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sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Faleceu o "Tio Humberto"


A Festa Brava açoriana perdeu hoje um dos seus ícones: faleceu o ganadero Humberto Filipe, o Tio Humberto, após doença prolongada.

O também chamado "Ganadero do povo" das Cinco Ribeiras, de nome completo Filipe Humberto Lourenço de Sousa, iniciou a sua ganadaria em 1983 através da aquisição de um semental e vacas de José Albino Fernandes, assim como vacas de Ezequiel Rodrigues. Mais tarde, foram introduzidos exemplares de Victor Mendes e novilhos de Duarte Pires.

A toda a família e amigos, as mais sentidas condolências.

Bruno Bettencourt
Foto: Pedro Correia

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Rego Botelho, Pamplona e Vila Franca – 1ª da Feira de S. João

Começou a Feira de S. João 2017! Começou com o emblemático Concurso de Ganadarias no dia do santo que lhe dá o nome. Uma praça cheia assistiu a uma tarde de toiros que decorreu num ritmo muito agradável. Em disputa os prémios para Melhor Toiro, Melhor Apresentação, Melhor Lide e para Melhor Grupo de Forcados, prémio que vem substituir (e bem!) o até agora Prémio para Melhor Pega.

O primeiro da tarde ostentava o ferro de Murteira Grave (nº50, 492Kg). Este “cinqueño” era muito harmonioso, mas ficou-se por aí a qualidade demonstrada. A início parecia ter problemas de visão, mas os problemas eram bem maiores do que isso. Virou a cara à luta e por três vezes o toiro se deitou na arena. Este comportamento invulgar deixa a desconfiança da existência de alguma debilidade física. Manuel Telles Bastos nada pode fazer. Iniciou com três curtos e ainda cravou um curto após tentar sacar água daquele poço vazio.

O exemplar de Rego Botelho (nº66 532Kg) haveria de apagar a imagem do toiro anterior. Saiu alegre e com som a mostrar muita codícia. Não se ressentiu dos castigos e arrancava-se de largo aos cites, empregando-se até ao final da lide. Aliado a tudo isto, o trapio e a bonita presença física deste exemplar. Marcos Bastinhas esperou-o na porta dos curros e mostrou querer agarrar o triunfo, e a assistência, logo de início. Uma lide em crescendo que transpirou a “marca Bastinhas” por todos os poros. O Cavaleiro de Elvas deu sempre vantagens ao oponente, no entanto algumas das sortes pecam pelas passagens em falso e pelas cravagens aliviadas. Encerrou com um bom par de bandarilhas.

Da Casa Agrícola José Albino Fernandes (nº416, 493Kg) saiu um exemplar harmonioso e bastante em tipo da ganadaria. O toiro investiu sempre sem complicar. No final da lide foi ficando curto de investida, tapando-se, no entanto sem nunca complicar. João Pamplona recebeu-o com um bom ferro à “Porta Gaiola”, mostrando que também ele ali estava por mérito próprio. Lide onde a ligação com o público foi crescendo e, ferro após ferro, o perfume do triunfo foi-se fazendo sentir. Esteve lidador, a mexer com o toiro e não se limitando a cravar.

O exemplar jorgense de Álvaro Amarante (nº155, 403Kg) marcou a estreia da ganadaria da ilha do dragão nesta Feira. Era bonito e muito “bem desenhado” apesar de ter menos volume. Trazia ímpeto e, apesar de ter perdido algum fogo com o desenrolar da lide, cumpriu e mostrou bons modos, mas foi-se defendendo por alto no decorrer da lide. Aqui, Manuel Telles Bastos já conseguiu mostrar algum do toureio que traz dentro de si. Andou ligado ao hastado e, apesar de algum desacerto na cravagem, acabou por realizar uma boa lide onde se destacam os 3º e 4º ferros curtos, cravados como mandam os cânones da cavalaria portuguesa.

O exemplar de João Gaspar (nº30, 526Kg) encheu os olhos à assistência. Bonito e volumoso. Revelou bom andamento e entrega durante o desenrolar da lide. No final da lide foi-se parando e mostrando o andamento típico do encaste murube, ao qual pertence. Marcos Bastinhas montou um vistoso Palomino e procurou dar espectáculo com adornos à boa maneira espanhola. Tentou agarrar o público através das piruetas e dos câmbios em cima dos terrenos do toiro. Faltou o fundamental: cravou e não lidou!

Era de Francisco Sousa (nº16, 419Kg) o último da tarde. Saiu alegre e com pata, mostrando codícia na investida. A meio da lide deu alguns sinais de perda de ímpeto, encurtecendo a investida, no entanto, despertou novamente e voltou a entrar na luta com a bravura inicial. João Pamplona tirou partido das condições do toiro da divisa verde e lilás. Indo em crescendo, foi galvanizando as bancadas. Esteve bem na escolha de terrenos, lidando a gosto. O seu 4º ferro foi o melhor da tarde! Muito bem esteve o mais novo cavaleiro da Quinta do Malhinha!

Como já foi referido, este ano esteve em disputa o prémio para “Melhor Grupo”, destacando assim todo o desempenho dos forcados ao logo da corrida. Pelos Amadores de Vila Franca estiveram na cara: Márcio Francisco, que aguentou a viagem ensarilhada do toiro e se fechou à primeira, Francisco Farinha, que à segunda aguentou um derrote muito alto e se fechou com querer, e Rui Godinho, numa boa pega à primeira, sem dificuldade. Pelos Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense, pegaram: Luís Cunha, à terceira, após duas tentativas em que sentiu dificuldade em medir a investida do toiro, João Silva (a dobrar Carlos Vieira que saiu lesionado) com querer a fechar-se com valentia e com preciosa ajuda do grupo e, por fim, Luís Sousa numa grande pega à segunda tentativa.

