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sexta-feira, 27 de março de 2015

Faleceu o capinha "Burra branca"

Faleceu hoje, Joaquim Gonçalves Lestinho, mais conhecido por Joaquim "Burra branca" uma lenda entre os capinhas da ilha Terceira. Conhecido pelos inconfundíveis passes de samarra e exímio contador de histórias do seu tempo (aqui), ainda há poucos anos fez "gosto ao pé", aparecendo de novo em frente dos toiros, apesar da idade.
Fica assim o mundo tauromáquico mais pobre, apesar da história desta lenda perdurar nos anais da tauromaquia açoriana.
O corpo encontra-se em câmara ardente na Quinta do Leão, propriedade da Casa Agricola José Albino Fernandes, sendo o funeral amanhã, dia 28.





Fotos: D.R.

terça-feira, 24 de março de 2015

Feira da Graciosa 2015

Foram anunciados, há poucos dias, os nomes que integram os carteis da Feira da ilha Graciosa de 2015.
Em Agosto, na ilha branca, estarão presentes os Cavaleiros Filipe Gonçalves, Tiago Pamplona, Rui Lopes e João Pamplona. As pegas estarão a cargo dos Grupos de Forcados Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense, Ramo Grande e São Manços. Os curros ostentarão os ferros das ganadarias de Rego Botelho e Passanha.

A constituição das duas Corridas à Portuguesa é a seguinte:

CORRIDA À PORTUGUESA 
Dia 08 de Agosto
-TOIROS-
Rego Botelho (6)
-CAVALEIROS-
Filipe Gonçalves
Tiago Pamplona
Rui Lopes
-FORCADOS-
Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense
Amadores de São Manços
Amadores do Ramo Grande 

CORRIDA À PORTUGUESA 
Dia 10 de Agosto
-TOIROS-
Passanha (6)
-CAVALEIROS-
Filipe Gonçalves
Tiago Pamplona
João Pamplona
-FORCADOS-
Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense
Amadores de São Manços
Amadores do Ramo Grande

segunda-feira, 23 de março de 2015

Festival de Beneficência do G.F.A.T.T.T.

No dia 9 de Maio a Praça de Toiros Ilha Terceira irá abrir as suas portas para acolher um Festival Misto de Beneficência do Grupo de Forcados Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense.

O espectáculo trata-se de um festival a favor do Fundo de Assistência do Grupo de Forcados, que irá contar com a colaboração de vários ganadeiros Terceirenses e do Continente que gentilmente cederam as reses a lidar. Ainda são desconhecidos os nomes dos toureiros que irão actuar no festival, no entanto, segundo a nota de imprensa enviada pela organização do festival, irão actuar graciosamente, três cavaleiros, dois matadores de toiros e um jovem novilheiro revelação da temporada 2014. As pegas estarão a cargo dos Forcados Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense.

Fonte: Tertúlia Tauromáquica Terceirense

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

A ilha Terceira e a sua aficcion no Tendido Cero

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Póneis e atletas da Terceira brilham na Quinta da Beloura

Resultados ótimos e desempenhos brilhantes: é assim que Artur Machado, investigador do Centro de Biotecnologia dos Açores, classifica a participação terceirense quer no Torneio Nacional de Dressage, quer na final da Taça de Portugal de Dressage, que aconteceram no mês passado na Quinta da Beloura, em Sintra.
Nos primeiros escalões da competição, os atletas alcançaram o pódio em praticamente todas as provas em que participaram. No somatório das equipas - oito no total - o Centro Hípico da Ilha Terceira alcançou o terceiro lugar.
No Torneio Nacional de Dressage participaram, assim, 70 crianças com idades compreendidas entre os oito e os 15 anos. Do Centro Hípico da ilha Terceira seguiram Filipa Machado, Bárbara Brasil, Sara Martins, Beatriz Vieira, Benedita Gonçalves, Francisco Simões e Mariana Simões.
O mérito pelas boas classificações no torneio, deve-se, segundo o professor da academia açoriana, não só ao empenho dos jovens, dos pais e da escola de equitação em causa, mas também ao pónei, quarta raça autóctone de Portugal desde janeiro do ano passado, que tem sido estrela nestes encontros.
"As pessoas têm uma muito boa perceção dos animais, porque eles têm tido um desempenho magnífico. Se quiséssemos tínhamos lá deixado os cavalos todos", referiu.
Já a Taça de Portugal de Dressage contou com a participação de João Nogueira e Francisca Lima, que alcançaram os terceiro e quarto lugares na competição. "Foram provas brilhantes, mesmo contra profissionais", sustentou o investigador

