About

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

HOJE - Corrida de comemoração do 10º Aniversário do Grupo de Forcados Amadores do Ramo Grande

É hoje que se celebra o 10º Aniversário do Grupo de Forcados Amadores do Ramo Grande. A Corrida conta ainda com a passagem da chefia do grupo. A Jaqueta de Cabo será entregue pelo Fundador Filipe Pires a Manuel Pires que a partir de hoje conduzirá o grupo que enverga a cor da bandeira do Divino Espírito Santo nas jaquetas.


domingo, 6 de agosto de 2017

Primeira Corrida das Festas da Praia - Crónica

Uma corrida de bom nível marcou o regresso do formato de dois eventos à Feira das Festas da Praia. Os toiros da Casa Agrícola José Albino Fernandes (JAF), Luís Rocha (LR) e Silva Herculano (SH) não complicaram, excepção para o segundo da tarde que se foi parando de forma evidente.


João Moura Jr. abriu praça diante de um exemplar imponente de cara (LR, nº57, 489Kg). O toiro era bom, codicioso e entregou-se na medida certa. Após cravagens menos luzidas nos compridos, palmilhou uma lide de triunfo a cada ferro curto e a cada brega. O estilo não engana, era um Moura a cavalo e aquela garupa era um Capote pleno de temple. Destaque para o segundo curto, a consentir a entrada do toiro. Frente ao exemplar SH (nº159, 476Kg) manteve a bitola. O toiro foi a menos ao longo da lide mas, ainda assim, o Cavaleiro procurou sacar o que de melhor este trazia dentro e chegou às bancadas com os ferros de palmo com que encerrou a função.

A João Pamplona calhou a fava e o brinde. O seu primeiro oponente mostrou bons modos na primeira metade da lide, mas depois perdeu ímpeto e fechou-se. O ginete procurou ligar-se ao toiro e com isto contornar as dificuldades. Ficou a sensação de ter tido alguma dificuldade na escolha de terrenos, frente a um oponente que pedia que lhe pisassem a sua zona de conforto e o tirassem de lá. João andou esforçado e isso foi reconhecido pelo público. O JAF (nº428, 528Kg) que lhe coube em sorte era feito de outra cepa. Volumoso e com pata, investia com alegria, entregando-se da forma como fazem os toiros bons: do início ao fim. Após afinar a velocidade, o Cavaleiro ligou-se ao toiro e ao público. Esteve lidador, trazendo ao de cima o bom toureiro e o bom equitador que é. Uma boa lide que encerrou com um grande ferro curto, preparado, cravado e rematado como mandam as regras.

Luís Rouxinol Jr. apresentou-se na Monumental “Ilha Terceira” mostrando todos os predicados de alguém que pode vir a ser figura. Mostrou bons modos na sua primeira lide. O público acolheu bem uma lide agradável e com bons pormenores. O toiro (LR, nº47, 419Kg) apesar de ter alguma falta de força, não comprometeu e deixou-se lidar. Rouxinol esteve muito correcto na cravagem dos curtos, destacando-se o 2º ferro. Quando preparava a cravagem do primeiro ferro comprido ao exemplar JAF (nº417, 523Kg), com que encerrou a corrida, a montada escorrega, resultando na queda do cavaleiro. Viveram-se alguns momentos de apuro, mas sem quaisquer consequências. O “pequeno” Rouxinol recompôs-se e mostrou maturidade. O toiro entregava-se e esteve sempre metido na lide. O Cavaleiro aproveitou bem a colaboração do oponente e novamente mostrou as suas qualidades. Apesar de tudo, fica a ideia que o toiro pedia mais labor.

Nas pegas estiveram três Grupos de Forcados Amadores. Por S. Manços pegou José Quintas à primeira, numa boa pega a aguentar derrote e Pedro Fonseca que à segunda resolveu com a ajuda um pouco carregada. O grupo de Arronches teve em praça João Rosa, que realizou uma grande pega à primeira, templando bem a investida do toiro, fechando-se de forma correcta e Luís Marques que se fechou à segunda sem dificuldade. O Ramo Grande esteve representado por André Lourenço que após alguns problemas, fechou-se à segunda sem mácula.
No final da corrida haveria de se assistir a um monumento à forcadagem: a pega de Manuel Pires! Forcado sereno e de olhos vivos, caminhou para o toiro como é seu habito. Aguentou a investida e depois de se fechar, toiro e forcado tornaram-se um só. Grandes, violentos e sucessivos derrotes por alto e a pega a consumar-se de uma forma que não surpreende. Não surpreende, porque sempre que Manuel Pires salta à arena mostra toda a sua raça e valentia, brindando quem assiste com grandes desempenhos. É, sem dúvida alguma, um forcado que qualquer grupo gostaria de ter e um dos grandes forcados da actualidade, dentro e fora da arena. O Grupo de Forcados Amadores do Ramo Grande ficará assim em boas mãos, aquando da passagem de Cabo. E como uma pega não se faz só com o forcado da cara, fica ainda o destaque para a preciosa intervenção do primeiro ajuda ao qual se seguiu o resto do grupo, de forma eficaz.