Uma nota final apenas para referir um aspecto que foi por demais evidente nesta corrida: se até há algum tempo era pontual o uso de ferramentas auxiliares, hoje parece ter-se generalizado o uso de gamarras e serretas. Nesta corrida concurso, não chega a uma mão cheia o nº de montadas que não tinha pelo menos uma gamarra. As qualidades de equitador dos intervenientes são conhecidas de todos, mas usar e abusar de “travões auxiliares” tira-lhes todo o brio.

A corrida foi dirigida por Rogério Silva, assessorado por Vielmino Ventura. Abrilhantou a Banda da Sociedade Filarmónica Espírito Santo da Agualva.

Foram distribuídos assim os prémios:

- Melhor toiro: “Bandeirote”, nº 66, 532kg, Rego Botelho
- Melhor apresentação: “Bandeirote”, nº 66, 532kg, Rego Botelho
- Melhor lide: João Pamplona
- Melhor grupo de forcados: Amadores de Vila Franca de Xira

Bruno Bettencourt
Foto: António Valinho

domingo, 26 de junho de 2016

“Oceano” de bravura – crónica da segunda da Feira de S. João

A sair de largo ao cite, pleno de codícia, investida vibrante e sonora que se prolongou até ao final. Foi assim o “Oceano” da ganadaria de Francisco Sousa (nº2, 454Kg). O ferro mais antigo da ilha Terceira fez a sua estreia em corridas oficiais da forma mais auspiciosa! Antiguidade de 25 de Junho de 2016 que fica assim registada com a melhor das recordações. E dele tirou partido Marcos Bastinhas. Uma lide superior com cites de praça a praça a galvanizar a assistência. O toiro deu-lhe tudo e ele tudo agarrou. Sortes plenas de verdade e emoção. Desnecessária a volta á arena acompanhado de duas das montadas. 

Mas voltemos à ordem cronológica da “Corrida Concurso de Ganaderias” inserida na Feira de São João 2016. No início das cortesias fez-se um minuto de silêncio em memória de Mestre David Ribeiro Telles.

Gilberto Filipe enfrentou um bonito exemplar de Juan Pedro Domecq (nº125, 460Kg). O toiro apesar de parecer mostrar alguma querença, respondia bem ao cite e foi colaborante. Filipe mostrou que estava para triunfar e esteve correcto na abordagem das sortes e nas escolhas dos terrenos. Destaque para o quarto ferro curto. O segundo do seu lote era da Casa Agrícola José Albino Fernandes (nº397, 503Kg). Um toiro muito em tipo da ganadaria e a entregar-se, investindo de pronto. O Cavaleiro andou um pouco aquém da sua primeira lide. Apesar de lidar de forma correcta, prolongou para além do aceitável. É verdade que há um tempo regulamentar de lide, mas não é cravar em quantidade que conta.

Tiago Pamplona mostrou o toureio que lhe corre nas veias. Celebra 10 anos de alternativa e os anos vêm mostrando o seu valor. Lidou um exemplar de Murteira Grave (nº42, 434Kg) que de início parecia estar diminuído em termos de visão. Foi-se fixando ao longo da lide indo ao cite e cumprindo. Tiago lidou a gosto, muito correcto nas cravagens e na brega, chegando ao público. Um boa lide marcada pelos 2º, 3º e 4º ferros curtos. Era da ganadaria de João Gaspar (nº15, 573Kg) o segundo do seu lote. O murube era volumoso e colaborante, investindo quando lhe era exigido. O Marialva da Quinta do Malhinha superou-se e preparava-se para rubricar uma lide triunfal. Três bons ferros curtos a dar vantagens e a tirar partido das boas condições do oponente. Por azar o toiro havia de se lesionar num dos membros, obrigando a abreviar a lide.

Voltando a Marcos Bastinhas, esperou à porta dos curros o nº35 (567Kg) de Rego Botelho. O toiro não dificultou, no entanto era tardo a sair ao cite. Bastinhas foi palmilhando a lide sempre em crescendo até conseguir agarrar a assistência. Compreendeu bem as necessidades do toiro e cravou entrando em terrenos de compromisso. Encerrou com um par de bandarilhas em terrenos de dentro.

Nas pegas estiveram em competição o Grupo de Forcados Amadores de Santarém (GFAS) e o Grupo de Forcados Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense (GFATTT). Pelo GFAS saltaram à arena David Inácio que se fechou à córnea ao primeiro intento com o grupo a ajudar bem, João Brito que pegou à terceira com ajudas carregadas após ter sofrido violentos derrotes nas tentativas anteriores e o Cabo João Grave que se fechou à primeira com uma boa pega a mostrar técnica e valor. Pelo GFATTT abriu praça Helénio Melo que realizou uma grande pega à primeira aguentando derrotes e a aguentar-se bem fechado, João Pedro Ávila à primeira fechou-se com toda a sua experiência sendo levado até às tábuas e aguentando a violência dos embates, Luís Cunha pegou à segunda com uma boa pega após ter sido derrotado na tentativa anterior.

Dirigiu a corrida o estreante director Rogério Silva, antigo Bandarilheiro, sendo assessorado pelo médico-veterinário José Paulo Lima. Abrilhantou a Banda da Sociedade Musical da Terra-Chã.

