ou as empresas a suportar as coisas e a fazer-lhes a "papinha" toda. A iniciativa tem de ser deles, e o que não faltam são pessoas que podem ajudar. Discordo que a solução passe por formar mais uma associação para viver de dinheiros públicos, pois isso é o mesmo que assinar a sentença de morte do que foi a Tourada dos Estudantes desde os anos 20 do século passado. Não queiramos sistematizar o que nunca fez parte de um sistema. Sou contra isso. 
Desfile da tourada dos estudantes.
Miguel Azevedo, em 1998, (em cima) e o pai, em 1967, (em baixo) participaram na tradição
  
Participou várias vezes na Tourada dos Estudantes. Que memórias guarda desses tempos? 
Participei dez vezes, diretamente, na Tourada dos Estudantes. Fiz parte da sua comissão organizadora em 1997 e durante vários outros anos ajudei as várias comissões da melhor forma que soube. E já escrevi muito sobre esta tradição. Existem imensas histórias para contar, mas houve uma coisa que aprendi com toda a experiência num evento tão popular e intenso, que é o prazer de partilhar as recordações de uma forma saudável. Tal como o gosto de ficarmos com o nosso nome ligado a algo que fez rir, que criou bons momentos, que solidificou amizades, fez surgir namoros e até casamentos, que marcou decididamente a nossa adolescência e mesmo a idade adulta. Penso que o lado bom das tradições é esse mesmo e traduz-se no fomento do amor às causas. O resto, tudo que seja forçado e impingido, ou soa a balelas ou vem de quem tem muita necessidade de aparecer. Mesmo se no Carnaval, ninguém leva a mal. Viva a Tourada dos Estudantes.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Visita Guiada à Praça de Toiros "Ilha Terceira"

Porque muitos são os que desconhecem o que está para além das bancadas da Monumental Praça de Toiros "Ilha Terceira", aqui fica uma reportagem da VITEC com uma visita guiada à Catedral do Toureio Açoriano.

sexta-feira, 27 de março de 2015

Faleceu o capinha "Burra branca"

Faleceu hoje, Joaquim Gonçalves Lestinho, mais conhecido por Joaquim "Burra branca" uma lenda entre os capinhas da ilha Terceira. Conhecido pelos inconfundíveis passes de samarra e exímio contador de histórias do seu tempo (aqui), ainda há poucos anos fez "gosto ao pé", aparecendo de novo em frente dos toiros, apesar da idade.
Fica assim o mundo tauromáquico mais pobre, apesar da história desta lenda perdurar nos anais da tauromaquia açoriana.
O corpo encontra-se em câmara ardente na Quinta do Leão, propriedade da Casa Agricola José Albino Fernandes, sendo o funeral amanhã, dia 28.





Fotos: D.R.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

A Corrida da História

Assista hoje, às 21h30, no Teatro Angrense, às imagens das mais emblemáticas lides apeadas, executadas pelos Matadores mais míticos da história da tauromaquia: "El Gallo", Manolete, Pepín Mantín Vasquez, Antoñete, Paco Camino, El Cordobés, Paco Ojeda, "Joselito" e José Tomás. A projecção contará com comentários de Paco Aguado, jornalista taurino espanhol.

 

terça-feira, 21 de maio de 2013

Amadores da Tertúlia em Aljustrel

O grupo de Forcados Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense (GFATTT), estará presente na corrida que se realiza no dia 8 de Junho em Aljustrel.
A Praça de Toiros “Manuel António Lampreia” acolherá nesse dia uma corrida de beneficência a favor da Cruz Vermelha de Aljustrel. No mesmo evento, a Câmara Municipal local irá homenagear o Cavaleiro Tito Semedo pela passagem dos seus 20 anos de Alternativa.
Será lidado um curro de 6 toiros Pégoras pelos Cavaleiros Tito Semedo, Marco José, Joana Andrade, Tiago Carreiras e os Praticantes Mateus Prieto e Alexandre Gomes. As pegas estarão a cargo, além do GFATTT, dos Amadores do Ribatejo e de Cascais.
 
