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terça-feira, 14 de abril de 2015

Festival de Beneficência - GFATTT

Está oficialmente anunciado o cartaz do Festival de Beneficência a favor do Fundo de Assistência do Grupo de Forcados Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense (GFATTT) que se realiza no próximo dia 9 de Maio.
A cavalo estarão os Cavaleiros de Alternativa Tiago Pamplona, Rui Lopes e João Pamplona. As lides apeadas estarão a cargo dos Matadores Gomez Escorial e Sérgio Aguilar e do Novilheiro Joaquin Galdos.
Serão lidados 6 novilhos das ganadarias de Rego Botelho, Casa Agrícola José Albino Fernandes e Falé Filipe.
As pegas serão executadas pelo GFATTT.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Bravura. Ontem ou hoje?

Em tauromaquia, falar ou procurar definir “bravura” tende a ser um assunto fracturante. Quando se procura fazê-lo ao nível da Tourada à Corda, as diferenças de opinião alargam-se ainda mais. É comum ouvir-se que “antigamente é que existiam touros bons!” Será que sim!? Atrevo-me a dizer que sempre existiram toiros “bons” e toiros “maus”. A genética tem destas maravilhas: nem sempre é possível controlar um punhado de genes, principalmente quando se fala na selecção do Toiro Bravo (aqui o Bravo refere-se a raça, porque sim, Bravos são todos desde a nascença).

Apesar de muitas das actuais ganadarias existentes na ilha Terceira partilharem uma mesma proveniência (em maior ou menor grau), é um facto que o passar dos anos trouxe mais conhecimento, maiores cuidados com a selecção de gado bravo e algumas “experiências com castas exóticas”. Tudo isto resultou numa maior ou menor alteração do ponto de vista morfológico. Ao nível do comportamento poder-se-á dizer que alguma da “aspereza” que costuma ser atribuída ao chamado “gado da terra” foi sendo arredondada por influência de outras castas. Tudo isto é válido, mas é preciso não esquecer um aspecto fundamental que se torna ainda mais relevante na Tourada à Corda: a imprevisibilidade do ambiente em que o toiro estará inserido. Por melhor que seja feita a selecção, tudo o que se possa passar num arraial não é controlável, ao contrário do que acontece na arena de uma Praça de Toiros. Por melhor que seja a predisposição genética, a sua manifestação irá ser condicionada pelos factores ambientais. O Toiro Bravo não é excepção. Um parêntese para dizer que a palavra “ambiental” se refere a todas as influências externas a que o animal estará sujeito ao longo da vida.

Passemos então a considerar esses factores. Como já foi referido, o passar dos anos trouxe mais conhecimento e com ele o progresso. A Tourada à Corda é uma manifestação de rua que se passa precisamente: na Rua. Aqui chegamos a um dos principais factores: o asfalto! Há que ter em conta que a locomoção dos animais é condicionada pela melhoria das nossas redes viárias. Quando o piso das mesmas era mais solto e mais suave, os desempenhos eram outros e o dito “andamento dos toiros” era mais do agrado de quem assistia, não se defendiam tanto.

A Tourada à Corda é uma manifestação do povo, para o povo. Pois é (e ainda bem que o é)! E do povo surgem os Capinhas, elementos essenciais da festa! Felizmente nos últimos anos tem-se verificado que os mesmos estão mais conscientes do espaço do toiro e não o “afogam” tanto. Ainda assim, o crescente número de corajosos, ao contrário do que se passava “no antigamente” que tantos gostam de exaltar, faz com que a tarefa do toiro seja mais dificultada. A “fama” de um toiro ou de um arraial é directamente proporcional ao número de Capinhas que lá estão. Por mais bravura que o toiro possa ter, não a consegue mostrar em pleno, quando tem uma multidão “em cima da cabeça”. Estes dois aspectos, aliados a muitos outros, fazem com que o cenário onde os toiros evoluem se tenha alterado. Desta forma não é possível comparar o que existia com o que existe actualmente. Ainda assim, e sob o risco da contradição, arrisco a dizer que hoje sim existem toiros bravos. Se são capazes de enfrentar os factores ambientais e deixar transparecer a sua bravura, então sim, hoje é que temos toiros bravos.

