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quinta-feira, 28 de junho de 2018

Capinha Fábio Magalhães no Concurso Internacional de Recortadores


É verdade. Fábio Magalhães, o nosso categorizado toureiro de ruadas touradas à corda, acaba de ser convidado para participar amanhã, dia 29 de junho, para representar a ilha Terceira e os Açores no grande Concurso Internacional de Recortadores, na Monumental Praça de Vila Franca de Xira. Um convite além de merecido,é inédito e deveras honroso! Rodeado por uma classe de profissionais, Fábio Magalhães, embora um nato amador, saberá dentro do possível, mostrar a sua destemida classe e sabedoria.


"Nascido a 18 de Novembro de 1984, Fábio Magalhães,tal como seu pai, Francisco Godinho, começou desde novo a tourear, com 13 anos de idade, na freguesia do Porto Martins, ilha Terceira. A carreira a sério veio a desenvolver-se a partir do ano de 2005, tendo arrecadado logo de seguida o prémio de melhor capinha na Feira do Cavalo e Toiro. Desde então, pela sua arte e destreza de chamar o toiro, tanto com capa como a corpo limpo, tem vindo a demonstrar que ficará para sempre na nossa memória colectiva como sendo um dos melhores capinhas da Ilha Terceira. Por isso mesmo agora foi convidado a tourear com os melhores recortadores da actualidade, em Concurso Internacional na Monumental de Vila Franca de Xira", na opinião de Fernando J. C. Pereira, na sua página social do FB.

Parabéns, Fábio, com os mais sinceros votos de felicidades

P.S. - Este espectáculo contará com a presença do conhecido e competente repórter de imagem Fernando J.C. Pereira

José H. Pimpão
Fotos: D.R.

2ª Corrida da Feira de São João - Video


quarta-feira, 27 de junho de 2018

Muito tourei(r)o para pouco touro – 2ª da Feira de S. João


Quando a fonte é escassa, a sede nunca ficará saciada por completo. Assim espelhou a tarde/noite que recebeu o anunciado “Grandioso Espectáculo” integrado na Feira de São João de 2018. Daniel Luque, Tomás Campos e Roca Rey. Cartel sonante para as lides de um curro de utreros de Rego Botelho. Sentia-se a espectativa de quem queria assistir ao vivo aos desempenhos, especialmente de Rey, a nova coqueluche do toureio mundial. Cerca de três quartos de praça ansiavam e as quadrilhas teimaram em permanecer no pátio. Ao terceiro aviso lá se vislumbraram os intervenientes em plena arena da Monumental “Ilha Terceira”.

Daniel Luque regressou a Angra do Heroísmo e abriu praça diante de um exemplar (nº98, 516Kg) brusco e com meias investida, que metia a cara por alto. Lide com pouca história onde sobressaiu a vontade e capacidade de entrega do Matador, que usou de todos os recursos para sacar água de um poço vazio. Com o segundo do seu lote (nº13, 460Kg), ainda conseguiu algum luzimento toureando pela direita. No entanto, a cada passagem pela flanela, o novilho foi perdendo o ímpeto inicial.

Tomás Campos mostrou entrega, procurando explanar um pouco da sua arte diante de um exemplar (nº12, 496Kg) com investidas incertas e que ora se desligava, ora procurava o vulto. Ainda assim conseguiu sacar uma boa série de Derechazos com alguma ligação. Destaque para o primeiro par de bandarilhas cravado por João Pedro Silva. Diante do quinto da noite (nº15, 454Kg), voltou a assistir-se a uma lide de insistência, novamente diante de um adversário que foi perdendo capacidades até rachar. Apesar de toda a entrega, terá prolongado em demasia a lide. Ficaram na retina algumas Chicuelinas que tiveram que ser abreviadas.

Era em Roca Rey que caía a maior expectativa, mas como também foi referido no início, quando a fonte é escassa… E escassos foram igualmente os exemplares do seu lote. O seu primeiro (nº18, 455Kg), pareceu querer entregar-se, mas ao fim de algumas viagens, foi-se deixando ficar em curto. Nota de realce para duas séries, por ambos os lados, com profundidade e temple. Por momentos teve a capacidade de disfarçar os defeitos do produto da divisa azul e branca. Deu volta à arena, que terá sido um pouco forçada. Encerrou a corrida diante do utrero mais volumoso (nº3, 534Kg). Iniciou por Verónicas e cingidas Chicuelinas rematadas com vistoso Manguerazo de Villalta. A lide prometia, pelo galope demonstrado a início pelo “Macendado”. Foi de pouca dura. Logo igualou os irmãos de camada. Algumas séries pela direita e Naturais sem grande expressão a encerrar a contenda.