Bruno Bettencourt

sábado, 6 de abril de 2013

Revista "Quinto Toiro"

Depois do sucesso da caderneta de cromos de tauromaquia da ilha Terceira, a marca “Toirito”, de Pedro Vieira Costa (Caneco), lança a revista “Quinto Toiro”. Dedicada à tauromaquia, é um novo espaço de informação e divulgação do que se faz nos Açores em relação à Festa Brava.
Nas bancas a partir do dia 1 de Maio na Ilha Terceira, e posteriormente um pouco por todos os Açores, Portugal Continental e América do Norte.

A revista “Quinto Toiro” será um meio de comunicação disponível a todos os aficionados, contendo cronicas sobre eventos, artigos de opinião, reportagens e entrevistas, fotografias de eventos, concursos, entre outros, abrangendo sempre as várias vertentes da tauromaquia, desde as Corridas de Toiros, até aos eventos de caris popular.

Terá uma edição mensal e com um custo de 3.00€. Fiquem atentos às redes sociais, brevemente perto de si.  

https://www.facebook.com/pages/5º-Toiro-revista/606345499377601


quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Ilha Terceira de novo na RTP-Memória

As corridas na Praça de Toiros "Ilha Terceira" continuam a ser alvo do programa "Vamos aos Touros" da RTP-Memória. O último programa da série irá para o ar hoje, dia 17 de Outubro, pelas 21h20 (hora dos Açores). Nesta edição será apresentada uma reportagem da Corrida das Festas da Praia ocorrida na fatídica tarde de Agosto de 1991, na qual perdeu a vida o forcado António Gouveia  do Grupo de Forcados Amadores do Montijo.
 
Serão ainda emitidas imagens de uma corrida em Guimarães em que participaram os Cavaleiros José Maldonado Cortes e Emídio Pinto e os Matadores Ricardo Chibanga e José Luis Gonçalves
 
A tauromaquia na Califórnia estará também em destaque, sendo apresentada a primeira reportagem efectuada pela RTP naquele estado americano. Neste último programa apresentado por Maurício do Vale, serão igualmente recordadas três entrevistas efectuadas a  Conchita Cintrón, D. Francisco de Mascarenhas e Ricardo Chibanga.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Curiosidades Taurinas: Pasodobles em Las Ventas...

Na Praça de Touros das Las Ventas, em Madrid, não é atribuída música durante as lides. A banda apenas se faz ouvir quando um Matador ou Cavaleiro/Rojoneador dá a volta à arena como sinal de triunfo.

Este facto remonta ao dia 24 de Maio de 1939, dia da chamada “Gran Corrida de la Victoria”, primeiro festejo realizado naquela praça, depois da Guerra Civil espanhola. No cartel constavam os nomes de Antonio Cañero (Rojoneador) e os Matadores Marcial Lalanda, Vicente Barrera, Pepe Amorós, Domingo Ortega, Pepe Bienvenida e Luís Gómez, "El Estudiante". Conta a história que no decorrer da faena de Marcial Lalanda, ante o primeiro toiro da tarde, foi pedida música pelos partidários do mesmo. Apesar de se estar a assistir a uma lide monótona, por indicação da presidência da corrida, a banda interpretou o pasodoble dedicado ao referido Matador. Ao invés, frente ao quarto toiro da corrida, Domingo Ortega realizou uma faena de antologia, sem que se ouvisse qualquer nota da banda de música. Este facto resultou em ruidosos protestos dos partidários de Ortega, registando-se confrontos entre os dois grupos de apoiantes.

Para que tal acontecimento não se repetisse, daí em diante, decidiu-se que a banda permaneceria em silêncio durante as lides na Monumental de Las Ventas. Esta regra ainda hoje se mantém, tendo sido apenas quebrada no dia 16 de Novembro de 1966, numa corrida em que actuou como único Matador António Mejías “Bienvenida”. Após ter cravado 3 soberbos pares de bandarilhas ao sexto toiro da corrida, brindou a seu irmão Pepe “Bienvenida” e, com indicação da presidência, a banda de música fez soar as notas de um pasodoble.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Foto do Mês - Novembro de 2011

Tourada à Corda, Largo de São Bento - Angra do Heroísmo, início do séc. XX

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Foto do Mês - Junho de 2011

Publicado a 15 de Junho de 2011
Cortesias - Angra do Heroísmo, primeira metade do séc. XX

domingo, 15 de maio de 2011

Foto do Mês - Maio de 2011

Publicado a 15 de Maio de 2011

Tourada à Corda na Terra-Chã, Angra do Heroísmo, 1907 (foto da colecção privada de Luis Brum)

