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terça-feira, 22 de março de 2016

Tertúlia Praiense com novos corpos gerentes

A Tertúlia Tauromáquica Praiense - Paulo Caetano, elegeu no passado dia 13 de Fevereiro, em reunião de Assembleia-Geral, os seus novos corpos gerentes.
A composição da lista vencedora é a seguinte:

Mesa da Assembleia-Geral
Presidente: Joaquim Pires
Vice-Presidente: José António Coelho
Secretário: Duarte Bettencourt

Direcção
Presidente: Francisco Godinho
Vice-Presidente: Manuel Pires
Tesoureiro: Francisco Sales
1º Secretário: Jorge Ganço
2º Secretário: Roberto Pereira
1º Vogal: Fábio Godinho
2º Vogal: Filipe Lemos

Conselho-fiscal
Presidente: Berto Messias
1º Vogal: Sérgio Borges
2º Vogal: Nuno Lima
Suplente: Humberto Martinho

VII Festival Luís Fagundes


O VII Festival Luís Fagundes terá lugar no dia 23 de Abril, pelas 18h30, na Praça de Toiros "Ilha Terceira". Esta organização do Grupo de Forcados Amadores do Ramo Grande (GFARG) contará com a presença dos Cavaleiros de Alternativa Tiago Pamplona e João Pamplona, assim como do Cavaleiro Amador luso-americano Manuel Sousa.

Serão lidados exemplares das ganadarias de Herdeiros de Ezequiel Rodrigues e João Gaspar.

As pegas ficarão a cargo do GFARG.

Os bilhetes terão um custo único de 10 euros.

quinta-feira, 17 de março de 2016

Vamos Falar de Toiros


No âmbito das comemorações do seu 50º aniversário, a Tertúlia Tauromáquica Terceirense leva a efeito uma série de mesas redondas que abordarão a Festa Brava sob um ponto de vista educacional. A primeira acontece já amanhã, dia 18 de Março, pelas 20h30 na Casa da Lata da Ribeirinha.

Este primeiro evento intulado “Como ver uma Tourada de Praça – Corrida de Toiros à Portuguesa”, contará com um debate sobre os temas: Toureio a Cavalo/ A Lide; Os Bandarilheiros/ A Brega; Os Forcados/ A Pega. A moderar estará João Paes e serão intervenientes a Dinastia Pamplona (João Carlos Pamplona, Tiago Pamplona e João Pamplona), o Bandarilheiro José Leonardo, o Cabo do Grupo de Forcados Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense Adalberto Belerique, o Director de Corrida Carlos João Pamplona e o Cornetim Marco Rocha.

Será igualmente inaugurada uma exposição fotográfica intitulada “Touros e Touradas” da autoria de André Sousa, André Pimentel e André Fagundes.


Seguir-se-ão ainda os seguintes eventos:


19 de Março – 20h30 – Casa da Lata da Ribeirinha
Mesa Redonda “Como Ver uma Tourada de Praça – Toureio a pé”



08 de Abril – 20h30 – Casa da Lata da Ribeirinha
Mesa Redonda “O toiro bravo – conceitos de bravura”



09 de Abril – 20h30 – Casa da Lata da Ribeirinha
Concerto musical “Pasodobles”

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

"É preciso recuperar o toureio a sério na Tourada dos Estudantes"

Para Miguel Azevedo, foi na Tourada dos Estudantes que nasceram os grandes nomes da tauromaquia terceirense, mas é preciso recuperar o festival, porque os cavaleiros e toureiros não se têm renovado. 

Este ano, não se realiza, em Angra do Heroísmo, a Tourada dos Estudantes, uma tradição de Carnaval com quase um século. Na sua opinião, o que provocou este desfecho? Os alunos perderam o interesse?
 O que se verificou este ano foi, essencialmente, a falta de interesse dos estudantes. Podem apontar-se várias razões para que a Tourada dos Estudantes, na sua totalidade, não se realize, mas quando houve apenas 15 inscritos para a mesma poderia estar tudo dito. Recordo que, há não muitos anos, esse número ultrapassava a centena, e havia os "cortes" para selecionar os 60/70 que fariam parte do cortejo e da garraiada. Acho que não se deve dramatizar a situação, mas sim tirar as devidas ilações da mesma. Até porque se fez a Tenta, se deu a Volta à Ilha e, com a ajuda de alguns - infelizmente sempre os mesmos -, até haverá no sábado uma "brincadeira" na Praça de Toiros Ilha Terceira, que evocará a Tourada. Mas a verdade é que, nos últimos anos, as bancadas têm tido sempre as mesmas pessoas - e poucas -, mesmo se o cortejo vinha mantendo um nível engraçado. Acredito é que esta seja apenas uma crise passageira e que em 2017 haja novamente a festa em todo o seu esplendor. 

