segunda-feira, 30 de junho de 2014
A Lealdade de Juan - última corrida da Feira de S. João
A praça encheu para assistir à
última Corrida da Feira de S. João 2014. O cartel era aliciante: Juan José
Padilla, Miguel Angel Perera e Juan Leal, para lidar exemplares de Rego
Botelho. Na generalidade, o curro da divisa azul e branca não serviu. Os
exemplares que vieram da Caldeira do Guilherme Moniz revelaram comportamento
que foi indo a menos.
Padilla encerrou-se com o pior lote da corrida. O seu primeiro (nº24, 495Kg) foi revelando uma investida curta pela direita, saindo solto dos lances. O Matador recebeu-o de joelhos com uma Larga Afarolada. Ainda o provou por Parons, antes de inicias o tércio de Bandarilhas. Cravou um par traseiro e depois, após alguma dificuldade em colocar o toiro, cravou um par de violino, a chegar às bancadas. Com a Muleta desenhou duas séries pela direita, mas sem grande ligação. Procurou testar o oponente por Naturais, mas este saía desinteressado da sorte. Lide possível com alguns (poucos) pormenores a assinalar. A história da lide do segundo do seu lote (nº17, 435Kg), é quase inexistente. Tentou iniciar por Verónicas, no entanto abreviou, dando lugar a um tércio de Bandarilhas executado sem nexo por parte dos seus subalternos. O toiro rachou cedo e o Matador não quis arriscar, mostrado não estar a gosto. Uns tímidos Derechazos e alguns passes de castigo encerraram a prestação de Padilla que foi sonoramente contestada.
Perera desenhou a lide possível diante de um exemplar (nº18, 465Kg) que se foi empregando de início, para depois vir a menos e a procurar a querença natural. Lanceou por Verónicas e ao quite saiu Juan Leal que por Gaoneras, mostrou que estava em praça para agarrar o triunfo. Fez soar a primeira ovação da tarde. Com a Muleta, Perera traçou alguns passes soltos, não tendo conseguido séries ligadas. Procurou dar vantagens ao toiro e lidou-o junto á querença. Foi uma lide sem muitas possibilidades. Com o quinto da tarde (nº26, 480Kg), já conseguiu bordar algum do seu toureio. Lanceou por Verónicas, por vezes prejudicadas pelo vento e ao quite, Juan Leal saiu de novo para, com Tafarellas, novamente mostrar ao que vinha. O toiro foi-se empregando e mostrou nobreza de investida, apesar de não ter durado até ao fim da lide. Destaque para 3 boas séries de Derechazos com profundidade e temple, aguentando por vezes alguns pequenos derrotes. Ainda tentou pela esquerda, mas o Naturais resultaram desligados. Não se livrou de uma voltareta, que o deixou tocado na perna direita. Boa lide a superar a sua primeira prestação.
O Matador Juan Leal debutava na Feira de S. João e cedo mostrou que estava por tudo. Se deu sinais de querer agarrar o triunfo, quando saiu ao quite de Capote durante as lides de Perera, com os seus toiros, denunciou este facto ainda mais. Arrimou-se com o Capote e iniciou a função, ante o primeiro exemplar (nº9, 505Kg), por Zapopinas (Lopecinas) rematadas com Revolera. Nas Bandarilhas, destaque para João Pedro Silva. Com Passes Cambiados iniciou a faena de Muleta. O toiro ia ficando em curto e por vezes cortava-se por dentro. Uma vez mais, o diestro francês a arrancar aplausos com Circulares invertidos. Por Bernardinas encerrou uma lide de entrega onde deu tudo de si e fez mais do que parecia ser possível. A encerrar a corrida, lidou o toiro que apresentou melhores condições (nº11, 460Kg). O toiro entregava-se e teve duração, no entanto, fica a sensação que após as duas voltaretas que deu, em resultado de ter ficado com os pitons presos na arena, perdeu um bocado da nobreza de investida e começou a defender-se mais. Leal recebeu-o de joelhos com Porta Gaiola. Continuou por Parons e Chicuelinas, bem cingidas. Nas Bandarilhas, o segundo e terceiro par, cravados respectivamente por Diogo Coelho e João Pedro Silva, foram de muito bom nível. Leal Iniciou a faena de Muleta com os joelhos em terra. Lidou com quietude, procurando conduzir o hastado por ambos os lados da flanela rubra. O toiro foi ficando em curto, mas o Matador esteve trabalhador, andando sempre entre os pitons. Sacou tudo o que havia naquele exemplar e foi levando a àgua ao seu moinho. Lide de muita entrega e valor. No final, duas voltas à arena.
Dirigiu Carlos João Ávila, que esteve pouco criterioso na atribuição de música, tendo sido assessorado pelo Dr. Vielmino Ventura. Abrilhantou a Banda da Sociedade Filarmónica Rainha Santa Isabel das Doze Ribeiras.