No final o júri deliberou:
- Melhor Lide a Cavalo: Marcos Bastinhas (pela lide ao 6º da ordem) 
- Melhor Pega: João Pedro Ávila (GFATTT)
- Melhor Apresentação: “Espia”, nº125 da ganadaria de Juan Pedro Domecq
- Melhor Toiro: “Oceano”, nº2 da ganadaria Francisco Sousa

Bruno Bettencourt
Foto: António Valinho

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Europa vota contra apoios à criação do touro bravo

O Parlamento Europeu aprovou, esta quarta-feira, uma emenda que proíbe o uso de fundos da Política Agrária Comum (PAC) para subsidiar a "reprodução ou criação de touros destinados às actividades de tauromaquia".
A proposta apresentada pelo grupo parlamentar dos Verdes foi aprovadas com 438 votos a favor, 199 contra e 55 abstenções.

Uma proposta que pedia que os fundos não fossem "usados para financiar as actividades letais de tauromaquia" foi também aprovada no Parlamento Europeu, tendo por base a Convenção Europeia para a Protecção dos Animais nas Explorações de Criação, numa decisão que afecta as corridas de touros.

No caso dos Açores, em particular, se esta medida vier a ser implementada tal como tem sido noticiada, irá certamente pôr em causa a continuidade de algumas das ganadarias locais.

Fonte: Diário de Notícias

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Ciclo de Tentas Comentadas

Com o inicio do defeso, (re)começam as lides campestres na ilha Terceira, neste sentido, realizar-se-á a 9ª edição do Ciclo de Tentas Comentadas, uma organização conjunta que reúne a Tertúlia Tauromáquica Terceirense com as ganadarias participantes assim como as Juntas de Freguesia dos locais onde as mesmas se irão realizar. Importante veículo de aprendizagem e compreensão dos aspectos de selecção do gado bravo, este evento vem de encontro a um dos aspectos amplamente debatido no mundo taurino: a criação e formação de verdadeiros aficionados.
Este IX Ciclo de Tentas Comentadas ocorrerá nos dias 17 e 18 de Outubro, nos tentaderos as Doze Ribeiras, (dia 17, às 11h00), Santa Bárbara (dia 17, às 17h00), Tentadero da Terra-Chã (dia 18, às 11h00) e na Praça de Toiros Ilha Terceira (dia 18, às 17h00).
Estarão em avaliação exemplares de Francisco Sousa, Rego Botelho, Casa Agrícola José Albino Fernandes e João Gaspar. Desempenharão função os Matadores Ambel Posada e Posada de Maravillas, assim como os Picadores Simão Neves e José Faveira. A par desta tarefa campera, haverá actuação do Cavaleiro Rui Lopes. Estarão também presentes o Grupo de Forcados Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense, assim como os Bandarilheiros naturais da ilha Terceira. A comentar estará o crítico taurino Sr. Maurício do Vale.
Bruno Bettencourt

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Bravura. Ontem ou hoje?

Em tauromaquia, falar ou procurar definir “bravura” tende a ser um assunto fracturante. Quando se procura fazê-lo ao nível da Tourada à Corda, as diferenças de opinião alargam-se ainda mais. É comum ouvir-se que “antigamente é que existiam touros bons!” Será que sim!? Atrevo-me a dizer que sempre existiram toiros “bons” e toiros “maus”. A genética tem destas maravilhas: nem sempre é possível controlar um punhado de genes, principalmente quando se fala na selecção do Toiro Bravo (aqui o Bravo refere-se a raça, porque sim, Bravos são todos desde a nascença).

Apesar de muitas das actuais ganadarias existentes na ilha Terceira partilharem uma mesma proveniência (em maior ou menor grau), é um facto que o passar dos anos trouxe mais conhecimento, maiores cuidados com a selecção de gado bravo e algumas “experiências com castas exóticas”. Tudo isto resultou numa maior ou menor alteração do ponto de vista morfológico. Ao nível do comportamento poder-se-á dizer que alguma da “aspereza” que costuma ser atribuída ao chamado “gado da terra” foi sendo arredondada por influência de outras castas. Tudo isto é válido, mas é preciso não esquecer um aspecto fundamental que se torna ainda mais relevante na Tourada à Corda: a imprevisibilidade do ambiente em que o toiro estará inserido. Por melhor que seja feita a selecção, tudo o que se possa passar num arraial não é controlável, ao contrário do que acontece na arena de uma Praça de Toiros. Por melhor que seja a predisposição genética, a sua manifestação irá ser condicionada pelos factores ambientais. O Toiro Bravo não é excepção. Um parêntese para dizer que a palavra “ambiental” se refere a todas as influências externas a que o animal estará sujeito ao longo da vida.

Passemos então a considerar esses factores. Como já foi referido, o passar dos anos trouxe mais conhecimento e com ele o progresso. A Tourada à Corda é uma manifestação de rua que se passa precisamente: na Rua. Aqui chegamos a um dos principais factores: o asfalto! Há que ter em conta que a locomoção dos animais é condicionada pela melhoria das nossas redes viárias. Quando o piso das mesmas era mais solto e mais suave, os desempenhos eram outros e o dito “andamento dos toiros” era mais do agrado de quem assistia, não se defendiam tanto.