A caminho da seleção? 
Dos desempenhos terceirenses na Quinta da Beloura, tanto dos miúdos, como dos graúdos, resultou um convite considerado, por Artur Machado, de extrema relevância.
"Foi-nos dito pelo selecionador nacional que se fizermos a prova internacional - que tenho a certeza que conseguiríamos passar - poderemos integrar a seleção que vai participar no Campeonato Europeu de Dressage", contou Artur Machado a DI.
Há, no entanto, dificuldades que podem complicar a presença terceirense nas competições em causa. A logística inerente às viagens e ao transporte dos animais é o maior desses obstáculos.
"A logística é bastante complicada, mas mesmo assim e graças ao trabalho que tem vindo a ser desenvolvido tem sido possível integrar essas provas. Isto é o fruto de muito trabalho, muita alegria, de muita vontade dos miúdos e dos pais, e também do Governo Regional que nos dá algum apoio. É um grupo e cada umajuda como pode. Vamos fazer todos os possíveis para fazer estas deslocações", avançou o responsável que está ligado ao processo do reconhecimento do pónei da Terceira.

 

Dar uso à raça 
Segundo Artur Machado, a importância destas competições, nomeadamente aquelas que são dedicadas aos mais jovens, reside na relevância do desporto para as crianças. Por outro lado, trata-se de uma montra muito útil para divulgar o pónei da Terceira, que passou a ter, assim, novas funções.
"A 27 de janeiro faz um ano que o pónei foi reconhecido como raça portuguesa. Já temos 62 animais no Registo Nacional de Equinos. Depois dessa etapa foi necessário encontrar uma função para o animal e estamos a tentar participar nessas provas todas", avançou.
Nas provas de dressage está em causa a finura, a correção, a elegância e a perfeição do animal, avaliadas em vários exercícios e por vários juízes. Está em causa, ainda, a relação e o controlo sobre o animal.
"São animais fáceis de dirigir e de ensinar e isso deve-se ao facto de estarem, há séculos, em contacto com o Homem, para o servirem. Vê-se nos póneis da Terceira uma vontade de agradar que é fruto duma seleção de séculos", sustentou.
De facto, adiantou o especialista, o cavalo que é, também, a quarta raça portuguesa, consegue, ao mesmo tempo, ser robusto e elegante; tanto pode puxar carroças de leite, ajudar a sachar milho, fazer serviço de táxi e percorrer a distância de Angra à Praia (como fazia), como pode mostrar graciosidade nas competições.
É por isso que o pónei da Terceira é procurado. Na verdade, o interesse é exponencialmente maior desde que o animal foi reconhecido.
No ano passado, aliás, numa conferência de imprensa na Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, onde se deu conta do desfecho do processo de reconhecimento, Paulo Caetano Ferreira, presidente da Associação de Criadores e Amigos do Pónei da Terceira, dava conta do interesse europeu sobre a raça, salientando também a importância económica dessa utilidade.
"Estes póneis têm valores muito altos no mercado europeu. Quando for possível exportá-los, vendê-los, com certeza se há-de fazer algum dinheiro aqui na Região", dizia.
Ainda assim, e embora já tenham sido vendidos alguns exemplares, Artur Machado refere que antes desse passo é preciso proceder à consolidação genética da raça, fazendo os cruzamentos entre diversas famílias independentes. O processo é moroso.
No total, existirão cerca de 100 cavalos. Os próximos quatro anos serão de continuação do trabalho de apuramento, de participação em provas e de registo dos exemplares, segundo os critérios seguidos pela comissão técnica responsável.