Mário Martins foi o director de corrida, sendo assessorado pelo médico veterinário Vielmino Ventura. Abrilhantou, a Banda da Sociedade Filarmónica Recreio de Santa Bárbara. Voltando ao que referi aquando da crónica da primeira corrida: assim sim! Muito boa interpretação musical, efectuada num volume adequado à circunstância.

Bruno Bettencourt
Foto: André Pimentel

terça-feira, 26 de junho de 2018

1ª Corrida da Feira de S. João 2018 - video


segunda-feira, 25 de junho de 2018

Corrida de emoções – 45 anos de Forcados (1ª Corrida da Feira de São João)

“A coragem é a primeira das qualidades humanas porque garante todas as outras…”. Esta frase de Aristóteles ouvida no sistema de som da Praça de Toiros “Ilha Terceira”, aliada a “existe um caminho que vai dos olhos ao coração sem passar pelo intelecto…” de Gilbert Chesterton, resumem todo o ambiente que envolveu a Corrida de abertura da Feira de S. João 2018, comemorativa do 45º Aniversário do Grupo de Forcados Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense.

Inauguração do Monumento ao Forcado “Valentes como a rocha”, a anteceder a Corrida que seria também de despedida do Cabo Adalberto Belerique. Cerca de meia centena de forcados em praça. Várias gerações acompanhadas por filhos e netos, num gesto de afirmação da liberdade e da vitalidade e continuidade da festa brava. Três quartos de casa para assistir às incidências das lides de toiros de Ascensão Vaz (AV) e João Gaspar (JG)

Em tarde de despedida, ao fim de 17 anos de comando, Adalberto Belerique efectuou uma boa pega à primeira, com uma ajuda coesa e muito eficaz por parte do grupo, contando com os já retirados Marco Sousa e José Vicente nas ajudas. Seguiu-se a sempre emotiva cerimónia de passagem de comando/testemunho ao novo Cabo João Pedro Ávila, fazendo-se ouvir uma colossal ovação, como forma de homenagem por todo o percurso e obra ao logo destes anos. Foi o novo Cabo a pegar o segundo da tarde, numa grande pega à primeira, como é seu apanágio. O terceiro foi pegado à primeira pelo já retirado Marco Sousa, que fez relembrar todas as tardes de êxito e as grande pegas com que habituou os aficionados. Na formação outros forcados já retirados, como Manuel Martins, Jorge Dinis e o veterano Rui Silva que rabejou. A segunda parte da corrida foi um expositório da capacidade de sólida renovação do grupo e do emergir de novos valores. César Santos fechou-se à segunda numa boa pega de querer e com o toiro a fugir aos ajudas. Rabejou o retirado Marco Fontes. Luís Sousa já é uma certeza e arrancou a maior ovação da tarde com uma pega de levantar praça, a um toiro que havia de ser rabejado pelo antigo Cabo António Baldaya. Francisco Matos fechou com uma grande pega à segunda, aguentando forte após ter sido derrotado por alto ao primeiro intento.

Tiago Pamplona esteve por cima de ambos os oponentes que lhe couberam em sorte. Frente ao primeiro (AV, nº112, 507Kg) lidou bem e foi assertivo, procurando ligação a um toiro que acolhia ao cite, mas que se reservava na reunião, denotando algum défice de força. Destaque para o 4º ferro curto, a dar vantagens. A abrir a segunda parte, enfrentou um exemplar (JG, nº32, 496Kg) com maneabilidade, mas que necessitava um pouco mais de sal. Nobreza a mais também é defeito(!). O Cavaleiro terceirense tirou partido das investidas humilhadas e foi-se recreando numa boa lide que chegou bem às bancadas. Muito correcto na escolha de terrenos.