A Tourada à Corda é uma manifestação do povo, para o povo. Pois é (e ainda bem que o é)! E do povo surgem os Capinhas, elementos essenciais da festa! Felizmente nos últimos anos tem-se verificado que os mesmos estão mais conscientes do espaço do toiro e não o “afogam” tanto. Ainda assim, o crescente número de corajosos, ao contrário do que se passava “no antigamente” que tantos gostam de exaltar, faz com que a tarefa do toiro seja mais dificultada. A “fama” de um toiro ou de um arraial é directamente proporcional ao número de Capinhas que lá estão. Por mais bravura que o toiro possa ter, não a consegue mostrar em pleno, quando tem uma multidão “em cima da cabeça”. Estes dois aspectos, aliados a muitos outros, fazem com que o cenário onde os toiros evoluem se tenha alterado. Desta forma não é possível comparar o que existia com o que existe actualmente. Ainda assim, e sob o risco da contradição, arrisco a dizer que hoje sim existem toiros bravos. Se são capazes de enfrentar os factores ambientais e deixar transparecer a sua bravura, então sim, hoje é que temos toiros bravos.

Não quero com estas últimas afirmações subestimar ou diminuir toda a história que a Tourada à Corda transporta. Há também o outro lado da moeda. A quase banalização deste tipo de espectáculo tem prejudicado a qualidade daquilo a que se assiste nos arraiais. Como já afirmei noutras ocasiões, o amor pelos toiros, sentido pelos terceirenses, e a ligação ao meio agrícola, trouxe a desvantagem de fazer proliferar o número de criadores, em demasia. Muitos dos quais possuem toiros de menor qualidade rejeitados por outros criadores. Em alguns destes exemplos, os anos trouxeram regressão. Cria-se o toiro porque se gosta, mas esquece-se de aliar o conhecimento a esse gosto.

Tudo isto está associado à valorização da forma cultural mais participada na ilha Terceira: a Tourada à Corda. É a simbiose toiro-homem que está na sua essência, por isso mesmo, ao contrário do que algumas vozes pretendem afirmar, não podemos olhar só para o elemento homem. Não é possível querer que, enquanto o povo se divertir que se aumentem as Touradas à Corda. É uma simbiose. Se esquecermos o outro aspeto fundamental: o Toiro, essa mesma simbiose deixa de existir, perdendo assim o seu significado.

Bruno Bettencourt
Foto: Samuel Fagundes

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Exemplares de RB para a Feira de S. João 2013

Aqui ficam algumas fotos de Edgar Vieira, disponibilizadas pela Tertúlia Tauromáquica Terceirense, relativas aos exemplares de Rego Botelho que serão lidados na Feira de S. João 2013.















quinta-feira, 13 de junho de 2013

Exemplares de JG para a Feira de S. João 2013

Aqui ficam algumas fotos de Edgar Vieira, disponibilizadas pela Tertúlia Tauromáquica Terceirense, relativas aos exemplares de João Gaspar que serão lidados na Feira de S. João 2013.




quarta-feira, 12 de junho de 2013

Exemplares da CAJAF para a Feira de S. João 2013

Aqui ficam algumas fotos de Edgar Vieira, disponibilizadas pela Tertúlia Tauromáquica Terceirense, relativas aos exemplares da Casa Agrícola José Albino Fernandes que serão lidados na Feira de S. João 2013.














quinta-feira, 6 de junho de 2013

Tenta na Casa Agrícola José Albino Fernandes

Na passada terça-feira, dia 4 de Junho, a Casa Agrícola José Albino Fernandes realizou uma tenta de novilhas da linha para a Tourada à Corda (chamada também "linha da terra") no Tentadero de Santo Antão. Este processo de selecção teve a particularidade de contar com a presença de Capinhas em vez de Novilheiros ou Matadores, como é habitual. Esta forma peculiar de testar e seleccionar as futuras mães vem de encontro às condições que os produtos vindouros encontrarão nos arraiais da Tourada à Corda.
Foram intervenientes o picador Raúl Melo, José Leonardo, como ajudante e os Capinhas: Cristiano Godinho, Marco Espínola, Marcelo Raimundo," Magalhães Junior", "Marcinho", "Paulinho", Renato Jorge e "Rocha".
Aqui ficam algumas imagens da autoria da Casa Agrícola José Albino Fernandes:


 

domingo, 6 de janeiro de 2013

Ganadarias da ilha Terceira são "reservas biológicas"


As ganadarias da ilha são verdadeiras "reservas biológicas", defende o biólogo e professor da Universidade dos Açores, João Pedro Barreiros. A ideia é explorada num dos vídeos disponíveis numa página da Internet criada no portal SIARAM, dedicada ao toiro bravo da Terceira.
Do ponto de vista de João Pedro Barreiros as ganadarias são espaços onde existe todo o interesse em estudar e monitorizar a vida selvagem.
O biólogo considera que há uma relação importante entre os lugares onde são criados toiros de lide, com a vegetação espontânea, endémica, da ilha Terceira: "A preservação de manchas florestais endémicas, uma vez que estas ilhas foram colonizadas no século XV, resulta de dois acasos. Sobraram regiões de difícil acesso, como Caldeira de Santa Bárbara, ou lugares, como as ganadarias, onde se produziram animais que se adaptaram a locais menos desejáveis para a agropecuária. Sem contar com os lugares altos, estou convencido que, se não houvessem toiros, não estava preservada grande parte da vegetação endémica que ainda sobrevive".
Pode-se ficar também a conhecer as visões de personalidades como Francisco Maduro-Dias, historiador, José Parreira, arquiteto e aficionado, ou Arlindo Teles, presidente da Tertúlia Tauromáquica Terceirense.
De acordo com o portal, Artur Machado, professor da Universidade dos Açores responsável pelo Centro de Biotecnologia dos Açores, sustenta que "quase tudo o que é hoje o interior da Terceira deve-se ao touro bravo" e que "a preservação destes animais é fundamental na proteção da natureza e ao mesmo tempo ajuda-nos a definir a nossa identidade".
"Ver um grupo de touros, ao longe, na paisagem, sobretudo naquelas montanhas mais escalavradas que temos no interior da Terceira é sempre uma imagem de que gostamos, que nos consola, que nos faz sentir identificados, localizados e estabilizados", afirma, por seu turno, Francisco Maduro-Dias.
José Parreira acredita que "preservar este animal nesta ilha é também garantir a preservação de um determinado ecossistema ambiental onde ele está integrado".
Arlindo Teles defende que o "culto ao touro dá-se na Terceira como em mais nenhum lugar do mundo".