Uma das alunas que tentava organizar este ano a Tourada dos Estudantes disse a DI que os pais estavam renitentes em deixar os filhos participar. Esta tradição ganhou má imagem nos últimos anos?
 Não vejo as coisas assim. Ou então a memória dos pais da nossa terra está muito fraca. Não há casa, especialmente em Angra, onde não haja uma recordação da Tourada dos Estudantes. Ela foi também a porta de entrada no mundo taurino para muitos jovens ao longo de décadas, para lá da sua vertente crítica e cómica, que sei ser, ainda hoje, motivo de tantas e tantas histórias. Claro que houve excessos e hoje há uma data de problemáticas com os mais jovens, às quais nem se ligava anteriormente. Mas não acredito que o afastamento seja por via dos pais, nem que a Tourada dos Estudantes tenha má imagem. Espero que a vontade da Mariana e dos seus amigos prevaleça nestas novas gerações. 

Acredita que ainda será possível recuperar a Tourada dos Estudantes?
 Penso que sim. Tenho uma opinião muito própria sobre vários fenómenos da nossa terra, pois a inconstância das gentes ganha terreno de uma forma preocupante. Mas acho que é uma tradição que vai ressurgir, depois desta "escorregadela". Para isso, é preciso recuperar a parte séria da Tourada, com cavaleiro, toureio apeado e as sempre presentes pegas, porque a Tourada dos Estudantes era um pequeno festival, mas com todas as cortesias, e lá nasceram quase todos os nomes grandes da nossa tauromaquia. Ou então, toda a pedagogia que está ser criada em torno da Festa Brava falhou no essencial, porque os artistas não se renovaram, com excepção dos forcados. Esse é um ponto essencial. O resto tem a ver com a vontade e a irreverência dos estudantes. Têm de ser eles a perceber que vão acabar com algo que sobreviveu a todo o Estado Novo...esperando que a maioria saiba o que isso foi. 

A Tourada dos Estudantes tinha uma vertente de crítica social, com o cortejo realizado na Rua da Sé. O que é que se perde com o seu fim?
 Pode perder-se um momento único em cada Carnaval, pois o cortejo espelha vários momentos e factos da nossa terra e da atualidade política e social. Há factos da nossa História que estão relatados nas memórias da Tourada dos Estudantes. A minha dúvida, e estendo isso a outros campos, é se a nossa sociedade ainda sabe criticar. Ou se apenas o faz porque sim, porque faz parte, mas já sem crença de que, efetivamente, a crítica possa mudar alguma coisa. Há uma censura silenciosa presente nas nossas vidas, mas já estou a fugir da temática, e o Entrudo é para sorrir.

A perda deste momento de análise crítica do que se passa na Terceira será um espelho da sociedade atual, que cada vez mais opta por não se pronunciar?
Como referi, não acredito que a Tourada dos Estudantes fique por aqui e ficaria muito triste se assim acontecesse. Mas temos de ser realistas e dar lugar a quem deve fazer as coisas, se as quiser fazer. Os estudantes e os jovens desta terra têm nas mãos uma tradição quase centenária, que deviam querer manter e acarinhar. Não podem ser os pais, as câmaras ou as empresas a suportar as coisas e a fazer-lhes a "papinha" toda. A iniciativa tem de ser deles, e o que não faltam são pessoas que podem ajudar. Discordo que a solução passe por formar mais uma associação para viver de dinheiros públicos, pois isso é o mesmo que assinar a sentença de morte do que foi a Tourada dos Estudantes desde os anos 20 do século passado. Não queiramos sistematizar o que nunca fez parte de um sistema. Sou contra isso. 
Desfile da tourada dos estudantes.
Miguel Azevedo, em 1998, (em cima) e o pai, em 1967, (em baixo) participaram na tradição
  
Participou várias vezes na Tourada dos Estudantes. Que memórias guarda desses tempos? 
Participei dez vezes, diretamente, na Tourada dos Estudantes. Fiz parte da sua comissão organizadora em 1997 e durante vários outros anos ajudei as várias comissões da melhor forma que soube. E já escrevi muito sobre esta tradição. Existem imensas histórias para contar, mas houve uma coisa que aprendi com toda a experiência num evento tão popular e intenso, que é o prazer de partilhar as recordações de uma forma saudável. Tal como o gosto de ficarmos com o nosso nome ligado a algo que fez rir, que criou bons momentos, que solidificou amizades, fez surgir namoros e até casamentos, que marcou decididamente a nossa adolescência e mesmo a idade adulta. Penso que o lado bom das tradições é esse mesmo e traduz-se no fomento do amor às causas. O resto, tudo que seja forçado e impingido, ou soa a balelas ou vem de quem tem muita necessidade de aparecer. Mesmo se no Carnaval, ninguém leva a mal. Viva a Tourada dos Estudantes.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

A ilha Terceira no "Signes du toro"

Foi exibida uma reportagem sobre a tauromaquia açoriana no programa " Signes du toro" da televisão francesa.
Há alguns dias atrás, também o canal espanhol "Canal + Toros", havia emitido uma reportagem realizada na ilha Terceira.