Não quero com estas últimas afirmações subestimar ou diminuir toda a história que a Tourada à Corda transporta. Há também o outro lado da moeda. A quase banalização deste tipo de espectáculo tem prejudicado a qualidade daquilo a que se assiste nos arraiais. Como já afirmei noutras ocasiões, o amor pelos toiros, sentido pelos terceirenses, e a ligação ao meio agrícola, trouxe a desvantagem de fazer proliferar o número de criadores, em demasia. Muitos dos quais possuem toiros de menor qualidade rejeitados por outros criadores. Em alguns destes exemplos, os anos trouxeram regressão. Cria-se o toiro porque se gosta, mas esquece-se de aliar o conhecimento a esse gosto.

Tudo isto está associado à valorização da forma cultural mais participada na ilha Terceira: a Tourada à Corda. É a simbiose toiro-homem que está na sua essência, por isso mesmo, ao contrário do que algumas vozes pretendem afirmar, não podemos olhar só para o elemento homem. Não é possível querer que, enquanto o povo se divertir que se aumentem as Touradas à Corda. É uma simbiose. Se esquecermos o outro aspeto fundamental: o Toiro, essa mesma simbiose deixa de existir, perdendo assim o seu significado.

Bruno Bettencourt
Foto: Samuel Fagundes

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Visita Guiada à Praça de Toiros "Ilha Terceira"

Porque muitos são os que desconhecem o que está para além das bancadas da Monumental Praça de Toiros "Ilha Terceira", aqui fica uma reportagem da VITEC com uma visita guiada à Catedral do Toureio Açoriano.

sexta-feira, 27 de março de 2015

Faleceu o capinha "Burra branca"

Faleceu hoje, Joaquim Gonçalves Lestinho, mais conhecido por Joaquim "Burra branca" uma lenda entre os capinhas da ilha Terceira. Conhecido pelos inconfundíveis passes de samarra e exímio contador de histórias do seu tempo (aqui), ainda há poucos anos fez "gosto ao pé", aparecendo de novo em frente dos toiros, apesar da idade.
Fica assim o mundo tauromáquico mais pobre, apesar da história desta lenda perdurar nos anais da tauromaquia açoriana.
O corpo encontra-se em câmara ardente na Quinta do Leão, propriedade da Casa Agricola José Albino Fernandes, sendo o funeral amanhã, dia 28.





Fotos: D.R.

terça-feira, 24 de março de 2015

Feira da Graciosa 2015

Foram anunciados, há poucos dias, os nomes que integram os carteis da Feira da ilha Graciosa de 2015.
Em Agosto, na ilha branca, estarão presentes os Cavaleiros Filipe Gonçalves, Tiago Pamplona, Rui Lopes e João Pamplona. As pegas estarão a cargo dos Grupos de Forcados Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense, Ramo Grande e São Manços. Os curros ostentarão os ferros das ganadarias de Rego Botelho e Passanha.

A constituição das duas Corridas à Portuguesa é a seguinte:

CORRIDA À PORTUGUESA 
Dia 08 de Agosto
-TOIROS-
Rego Botelho (6)
-CAVALEIROS-
Filipe Gonçalves
Tiago Pamplona
Rui Lopes
-FORCADOS-
Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense
Amadores de São Manços
Amadores do Ramo Grande 

CORRIDA À PORTUGUESA 
Dia 10 de Agosto
-TOIROS-
Passanha (6)
-CAVALEIROS-
Filipe Gonçalves
Tiago Pamplona
João Pamplona
-FORCADOS-
Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense
Amadores de São Manços
Amadores do Ramo Grande

segunda-feira, 23 de março de 2015

Festival de Beneficência do G.F.A.T.T.T.

No dia 9 de Maio a Praça de Toiros Ilha Terceira irá abrir as suas portas para acolher um Festival Misto de Beneficência do Grupo de Forcados Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense.

O espectáculo trata-se de um festival a favor do Fundo de Assistência do Grupo de Forcados, que irá contar com a colaboração de vários ganadeiros Terceirenses e do Continente que gentilmente cederam as reses a lidar. Ainda são desconhecidos os nomes dos toureiros que irão actuar no festival, no entanto, segundo a nota de imprensa enviada pela organização do festival, irão actuar graciosamente, três cavaleiros, dois matadores de toiros e um jovem novilheiro revelação da temporada 2014. As pegas estarão a cargo dos Forcados Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense.

Fonte: Tertúlia Tauromáquica Terceirense

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