Consciência ambiental Para Eduardo Dias, professor da Universidade dos Açores e responsável pelo GEVA (Grupo de Ecologia Vegetal Aplicada), o toiro acaba por ser o catalisador de uma cultura ligada à natureza na ilha. "Dá-se uma determinada leitura, através do toiro, da própria natureza. Sendo o toiro o símbolo da natureza e tendo um conjunto de propriedades de nobreza e de valentia, então esses valores passam a ser, simbolicamente, projetados sobre o resto da natureza. Há uma relação de respeito e seriedade na sociedade terceirense face aos elementos naturais", argumenta.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Ganadaria Francisco Sousa - entrevista




Fundada em 1927, a Ganadaria Francisco de Sousa (Cadelinha), a mais antiga da Ilha Terceira, com o ferro FS e divisa verde e lilás, é uma exploração agrícola familiar que sempre se dedicou à criação e maneio de gado bravo da terra, bem como gado leiteiro.
Desde algum tempo a esta parte esta exploração agrícola vem sendo gerida pela filha Laura de Sousa, que tem posto toda a sua aficion, saber, grande dedicação e novas ideias no que toca principalmente ao gado bravo. Foi ela que levou o pai a mudar de ideias, já que só a partir de 1997 é que a ganadaria passou a ficar com alguns novilhos para serem corridos à corda, uma vez que até aí os produtos da criação de gado bravo eram vendidos a outras ganadarias.
Com a ajuda do marido, Paulo Dias, que é o maioral, dedicando-se a tempo inteiro ao maneio de todo o gado bravo e leiteiro, Laura de Sousa, levou a família a aceitar que recentemente tomasse a decisão arrojada e única no historial da quase centenária ganadaria, de adquirir do continente vinte vacas de ventre e dois sementais de lide, cujas crias se destinarão, dentro de três ou quatro anos, a corridas de praça.
Mas, para mais detalhes, a seguir registamos o que nos disse Laura de Sousa sobre o assunto:

DIGA-NOS ALGO SOBRE A ORIGEM E LINHA DESTES ANIMAIS?
Em Abril de 2011 a nossa ganadaria adquiriu animais de raça brava de lide oriundos da ganadaria Engº Ruy Gonçalves. A aquisição destes animais é um sonho tornado realidade e uma aposta no melhoramento genético, neste processo demorado e minucioso como é a criação deste animal magnífico: o toiro bravo.
Deste lote de vacas cerca de metade têm origem Pinto Barreiros por via do Dr. António Silva (Coruche)  e de Oliveira Irmãos, através de animais de José Pedrosa, Visconde das Fontaínhas, David Ribeiro Telles e da própria ganadaria Oliveira Irmãos.
A outra metade são de origem espanhola já que nos anos noventa adquiriram uma ponta de vacas a D. Adelaida Rodriguez Garcia, de Salamanca, originárias da mais pura linha Lisardo Sanchez, ou seja, encaste Atanásio Fernandez. Esta linha é a que mais domina e caracteriza o efectivo adquirido ao Eng.º Ruy Gonçalves facto evidenciado pelo excelente trapio das vacas e do semental agora adquiridos. Este sangue está muito próximo do das mais cotizadas ganadarias da região de Salamanca tais como: Los Bayones, Puerto de San Lorenzo e Valdefresno e ainda da ganadaria sevilhana de Dolores Aguirre.
Em Outubro de 2011, a nossa ganadaria adquiriu ainda outro semental desta vez à Ganadaria São Torcato, no qual se depositam fundadas esperanças pelo sucesso já obtido na Ganadaria Eng.º Ruy Gonçalves, com a introdução de sementais deste mesmo encaste.

DESTE LOTE DE VACAS JÁ NASCERAM CRIAS NA TERCEIRA?
Curiosamente uma bezerra nasceu durante a viagem, a bordo do navio "Corvo", daí ter sido baptizada com o nome de "Corvina". Até agora, contando com as crias que vieram com as vacas e as que nasceram cá, temos um total de vinte e três crias, das quais já ferrámos onze, e, se todas vingarem, já temos uma dúzia para ferrar em 2013.

NA ALTURA DEVIDA, OS TOIROS, NASCIDOS OU POR NASCER, DESTE LOTE DE LIDE, SERÃO APENAS DESTINADOS À PRAÇA?
É esse o nosso objectivo. Esta aquisição foi uma aposta, tanto em quantidade mas sobretudo em qualidade, e será, pensamos nós, uma mais valia à festa de toiros, que tão bem caracteriza a nossa terra, e que decerto teremos oportunidade de apresentar. Acho que é sempre de salutar boas iniciativas com o intuito de melhorar e dignificar a criação do toiro bravo. Foi o que, pelo menos, tentámos fazer, no entanto é apenas o início de outra etapa, sempre trabalhosa e arriscada, pois veja bem: quando um toiro de quatro anos sai à praça, é nada mais nada menos o resultado de uma decisão tomada pelo ganadero há cinco anos atrás! Na criação de gado bravo, quer se destine à praça ou à corda, o objectivo é sempre a bravura, no geral, e atendendo a certas especificidades, consoante o tipo de lide, em particular, mas em ambos os casos são muitos anos, muitas adversidades, muitos sustos, muitos Invernos até ter o novilho/toiro pronto a ser lidado. Daí que, quando o resultado apresentado não corresponde às expectativas do ganadero não há desilusão maior, mas também quando corresponde ou até mesmo supera, não há maior satisfação.