O toiro (AV, nº103, 412Kg) lidado em primeiro lugar por João Moura Jr., demonstrou uma manifesta falta de força. O Cavaleiro mostrou ao que vinha e ligou-se ao hastado, bregando a gosto e aplicando uma lide na medida certa. O JG (nº34 501Kg) que enfrentou começou cedo a defender-se no momento da cravagem, tapando-se e metendo a cara por alto em violentos derrotes. O Cavaleiro procurou cobrir as dificuldades bregando-o com a garupa a duas pistas. Andou diligente numa lide que não chegou a romper.

Uma primeira referência para o gesto senhorial de Francisco Palha ao apear-se para brindar aos cabos do grupo aniversariante. Seguiu lidando um exemplar (JG, nº36, 422Kg) reservado e com pouca força, que foi indo a mais. O Cavaleiro mostrou vontade, procurando sacar o que de bom tinha o toiro. Com o último da corrida (AV, nº123, 590Kg) andou em patamar superior. Um ferro à porta gaiola, galvanizou a assistência e foi o prólogo de uma lide com bons modos, com bregas cingidas, frente a um toiro com codícia que se entregou durante toda a lide. Boa lide a fazer eco na assistência.

Dirigiu, de forma criteriosa, Rogério Silva, assessorado pelo médico veterinário José Paulo Lima. Abrilhantou a Banda da Sociedade Filarmónica Rainha Santa Isabel das Doze Ribeiras. Uma palavra final para a interpretação musical: de inegável qualidade, no entanto, a banda tem como função complementar o espectáculo e não se sobrepor a todo o resto. Não é um concerto. Foi por demais evidente a dificuldade dos cites “à voz” em praça, mercê do volume sonoro que vinha da “música”.

Bruno Bettencourt
Foto: André Pimentel

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Forcados em destaque nas Sanjoaninas

A figura dos populares e admirados forcados terá ainda um maior protagonismo na Feira das Sanjoaninas que começa no próximo domingo na açoriana Ilha Terceira, onde serão homenageados com diversos actos carregados de significado e emotividade.
O mais importante será a inauguração no próprio dia 24 de Junho, em frente à Praça de Toiros Ilha Terceira, do chamado “Monumento ao Forcado”, que se decidiu erigir coincidindo com o 45.º aniversário da fundação do Grupo de Forcados Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense, que se cumpre este ano. O referido monumento, um dos poucos dedicados a este tipo de “artista taurino”, é uma escultura do terceirense José João Dutra, quem, sobre uma estrutura de ferro revestida de fibra de vidro e resina de poliéster, recreou o espectacular momento de uma pega de caras de um grupo de forcados.

Com os seus 4 metros de altura e 7 metros de comprimento, o monumento situar-se-á muito perto daquele que, em 2011, também se erigiu na ilha ao toiro bravo, e que, elevando-se aos onze metros de altura, é o maior de todos os que existem no mundo. A inauguração do grupo escultórico será o prólogo à celebração da primeira corrida da Feira de São João, um festejo de toureio a cavalo com toiros de Ascensão Vaz e João Gaspar no qual, noutro ponto alto assinalado, se despedirá das arenas, após dezassete anos de comando, o actual Cabo do Grupo da Tertúlia Tauromáquica Terceirense, Adalberto Belerique.

Já no Concurso de Ganaderias anunciado para a Sexta-feira 29, os Forcados da Tertúlia alternarão com os norte-americanos de Merced, uma das muitas comunidades açoreanas existentes no Estado da Califórnia, onde se celebra uma grande quantidade de espectáculos taurinos incruentos.

A 1 de Julho, no encerramento da Feira, terá lugar a actuação dos Forcados do Ramo Grande, o outro grupo existente na Terceira, que se encarregarão de pegar os dois toiros de José Albino Fernandes destinados na corrida mista ao cavaleiro Vitor Ribeiro.

A figura do Forcado, tão respeitada e admirada em terras portuguesas, assumiu este ano uma especial relevância internacional, ao conhecer-se que a grande estrela portuguesa do futebol, Cristiano Ronaldo, contratou os serviços de Nuno da Cruz, Cabo dos Amadores de Chamusca, como guarda-costas pessoal durante o Campeonato do Mundo que se está a celebrar na Rússia.

Fonte: Tertúlia Tauromáquica Terceirense

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