Assista aqui à reportagem da televisão francesa:

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Mário Miguel brilha na Dressage internacional

É comum a comunidade taurina questionar o momento atual da carreira do primeiro Matador de Touros açoriano, Mário Miguel. Retirado das arenas há algumas temporadas, o talentoso diestro, e também cavaleiro tauromáquico de Alternativa, está radicado em Jacarta (Indonésia), e tem-se dedicado, com o sucesso que a seguir se explica, ao ensino de cavalos:
"O meu trabalho nesta parte do mundo é ensinar cavalos e formar cavaleiros. Fazemos espetáculos, com exibições de alta escola, e participamos igualmente em competições de Dressage", explicou Mário Miguel.
A participação mais recente foi no "World Dressage Challenge", uma organização da Fédération Equestre Internationale (FEI), que é um campeonato por regiões. Mário Miguel integrou o Grupo 8, que junta Indonésia, Singapura, Tailândia e Índia.
"São provas avaliadas por juízes internacionais, nomeados pela FEI, e que se dividem por diferentes classes, cada uma delas com o seu grau de dificuldade", explicou. Em 2015, aquele agrupamento disputou-se em Jakarta, Singapura, Nova Déli, Bangalore e Bangkok.
Mário Miguel participou pela primeira vez naquele campeonato como cavaleiro - uma vez que em edições anteriores o fizera apenas como treinador -, e os resultados foram excelentes:
"Competi na classe mais alta, a 'Prix St. Georges (PSG)', e ganhei-a aqui na Indonésia e também no Over All do campeonato. Refira-se que o cavalo com que ganhei, de nome Urânio, é um Lusitano de Portugal, treinado por mim", referiu o terceirense.
"Na mesma classe, mas em Advance, tivemos resultados muito bons, conquistados pelos meus alunos, que montaram cavalos ensinados por mim e pela minha mulher (Luísa Valença). Em PSG obtive, como treinador, o 1.º, o 4.º e o 8.º lugares. Em Advance chegámos ao 2.º,5.º e 8.º lugares. São classificações mais do que honrosas e que traduzem muitos anos de trabalho", frisou Mário Miguel.
O cavaleiro lembrou que, "já em 2014 obtivemos um 1.º, um 3.º, um 5.º e um 9.º lugares em PSG, e um 2.º e 4.º em Advance".
E recorda uma história curiosa, relativa à competição de 2013: "Tive um aluno que ganhou em PSG, e uma aluna de Singapura que foi segunda. Para a sua preparação, desloquei-me durante dois anos àquele cidade-estado, a cada três semanas, para treiná-la".
Para exemplificar o grau de competitividade destas competições, Mário Miguel adiantou-nos que "cada país elege uma equipa de quatro elementos. E eu fiz parte também da equipa da Indonésia e fomos últimos. Isso dá uma ideia da qualidade destas classificações individuais, porque os outros países foram efetivamente mais fortes, e têm-no sido nos últimos anos. Ou seja, a concorrência é mesmo muito apertada", desabafou.
Nas breves declarações trocadas, Mário Miguel não escondeu que a Festa Brava lhe faz falta, confessando até que "do que tenho mesmo saudades é de tourear a pé". Será caso para acrescentarmos que também nós partilhamos dessa já quase nostalgia...

Os pontos altos de Mário Miguel
Mário Miguel Simão Fernandes Silva nasceu na Terceira, a 15 de outubro de 1978. Desde cedo se destacou nas práticas tauromáquicas, seguindo a tradição familiar, e a sua estreia como cavaleiro praticante na Praça de Toiros Ilha Terceira, no início da década de 90, é uma das boas memórias da aficion local.
Entre as suas passagens pelas praças nacionais e estrangeiras, há a recordar o dia 4 de junho de 1998, quando lidou a solo, na Praça de Toiros do Campo Pequeno, seis toiros da Ganadaria Palha, três como cavaleiro praticante e os restantes três como aspirante a novilheiro.
Quase um ano depois, a 27 de maio de 1999, foi o conceituado Luís Miguel da Veiga a apadrinhar a sua Alternativa como Cavaleiro, também no Campo Pequeno. A 27 de agosto de 2006, na Praça de Toiros de Cuellar, Mário Miguel tirou a sua Alternativa como Matador de Toiros, tendo sido Alfonso Romero o seu padrinho. Tornou-se assim o primeiro em Portugal a ter Alternativa como Cavaleiro e como Matador de Toiros.

Miguel Sousa Azevedo
Fonte: Diário Insular 

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