QUANTAS CABEÇAS DE GADO BRAVO POSSUI ACTUALMENTE E ONDE PASTA TODO ESTE GADO BRAVO E O DE LEITE?
A nossa exploração anda à volta das cento e vinte e cinco cabeças de gado, bravo e leiteiro, em 720 alqueires de terra. Felizmente, a maior parte concentra-se no Pico da Bagacina, terreno pertencente à família, o que facilita imenso o maneio do gado bravo.Como já referi, gado bravo de lide temos quarenta e cinco cabeças distríbuidas da seguinte forma: vinte vacas de ventre, dois sementais e vinte e três crias das quais sete são machos e dezasseis fêmeas. Gado bravo dos Açores temos sessenta e cinco cabeças: vinte e cinco vacas de ventre, dez toiros corridos, doze novilhos puros para 2013 e as restantes são bezerros e bezerras.

TEM ALGO MAIS A ACRESCENTAR?
Aproveito a oportunidade para agradecer a todos quantos nos ajudam, tanto no trabalho de campo, nas touradas, bem como na realização dos nossos projectos. Agradeço esta conversa que tivémos, pois é sempre um prazer falar de toiros e uma oportunidade de falar acerca dos objectivos da nossa ganadaria. Além disso, a festa de toiros precisa que continuem a defendê-la e a enaltecê-la, principalmente de ataques de pessoas que desconhecem por completo toda a sua envolvência, e que a descrevem sem qualquer fundamento e nem correspondendo à realidade.

Entrevista realizada por José Henrique Pimpão
Fonte e fotos: Diário Insular

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Paixão pelos toiros - José Baldaya


José Baldaya passa muito tempo a cuidar do gado bravo nas suas propriedades na Caldeira Guilherme Moniz. Os toiros de lide são a sua grande paixão.
 
Quando José Baldaya Rego Botelho nasceu em Angra do Heroísmo, a 25 de maio de 1957, a ganadaria do seu pai - Gaspar Baldaya, estava a afirmar-se no meio taurino terceirense. Desde muito novo que começou a interessar-se pelos toiros.
Frequentou o ensino primário na Escola de Vale Linhares e o Liceu de Angra do Heroísmo até ao 5º ano. Decidiu prosseguir os estudos na Escola de Regentes Agrícolas de Santarém, mas regressou à Terceira passados três dias após o início das aulas. Volta ao Liceu de Angra para prosseguir os estudos, mas antes de concluir o curso complementar, decide dedicar-se apenas ao trabalho na lavoura e na ganadaria da família.
A ganadaria que hoje dirige foi fundada em 1953, quando o pai comprou dois novilhos de Castro Pereira e, mais tarde, em 1960, duas vacas de Dinis Fernandes e um semental de José Pedrosa. Os primeiros toiros da ganadaria de Gaspar Baldaya apresentaram-se na antiga Praça de Toiros de São João, em Angra do Heroísmo, no início da década de sessenta, depois de já serem presença habitual nas touradas à corda um pouco por toda a ilha.
Em 1979, a ganadaria expandiu-se com a compra de vacas e sementais de Ribeiro Telles, Rio Frio e Lupi, Oliveira Irmãos e Brito Paes. Após o falecimento de Gaspar Baldaya, em 1987, começou o trabalho de melhoria da qualidade dos toiros de lide da ganadaria com vacas de Simão Malta e sementais espanhóis Jandilla.
"Esse é um trabalho que continuamos a desenvolver com algumas dificuldades porque temos aqui na ilha o grave problema da paratuberculose. De um lote de mais de vinte novilhas conseguimos apurar sete ou oito e dessas acabam por morrer cinco ou seis. Se não fosse a paratuberculose estou convencido que seríamos uma das melhores ganadarias portuguesas", referiu.
No que diz respeito às touradas à corda, José Baldaya assegura que essa nunca foi área que a ganadaria que dirige tenha considerado com grande interesse porque a prioridade vai para os toiros de lide.
"Os toiros quando não são bons devem ser abatidos e não se deve mantê-los em grande quantidade nos pastos para dar muitas touradas à corda. Essa não é a minha maneira de estar nos toiros. Julgo que deveria haver metade das touradas à corda que há todos anos na Terceira porque, tal como acontece noutras áreas, o que é demais não presta", adianta.
Assegura que todo esse esforço e investimento não compensam em termos económicos mas que o gosto que tem pelos toiros faz com que tudo faça sentido. A casa agrícola que dirige também dispõe de explorações de gado de leite e carne.
"Como se costuma dizer, o que é feito por gosto regala a vida", deixou escapar no meio de nossa conversa.
Mas, para José Baldaya, a recompensa de tantos anos de trabalho na melhoria dos toiros que reserva para levar todos os anos à praça surge quando os nomes de primeiro plano da tauromaquia mundial que passam pela Feira de São João elogiam a qualidade dos animais da ganadaria.
Sonho do Campo Pequeno
Aquele que foi o momento mais alto do historial da ganadaria Rego Botelho ocorreu a 19 de maio de 2011, quando foi corrido na Monumental do Campo Pequeno, em Lisboa, um curro completo de toiros com quatro anos, nascidos e criados na Caldeira Guilherme Moniz. Pouco tempo antes dessa corrida na principal praça portuguesa, os toiros escolhidos para esse momento histórico estiveram na Herdade do Zambujeiro, em Évora, que é propriedade da Casa Agrícola Rego Botelho.
Todo o esforço para levar a Lisboa os toiros da ganadaria acabou por ser recompensado com os prémios de melhor curro e melhor toiro que passaram pela Praça do Campo Pequeno durante a temporada do ano passado.
"A corrida no Campo Pequeno correu muito bem. Senti uma emoção enorme, foi um dos dias mais emocionantes da minha vida", afirmou.
José Baldaya guarda todas essas recordações de momentos que hoje fazem parte da história de uma ganadaria que se não fossem os condicionalismos da insularidade poderia apresentar toiros com qualidade similar aos que vão a muitas praças portuguesas e espanholas.
 
