About

sexta-feira, 25 de junho de 2021

Comunicado do Grupo de Forcados Amadores do Ramo Grande



Ontem (25.06.2021), os Forcados do Ramo Grande apresentaram-se na Corrida das Sanjoaninas para pegar 3 toiros.

Ao quarto toiro da tarde, frente a um toiro da ganadaria João Gaspar, Tomás Sousa saiu lesionado ao quarto intento (já se encontra em casa e sem danos maiores), Délcio Gomes também saiu lesionado no joelho mas ainda sem nada conclusivo, existindo a dúvida entre lesão no menísco e rotura parcial de ligamentos.

Manuel Pires (cabo), ao dobrar Tomás Sousa, no momento da reunião foi atingindo na cara por um ferro onde após uma avaliação médica foi detetado uma fratura orbicular, a equipa médica achou por bem ser operado onde irá seguir hoje à tarde para Lisboa (neste momento, encontra-se estabilizado).

Bem haja!

Corrida Concurso de Ganadarias da Feira de S. João 2021 – notas breves


Voltou a Feira de S. João! A 24 de Junho é dia de Concurso de Ganadarias na Monumental “Ilha Terceira”. 
Assim ditava o cartaz: Tiago Pamplona, João Pamplona, Luis Rouxinol Jr., Forcados Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense e do Ramo Grande, Rego Botelho (RB), Casa Agrícola José Albino Fernandes (JAF) e João Gaspar (JG), para a disputa dos prémios a concurso.

Tiago Pamplona viu a montada escorregar no início da lide do primeiro da ordem, nº46 de RB, deixando alguma apreensão após a queda, felizmente sem gravidade. O toiro carregava pouco nas sortes e foi-se ficando nos terrenos de tércios, pedindo que mexessem com ele e lhe pisassem os terrenos. O cavaleiro esteve correcto na lide. Frente ao quarto da ordem, nº 53 de JG, desenhou uma lide mais a gosto, frente a um toiro que não complicou em demasia.

João Pamplona teve pela frente o pior lote da corrida. O nº66 de JAF tinha alguma dificuldade em fixar-se, vindo a corrigir o comportamento ao longo da lide, mas sem conseguir romper. O cavaleiro andou esforçado, ainda que sem conseguir ligar-se de forma a poder sacar água daquele poço. O segundo do seu lote, nº43 de RB, não se entregou à luta, parando-se nas sortes e metendo a cara pela certa. O mais novo dos Pamplona foi desenhando a lide possível, mas com pouca transmissão.

Luís Rouxinol Jr. estreou-se em Angra do Heroísmo a procurar o triunfo desde cedo e para tal contribuiu o lote mais manejável da corrida. Frente ao nº68 de JAF mostrou ao que vinha. O toiro era colaborante e com uma investida pronta, mostrando codícia na reunião. Andou correcto nas sortes deixando uma boa antevisão para a sua segunda lide. O nº96 de JG com que fechou a corrida, prestou-se bem à contenda. O cavaleiro recebeu-o com um ferro a “porta gaiola”, entendeu-o e mexendo-lhe com os terrenos, foi trazendo ao de cima o que de bom o toiro tinha. Uma lide em crescendo a agarrar o triunfo e a chegar às bancadas.

Nas pegas foram solistas na cara, pelos Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense: Francisco Matos que resolveu à segunda com uma ajuda coesa, João Silva à primeira, de forma correcta e Bernardo Belerique à primeira, numa rija pega plena de querer e a levantar praça. Destaque para as intervenções fulcrais do 1º ajuda Fernando Ferreira “Mangueira”. Pelos Amadores do Ramo Grande abriu praça Carlos Silva de forma correcta e segura à primeira. A Tomás Sousa coube pegar o quarto toiro. O forcado esteve valente, mas faltaram as ajudas. Após três tentativas saiu maltratado, assim como dois companheiros de formação. O cabo Manuel Pires assumiu a responsabilidade e na dobra consumou a pega, saindo também ele lesionado no rosto. Fechou a corrida César Pires, à primeira, com a garra que lhe é conhecida.

