About

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Conferência: "Padilla - O Céu pode esperar..."

 
 
"Padilla - O Céu pode esperar..." é este o título de uma conferência sobre o toureiro Juan José Padilla que irá decorrer no próximo sábado dia 14 de Junho no auditório da Escola Tomás de Borba em São Carlos. Esta conferência tem entrada gratuita e desde já a T.T.T. convida todos os aficionados e público em geral a estarem presentes nesta palestra.
 
Esta palestra aborda toda a vida de Juan José Padilla (matador de toiros que estará presente nas Sanjoaninas 2014), com especial destaque para a superação da tremenda colhida sofrida em Saragoça em 2011 e que lhe provocou lesões de visão e nervosas que graças à capacidade de superação do matador de Jerez não lhe impediram continuar a sua atividade.
Uma conferência a não perder e que exige a sua presença

"Ilha Terceira - O Lugar Atlântico do Toiro" - lançamento a não perder

 
"Ilha Terceira - O Lugar Atlântico do Toiro" é o título de um livro da autoria de José Paulo Lima (texto) e Edgardo Vieira (fotografia), que será lançado, amanhã à noite, em Angra do Heroísmo, publicado pela BLU Edições.
José Paulo Lima disse ontem ao DI que o livro tem como figura central o toiro da Terceira e faz uma abordagem as diferentes vertentes que contribuem para a sua importância em termos sociais, económicos e culturais para a ilha.
"Não se trata de um livro destinado a pessoas entendidas na matéria ou aficionados, mas sim para todos aqueles os que pretendem saber mais sobre as particularidades do toiro da Terceira.
Ao longo de mais de uma centena de páginas com textos e fotografias, o livro apresenta os diferentes aspetos históricos que estão na origem do surgimento do toiro na Terceira há mais de quatro séculos, para além de outras vertentes como a ligação dos animais ao meio ecológico envolvente.
Por outro lado, o livro aborda o ciclo de vida do toiro desde o nascimento na ganadaria até à altura da lide na praça ou nas touradas à corda.
Tendo em conta a sua formação como médico veterinário, José Paulo Lima tem estado em contato com a realidade do meio taurino terceirense.


Realidade por conhecer
No prefácio do livro "Ilha Terceira - O Lugar Atlântico do Toiro", Adolfo Lima realça o facto de haver pouca informação sobre as origens do gado bravo na ilha antes do final do século XIX.
Sendo assim, considera que é difícil precisar as condições em os animais foram evoluindo nos "matos" ao longo dos séculos.
"É importante referir que é bastante pobre a literatura portuguesa, e ainda mais açoriana, sobre os temas relacionados com o toiro bravo, com a sua criação, melhoramento genético e maneio, contrariamente ao que se verifica na vizinha Espanha", refere Adolfo Lima.
Adianta que "os ganaderos dos primeiros tempos não tiveram a preocupação de deixar por escrito as origens dos seus toiros e, muito menos, os seus métodos de seleção".
Adolfo Lima refere, ainda, "nos tempos recentes, essa situação mudou muito pouco".
Numa referência à iniciativa de José Paulo Lima e Edgardo Vieira, o autor do prefácio confessa que "já tinha perdido a esperança que este livro pudesse aparecer, pois é necessário, diria mesmo indispensável".
Para Adolfo Lima, o livro realça bem o papel dos diferentes agentes da festa brava em que os animais surgem num lugar de destaque porque são eles "o princípio e o fim de toda a atividade taurina", quer na tourada à corda ou na praça.

