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quinta-feira, 11 de julho de 2019

Corrida do Campo Pequeno em directo no RCA

O Rádio Clube de Angra irá transmitir em directo do Campo Pequeno, a "Corrida de Homenagem à Região Autónoma dos Açores.

A equipa constituída por Pedro Ferreira, Francisco Morgado e Mário Rodrigues que nos últimos anos tem levado à emissão as corridas da Feira de S. João, estará no redondel lisboeta para que todos aqueles a quem não foi possível deslocar-se a Lisboa, fiquem a par das ocorrências do espectáculo. Assim, a partir das 20h15 (hora dos Açores) será possível ouvir o decorrer do evento através do RCA em 101.1, 94.7 ou 89.6 FM, no site rcangra.pt ou nas aplicações para sistemas operativos iOS ou Android.

A emissora regional a destacar-se uma vez mais, a nível nacional, na promoção, defesa e divulgação da Festa Brava!!

Dia histórico, hoje no Campo Pequeno

Hoje, dia 11 de Julho de 2019, será mais um dia histórico a entrar nos anais da Tauromaquia Açoriana. A Praça de Toiros do Campo Pequeno irá receber a denominada "Corrida Concurso de Pegas de Homenagem à Região Autónoma dos Açores".

Os Açores e a ilha Terceira, em particular, estarão representados pelo Cavaleiro Tiago Pamplona que irá fazer a confirmação da sua alternativa, na Catedral do Toureio Equestre. Nas pegas e a disputar o prémio da noite, estarão os Grupos de Forcados Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense e do Ramo Grande. A abrilhantar a corrida, estará a Banda da Sociedade Filarmónica Rainha Santa Isabel das Doze Ribeiras.

Em praça estarão ainda os Cavaleiros Ana Batista, Filipe Gonçalves, Manuel Telles Bastos, Miguel Moura e João Salgueiro da Costa. Na disputa com os grupos terceirenses, estarão os Forcados Amadores de Beja. Serão lidados toiros de Eng. Jorge Carvalho, cuja ganadaria celebra 50 anos.

Na arena lisboeta desfilará ainda a Marcha dos Veteranos de 2019, intitulada "Cavaleiros da Terceira".


quinta-feira, 4 de julho de 2019

Corrida Mista em S. Jorge


segunda-feira, 1 de julho de 2019

Encerramento de bom nível – Quarta corrida da Feira de S. João 2019


A edição de 2019 de Feira de S. João encerrou a bom nível: Corrida à Portuguesa onde desfilaram Cavaleiros e Forcados ao gosto da afición local.

Filipe Gonçalves repetiu a sua presença no certame abrindo com uma boa lide, sempre em crescendo. O exemplar da Casa Agrícola José Albino Fernandes (JAF, nº81, 483Kg) entregou-se bem à luta e o Cavaleiro tirou partido. Bem nas bregas e na colocação do oponente, esteve correcto nas cravagens, baseando-se essencialmente em viagens com batida ao piton contrário. A destacar o terceiro ferro curto em que faz o movimento de câmbio no último instante, dando vantagem ao toiro antes da cravagem. Com o segundo do seu lote esteve menos regular. O toiro de João Gaspar (JG, nº38, 514Kg) tinha agressividade e metia a cara bem alta no momento da reunião. Aqui, a opção dos ferros a câmbio nem sempre resultou, mas ainda assim proporcionou momentos de emoção, como aconteceu com a segunda cravagem curta. Um ferro “impossível” a aguentar o derrote do toiro, ao ponto de este lhe rasgar o forro da casaca. Gonçalves a deixar boa imagem nesta sua passagem pelo redondel angrense.

João Pamplona esteve muito correcto diante do seu primeiro oponente (JAF, nº49, 516Kg). O toiro entregou-se com nobreza e permitiu uma boa ligação com o Cavaleiro. Boa preparação das sortes e abordagens bem desenhadas, ainda que alguns ferros tenham resultado descaídos. O Cavaleiro da Quinta do Malhinha conseguiu galvanizar a assistência com o seu toureio, mostrando-se a bom nível. O segundo do seu lote (JG, nº39, 444Kg) trazia outro tipo de exigências. Entregava-se, mas carregava pouco as sortes. Lide de muito querer e a procurar romper. Agarrou o público e, com uma prestação bastante emotiva, entregou-se por completo. Uma vez mais, a mostrar entendimento, “toureria” e o facto de ser um bom equitador. A par da prestação do irmão Tiago e daquilo a que se tem assistido nos últimos anos, não fora a quantidade de mar que separa esta ilha do resto do mundo e, talvez, o nome Pamplona fosse decididamente sinónimo de figura, no panorama taurino!

Como não houve dois sem três, João Salgueiro da Costa também esteve num bom patamar. O toiro (JAF, nº30, 483Kg) tinha “bom fundo” entregando-se a toda a linha. Lide em crescendo que rompeu definitivamente a partir do terceiro ferro curto. O Cavaleiro recriou-se nas bregas e sacou o que havia no toiro. Correcto nas cravagens onde, em alguns casos, pisou terrenos de compromisso. No final da lide ressentiu-se de um toque do toiro no estribo direito. Mais tarde viria a confirmar-se uma fractura no tornozelo. Ainda assim, Salgueiro da Costa lidou o segundo que lhe coube em sorte. O toiro (JG, nº40, 588Kg) nunca se entregou verdadeiramente à lide, mostrando-se áspero e violento. Lide trabalhosa, fazendo esquecer o facto de estar diminuído fisicamente e consequentemente, montar utilizando apenas um estribo. Finalizou com um grande ferro curto a aguentar a investida alta do toiro, debaixo do braço.