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Foto do Mês - Abril de 2011

Publicado a 14 de Abril de 2011

A corpo limpo - tourada à corda, Angra do Heroísmo, ilha Terceira, primeira metade do séc XX.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Foto do Mês - Fevereiro de 2011

Publicado a 20 de Fevereiro de 2011
Cortesias na Praça de Toiros da Praça Velha de Angra do Heroísmo - Ilha Terceira, séc. XIX

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Arte de Montes, porquê?

Publicado a 13 de Dezembro de 2010

Na história da tauromaquia e no que se refere ao toureio a pé dois toureiros tiveram enorme influência em meados do Séc. XVIII: Joaquin Rodriguez Costillares e Pedro Romero.

Pedro Romero, da "Escola de Ronda" tinha um toureio marcado pela sobriedade e seriedade, sem adornos, frio, pensado e medido, por outro lado, o toureio de "Costillares" da "escola de Sevilha" tinha improvisação e graça. Este último foi o inventor do lance à Verónica e da estocada a volapié.
Em 1830, por nomeação do rei Fernando VII, Romero tornou-se Director da Escola de Tauromaquia de Sevilha, tendo a seu lado como Mestre, o Matador de toiros Jerónimo José Cândido. Muitos foram os alunos que frequentaram a referida escola, entre 1830 e 1834. De todos eles destaca-se um nome: Francisco Montes Reina Paquiro.

Nascido na Rua de Santo Cristo em Chiclana de la Frontera, a 13 de Janeiro de 1805, foi um verdadeiro génio do Toureio a Pé. Foi um grande inovador da forma de lidar, especialmente no que diz respeito às Sortes de Capote. É histórica a sua rivalidade com Francisco Arjona Herrera Cúchares, com quem partilhou as principais atenções da época. Tomou a Alternativa de Matador de Toiros a 18 de Abril de 1831, em Madrid, das mãos de Juan Jiménez Morenillo.

Era considerado um excelente lidador por saber matar “recebendo” como seu Mestre, Pablo Romero, e executar o volapié como “Costillares”. No entanto não era um grande estoqueador, sendo até famosa a sua estocada atravessada. Dono de uma força e agilidade notáveis, lider indiscutivel na sua época, amado especialmente em Madrid, foi apelidado de “Napoleão dos toureiros”.
Francisco Montes Paquiro foi o iniciador da forma moderna do espectáculo taurino. Criou um conceito colectivo de lide, ao ser o primeiro a disciplinar e organizar a sua "quadrilha", onde os Picadores e Bandarilheiros passaram a ter uma missão específica debaixo da direcção suprema do Matador.

Em 1836 escreveu o livro: “Tauromaquia Completa”, um verdadeiro tratado onde expõe a sua concepção de toureio. Também com "Paquiro" o traje de tourear tomou a forma clássica actual, tomando a designação de Traje de luces. Por ter impulsionado o uso de cobertura na cabeça, em sua homenagem, esta tomou o nome de Montera.

Francisco Montes foi gravemente colhido em Madrid, pelo toiro "Rumbón", tendo falecido em virtude dessa colhida em 4 de Abril de 1851.
Sendo o seu nome indissociável da toureio apeado, é costume chamar-se a esta vertente tauromáquica “Arte de Montes”.

"Como Montes nacen pocos toreros. Los seres privilegiados vienen al mundo en muy escaso número y de tarde en tarde", escreveu Sánchez de Neira.

Fontes: Manuel Peralta Godinho e Cunha; Wikipédia

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Foto do Mês - Dezembro de 2010

Publicado a 09 de Dezembro de 2010

... a cilhas passadas - Praça de Toiros de S. João, Angra do Heroísmo, início do séc. XX

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Foto do mês - Outubro de 2010

Publicado a 20 de Outubro de 2010

Praça de Toiros de Santo Espírito. Angra do Heroísmo, séc. XIX

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Foto do Mês - Maio/Junho de 2010

Publicado a 07 de Junho de 2010

Pega de caras, no feminino..., Praça de Toiros "Ilha Terceira", séc. XX

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