A arte de Tiago Pamplona


Oriundo de uma família com tradições na tauromaquia terceirense, Tiago Pamplona desde cedo que despertou para as atividades relacionadas com essa atividade.
"Na minha família, o meu avô (Raúl Pamplona) sempre teve cavalos e foi criador de gado manso e bravo e o meu pai (João Carlos Pamplona) também foi cavaleiro, por isso desde muito novo que tenho interesse por estas atividades", referiu.
Como é habitual com os aspirantes as cavaleiros tauromáquicos, começou com os treinos com os cavalos e "tourinas" e depois com vacas até apurar a técnica com gado bravo.
Fez a sua estreia como cavaleiro amador na Tourada de Estudantes, no Carnaval de 1998, em que lidou um animal da ganadaria de Humberto Filipe, tendo começado, três anos mais tarde, a lidar touros "a sério".
A 17 de junho de 2006, durante a primeira corrida da Feira Tauromáquica do Atlântico, integrada nas Sanjoaninas desse ano, recebeu a alternativa como cavaleiro profissional na Praça de Touros da Ilha Terceira, tendo como padrinho o cavaleiro Joaquim Bastinhas.
As crónicas dessa corrida marcante para o percurso de Tiago Pamplona como cavaleiro, publicadas na imprensa e na internet nessa altura, são positivas, sobretudo as referentes à lide do primeiro touro, um exemplar da ganadaria de Samuel Lupi.
"A alternativa é o momento mais importante da carreira de um cavaleiro tauromáquico. Foi um dia muito especial porque, para além de ter como padrinho Joaquim Bastinhas, que também tinha apadrinhado a alternativa do meu pai, o meu avô foi o diretor dessa corrida e toda a minha família esteve comigo na praça. Vivi esses momentos com grande ansiedade e alegria", afirmou.
Depois desse momento que marcou o início do seu percurso como cavaleiro profissional, Tiago Pamplona já participou em diversas corridas na Terceira e noutras ilhas, continente, Estados Unidos e Canadá.
Quando solicitamos para indicar qual a corrida que o marcou mais como cavaleiro para além daquela em que recebeu a alternativa, refere que "todas elas foram importantes".
"Encaro as corridas sempre da mesma forma e com uma grande vontade de triunfar, por isso é difícil dizer de quais tenho melhores recordações", disse.
Desde que recebeu a alternativa há oito anos, Tiago Pamplona tem-se apresentado em diversas praças com um estilo próprio que é marcado pela influência da tradição portuguesa do toureio equestre.
"Tenho agora um toureio mais maduro e pausado do que tinha no início da minha carreira, mas às vezes as coisas não correm bem, porque nem sempre o toiro nos deixa brilhar como queremos ou os cavalos não colaboram. Existem vários fatores que podem determinar o resultado de uma lide", adiantou.
Autodefine-se como um cavaleiro "clássico" que procura fazer a lide de acordo com as características de cada touro ou do cavalo.
A vida de um cavaleiro tauromáquico durante o defeso (inverno) é marcada pelos treinos e trabalho com novos cavalos e durante os meses de verão surgem então as rotinas relacionadas com a preparação das corridas.
Nesta altura, Tiago Pamplona prepara-se para se apresentar no próximo dia 21 deste mês na Praça de Touros da Ilha Terceira na primeira corrida da Feira Taurina de São João, que se realiza no âmbito das Sanjoaninas 2014.


Insularidade dificultaPor outro lado, assegurou que o facto de ter optado por permanecer na Terceira tem algumas desvantagens no que se refere ao acesso ao meio dos espetáculos taurinos a nível nacional.
"Já fiz corridas no continente em que levei os meus cavalos, mas isso significa um grande investimento em transportes. Também já toureei com cavalos emprestados, mas nesse caso nunca é a mesma coisa, porque não nos sentimos confortáveis com a responsabilidade de haver algum problema com os animais", afirmou.
Existem cada vez mais novos valores na tauromaquia a nível nacional, por isso Tiago Pamplona reconhece que "a competição é cada vez maior", mas acredita que pode conquistar o seu espaço com as suas qualidades.


in Diário Insular

Reportagem:Hélio Vieira
Fotografia: António Araújo

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Touradas no telemóvel

Samuel Valente, Tânia Costa e Nuno Silveira são três jovens terceirenses que decidiram criar uma aplicação móvel, de nome “Wey Touro”, cuja finalidade é seguir a calendarização de todas as touradas à corda da ilha Terceira.
 
O objectivo deste trio designado por “Purpled Web Concepts” - um projeto que se iniciou há cerca de um ano -, era desenvolver uma ferramenta que pudesse ser vista como um “produto moderno e açoriano”.
 
“Cada vez mais vão aparecendo produtos ‘made in azores’ nos mercados nacionais, no entanto a área tecnológica ainda não foi muito explorada. Tendo em conta a crescente utilização de dispositivos móveis como smartphones e tablets, decidimos contrariar este défice no mercado desenvolvendo um aplicação móvel que sirva como guia base para todas as touradas à corda que passam pelas ruas da ilha Terceira”, explica ao nosso jornal, Samuel Valente, mestre em engenharia informática, da Vila das Lajes, referindo que “esta foi uma aposta nossa, uma aposta de risco porque o desenvolvimento de um produto destes envolve muita dedicação, muito tempo e tem custos”.
 
“Mas até agora temos tido um feedback bastante positivo, até por se tratar de um tema pelo qual os terceirenses tendem a querer estar bastante informados”, salienta Nuno Silveira, técnico informático, de Santa Luzia da Praia.
 
Na prática, a aplicação fornece um mecanismo de filtragem de touradas à corda, por concelho, na qual o utilizador poderá pesquisar pelos eventos nos seus locais favoritos ou na ganadaria da sua preferência.
 
Planos não faltarão a esses jovens que, de momento, dizem pretender dar continuidade à divulgação da “Wey Touro” no sentido de ampliar o maior número possível de utilizadores.
“Pretendemos também disponibilizar uma versão para a plataforma iOS para podermos chegar a utilizadores que possuem iPads e iPhones. Poderemos também analisar a viabilidade de tornar a aplicação multilingue para podermos dar resposta a utilizadores estrangeiros que visitem a nossa ilha”, adianta Tânia Costa, engenheira informática, de Santa Cruz.