Texto e Foto: Diário Insular

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

São Bartolomeu homenageia Ganadaria ER

 
A Junta de Freguesia de São Bartolomeu, concelho de Angra do Heroísmo, presta homenagem à Ganadaria de Herdeiros de Ezequiel Rodrigues (ER), no âmbito do programa comemorativo do Dia da Freguesia. A homenagem terá lugar no Salão da Casa do Povo local, amanhã, dia 25 de Agosto, pelas 14h30.
 
A Ganadaria de Herdeiros de Ezequiel Rodrigues tem como representante José Manuel Nascimento Silveira Rodrigues, filho de Ezequiel Rodrigues, fundador da mesma. O maioral é Rodrigo Rodrigues, que representa a terceira geração da casa com a divisa verde e branca. A exploração solar do efectivo distribui-se pelas pastagens localizadas nos Boins, Chambre, Carvão, Pico dos Cedros e Ladeirinhas, freguesias do Posto Santo, Porto Judeu, São Bartolomeu
Formada inicialmente com vacas e sementais das ganadarias de José Albino Fernandes, Castro Parreira, Rego Botelho e Porto Alto, adquiriu ao longo dos últimos anos, sementais das ganadarias de Pinto Barreiros, Moura, Brito Paes, São Marcos e outros. Actualmente conta com encaste Cabral Ascenção e outros.
A Ganadaria ER está inscrita na Associação Portuguesa de Criadores de Toiros de Lide. Sigla no Livro Genealógico: 8.AP.083-PTC. Tem como data de antiguidade 24/06/1982 (Praça de Toiros "Ilha Terceira", Angra do Heroísmo).


quarta-feira, 20 de junho de 2012

Corrida Concurso de Ganaderias - antevisão

A Feira de São João – Sanjoaninas 2012 dailha Terceira abre com uma Corrida Concurso de Ganaderias locais.
  
A vertente tauromáquica das Sanjoaninas terá início no próximo Domingo, dia 24 de Junho, com a tradicional Corrida Concurso de Ganaderias na qual se discutirá a primazia das três principais divisas açorianas: as de Rego Botelho (RB), Casa Agrícola José Albino Fernandes (JAF) e João Gaspar (JG) (antes Irmãos Toste).

Cada uma das referidas casas apartou dois toiros que serão lidados pelos cavaleiros João Salgueiro, uma das principais figuras da Arte de Marialva, João Telles Junior,o novo representante da grande dinastia lusa de Ribeiro Telles e o cavaleiro local Rui Lopes.

A divisa RB, cujas reses têm pura procedência Jandilla, foi a triunfadora da passada temporada na praça lisboeta do Campo Pequeno; a ganadaria JAF, de origem Parladé, é um ferro tradicional nos festejos açorianos e a de João Gaspar (antes Irmãos Toste), de mais recente criação, está formada com animais de encaste Murube.

A Praça de Toiros Ilha Terceira, em Angra do Heroísmo, será novamente o cenário onde se dá lugar a um inequívoco manifesto da grande tradição ganaderada Ilha Terceira, que data do séc. XVI. Na actualidade, nesta pequena ilha açoreana, com um diâmetro de 70 kilómetros, pastam um total de quinze vacadas, cinco das quais lidam os seus produtos nos espectáculos em praça.
Ainda assim, todas destinam reses às populares e numerosas “Touradas à Corda”, festejos populares que se celebram durante a Primavera e o Verão pelas ruas das distintas localidades da Terceira.

Toiro da ganadaria Rego Botelho para a Corrida Concurso de Ganadarias
 Toiro da ganadaria João Gaspar para a Corrida Concurso de Ganadarias
Toiro da Casa Agrícola José Albino Fernandes para a Corrida Concurso de Ganadarias

terça-feira, 8 de maio de 2012

Casa Agrícola José Albino Fernandes com página web

A Casa Agrícola José Albino Fernandes lançou a sua nova página web. Na página daquela que é uma das mais populares ganadarias da ilha Terceira, é possível encontrar imagens da mesma, artigos de opinião sobre o desempenho  dos toiros nas  tradicionais touradas à corda e nas touradas de praça. Há ainda espaço para uma breve resenha histórica daquela casa que teve origem na ganadaria fundada em 1932 por José Diniz Fernandes.

Segundo a Casa Agrícola José Albino Fernandes, "A vida ligada a esta ganadaria é feita de trabalho, de peripécias, de histórias e de emoções. É esse trabalho, é essa história e histórias que queremos partilhar com todos os aficionados aos toiros."