Utensílios perdidos 
Antes desse futuro há um percurso largo que pode ser contado, uma história que é documentada, por exemplo, pelos registos fotográficos que Artur Machado vai amealhando.
Há fotografias que demonstram a capacidade de trabalho do animal, mas também a sua utilização em festejos como o Carnaval ou cortejos na cidade. As imagens mostram ainda a paragem das carroças no Alto das Covas, numa espécie de praça de táxis encabeçada pelos pequenos cavalos da terra e por burros.
Apesar disso, e ainda que haja fotografias para documentar a importância dos animais na vida ilhoa, foram-se perdendo os utensílios ligados ao pónei, o que o investigador lamenta.  


segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Roberto Brasil integra Piaffe Performance

Roberto Brasil é o mais recente membro da Piaffe Performance, equipa de César Parra (colombiano de nascença mas que representa as cores norte-americanas há mais de uma década), após ter assinado um contrato de seis anos.

Será já sob a alçada deste team, que o português vai competir em Janeiro durante o Festival de Palm Beach, Florida (EUA).

Roberto começou a montar aos 13 anos e a competir dois anos depois. Desde aí, conquistou nove Taças Açores, tendo por quatro vezes participado na Final da Taça de Portugal. Nesta competição, em 2010 foi medalha de bronze com o PSL Aquiles do Ilhéu, assim como 4.º classificado em 2011, 2012 e 2013, à época com a égua (também lusitana) Bandarilha.

Aos 18 anos, Roberto deixou os Açores rumo a Mafra, onde montou com Orlando Duarte, cavaleiro que considera "uma das pessoas mais importantes da minha carreira pois foi quem me deu as bases, depois fui para o Filipe Canelas Pinto que me fez dar o salto para o nível St George e por fim para o Hipódromo da Bairrada propriedade do Francisco Cancela de Abreu."

Roberto tornou-se profissional aos 19 quando concluiu o curso de Ajudante de Monitor, tendo depois disso, também realizado o de Monitores e em 2011 finalizado o de Instrutor de Equitação. "Fui um dos primeiros nos Açores e actualmente sou o único!" afirma.

No seu currículo conta ainda com trabalhos para a coudelaria Oliveira e Sousa em Salvaterra de Magos, durante cerca de um ano, e no Centro Equestre o Ilhéu, Coudelaria Açoriana onde permaneceu nos últimos 5 anos.

Sobre a integração na equipa Piaffe Performance, Roberto explica: "em Maio deste ano vi um anuncio para um estágio de um mês, candidatei-me e ao fim de alguns contactos e de enviar um vídeo a montar surgiu então finalmente a oportunidade de ir aos EUA. Em Outubro passado estive lá durante um mês e ao fim da segunda semana já se falava em integrar a equipa. Adaptei-me muito bem e nunca trabalhei com uma equipa tão extraordinária, o César Parra é um cavaleiro excepcional que sabe muito e acima de tudo gosta e sabe ensinar. "

Quanto aos objectivos, o cavaleiro revelou [...] que passam por "aprender o mais que poder enquanto me for permitido e competir ao mais alto nível com os cavalos que me foram atribuídos. A 4 de Janeiro vou para Miami participar durante 12 semanas num dos maiores eventos hípicos do mundo, o Global Dressage Festival, e logo de seguida no final de Março vou participar também na Taça das Nações."

Para o cavaleiro, "esta nova etapa para mim significa a realização de um dos sonhos da minha vida, que era integrar o circuito internacional da Dressage e consequentemente tornar-me cavaleiro Internacional. A equipa da Piaffe Performance acredita bastante em mim e com o lote de cavalos que temos, penso que vou ter oportunidade de representar Portugal ao mais alto nível, mas o dia de amanha só Deus sabe, eu vou fazer o melhor que puder e o que vier virá."

First Fisherman (na foto), é um cavalo alemão de 10 anos de idade que vai ser para já um dos cavalos de Roberto de Grande Prémio.

Fonte: Equitação

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