A forcadagem esteve representada pelos Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense, Ramo Grande e Luso-Americanos. Pela “Tertúlia” pegaram Tomás Ortins, à segunda com ajudas carregadas, depois de ter saído maltratado da primeira tentativa e Francisco Matos, que com uma boa pega à primeira, quebrou o enguiço que perseguiu o grupo durante esta feira. Pelo Ramo Grande, Luís Valadão resolveu à terceira, aguentando uma fuga do toiro ao grupo e André Lourenço fechou-se à primeira com uma grande e correctíssima pega. Os Amadores Luso-Americanos apresentaram-se com o Cabo Michael Lopes que, à segunda, efectuou uma grande pega, a mostrar querer e a fazer explodir a assistência. Pelo grupo, esteve ainda em praça Manuel Cabral que, diante de um toiro violento, apenas conseguiu resolver à quinta tentativa a sesgo.

Esta última Corrida foi dirigida por Rogério Silva que foi assessorado por Vielmino Ventura. Abrilhantou a Banda da Sociedade Filarmónica Nova Aliança de São José na Califórnia.

Bruno Bettencourt
Foto: Fernando Pavão

sábado, 29 de junho de 2019

Quebra de enguiço – Terceira Corrida da Feira de S. João 2019


Foi necessária a lesão de um toiro para que se assistisse (finalmente!) a momentos de bom toureio apeado na arena da Monumental “Ilha Terceira”, neste ano de 2019. A obra foi assinada por Escribano, Manuel. A matéria-prima trazia a divisa alva e celeste de Rego Botelho (RB), o “Maninho” (nº28, 488kg). Lidava-se o quinto da ordem e havia a lembrança, em segredo, que no hay quinto malo. O toiro (RB, nº37, 425Kg) é recebido pelo Matador de Gerena com uma larga cambiada de joelhos e, logo após os primeiros lances de capote, percebe-se que o hastado não se encontrava nas melhores condições, claudicando da mão esquerda. Sob protestos das bancadas, a direcção de corrida decidiu aguentá-lo em praça até á cravagem do primeiro par de bandarilhas. Ordenada a recolha, surge então o referido “Maninho” com uma saída fulgurante. Toiro morfologicamente muito bonito e pleno de nobreza e codícia. A fazer lembrar os dois “Guardas”, toiros que ficaram na memória de todos. Escribano tirou partido do oponente e bordou toureio. Andou profundo e templado, especialmente pela direita, adornando-se no final por Manoletinas. Com uma lide que rompeu para o triunfo, agarrou a assistência que estava sequiosa de assistir a uma boa contenda por parte dos seguidores da arte de Montes. O primeiro exemplar que lidou, vinha da casa de José Luís Cochicho (JLC, nº10, 401kg) e foi-se ficando em curto, após uma boa réplica inicial. Destaca-se o tércio de bandarilhas, numa lide com pouca história onde, mercê das condições do oponente, não foi possível desenhar-se séries com sequência. 

Pepe Moral teve igualmente pela frente, um lote de comportamento desigual. Conseguiu contornar as dificuldades impostas pelo terceiro da ordem (JLC, nº7, 411Kg) e obrigou-o a entregar-se até ao final. Lide de muita entrega e querer, onde se vislumbrou passes de interesse por ambos os lados. Ao longo das séries foi baixando a mão, imprimindo profundidade às viagens. O segundo do seu lote (RB, nº34, 453Kg) apresentava poucas soluções. Um toiro brusco e que não humilhava, fez com que o Matador o testasse por ambos os lados, mas sem conseguir sacar nada potável daquele poço.

Porque se tratava de um “Espectáculo Misto”, as lides equestres estiveram a cargo de João Moura Jr. que enfrentou dois exemplares de João Gaspar. Abriu praça com uma lide muito correcta e com ligação, diante de um exemplar (nº44, 496Kg) que rachou após o segundo ferro curto, descaindo para tábuas. O Cavaleiro entendeu bem os problemas do toiro e encontrou solução. Mostrou recursos e a razão de ser apontado como uma das figuras da nova geração. Encerrou com 3 bons ferros a sesgo, obrigando o toiro a investir. O segundo do lote (nº47, 524Kg) era sério e pedia contas. Novamente, Moura Jr., em plano superior. Acoplou-se e lidou a gosto, estando muito correcto e variado nas cravagens. Bons ferros a consentir as investidas e escolhas acertadas dos terrenos. Nota ainda para uma tentativa de “mourinha” que não resultou em pleno, mas que não manchou de todo o desempenho. 

Se o enguiço se quebrou no toureio apeado, o mesmo não aconteceu para os Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense, em termos de pegas à primeira. Estiveram na cara dos toiros César Santos que à segunda resolveu com uma grande pega à córnea e Luís Cunha que ao terceiro intento resolveu com uma boa prestação dos ajudas.

O evento foi dirigido por Mário Martins, assessorado por Vielmino Ventura. Abrilhantou a Banda da Sociedade Filarmónica Rainha Santa Isabel das Doze Ribeiras. Nota final para o tempo de intervalo.

Uma nota final em relação ao tempo de intervalo: é de facto necessária uma pausa no decorrer dos espectáculos, mas não com esta dimensão temporal. A assistência perde ligação e as corridas prolongam-se em demasia.

Bruno Bettencourt
Foto: Fernando Pavão

quinta-feira, 27 de junho de 2019

Resumo do Espectáculo para Idosos e Crianças realizado no dia 26 de Junho - Feira de S. João 2019




Foto: D.R.

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