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domingo, 22 de maio de 2022

Cultura para celebrar 100 anos de actividade cultural – crónica do Festival comemorativo do centenário da SFESA


Diz-se que o nevoeiro antecederá a vinda do “Desejado”. Angra do Heroísmo encheu-se de bruma, um manto branco idílico que, vindo do mar, irrompeu ilha dentro a anunciar o regresso do espectáculo tauromáquico à arena da Praça de Toiros “Ilha Terceira”. Cultura para celebrar 100 anos de actividade cultural da Sociedade Filarmónica Espírito Santo da Agualva (SFESA). A cultura é assim, anda de mãos dadas, não entra em competições e não se coaduna com proibições. Tudo tem tempo, espaço e contexto próprio. Este festival teve tudo isto e, a aliciante de comportar duas estreias por estas bandas, sendo uma delas a nível nacional: David Gomes a cavalo e Michelito Lagravere apeado. O Grupo de Forcados Amadores do Ramo Grande (GFARG) aliou-se à celebração, organização, fardou-se e pegou, sendo prova viva do enlace entre diferentes formatos culturais. Muitos dos que envergam aquela jaqueta e se mostram valentes na arena, também envergam a farda da SFESA, mostrando-se músicos competentes a cada compasso.

David Gomes mostrou-se e deixou boa nota nesta sua passagem pela ilha Terceira. Foi palmilhando terreno a cada lide, bordando bons momentos de toureio equestre e evidenciando a sua qualidade de equitador. Uma nota de destaque para a cravagem dos ferros compridos. O Cavaleiro da Malveira encara-os como deve ser, como parte integrante e introdutória da lide. Não cravou “a despachar”. Esteve correcto na cravagem dos curtos, reduzindo a velocidade das viagens com o passar do tempo, tal como era necessário. Cravagens a consentir e a entrar nos terrenos dos oponentes. Ficou a sensação que faltou rematar a lide ao segundo do seu lote, parecendo que a saída da arena para troca de montada terá sido mal interpretada pela direcção da corrida, que deu ordem para a entrada dos Forcados. Na retina evidenciou-se a lide com que fechou o espectáculo. Tirou partido das boas condições do exemplar jabonero e lidou a gosto. Pecou por prolongar em demasiado a contenda, mercê do desacerto com a cravagem do par de bandarilhas. Teve pela frente 4 exemplares de divisas distintas: o nº 406 de Herdeiros de Ezequiel Rodrigues (ER) que se mostrou um pouco levantado durante toda a lide, carregando pouco na reunião. Ainda assim, não comprometeu e entregou-se à luta. O exemplar de João Gaspar (JG) nº? não era o que estava inicialmente resenhado para o espectáculo. Este berrendo era pequenote mas, mostrou-se codicioso andando sempre metido na lide. O segundo exemplar de ER, nº 405, entregou-se bem à peleja. Metia a cara alta no remate das cravagens, vindo procurar o cavaleiro. Foi ficando curto de investida no final. O nº 96 de Rego Botelho terá sido o exemplar mais completo. Mostrou bons modos e ligação com a montada. Aguentou uma lide prolongada acabando, consequentemente, por lhe faltar ímpeto no final da mesma. Aguentou a cravagem de 3 compridos e 9(!) curtos.

Michelito, após 13 anos, pisou finalmente uma arena portuguesa. Diante do primeiro oponente teve uma lide de entrega evidenciando recursos em qualquer um dos três tércios, no entanto, transpareceu alguma falta de rodagem. Rompeu na sua segunda lide, mostrando os seus predicados e a razão por ter sido considerado um menino prodígio na tauromaquia. Andou novamente sortido com o Capote, iniciando com duas largas de joelhos. Nota para dois dos pares cravados pelos Bandarilheiros que o acompanharam. Com a muleta, e após provar o hastado por ambos os lados, baseou o seu toureio pelo lado direito, explorando o melhor lado do utrero. A relembrar, duas sonoras séries de Derechazos onde foi baixando a mão e encurtando o compasso a cada passagem, com temple e profundidade. Sacou tudo o que havia naquele poço. Neste debute encontrou o nº 184 da Casa Agrícola José Albino Fernandes (JAF). O bisco entregou-se e investia de pronto. Revelou-se bruto pela direita, ainda assim foi-se suavizando no decorrer da lide. Cortava-se por dentro pela esquerda. O nº 8 de RB meteu-se bem na função permitindo e possibilitando o desenrolar de uma boa lide. Melhor pela direita e saindo do trajecto pela esquerda, investiu com boa ligação. Rachou no final.