O júri decidiu (e o júri é soberano):
- Melhor Lide: Luís Rouxinol Jr., pela lide ao 6º da ordem
- Melhor Pega: Bernardo Belerique - Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense
- Melhor Grupo de Forcados: Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense
- Melhor Apresentação: “Azulejo I”, nº 43, Rego Botelho, 5º da ordem
- Melhor Toiro: “Capelão”, nº 46, Rego Botelho, 1º da ordem

Nota pessoal: Concordando com a quase totalidade dos prémios atribuídos, o melhor toiro da corrida terá sido o “Lunarito”, nº68 da Casa Agrícola José Albino Fernandes.

Nota final: A terminar, realço o civismo com que a grande maioria (dizer totalidade poderia ser exagerado!) dos presentes respeitou as indicações e as regras impostas pela situação sanitária actual. Assim ganhamos todos!

Bruno Bettencourt

quinta-feira, 17 de junho de 2021

Corrida da Praia 2021


 

sábado, 15 de maio de 2021

Feira de São João 2021


 

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Crianças vão aos toiros em Angra do Heroísmo


A Tertúlia Tauromáquica Terceirense (TTT) promove amanhã, a partir das 10h30, na Praça Velha, uma atividade lúdica tauromáquica para crianças, com a participação de vários intervenientes da tauromaquia açoriana. A TTT junta-se assim à Associação das Tertúlias Tauromáquicas de Portugal (ATTP), que leva a cabo, a nível nacional, a iniciativa "As crianças vão aos toiros!", com o intuito de lutar pelos direitos e liberdade das crianças, assim como pela liberdade de expressão cultural.

A iniciativa da ATTP surgiu após o Governo ter anunciado a intenção de aumentar a idade mínima para acesso a espetáculos tauromáquicos. Em forma de protesto, vários locais do país têm aderido à iniciativa da ATTP, prevendo-se atividades em cidades como Vila Franca de Xira, Alcochete, Abiul, Azambuja, Chamusca, Lisboa, Moita, Montijo, Lisboa, Entroncamento, entre outras.

Fonte: Diário Insular

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Políticas de arena


Escrever sobre Tauromaquia começa a ser, nos dias que correm, quase um risco social. As posições estão de tal forma extremadas que ou se é contra ou se é a favor. Já não existe um saudável meio termo, que propicie a troca de opiniões e as apetecidas discussões. Preferencialmente sobre temas que nos interessem como, no caso dos terceirenses, este que hoje foco.

Não sei se me assumo aficionado. Até porque me começa a falhar exatamente o que significa o termo. Que se pode utilizar para outras áreas mas, neste caso, é mesmo para os toiros que vira o texto. Gosto de touradas, vou a touradas, admiro a prática do campo e da criação dos toiros, assim como os artistas que pisam o redondel e quem toureia na rua. Apraz-me, sobremaneira, fazer a cobertura jornalística de eventos taurinos, destacando-lhes as crenças, a plástica e o ambiente próprio. Que aprendi a apreciar e a respeitar.

Há algum tempo, em respostas a uma entrevista para este mesmo jornal, e adivinhando o que poderia fazer título da mesma, avancei que, na ótica de quem preza a Festa Brava, "um mau aficionado é pior que um anti taurino". Passado algum tempo, e mesmo se mantenho a opinião, já também me escapa o que será, de facto, um "taurino", na aceção de ser alguém que defende a nobre arte das arenas, assim como a consagração sublime que é dada ao principal elemento da função: o toiro bravo.

As recentes trocas de insult...ops! de opiniões, sobre uma proposta para impedir que os menores de 16 anos assistam a corridas de toiros - e trata-se de avançar para uma proibição, se bem o entendo -, fizeram regressar à ribalta a continuidade das artes de marialva e afins no retângulo luso. Que, na minha tímida previsão, vai ser coisa de pano para mangas nestes quatro próximos anos. Período em que poderemos aferir da habilidade dos ditos taurinos/aficionados em defender a sua dama. Que é o que está em causa, uma vez que os ataques se vão suceder, cada vez mais fortes, mediatizados e apadrinhados.

A manutenção da Tauromaquia em Portugal é um assunto sério. Que penso está a ser levado de uma forma muito leve pelos seus defensores. Não adianta trazer os valores e as tradições à contenda. Estamos perante uma questão política, que extravasa todos os outros sentidos a dar à discussão. Mais do que aflorar razões, vão contar os votos. Acreditem. Pessoalmente, espero que a Festa Brava ainda possa sobreviver à atual legislatura...

www.portodaspipas.blogs.sapo.pt

Miguel de Sousa Azevedo

Fonte: Diário Insular

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More