Sem dúvida um local de passagem obrigatória para todos os aficionados da festa brava: www.ganadariajosealbinofernandes.com .

sábado, 3 de dezembro de 2011

"Faltam idade e varas aos toiros na Terceira"

Entrevista ao ganadeiro José Baldaya do Rego Botelho

A ganadaria Rego Botelho, na qual tem responsabilidades, acaba de arrecadar dois dos mais cobiçados prémios nacionais - a melhor ganadaria e o melhor toiro. Para chegar aqui, foi necessário um percurso. Quais os principais passos dessa caminhada?
Os principais passos foram: a ganadaria que existia ficou somente destinada à tradicional tourada à corda; tentamos criar uma base sólida para o toiro de lide e assim adquirimos a uma das ganadarias mais importantes do mundo, a Ganadaria de Jandilla, 55 vacas apuradas e vários sementais; a construção de um novo tentadero com melhores condições de maneio e num lugar mais resguardado, o que nos facilitou, ao longo dos anos, uma seleção muito mais criteriosa. Pensamos que o incremento pecuário do nosso efetivo é um motivo de valorização das nossas explorações pecuárias, o que constitui um regozijo ao nosso trabalho enquanto ganadeiros e aficionados. A responsabilidade que estas distinções nos trazem são um incentivo para continuarmos no trilho das nossas escolhas.

Estas distinções poderão abrir as portas da vossa ganadaria às praças portuguesas. É vosso objetivo apostar nessa oportunidade?
Não, não é nosso objetivo, aliás porque as portas nunca estiveram fechadas, apenas decidimos apostar nesta altura porque tínhamos uma camada maior e condições para tal, não defraudando os compromissos que temos nos Açores. No entanto, o toiro bravo não conhece limites geográficos e é gratificante observarmos que o nosso trabalho é apreciado por outros locais onde somos solicitados. Uma coisa é certa: estas distinções não alteram em nada os nossos critérios. Selecionamos com o mesmo rigor de sempre...

A temporada taurina na Terceira faz-se sobretudo com corridas à corda, modelo que exige um tipo específico de toiro. Essa realidade pode limitar o vosso trabalho no apuro dos animais para as exigências da praça?
Não, porque nós temos a ganadaria dividida em duas linhas completamente definidas. Entenda-se que o toiro de lide e o toiro de corda divergem na grande maioria dos seus caracteres. Diferenciam-se na sua morfologia, no comportamento e na sua atitude combativa. Isto não significa que os animais não tenham um fundo de bravura "pura" semelhante; a pedra de toque entre as duas modalidades ganadeiras é a seleção, substancialmente diferente entre o toiro de corda e o toiro de lide, mas de exigência semelhante com vista à obtenção de resultados positivos.

A época de praça nos Açores ameaça todos os anos com um "boom", mas nunca acontece. O que nos falta para dar o salto?
Do ponto de vista estritamente ganadeiro e no que a nós diz respeito, sou da opinião que esse "boom" já se deu. Na realidade, os resultados apresentados em praça, sobretudo nos últimos anos, julgo serem reveladores que a nossa ganadaria atravessa um bom momento, o que nos deixa muito contentes pelo contributo que essa realidade tem vindo a transmitir ao espetáculo. No entanto e para que o referido "boom" seja completo, é importante realçar que existem outras condicionantes sem as quais dificilmente conseguiremos por inteiro tal objetivo, como sejam lidar os toiros com idade (quatro anos) nas corridas apeadas, submetendo-os necessariamente à sorte de varas. Só assim conseguiremos trazer figuras de primeiro plano à ilha Terceira. Reunidas estas condições, a nossa festa poderá passar a ter a tão desejada relevância no circuito mundial do toureio.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

RB a melhor no Campo Pequeno...

O Real Clube Tauromáquico Português elegeu os vencedores dos Galardões 2011 da temporada na Praça de Toiros Campo Pequeno, de entre a lista de nomeados pelos abonados da temporada.
O prémio de Melhor Ganadaria será entregue à divisa terceirense de Rego Botelho, pelo curro apresentado na arena daquela praça a 19 de Maio. Esta mesma ganadaria receberá o prémio de Melhor Toiro, atribuido ao "Guarda" nº17, nascido em 2007 e que foi lidado naquela noite pelo Matador António Ferrera, contribuindo para uma lide poderosíssima.

Serão ainda distinguidos:
Prémio "Prestígio": Mário Freire (a título póstumo);
Melhor Cavaleiro: Luis Rouxinol;
Melhor Matador: António Ferrera;
Melhor Novilheiro: Tiago Santos;
Melhor Forcado: João Brito (G.F.A. de Santarém);
Melhor Grupo de Forcados: G.F.A. de Montemor;
Melhor Peão de Brega: David Antunes.

Sem dúvida, este é o grande final daquela gloriosa noite de 19 de Maio e acima de tudo é um prémio que reconhece toda a entrega e dedicação ganadera da família Rego Botelho ao longo de quase 60 anos. Para que fosse possível apresentar um curro com aquele nível, muito trabalho foi necessário, tanto ao nível de selecção como de criação. Uma vez mais a divisa azul e branca vê reconhecido o bom momento que vem a atravessar. Que este seja, não o culminar de todo um trabalho, mas sim o impulso para que se continue o que tem sido feito.
Os meus parabéns à Casa Rego Botelho e que muitos mais "Guardas" nasçam nas pastagens da Caldeira do Guilherme Moniz.

Bruno Bettencourt
Foto: Flávio Oliveira

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