A citar o toiro, a corpo limpo, estiveram, pelo GFARG, Samuel Gomes que à segunda realizou uma boa pega, sendo bem ajudado pelo grupo; Gonçalo Baptista à terceira sem dificuldade, após algum desacerto nas primeiras tentativas; André Lourenço à primeira numa boa pega a aguentar um derrote alto e a ficar e, a fechar, Rui Dinis com uma pega de raça, à primeira, aguentando a fugida do toiro ao grupo.

Mário Martins dirigiu o espectáculo, sendo assessorado por Vielmino Ventura. Abrilhantou, brilhantemente, a banda aniversariante, a centenária SFESA. O orvalho miudinho não fez arredar pé à meia praça forte que se registou.

Bruno Bettencourt

terça-feira, 19 de abril de 2022

Arraial Taurino 2022

 


domingo, 10 de abril de 2022

Festival Comemorativo do Centenário da S. F. E. S. da Agualva adiado para 21 de Maio



Segundo informação da organização, devido ao mau tempo provocado pela depressão Evelyn, não foi autorizado o embarque de animais vivos com destino à Ilha Teceira, não se efectivando o transporte dos cavalos de David Gomes a tempo de participar no evento, o que impossibilita a actuação do cavaleiro.

O Festival Comemorativo do Centenário da Sociedade Filarmónica Espírito Santo da Agualva realizar-se-á a 21 de Maio, às 18h30, sem qualquer alteração do cartel. Os bilhetes continuam à venda nos mesmos locais e será aceite
a sua devolução a quem o solicitar.

sexta-feira, 25 de março de 2022

Escola de Toureio da Tertúlia Tauromáquica Terceirense, de regresso


 

segunda-feira, 21 de março de 2022

Festival Comemorativo do Centenário da Banda Filarmónica Espírito Santo da Agualva


Já é conhecido o cartel do espectáculo que dará início à temporada da Praça de Toiros "Ilha Terceira". No dia 16 de Abril realizar-se-á, pelas 18h30, o Festival Comemorativo do Centenário da Banda Filarmónica Espírito Santo da Agualva.

O evento, organizado pela União Tauromáquica do Ramo Grande, conta com diversas aliciantes, a começar pela estreia em terra açorianas do Cavaleiro David Gomes, que tem deixado muito bom ambiente pelas praças onde tem toureado. Outro ponto forte, é a estreia nacional do Matador mexicano Michelito Lagravere, conhecido por ter sido o Matador mais novo a tirar alternativa (tinha 14 anos).

Do ponto de vista ganadero, serão toureados exemplares de Rego Botelho (RB), João Gaspar e Herdeiros de Ezequiel Rodrigues, a cavalo, sendo que a pé serão lidados dois toros, um de RB e outro da Casa Agrícola José Albino Fernandes

Pegará em solitário o Grupo de Forcados Amadores do Ramo Grande, num festival que será abrilhantado pela banda aniversariante.

segunda-feira, 7 de março de 2022

Corrida do 15º Aniversário do Grupo de Forcados Amadores do Ramo Grande


Já foi anunciado parte do cartel da Corrida Comemorativa do 15º Aniversário do Grupo de Forcados Amadores do Ramo Grande.

No dia 23 de Julho a Praça de Toiros "Ilha Terceira" irá acolher um apetecido mano-a-mano entre João Moura Jr. e João Ribeiro Telles.

Pegará o Grupo aniversariante e serão lidados toiros de ganadarias ainda por designar.

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