A corrida foi dirigida por Mário Martins que foi assessorado por Vielmino Ventura. Abrilhantou a Banda Filarmónica de Santo António de Cambridge.

E porque se tratava de uma Corrida Concurso, o júri composto por Francisco Parreira, José Luis Figueiredo e Diogo Passanha, deliberou:

- Melhor Toiro: “Joanito”, nº428, 528Kg, Casa Agrícola José Albino Fernandes
- Melhor apresentação: “Joanito”, nº428, 528Kg, Casa Agrícola José Albino Fernandes
- Melhor lide a cavalo: João Moura Jr. (lide ao primeiro exemplar da corrida)
- Melhor Pega: Manuel Pires (GFARG)


Bruno Bettencourt
Foto: Paulo Gil

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Festas da Praia - outdoors da feira taurina





Feira Taurina das Festas da Praia 2017 - bilheteiras abertas


terça-feira, 4 de julho de 2017

Garrido (e) mais completo – 4º da Feira de S. João


Um curro de Rego Botelho encerrou a Feira de S. João 2017. Lide apeada a cargo de Román, José Garrido e Joaquin Galdós.

O primeiro exemplar da tarde (RB, nº93, 522Kg) mostrou-se distraído e brusco, acabando por se entregar no decorrer da lide, mercê do desempenho do Matador. Román esteve variado com o Capote, mostrando recursos e querer dar espectáculo. Com a Muleta lidou sempre no centro da arena, com ofício e a dar tudo para tudo tirar do oponente. Lidou maioritariamente pela direita, de forma cada vez mais templada. O seu segundo (RB, nº83, 431Kg) era nobre, com algum recorrido, vindo a rachar no final. O Matador imprimiu maior profundidade na lide. Esta resultou com bastante duração, ficando na retina a entrega do Toureiro através de bons pormenores com a Muleta.

José Garrido tirou bom partido dos exemplares que lhe couberam em sorte. O primeiro (RB, nº92, 458Kg) era muito voluntarioso, indo ao cite com nobreza e codícia. A lide mostrou a plasticidade e os pormenores artísticos que Garrido emprega. Esteve “mandão” com a Muleta e mostrou o porquê de ser apontado como uma das grandes figuras do toureio. Uma grande lide terminada com circulares invertidos junto às tábuas. O seu segundo (RB, nº73, 502Kg) também se entregava à luta, vindo a rachar no final. O Matador agarrou o oponente e toureou a gosto, recriando-se e mostrando a sua arte. Uma boa lide encerrada com Bernardinas que chegaram às bancadas. Neste toiro, Garrido desafiou os alternantes para o tércio de bandarilhas. O mesmo foi cumprido de forma desigual.

Joaquín Galdós recebeu um exemplar (RB, nº77, 516Kg) bruto e sem recorrido. Ensinou-o a investir para depois mostrar um toureio de quietude e proximidade. Mostrou algumas dificuldades em medir as distâncias, ainda assim mostrou bons pormenores numa lide de altos e baixos. O último do espectáculo (RB, nº91, 507Kg), revelou-se o exemplar com melhores condições de lide. Duração de investida e nobreza que foram aproveitadas por Galdós. Lidou com seriedade e poder. Novamente fez-se mostrar através de um toureio de proximidade e quietude, pisando terrenos de compromisso. Terminou por Luquesinas, adornando assim uma boa lide. Neste último também foram os matadores a cumprir o tércio de bandarilhas, tendo resultado novamente desigual.

Uma vez mais, os bandarilheiros açorianos estiveram num patamar superior. João Pedro Silva e Jorge Silva executaram os melhores pares da tarde. Já é normal assistir-se a um bom desempenho dos locais, o que tem (entre muitos outros) o benefício de fazer com que o público seja cada vez mais exigente com os de fora.

A corrida foi dirigida por Carlos João Ávila que se despediu do cargo após 20 anos de funções. Apenas um reparo para a dúvida em relação ao critério utilizado para atribuição de música durante as lides. Foi assessorado por José Paulo Lima.