Bruno Bettencourt
Padilla encerrou-se com o pior lote da corrida. O seu primeiro (nº24, 495Kg) foi revelando uma investida curta pela direita, saindo solto dos lances. O Matador recebeu-o de joelhos com uma Larga Afarolada. Ainda o provou por Parons, antes de inicias o tércio de Bandarilhas. Cravou um par traseiro e depois, após alguma dificuldade em colocar o toiro, cravou um par de violino, a chegar às bancadas. Com a Muleta desenhou duas séries pela direita, mas sem grande ligação. Procurou testar o oponente por Naturais, mas este saía desinteressado da sorte. Lide possível com alguns (poucos) pormenores a assinalar. A história da lide do segundo do seu lote (nº17, 435Kg), é quase inexistente. Tentou iniciar por Verónicas, no entanto abreviou, dando lugar a um tércio de Bandarilhas executado sem nexo por parte dos seus subalternos. O toiro rachou cedo e o Matador não quis arriscar, mostrado não estar a gosto. Uns tímidos Derechazos e alguns passes de castigo encerraram a prestação de Padilla que foi sonoramente contestada.
Perera desenhou a lide possível diante de um exemplar (nº18, 465Kg) que se foi empregando de início, para depois vir a menos e a procurar a querença natural. Lanceou por Verónicas e ao quite saiu Juan Leal que por Gaoneras, mostrou que estava em praça para agarrar o triunfo. Fez soar a primeira ovação da tarde. Com a Muleta, Perera traçou alguns passes soltos, não tendo conseguido séries ligadas. Procurou dar vantagens ao toiro e lidou-o junto á querença. Foi uma lide sem muitas possibilidades. Com o quinto da tarde (nº26, 480Kg), já conseguiu bordar algum do seu toureio. Lanceou por Verónicas, por vezes prejudicadas pelo vento e ao quite, Juan Leal saiu de novo para, com Tafarellas, novamente mostrar ao que vinha. O toiro foi-se empregando e mostrou nobreza de investida, apesar de não ter durado até ao fim da lide. Destaque para 3 boas séries de Derechazos com profundidade e temple, aguentando por vezes alguns pequenos derrotes. Ainda tentou pela esquerda, mas o Naturais resultaram desligados. Não se livrou de uma voltareta, que o deixou tocado na perna direita. Boa lide a superar a sua primeira prestação.
O Matador Juan Leal debutava na Feira de S. João e cedo mostrou que estava por tudo. Se deu sinais de querer agarrar o triunfo, quando saiu ao quite de Capote durante as lides de Perera, com os seus toiros, denunciou este facto ainda mais. Arrimou-se com o Capote e iniciou a função, ante o primeiro exemplar (nº9, 505Kg), por Zapopinas (Lopecinas) rematadas com Revolera. Nas Bandarilhas, destaque para João Pedro Silva. Com Passes Cambiados iniciou a faena de Muleta. O toiro ia ficando em curto e por vezes cortava-se por dentro. Uma vez mais, o diestro francês a arrancar aplausos com Circulares invertidos. Por Bernardinas encerrou uma lide de entrega onde deu tudo de si e fez mais do que parecia ser possível. A encerrar a corrida, lidou o toiro que apresentou melhores condições (nº11, 460Kg). O toiro entregava-se e teve duração, no entanto, fica a sensação que após as duas voltaretas que deu, em resultado de ter ficado com os pitons presos na arena, perdeu um bocado da nobreza de investida e começou a defender-se mais. Leal recebeu-o de joelhos com Porta Gaiola. Continuou por Parons e Chicuelinas, bem cingidas. Nas Bandarilhas, o segundo e terceiro par, cravados respectivamente por Diogo Coelho e João Pedro Silva, foram de muito bom nível. Leal Iniciou a faena de Muleta com os joelhos em terra. Lidou com quietude, procurando conduzir o hastado por ambos os lados da flanela rubra. O toiro foi ficando em curto, mas o Matador esteve trabalhador, andando sempre entre os pitons. Sacou tudo o que havia naquele exemplar e foi levando a àgua ao seu moinho. Lide de muita entrega e valor. No final, duas voltas à arena.
Dirigiu Carlos João Ávila, que esteve pouco criterioso na atribuição de música, tendo sido assessorado pelo Dr. Vielmino Ventura. Abrilhantou a Banda da Sociedade Filarmónica Rainha Santa Isabel das Doze Ribeiras.