Fonte:
Jornal da Praia

domingo, 1 de junho de 2014

Promover e não banalizar - Touradas à Corda

O mundo de hoje é cada vez mais estilizado, fruto de uma globalização que reina com poder ascendente sobre a sociedade. Já nem as fronteiras físicas são importantes. Parece ter-se perdido a noção de que, é a diversidade que permite a unicidade da sociedade em que vivemos. A frase parece contraditória, mas se pensarmos, é o “diferente” que desperta a atenção dos povos e os faz querer conhecer os “vizinhos” e os seus costumes. Quando tudo é igual, fruto dessa globalização, deixa de ter interesse a cultura dos outros. Deixa de o ter porque, simplesmente é aniquilada e deixa de ser um factor diferenciador.
 
Se nos focarmos na tradição cultural, propriamente dita, esta corre também o risco de ser ferida de morte por aqueles que a vivem e querem manter. Não é possível defendermos aquilo que é nosso, contra as “invasões exteriores de cabeças iluminadas e donas da verdade”, quando nós próprios, os verdadeiros guardiões, usamos gasolina para apagar os fogos resultantes de tais acções externas.
 
Não é aumentando o número de eventos que os vamos preservar. Quantidade não é necessariamente sinónimo de vitalidade e qualidade. Não é afirmando: “interessa é que o povo se divirta e faça as que lhe apetecer”, que vamos solidificar uma manifestação cultural. É necessário promover, mas não banalizar. Há que cultivar, só assim se terá cultura. Se não percebemos nem sabemos qual a verdadeira razão da existência de determinada manifestação, não a podemos defender. Só percebendo e sabendo os “porquês”, poderemos respeitar o contexto sociocultural em que estamos inseridos. É este cultivo que permite criar anticorpos, de forma a serem debatidas e rejeitadas todas as ideias absolutistas, e desprovidas de conceito cultural, que o mundo e as mentes globalizadas, procuram fazer imperar. Por outro lado, num momento em que proliferam comentadores e “fazedores de opinião”, aquilo que muitas das vezes afirmam em defesa de uma manifestação, pode ter precisamente o efeito oposto.
 
As manifestações populares são isso mesmo: feitas pelo povo e para o povo! É esta a sua grande virtude. No entanto não podem ser uma espécie de “ópio do povo”. Este mesmo povo tem que as dominar, controlar e defender. Não se pode deixar entorpecer e ir seguindo na maré, de forma apática.
 
São estes pensamentos e uma espécie de “renovação de consciências” que devem estar presentes na mente de cada Terceirense, de cada Açoriano. São estas preocupações que devem andar, lado a lado, com a preocupação em relação a que géneros de comida se irão colocar na mesa no dia 1 de Maio. Como se irão receber os amigos? Quais os toiros que virão do mato? A que horas os vamos buscar? Já foi dito uma vez que Festa não é só diversão, dá trabalho fazer uma festa. Só assim se terá com certeza uma grande Tourada à Corda!
 
Bruno Bettencourt

quinta-feira, 24 de abril de 2014

1ª Feira do Cavalo do Posto Santo

A Associação Açoreana de Criadores de Cavalos leva a efeito, nos próximos dias 25, 26 e 27 de Abril, a 1ª Feira do Cavalo do Posto Santo. O evento que se realizará no Hipódromo daquela freguesia, conta com diversas aliciantes.
Num certame em que o cavalo é rei, as atenções dos criadores estarão viradas para o concurso de modelo e andamento que se realizará no último dia. Novidade neste concurso, será a participação de exemplares da raça Pónei da Terceira. De realçar igualmente, o estágio de equitação de trabalho que se realiza no âmbito desta feira e que será ministrado pelo cavaleiro internacional Miguel Fonseca.
E porque as raças locais estarão em destaque, realizar-se-á igualmente um encontro de cães Barbado da Terceira.
Paralelamente aos eventos da feira, decorrerão passeios de charrete que levarão os visitantes aos principais pontos de interesse da freguesia do Posto Santo.
A animação estará a cargo do Grupo de Baile à Antiga do Posto Santo e do grupo "Os sete da vida airada".
 
Confira o programa ao pormenor:
 
Sexta-feira, dia 25 de Abril
10:00 – Estágio de Equitação de Trabalho com Miguel Fonseca
10:00 às 12:00 – Entrada dos Animais
15:00 – 5ª Jornada de apuramento ao CRAD, TAD, CRADO, TDP
- Demonstração e passeios de atrelagem pela freguesia
21:00 – Actuação do Grupo de Baile à Antiga do Posto Santo
 
Sábado, dia 26 de Abril
10:00 – Estágio de Equitação de Trabalho
10:00 – Encontro de Barbados da Terceira – Medições biométricas, continuação do estudo da raça
13:00 – Toureio a campo aberto
15:00 – 6ª Jornada de apuramento local, ensino.
- Passeios de atrelagem pela freguesia
21:00 – Actuação do Grupo “Os Sete da Vida Airada”
 
Domingo, dia 27 de Abril
10:00 – Concurso de modelos e andamentos: Lusitanos, Cruzados, Árabes e apresentação do Pónei da Terceira.
14:00 – Apresentação de Equitação de Trabalho
- Passeios de atrelagem pela freguesia
15:00 – 4ª Jornada do campeonato inter-escolas
18:30 – Entrega de Prémios
21:00 - Encerramento


Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More