Abrilhantou a Banda da Sociedade Filarmónica rainha Santa Isabel da Doze Ribeiras. Abrilhantou e bem! Se na corrida anterior a música tinha estado em excesso, aqui as interpretações foram executadas na medida certa, com o volume certo, a complementar as lides!

Antes do início do espectáculo, foi homenageado o Matador californiano e luso-descendente Dennis Borba pelos seus 30 anos de Alternativa. Durante o intervalo, foi homenageado Carlos João Ávila pelos seus 20 anos de Director de Corridas e por todo o precioso contributo que tem dado à Festa Brava nos Açores.


Bruno Bettencourt
Foto: António Valinho

domingo, 2 de julho de 2017

Triunfaram os clássicos na Corrida de Gala – 3ª Corrida da Feira de S. João

Doze anos depois, o Neto deu início às Cortesias na Monumental “Ilha Terceira”. A Corrida de Gala Antiga Portuguesa teve assim o seu início com o ritual alusivo à época.

Toiros de João Gaspar e Francisco Sousa. De tricórnio Tiago Pamplona, Manuel Telles Bastos e Miguel Moura. De jaqueta enramada, os Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense (GFATTT) e os Amadores do Ramo Grande (GFARG).

Não interessa como se começa, mas como se acaba! Este bem podia ser o resumo da noite de Tiago Pamplona. Após a recolha do toiro (FS, nº15, 410Kg) que se inutilizou, depois da cravagem de dois compridos, recebeu o segundo do seu lote com uma lide em crescendo. O toiro (JG, nº27, 515Kg) era volumoso e entregou-se com codícia, tendo tido duração. O Marialva do Posto Santo procurou o triunfo e mostrou boa ligação com o público. Esteve criterioso na escolha de terrenos e mostrou os seus dotes de excelente equitador. Encerrou uma lide triunfal com um excelente ferro curto ao estribo, antecedido por uma viagem plena de temple. Nota para o facto de ter saído da arena no momento certo sem se deixar deslumbrar pelo pedido de “mais um”!

Manuel Telles Bastos lidou um exemplar (FS, nº11, 436Kg) cumpridor que se foi defendendo em alguns momentos, mas sem complicar. Uma lide de entrega e saber, a trazer ao de cima as qualidades do toiro e a romper para o triunfo. Mostrou bonitos pormenores do classicismo que o caracteriza, aliando a sua maestria de equitador à intuição de lidador. O toiro (JG, nº28, 433Kg), com que encerrou a sua participação na Feira, saiu com pata e revelou-se muito andarilho, tendo dificuldade em fixar-se. Há a destacar a cravagem correctíssima dos compridos e a precisão milimétrica com que cravou cada uma das farpas, durante toda a lide. Mostrou-se entendedor do oponente e optou por uma lide de proximidade, pisando os terrenos do toiro e lidando ao melhor estilo português.

A Miguel Moura calhou o lote menos luzido, mas que ainda assim cumpriu sem complicar muito. O primeiro toiro (JG, nº18, 433Kg) era voluntarioso, mas viria a rachar no final. Moura foi desenrolando a lide com bons pormenores. Uma lide à maneira da escola mourista a chegar bem ao público. Pecou por ter prolongado a lide em demasia. O último toiro (FS, nº7, 494Kg) era distraído e parava-se na reunião, saindo desligado das sortes. Fica a sensação que o Cavaleiro o podia ter alegrado mais. A lide resultou sem som e própria para hipertensos. Algum luzimento no final, mas sem grande transmissão à assistência.

Nas pegas destacaram-se Daniel Brasil do GFARG e Francisco Matos do GFATTT. Ambos realizaram rijas pegas, à primeira, a aguentar bem e a mostrar querer ficar na cara do toiro! Pegaram ainda Luís Sousa (GFATTT) à segunda e a sesgo, Rui Dinis (GFARG) que com uma boa pega se fechou à segunda tentativa e João Pedro Ávila (GFATTT) à segunda com uma boa ajuda do grupo.

A corrida foi dirigida com diligência por Rogério Silva, sendo assessorado por Vielmino Ventura.
Abrilhantou a Banda Filarmónica Divino Espírito Santo de Artesia. Um reparo para o facto de ter havido alguma falta de moderação no volume da interpretação musical. Não está em causa a qualidade da banda, que é de facto muito boa, mas numa praça de toiros a banda deve complementar e não se sobrepor a todo o resto.


Bruno Bettencourt
Foto: André Pimentel

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More