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quinta-feira, 25 de junho de 2026

Tríptico triunfal - Crónica da terceira Corrida da Feira de S. João 2026




Diz-se que o melhor da festa é esperar por ela. Também o é mas, o melhor desta Feira de S. João de 2026, foi o viver a Festa! João Moura Jr., João Ribeiro Telles, Fernando Adrián, os Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense (GFATTT) e os Amadores do Ramo Grande (GFARG) fecharam a Feira diante de exemplares de Rego Botelho (RB) e João Gaspar (JG), precisamente no dia do S. João, 24 de Junho.

João Moura Jr. enfrentou um nobre JG (N°43, 498kg) que saía de largo numa viagem recta. Uma sorte de gaiola vistosa iniciou uma boa lide que, com bom entendimento, tirou partido do toiro e foi explanando todo o toureio e forma de estar na arena de Moura. Reuniões e remates justíssimos, para gáudio da assistência. Rubricou a sua passagem por esta edição da Feira com uma actuação de nível superior. O RB (N°63, 567kg) carregava nas sortes e veio a mais ao longo da contenda, dando bom jogo. O Cavaleiro interessou-o e cravou com batidas templadas ao piton contrário. Cada passagem fazia eco nas bancadas, com destaque para o 3° ferro curto. Esteve criterioso nas escolhas de terrenos e fechou com duas mourinhas que lhe renderam larga ovação.

João Ribeiro Telles recebeu o JG (N°26, 575kg) à porta dos curros. A um exemplar cumpridor, que se foi entregando nobremente, aplicou uma lide de ligação que terminou em grande plano. Lidou a gosto, com ferros emotivos que não deixaram indiferentes os setores da praça. Sortes bem preparadas e com grande conexão com o toiro. O segundo do seu lote era o "Lancero" (RB, N°62, 514kg). Bem apresentado, com codicia, saía de pronto, carregava na reunião e teve imensa duração. Resumindo: era bravo! E brava foi a lide triunfal. Iniciou à porta "dos sustos" para a desenhar com sortes em terrenos de compromisso, rematadas com bregas milimétricas. O 2° ferro curto foi uma sorte de catálogo, a consentir a investida do toiro e a aguentá-lo debaixo do braço. Volta para a ganadera no final da lide.

O Matador Fernando Adrián teve matéria prima para mostrar o toureio que traz dentro de si. O RB (N°70, 440kg) foi melhorando ao longo da lide, investindo com nobreza e recorrido. Com o Capote esteve reservado. Destaque para o bom tércio de bandarilhas por Pablo Gallego e João Pedro Silva "Açoriano". Lide de entrega e poderio onde Adrián fixou o compasso e foi desenhando séries com plasticidade e profundidade, baseando-se essencialmente na mão direita. Sofreu uma voltareta que se veio a revelar sem consequências. O segundo (RB, N°69, 479kg) trazia as mesmas características do anterior, mas era mais codicioso e entregou-se logo de início. Lanceou à Verónica para, depois, com a Muleta oferecer uma muito boa lide onde o temple foi palavra de ordem. Tirou partido de tudo o que o exemplar da divisa azul e branca trazia dentro. Séries profundas, ligadas e com repetição espalharam o perfume do toureio do Matador madrileno.

Tomás Cunha, pelo GFATTT, abriu praça com uma rija pega à primeira, sendo bem ajudado. Francisco Matos foi colhido com gravidade diante do 4° da tarde e foi dobrado por Eduardo Rico que resolveu a sesgo numa pega em que foi fulcral a intervenção do primeiro ajuda Fernando "Mangueira" Ferreira.
Pelo GFARG Rui Dinis (cabo) fechou-se bem à primeira sem dificuldades e com boa intervenção do grupo. Luís Valadão saiu lesionado após duas tentativas. Na dobra, Gonçalo Batista resolveu bem numa pega a sesgo.

A Corrida foi dirigida por Ricardo Costa com a assessoria de Vielmino Ventura. Abrilhantou a Banda da Sociedade Filarmónica Rainha Santa Isabel das Doze Ribeiras.

Bruno Bettencourt 
Fotos: Tertúlia Tauromáquica Terceirense

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