Bruno Bettencourt
quinta-feira, 26 de junho de 2014
A Corrida da História
Assista hoje, às 21h30, no Teatro Angrense, às imagens das mais emblemáticas lides apeadas, executadas pelos Matadores mais míticos da história da tauromaquia: "El Gallo", Manolete, Pepín Mantín Vasquez, Antoñete, Paco Camino, El Cordobés, Paco Ojeda, "Joselito" e José Tomás. A projecção contará com comentários de Paco Aguado, jornalista taurino espanhol.
quarta-feira, 25 de junho de 2014
Corrida Concurso: Gaspar, Grave, Ribeiro e Vicente
Concurso de Ganadarias na Feira
de S. João, é sinónimo de praça cheia. Vitor Ribeiro, Rui Lopes e Jacobo
Botero, Rego Botelho (RB), Casa Agrícola José Albino Fernandes (JAF), Murteira
Grave (MG), Partido de Resinha (PR), Varela Crujo (VC) e João Gaspar (JG),
Amadores de Coruche (GFAC), Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense
(GFATTT) e Amadores do Ramo Grande (GFARG). Assim era composto o cartel deste
dia de competição.
Abriu praça o cavaleiro de
Almada. Vítor Ribeiro teve pela frente um exemplar (PR, nº12, 460Kg) que
prestou um bom jogo. O toiro empregou-se e colaborou, no entanto ia-se
adiantando e atravessava-se no momento da reunião. O cavaleiro cumpriu a
cravagem da ordem de forma desembaraçada e com sortes frontais, como é seu
timbre. Andou acertado na brega. O segundo do seu lote (JAF, nº343, 420Kg) revelou-se
distraído de início. No entanto, após as primeiras cravagens, o toiro “despertou”.
A maestria de Ribeiro veio ao de cima e colocou no toiro aquilo que por vezes
ele parecia não ter. Com um poderoso galope a duas pistas, terminou aquela que
foi uma grande lide, sempre em crescendo.
Rui Lopes andou diligente diante
de um bonito exemplar (MG, nº39, 540Kg) que, apesar de se entregar, aos poucos
foi decrescendo de comportamento. O toiro foi-se refugiando na sombra, tendo
ganho alguma querença na zona dos tércios. O cavaleiro terceirense entendeu-o e
foi-lhe mexendo com os terrenos. Esteve bem na brega, rubricando assim uma lide
agradável. O segundo do seu lote (VC, nº133, 470Kg) foi o toiro que menos
serviu na corrida. Foi perdendo mobilidade e como consequência, foi
encurtecendo a investida. Saia ao cite, mas obrigou Lopes a dose reforçada de
trabalho. O cavaleiro, uma vez mais, andou sóbrio e correcto, rubricando uma
lide que não conseguiu romper para o triunfo.
Da primeira lide de Jacobo
Botero, pouco há a considerar. Teve pela frente um exemplar (RB, nº100, 535Kg)
que foi cumprindo o que lhe era pedido (e que não era muito). O jovem
Rojoneador andou desacertado. Abreviou a lide depois de ter estado pobre nas
cravagens. Quase nem deu para perceber o comportamento do toiro. Encerrou a
corrida diante de um exemplar muito em tipo do encaste murube existente na
ganadaria de origem (JG, nº147, 520Kg). O toiro empregou-se na luta, ficando a
sensação que merecia outro tipo de lide. Botero andou novamente num patamar
inferior, à semelhança das suas anteriores prestações nesta Feira. Alguma dificuldade
com as montadas e pouca noção de terrenos, fizeram-se notar.
Nas pegas, abriu o Cabo Amorim
Ribeiro Lopes do GFAC, de forma correcta, à primeira. Também por Coruche pegou
à primeira, João Peseiro. O GFATTT fez saltar José Vicente que resolveu ao
primeiro intento de forma rija. Tomás Ortins, também à mesma tentativa,
executou boa pega. O GFARG Teve na cara do seu primeiro toiro, Manuel Pires, que
efectuou de pronto uma valente pega. Fechou a tarde Luis Valadão que resolveu à
segunda tentativa.
Dirigiu Carlos João Ávila,
assessorado pelo Dr. José Paulo Lima. Abrilhantou, a banda da Sociedade Filarmónica
Recreio dos Lavradores da Ribeirinha.
O júri deliberou:
Melhor toiro: “Guapo”, nº147, ganadaria
João Gaspar, lidado em 6º lugar
Melhor Apresentação: “Atencioso”,
nº 39, ganadaria Murteira Grave, lidado em 2º lugar
Melhor Lide a Cavalo: Vitor Ribeiro,
lide efectuada ao 4º toiro
Melhor Pega: José Vicente
(GFATTT), pega efectuada ao 2º toiro
Bruno Bettencourt
segunda-feira, 23 de junho de 2014
Toiros para o Concurso de Ganadarias da Feira de São João
Aqui ficam as imagens "a campo" dos exemplares que serão lidados no Concurso de Ganadarias da Feira de S. João 2014, que se realizará amanhã, dia 24, na Praça de Toiros "Ilha Terceira".
Fotos: Edgardo Vieira











